Retornamos. A próxima lista é predominada por episódios de meia hora e metade dos episódios são de séries de comédia. Mas, além de comédia, temos o horror retornando, mais um reality show para conversarmos, adaptações de livros e a primeira série brasileira a aparecer por aqui. Quanto à jornada, temos episódios pilotos, episódios da primeira temporada e um series finale.
Lembrando novamente que a lista não contém spoilers, confira abaixo nossa sequência para os 50 melhores episódios do primeiro semestre de 2018:
40. SiliconValley, 05×08: “Fifty-One Percent” (13/05/2018) [HBO]
Escrito e dirigido por: Alec Berg

Por: Welson Oliveira
Depois de muito tempo no ar, muitas séries são afetadas pela permanência na televisão. Ou porque os atores vão deixando o elenco ou porque a essência vai se perdendo — ou porque tantas outras coisas. É difícil que façam ótimas quintas temporadas sem que descaracterizam muito no processo. Em Silicon Valley, isso não foi um problema. Talvez porque a série nunca tenha se estendido muito, característica de comédias da HBO, nunca ultrapassando os dez episódios. No quinto ano, exibido entre março e maio, temos uma jornada de começo, meio e fim, na qual acompanhamos a busca pelo que seria uma “nova internet” e quais os riscos dentro dela.
Tivemos Richard (Thomas Middleditch) e seus amigos partindo do zero, enfrentando problemas singulares da forma singular que as personagens da série escolhem e que já estamos acostumados, desde a contratação de mão de obra para ajudá-los, até as burocracias dentro do mundo corporativo no qual estão inseridos. Fifty-One Percent aborda um pouco isso, quando o protagonista finalmente ganha total consciência de como se manter no jogo de poder que as grandes empresas possuem. Mesmo desajeitado, Richard conseguiu nos provar aqui, assim como lá no season premiere, que pode não ser o melhor em fazer discursos, mas consegue sorrateiramente deixar de lado sua personalidade quase ingênua para defender seus projetos.
É um final que se liga muito bem à proposta da temporada, provando, por fim, que a série consegue estabelecer seu humor e desenvolver suas personagens mesmo sem o tempo que as produções da tevê aberta possuem.
(Outros episódios: 05×01: “Grow Fast or Die Slow”.)
39. Desventuras em Série, 02×09/10: “The Carnivorous Carnival: Part One/Part Two (Season Finale)” (30/03/2018) [NETFLIX]
Escrito por: Joe Tracz // Dirigido por: Loni Peristere

Por: Vitor Souza
Caro leitor, se você não quer ter a memória de seus contos infantis preferidos arruinada para sempre, te aconselho a pular para o próximo item da lista. Assim como a história dos Baudelaire, este texto não vai confortar seus corações.
Mas se você não se importa com memórias felizes… ou é simplesmente acasmurrado – uma palavra que aqui quer dizer “teimoso” – e decidiu ler o que tenho a dizer, quero que se recorde de como durante toda a infância somos apresentados a histórias onde o bem sempre prevalece no final. Nossos pais querem que tenhamos uma visão otimista, nos encorajando a não temer em momentos difíceis: simplesmente persista e seja bom, pois o bem sempre vence. Porém, algo que aprendemos durante nossa caminhada pela vida é que se tem algo que o mundo não é, é justo. E isso os Baudelaire descobriram cedo, pois Desventuras em Série desafia essa percepção colorida e ilusória do destino. A realidade é que vivemos em um mundo voraz, onde além de não haver linhas claras que definam “bem” e “mal”, às vezes, não importa o quão bom e justo você tente ser, as coisas dão errado.
Em The Carnivorous Carnival, depois de passarem pelas mãos de diversos tutores incompetentes, os Baudelaire estão por conta própria e, dessa vez, ao invés de tentarem simplesmente fugir do conde Olaf (Neil Patrick Harris), resolveram permanecer próximos dele – disfarçados, claro – no intuito de descobrirem mais sobre a suspeita de que seus pais estariam vivos. É assim que alguns mistérios relacionados à C.S.C são relevados durante os episódios. O que é mais interessante nessa season finale, porém, são as reflexões que ela causa.
Na história da humanidade, sempre existiram indivíduos marginalizados por serem diferentes e nos episódios somos apresentados a personagens que são consideradas “aberrações”. A série utiliza do absurdo e do caricato para enfatizar críticas sociais, então as características que separam esses personagens são coisas bobas, como o tamanho das mãos. Porém, olhando ao redor, a gente percebe que o que acontece com as aberrações no circo Caligari, é muito condizente como que vimos no mundo real e que na narrativa eles funcionam como alegorias para camadas da sociedade que sofrem com estigmas. Além de marginalizado, quem foge do padrão tem sua autoestima esmagada, para que assim mantenham sua posição de oprimidos. Mas o que é ser uma aberração? Alguém que foge ao “padrão” ou pessoas imorais, que não apenas se calam em meio ao sofrimento alheio? Ou pessoas que não possuem escrúpulos para conseguir o que querem, mas fazem do infortúnio do outro uma forma de entretenimento? São por essas provocações – e por sua linguagem textual e visual deliciosa – que The Carnivorous Carnival merece estar na lista.
38. Vida, 01×01: “Episode 1 (Series Premiere)” (06/05/2018) [Starz]
Escrito por: Tanya Saracho // Dirigido por: Alonso Ruizpalacios

Por: Welson Oliveira
Não só Desventuras em Série nessa lista faz uma mistura de drama e comédia. A série da Starz que estreou em maio do ano passado percorre o mesmo terreno. Nela, acompanhamos duas irmãs voltando à casa da mãe após seu falecimento. Se a problemática relação entre mãe e filha não é um tema novo, a novidade está no contexto: falamos sobre mulheres de origem latina que cresceram nos Estados Unidos. Isso esbarra em um problema social que vem assolando a geração atual: os traços culturais de sua origem que são apagados na nova terra. Séries como Vida fazem um papel importante por contar essa história e dar aos jovens latinos uma oportunidade de se relacionar pessoalmente com a televisão.
No primeiro episódio, conhecemos as irmãs protagonistas. Uma é misteriosa e não lida bem com outras pessoas, enquanto a outra é manipuladora e não se importa com o sentimento alheio. Aos poucos, de volta à casa da mãe, elas descobrem segredos guardados pela falecida que redesenham a imagem que tinham dela. A ironia está em percebermos que a morte de Vida, o nome da falecida mãe, é o estopim para que a paz chegue à família, quase como se a vida da família realmente se faça após a morte da matriarca. Até porque a forma mais fácil de perdoar pode ser quando a pessoa não estiver mais por perto para prosseguir em seus erros.
Tudo isso é feito em episódios de vinte minutos, vendidos como drama, mas tendo, ali no meio, um humor muito pessoal, com tom de biografia e elaborado para que as pessoas retratadas se sintam lisonjeadas e as pessoas de fora se sintam instigadas.
(Outros episódios: 01×04: “Episode 4”.)
37. Waco, 01×06: “Day 51 (Series Finale)” (28/02/2018) [Paramount Network]
Escrito por: John Erick Dowdle & Drew Dowdle // Dirigido por: John Erick Dowdle

Por: Gil Victor
Em 1993, a cidade de Waco, no estado americano do Texas, foi cenário de uma tragédia que ganhou as manchetes de todo o mundo e ficou conhecida como “Cerco de Waco”. O acontecido teve início quando foi feito um mandado de busca ao “Monte Carmelo”, sede de uma comunidade religiosa chamada “Ramo Davidiano”, liderada por David Koresh. A minissérie Waco estreou com o objetivo de contar a história do acontecimento, assim como mostrar a perspectiva da polícia na investigação. Sendo bastante fiel a tudo envolvendo o cerco de Waco, a série se conclui no seu chocante sexto episódio, “Day 51”.
Assistir aos 50 minutos do series finale é uma experiência revoltante. Acompanhar os momentos antes da tragédia causa uma tensão e uma angústia que não são fáceis de lidar, principalmente ao saber que nada daquilo terá uma boa conclusão. Nenhum esforço conseguiu impedir tudo que aconteceu e o episódio, apesar de difícil, é necessário. A história dos moradores do Monte Carmelo precisava ser contada, assim como a mensagem que a série deixa precisa ser espalhada. Revendo o episódio para esse texto, as lágrimas vêm da indignação e da percepção de ser incapaz de fazer algo, porque nada pode ser mudado. E, infelizmente, acontecimentos como esse continuam a se repetir.
(Outros episódios: 01×03: “Operation Showtime”.)
36. Queer Eye, 02×01: “God Bless Gay (Season Premiere)” (15/06/2018) [NETFLIX]
Criado por: David Collins // Editado por: Joseph Deshano, Matthew Miller, Ryan Taylor

Por Vitor Souza
Queer Eye, da Netflix, não é um mero programa de makeover. Claro, os participantes têm a casa remodelada, a aparência melhorada e o guarda-roupa renovado. Porém, além da transformação física, o programa aposta em uma transformação emocional. E não só de quem recebe a visita de Karamo, Jonathan, Antoni, Bobby e Tan, mas de quem assiste também! Queer Eye emociona e encanta pois entende que no fundo o que cada um de nós busca é conexão humana; amar, ser amado e aceito. O que o show propõe é diluir, através da empatia, as tensões que existem entre a comunidade LGBTQ+ e camadas da sociedade historicamente opressoras. Afinal, a raiz de todo preconceito é a ignorância.
“Você não pode evangelizar e antagonizar ao mesmo tempo.”
— Mama Tammye
God Bless Gay foi um episódio atípico para o reality por muitas razões: a “vítima da vez” foi uma mulher, que inclusive dividiu o protagonismo com seu filho, o lugar remodelado não foi a residência da participante e Antoni nem teve muito o que fazer (tá, isso não é tão diferente do que geralmente acontece). Porém, o que fez do episódio algo especial foi o foco não estar no trabalho do Fabolous Five. Desta vez, o participante tinha tanto a ensinar para o grupo quanto aprender dele.
Uma das maiores perseguições que a comunidade LGBT sofre atualmente são de instituições religiosas. São pessoas que distorcem a mensagem da bíblia e usam o nome de “Deus” para destilar ódio e preconceito. Como Bobby, cresci na igreja e sei como é assistir a um pastor falando que mereço queimar no fogo do inferno simplesmente por quem sou. É um tipo de violência emocional que gera um grande trauma e destrói sua autoestima. Libertar-se de anos de opressão não é fácil e muitas vezes para que isso aconteça, o que a gente faz é levantar muros, que embora nos protejam de uma possível rejeição, também nos impede de deixar que o amor nos alcance. Foi lindo ver como Mama Tammye conseguiu iniciar um processo de cura em Bobby. E como ela mostrou que existem pessoas dispostas a seguir verdadeiramente os passos de Cristo, amando e aceitando o próximo apesar das diferenças. “God Bless Gay” foi uma lição de empatia, um episódio comovente e catártico que renovou a fé no espírito humano.
(Outros episódios: 02×02: “A Decent Proposal”.)
35. Channel Zero, 03×01: “Insidious Onset (Season Premiere)” (07/02/2018) [SyFy]
Escrito por: Nick Antosca // Dirigido por: Arkasha Stevenson

Por: Welson Oliveira
Com o anúncio da adaptação de creepypastas pelo SyFy, talvez não soubéssemos que a antologia de horror seria uma das mais prestigiadas do canal, mas já imaginávamos o clima de pesadelo que rondaria as histórias. Isso se confirmou com as duas primeiras temporadas, nas quais assistimos a um programa de televisão infantil assombrar os adultos que o assistiram e alguns jovens lidarem com uma casa sem fim que te traz seus desejos ocultos enquanto te devora — literalmente. Mas como todo pesadelo no gênero do horror é pouco, a terceira temporada, intitulada Butcher’s Block, levou o público a experienciar as sensações mais bizarras que os sonhos ruins podem causar. Tudo isso enquanto cria uma grande metáfora sobre como as doenças devoram as pessoas até que elas se tornem irreconhecíveis.
Insidious Onset nos apresenta as duas irmãs que acompanharemos. Temos as irmãs Alice (Olivia Luccardi) e Zoe (Holland Roden) chegando a uma cidade nova, na qual se instalaram para fugir da mãe. Desde o começo, ficamos sabendo que há algo estranho por ali, seja porque há uma lenda urbana sobre escadas que aparecem e desaparecem dentro da floresta e que levam ao céu, ou porque as pessoas vão desaparecendo lá na “Quadra do Açougueiro”, uma zona morta negligenciada pelo governo. Assim como nas temporadas anteriores, nesta temos a direção sobre a responsabilidade de apenas uma pessoa, o que rende uma atmosfera diferente e singular, assinatura de quem se propôs ao trabalho. Nesse caso, Arkasha Stevenson imprime seu estilo, sua forma de abordar a adaptação de Search and Rescue Woods, história de Kerry Hammond.
A sensação de assistir aos episódios de fevereiro e março de Channel Zero é estranha: incomoda ou traz uma quase irritabilidade. Há um humor estranho, quase profano, lá no fundo. Mas não se engane: é tudo de propósito para que não fiquemos muito confortáveis. O conforto quase tedioso é na antologia de horror do canal ao lado.
(Outros episódios: 03×06: “Sacrifice Zone”.)
34. The Middle, 09×23-24: “A Heck of a Ride (Series Finale)” (22/05/2018) [ABC]
Escrito por: Eileen Heisler & DeAnn Heline // Dirigido por: Lee Shallat-Chemel

Por: Welson Oliveira
Chegar à nona temporada não é para qualquer série. The Middle conseguiu isso ao adquirir uma base de fãs mesmo não tendo em sua trajetória as reviravoltas que as comédias atuais usam para se manter. A série da ABC, pelo contrario, se manteve apenas apostando nas personagens e no ridículo de suas situações. É por isso que o final dado à família Heck não se vende aos eventos extraordinários que imaginamos para series finales. É uma trama simples, fiel à história da série e pautada em um evento crível.
(Agora entra o malabarismo para comentar sem spoiler.)
O episódio duplo lida com uma dessas despedidas que dificilmente uma família grande consegue escapar. Para isso, quase que acarinhando o telespectador de maneira indireta, a sensibilidade nos alcança em diversas cenas, nas quais nos questionamos o lugar do meio em nossa família ou em nossa vida. Temos reações maternas exageradas, para reconhecer e se relacionar com fatos de nossa vida. Os irmãos, então, fazem uma trégua em suas jornadas, muitas vezes individuais, para expressarem com todas as palavras, não apenas nos gestos escondidos, o quanto um representa ao outro. Há uma cena no carro e uma cena na estrada que, à sua maneira, celebram essas personagens e agradecem ao público, que aceitou ficar no meio junto com os Hecks durante todos esses anos.
(Outros episódios: 09×05: “Role of a Lifetime”.)
33. Derry Girls, 01×03: “Episode Three” (11/01/2018) [Channel 4]
Escrito por: Lisa McGee // Dirigido por: Michael Lennox

Por: Welson Oliveira
Fazer comédia nunca pareceu tão fácil quanto na série criada por Lisa McGee e que foi exibida no Channel 4 antes de chegar ao Brasil pela Netflix. Nunca passando muito dos vinte minutos, a comédia britânica utiliza o humor não-tradicional atribuído à região para seguir um grupo de adolescentes amigos. Em uma cidade pequena da Irlanda, onde pouca coisa acontece, os jovens lidam com conflitos típicos à idade: amizade, amor, sexo, família e estudos. Mas se tem uma palavra para definir melhor a série, esta seria: ridícula. De um ridículo absurdo que poucas conseguem alcançar, fazendo-nos rir como resultado.
Para se ter uma ideia, neste episódio, os jovens precisam estudar para passar em uma prova no colégio rígido, católico, em que estudam. Isso até que eles decidem, por conta de um acaso, atestar que uma estátua da Virgem Maria chorou diante da presença deles. Todo o caos que o possível milagre traz à cidade acaba ajudando-os a escapar de fazer os exames. Parece estúpido, mas é justamente aí que está a força da sitcom. Derry Girls têm personagens cativantes em vidas tediosas, brigando entre si na busca por justificar a própria existência. O humor é provocativo, às vezes insensível, mas sempre dentro da proposta de debochar dos preconceitos e dos hábitos dessas pessoas cuja cabeça às vezes é tão pequena quanto seu mundo.
(Outros episódios: 01×02: “Episode Two”, 01×04: “Episode Four”.)
32. One Day at a Time, 02×09: “Penelope” (26/01/2018) [NETFLIX]
Escrito por: Michelle Badillo & Caroline Levich // Dirigido por: Phill Lewis

Por: Pedro Neves
Provavelmente uma das séries mais ignoradas da Netflix, One Day at a Time conseguiu em seu segundo ano melhorar tudo o que tinha de bom na sua temporada de estreia. A afinação do elenco só melhorou e o roteiro, que consegue falar sério enquanto faz piada, esteve melhor do que nunca. Foi em Hello, Penelope, entretanto, que a série conseguiu atingir um novo patamar. Voltando a encarar a depressão de Penelope, somos levados a uma jornada profunda (e, às vezes, dolorosa) para entendermos, mesmo que um pouco, como a saúde mental de uma pessoa é algo delicado que afeta não só a ela mesma, mas a todos que a cercam.
As tiradas rápidas do roteiro continuam ali, sempre dando uma chance para respirar no meio da forma densa com que a trama central se desenrola. Mas não só isso, até mesmo a iluminação é usada para dar um tom ainda mais sério e expor os contrastes pelos quais Penelope (Justina Machado) vai passando nos 28 minutos de história. Rita Moreno continua maravilhosa como Lydia, que oferece um ponto de vista dos mais interessantes sobre tudo o que acontece, e Todd Grinnell traz um Schneider mais humano do que nunca para o episódio. Mas é Justina Machado quem merece todos os elogios (e eles nunca serão suficientes) por nos fazer sentir e quase passar junto por tudo o que Penelope enfrentou. Ela se mostra não só (mais uma vez) uma ótima comediante, como surpreende entregando uma das melhores performances dramáticas do ano, em um episódio que é um clássico instantâneo.
(Outros episódios: 02×01:”The Turn”, 02×12: “Citizen Lydia”, 2×13: “Not Yet”.)
31. Cidade dos Homens, 06×04: “Episódio 4 (Final)” (05/01/2018) [Globo]
Escrito por: Marton Olympio // Dirigido por: Pedro Morelli

Por Welson Oliveira
Como nem só de série irlandesa é feita nossa lista, chegamos à Cidade dos Homens, uma das melhores produções que já passaram pela nossa tevê. O retorno da série não foi feito como imaginávamos, pois as duas temporadas passam muito tempo revendo as histórias antigas e trazendo pouco material novo. Isso é bom para aqueles que não puderam acompanhar à época, mas faz-nos pensar o quanto estamos desperdiçando de potencial — afinal, os atores continuam ótimos, e em época de brutalidade policial em favela do Rio de Janeiro ganhando os noticiários, a ousadia dos roteiros poderiam colocar, novamente, o dedo na ferida. Não foi o que aconteceu e ganhamos, além de cenas soltas, apenas dois episódios de conteúdo inteiramente inédito. Um episódio em 2017 e outro este ano; os dois no season finale das duas temporadas de retorno.
Para o último episódio, exibido em janeiro de 2018, as personagens se veem dentro de uma complicada situação, quando arrumam confusão com os mandantes do morro, lugar onde vivem desde criança. A tensão é bem elaborada no episódio, temos bons diálogos e a jornada das personagens avança. Um dos grandes motivos para o aparecimento do episódio por aqui é o retorno da Poderosa, personagem de Roberta Rodrigues, que voltou para redesenhar a ideia que fazemos dela. Não mais a garota inconsequente, ela é mãe e cantora (gospel), dedicada ao casamento e empolgada para retomar contato com o filho. Se a história já não fosse boa por si só, a atriz está excelente, principalmente no monólogo que entrega quando em frente a uma arma. É poderoso, bem feito e mais uma prova de que quando Cidade dos Homens está passando, pouca coisa lhe tira o título de melhor série na televisão brasileira sendo exibida no momento.
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Fico por aqui por enquanto, mas já voltamos para dar seguimento à lista e descobrirmos quem aparece do 30-21. Quem você acha que ainda pode aparecer por aqui? Quem fez uma aparição duvidosa? Quais séries dessa lista você já assistiu?
MAPA DA LISTA
Primeiro Semestre:
[50-41] [40-31] [30-21] [20-11] [10-01]
Segundo Semestre:
[50-41] [40-31] [30-21] [20-11][10-01]
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Os Melhores Episódios de Horror de 2018
As Melhores Personagens do Ano Parte I
As Melhores Personagens do Ano Parte II
Uma Retrospectiva (Série) Maníaca, Parte I: Os Destaques
Uma Retrospectiva (Série) Maníaca, Parte II: Marcos e Polêmicas














![Os Melhores Episódios de 2019 | Primeiro Semestre [50-41]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2020/03/TOP-50-41-218x150.png)

