“A amizade não é uma coisa, são milhões de pequenas coisas.” – fala de Eddie, parafraseando o seu eterno amigo, Jon.

Desde a sua estreia, em 2018,  a série A Million Little Things sempre abordou a importância dos laços familiares para com os seres humanos, ainda mais após o autoextermínio de um dos seus protagonistas, Jonathan “Jon” Dixon (Ron Livingston de Search Party). De lá pra cá, esposa, filhos e amigos tiveram que lidar com as consequências desse ato, seja fortalecendo laços, seja desfalecendo outros. E tais características perduram por anos para alguns personagens, pois a cicatrização de sentimentos, como a tristeza, às vezes, demora para se transformar apenas em saudade.

Em meio a isso, o núcleo familiar de Jon e de seus fiéis companheiros, além de trabalharem da melhor forma possível esses sentimentos, tiveram também que trabalhar com temas pertinentes à sociedade do século XXI. Isso se justifica, porque o seriado – em sua terceira temporada – se passa exatamente no tempo vigente, ou seja, em 2020/2021. Temas como o racismo e, claro, a pandemia do novo Coronavírus tiveram voz e vez, mostrados com muita competência pelos roteiristas. De forma a ficar o mais didático possível, vou separar esta minha Retrospectiva do terceiro ano de A Million Little Things – que inclusive serve de “esquenta” para a estreia da nova temporada nesta semana -, em núcleos de personagens, pode ser?! Let’s go:

EDDIE, THEO, KATHERINE & ALAN: 

Vamos começar falando de Eddie Saville (David Giuntoli de Grimm), moço que só sabe errar, e o pior: não demonstra um pingo de arrependimento de seus atos. No início da temporada, é claro, ficamos apreensivos com o atropelamento dele, principalmente no que diz respeito à sua sobrevivência, afinal de contas morrer não era uma possibilidade. Capaz de os autores matarem um dos protagonistas, né?! Por favor! Amém que não estamos lidando, aqui, com a “Shondanás” (Shonda Rhimes de Grey’s Anatomy) das séries, não é mesmo?! 

Pois bem: a sua saída do hospital e todas as sessões de fisioterapia fizeram com que ele desenvolvesse uma força até então desconhecida, não só para se auto-reerguer – ele ficou na cadeira de rodas sem se movimentar, por tempo indeterminado -, como, também, de unir a sua família novamente. Contudo, o caso dele ficou apenas no tentar, já que concretizar o segundo item, ele não conseguiu, não. Katherine Saville (Grace Park de Hawaii Five-0) foi guerreira em aceitá-lo de volta após a traição de seu cônjuge com Delilah Dixon (Stephanie Szostak de Satisfaction), que acabou gerando uma linda bebê para a história. E é nesse ponto que a história se complica: até a temporada passada, a Kath estava um tanto apagada na trama, ao meu ver. Eu não sentia que ela estava conectada ao grupo, e sim apenas ao seu trabalho como advogada e ao seu filho Theo Saville (Tristan Byon de Criminal Minds), o mais fofo da série, diga-se de passagem. Tudo o que ele faz é com amor! O pequeno é a materialização da pureza infantil, seja nas brincadeiras, seja nas surpresas que ele inventou ao longo da temporada para algum personagem. Literalmente, adorable!

Tal característica do garotinho não esteve muito presente em seu pai, um mentiroso de “mão cheia”. Além de perder a confiança de Kath, Eddie tomou vários comprimidos escondidos, com a ajuda de Dakota (Anna Akana de Corporate), materializando, na prática, a dependência química. No extremo de seu vício, ele chegou até mesmo a roubar comprimidos na casa de Regina (Christina Moses de Condor). É claro que é inimaginável o trauma e a tristeza em demasia quando uma pessoa perde os movimentos dos membros inferiores, mas dá para refletir sobre esse novo vício do personagem, uma vez que, no passado, quando ele era integrante de uma banda musical, o moço era viciado em bebidas alcóolicas, também. Ele nunca acertou, tampouco depois dessa colossal transformação em sua vida por mais que os amigos o tivessem apoiado, e muito, com – até mesmo – a sua ida à uma clínica de reabilitação. Por falar em amigos, Alan (Terry Chen de The Expanse) tornou-se um belo companheiro afetivo de Kath, ajudando-a com a locação de seu escritório, juntamente às questões burocráticas do restaurante de Regina. Consequentemente, isso ocasionou em um “algo a mais” entre eles, que eu confesso: amei e shippo demais da conta. Ela merece ser feliz, tadinha, só sabe sofrer. Merece um novo amor, ainda mais agora, decidida em se separar de vez por Eddie.

Se não bastasse todo o sentimento de culpa que o Eddie conseguiu impor em sua vida, com Theo a ignorando por um bom tempo, Kath teve que lidar, inclusive, com a questão da xenofobia. Isso ocorreu, pois, durante uma das aulas virtuais de seu filho, Theo, ele passou por uma situação triste de preconceito: um de seus coleguinhas culpou-o pela disseminação do novo Coronavírus, ao ter alegado o tal “vírus chinês”. Seus pais, obviamente, ficaram preocupados e fizeram de tudo para proteger o pequeno garotinho. Isso tudo mexeu com Katherine, que acabou conversando com Alan sobre as suas origens, os seus medos, as suas angústias, justamente por conta que os seus pais, por exemplo, foram imigrantes em um país até então desconhecido. A partir daí o clima esquentou entre os dois e, no final da temporada, formou-se, então, o casal #Kathalan. Sou péssimo na junção de nomes, não reparem, por favor, risos.

ROME, REGINA & TYRREL:

Posteriormente terem vivido a não adoção de um bebê, na qual planejaram com muito amor, um dos casais mais sólidos da série passou por muitas dificuldades no que diz respeito às suas vidas profissionais. Enquanto Regina se viu apavorada com a iminência de ter que demitir um de seus funcionários do restaurante, em virtude do lockdown provocado pela pandemia, Rome (Romany Malco de Mad Dogs) viu o seu filme “ir por água abaixo”, com o seu casting sendo desintegrado em uma imensa paralisação das atividades. Dessa maneira, ao longo dos episódios, eles tiveram que se desdobrar para conseguirem achar um meio termo para continuarem os seus ofícios em tempos tão tenebrosos. 

Aqui vale destacar a exemplar retratação da pandemia, com os personagens usando máscaras e fazendo distanciamento social. Inclusive, muitas das conversas foram feitas por videochamadas, com os personagens isolados em suas respectivas casas. E uma das soluções encontradas para que o restaurante continuasse funcionando foi o esquema de entrega por delivery, com Shanice (Nikiva Dionne de Insecure) – atriz escalada para interpretar Gina no filme escrito por Rome – tendo feito uma campanha nas redes sociais. A ideia, portanto, mostrou a valorização do empreendedor local, temática muito em voga desde o início da pandemia pelo mundo afora. #iFood

E entra uma entrega e outra, eles acabam conhecendo e, até mesmo, no futuro, adotando Tyrell (Adam Swain de The Hardy Boys), jovem que ficou a temporada inteira em busca por respostas sobre a sua mãe, uma imigrante ilegal nas terras americanas. Desse modo, ela acabou sendo deportada para o Haiti, deixando-o sozinho nos Estados Unidos da América (EUA). Foi bonito ver como o casal apoiou o jovem desde o começo, com Regina conversando com a mãe, dando todo o suporte possível, seja na questão de emprego, seja na questão amorosa. Aliás, cadê a namorada, hein?! Dessa maneira, eles acabam tornando-se uma verdadeira família, com ele sendo “filho” do casal. Quem diria, hein?! Se eles estavam esperando uma criança bebê, recém-nascido, com certeza a chegada de um jovem bem crescidinho não estava nos planos, surpreendendo-os, risos.

MAGGIE, GARY, DARCY & JAMIE:

Maggie (Allison Miller de 13 Reasons Why) começou o terceiro ano de A Million Little Things indo para Londres, com o objetivo de estudar, recheada de expectativa para que Gary (James Roday Rodriguez de Psych) ir junto ou, quem sabe, impedi-la de tomar tal decisão. No entanto, quando ele apareceu na porta do aeroporto, a moça tomou um “banho de água fria”, com ele apenas dando tchau e, assim, ficando com a antipática Darcy (Floriana Lima de O Justiceiro). Ah, Maggie, eu também fiquei super decepcionado com ele, afinal de contas eu, como fã da série e de vocês, é claro, shippo demais o casal #Mary – se vocês, leitores, têm um nome melhor, me falem nos comentários, por gentileza – queria vê-los, quem sabe um dia, até se casando. Seria lindo! Os dois se amam, e muito, mas não querem admitir isso de forma alguma. Dois teimosos, isso sim. Querem enganar quem, hein?! Isso sem contar a presença de Darcy, uma “porta” na vida de Gary, sem emoção, sem amor, sem nada. Nem o plot dela sentir pânico por conta de seu passado comoveu, só tornou alguns episódios insossos. Acho que o problema é a atriz, caracterizada por possuir apenas uma expressão facial, “sem sal”, sem vida, sem rugas de expressão. E eu não tô falando de envelhecimento corporal, não, e sim de choro, de desespero, de sentimento. Ela não tem nada disso! 

Já nas terras da Rainha da Inglaterra, em Oxford, Maggie não pisou com o pé direito, mas com o esquerdo, pois ao chegar em seu novo apartamento pensou que Jamie (Chris Geere de Modern Family), seu novo roommate, ou seja, seu colega de quarto, fosse uma mulher, e não um homem. Pra piorar, ela se meteu no relacionamento do rapaz, rendendo cenas hilárias, diga-se de passagem. Posteriormente, ela foi alimentando um relacionamento super divertido, cômico, amoroso e gostoso de acompanhar com Jamie, que, inclusive, ficou noivo no passado e, dessa forma, quase disse “sim” no altar. Ao que tudo indica, ele irá fazer isso, no futuro, só que em outra série: This is Us (2016-atual), porque o ator, por lá, também interpreta o personagem Phillip e, ao que tudo indica, ele irá desenvolver um relacionamento com Kate (Chrissy Metz de Kung Fu Panda: The Paws of Destiny), em 2022. Isso – sendo bom ou ruim – justifica – de certa forma – a saída de Jamie de A Million Little Things, leitores. Confesso que eu amei o jeito despojado e repleto de humor ácido do personagem. O ator é excelente e lindo, por sinal.

Ademais, Maggie acabou desenvolvendo seu novo podcast, conteúdo que ajudou várias pessoas, seus ouvintes fiéis do conteúdo. Entretanto, no bate-papo em áudio, ela acabou revelando o seu passado amoroso com Gary – o mais baixado de todos os capítulos -, o que intensificou o clima quando ela retornou à América para a realização de suas consultas médicas de rotina em função do câncer. Por falar nisso, a psicóloga acabou descobrindo estar grávida, decidindo realizar o aborto: um assunto super delicado, que envolve vida e religião, muitas das vezes. Aqui não cabe julgá-la, apenas acolhê-la – e isso não quer dizer que eu concorde ou não com o procedimento, vale deixar claro -, assim como fez Gary, o seu verdadeiro amor. Jamie, antes de “picar a mula”, também apareceu, promovendo ciúmes em Gary. A gente só valoriza depois que perde, não é mesmo?! Se bem que, embora haja muitas preocupações entre Jamie e Maggie, ambos, desde o início, não queriam nada sério, somente uma “amizade colorida”. Contudo, ela ficou balançada quando falou que ele foi a um encontro casual com outra pessoa.

SOPHIE, DANIEL & GARY:

Enquanto Delilah estava viajando com a sua filhinha bebê – que não cresce de jeito nenhum, vale lembrar! Mistério, gente! – e com o seu pai, Gary ficou responsável de ficar na sua casa para tomar conta dos dois irmãos: Sophie (Lizzy Greene de Cousins for Life) e Danny (Chance Hurstfield de Pup Academy). É evidente que a relação, apesar de ser regada de muito amor e de muita amizade, não tem como ele ter ficado – com ambos – 24 horas por dia, juntamente à ajuda da chata da Darcy. E justamente por isso, Gary se sentiu culpado pelo que aconteceu com Sophie, jovem abusada sexualmente e psicologicamente por Peter (Andrew Leeds de Bones), seu professor de música. Se é que podemos intitulá-lo de professor, né?!

Quando todo mundo ficou sabendo do ocorrido, Regina e Maggie trataram logo de conversar com a jovem, que se sentiu extremamente culpada pelo ocorrido. Na verdade, em um primeiro momento, ela não estava entendendo o tamanho da magnitude da atitude nojenta e desumana de Peter. E é evidente que a culpa jamais foi dela, tampouco de Gary, e sim, somente do professor energúmeno. Já Regina relembrou o momento em que passou pela mesma situação, com o seu tio tendo feito atos abusadores com ela ainda mais nova. O trauma é para o resto da vida, mas, com certeza, a partir do acolhimento e do suporte médico/psicológico, as vítimas podem amenizar as consequências um tanto irreparáveis.

E o seriado soube trabalhar muito bem a questão da reflexão e da indignação sobre a temática do abuso sexual infantojuvenil. Sophie sofreu muito e ainda luta por justiça, ainda mais sabendo que não foi a única. Vale lembrar que uma das alunas chegou a cometeu suicídio por conta disso, sendo os seus pais os responsáveis por ajudarem Sophie nessa batalha. A temática é tão assustadora quanto real, pois, aqui, no Brasil, por exemplo, ainda ocorrem muitos casos, em que a impunidade impera no lugar da justiça. No que diz respeito a isso, Gary foi pela segunda vez até à casa de Peter buscar fazer “justiça com as próprias mãos”, sendo a cena final da season finale. O que será que irá acontecer, hein?! Será mesmo que a violência é o melhor caminho para reparar a situação?

Enquanto não temos respostas para essas perguntas, lembro – nessa Retrospectiva – o 15ª episódio – “Not Alone” -, uma vez que ele foi um marco e o ponto de virada na trama da Sophie, uma personagem repleta de destaque ao longo da terceira temporada, justamente pelos motivos já citados. O roteiro estava coeso, a trilha sonora ímpar e a interpretação da Lizzy foram essenciais para que o resultado final fosse impactante e, assim, a emoção tomou conta do telespectador.

GEORGE FLOYD:

Embora não tenha sido um personagem, George Floyd, de 40 anos de idade, homem negro que foi brutalmente morto por um policial branco americano, na vida real, foi temática de reflexão na história. O agente ficou de joelhos no pescoço de Floyd por 8 minutos e 46 segundos, sendo tudo gravado, com as imagens viralizadas nas redes sociais, perplexando a população mundial diante de tamanha brutalidade e barbárie. Esse caso, portanto, foi plot para alguns episódios, com os personagens tendo ido em protestos na rua, em apoio a campanha #BlackLivesMatter, isto é, #VidasNegrasImportam. Aliás, eu até queria saber se os roteiristas aproveitaram as verdadeiras manifestações nas ruas ou se montaram as fictícias. Acredito que ficaram com a segunda opção, porque houve uma extensa paralisação das gravações de várias séries por conta da pandemia, juntamente aos protocolos sanitários.

E a inconformação com a morte de Floyd tocou os personagens de forma significativa, com eles perplexos ao terem visto ao vídeo dele dizendo “I can’t breathe!” É muito triste o racismo e a violência com a população negra/preta, tanto nos Estados Unidos, quanto em qualquer parte do mundo. Revolta, machuca, chega a nos deixar com vergonha por sermos seres humanos, pois o tempo passa, mas, ao invés de evoluirmos positivamente em harmonia, parece que estamos retrocedendo aos tempos das cavernas. A temática na série serviu, não só para humanizar os personagens e mostrar os seus medos e as suas revoltas, como, também, homenagear George, que teve a vida retirada, sem piedade, sem compaixão. Uma atitude descomunal. 

Quem acabou sofrendo uma violência na cabeça foi Regina, tadinha, no meio da multidão. Ainda bem que os exames deram negativos, porém, a longo prazo, ela mostrou sintomas de esquecimento por conta da pancada. Tomara que na 4ª temporada ela esteja melhor, em sã consciência, sem perder a memória. Fiquei triste que ela teve que fechar o restaurante, mas a saúde vem em primeiro lugar e ela precisa cuidar do seu bem-estar. Isso sem contar que a pandemia pelo mundo afora fez milhares de estabelecimentos cessarem as suas atividades. Logo, adicionar isso à trama e não mostrar mais uma consequência negativa da pandemia seria inverossímil, ainda mais sendo inspirada em fatos reais.

Já Danny, em seu trabalho em grupo virtual, ouviu o conselho do pai de Gary, Javier (Paul Rodriguez de Tournament of Laughs), e revelou a sua sexualidade para seus amigos. Não precisava de ele ter ficado com medo, porque os seus amigos receberam a notícia da melhor forma possível: o acolheram com muito carinho, após ele ter dito a seguinte frase: “Nessa data, 25 de maio de 2020, quero que todos saibam que sou gay”. Para quem não lembra, essa foi uma data marcante: dia do assassinato de George Floyd. O caso revoltou todo mundo, seja na vida real, seja na ficção, com Rome desabafando, ao dizer que sente-se como um hóspede indesejado em sua própria casa, triste pelo racismo. Foi forte, foi intenso e super profundo o diálogo com o seu pai, Walter (Lou Beatty Jr. de 2 Broke Girls). A série fez um excelente trabalho, entrelaçando histórias das temporadas anteriores com os plots atuais.

UM MILHÃO DE PEQUENAS OBSERVAÇÕES:

Além dos questionamentos já feitos acima, desejo que Darcy, ao lado de seu filho, Liam (Mattia Castrillo de The Christmas House) – com uma atuação digna de uma “porta”, também – não retornem, ou seja, fiquem na cidade do pai do garoto para sempre, amém. Desnecessários, sim. Ninguém gosta de vocês em Boston, tampouco acrescentam nada para a vida de ninguém. Esquecíveis igual “chuchu na janta”, risos. Agora, Gary e Maggie vão poder ficar juntos, assim espero. E tomara que os roteiristas não nos decepcionem, por favor! Se bem que Jamie é um fofo e eu queria que ele retornasse para os inéditos episódios. 

Ah, que não nos decepcionou foi Javier, o qual, a princípio, parecia durão, mas acaba acolhendo e aconselhando o jovem Danny a ser feliz! Foi linda a conversa entre os dois, né?! Meus olhos lacrimejaram, confesso, com a história de amizade do senhor com o amigo na guerra, que o protegeu da morte. Não devemos ter vergonha de ser o que nós somos e, se uma pessoa não nos aceitar, o problema é dela, importando, dessa forma, estarmos juntos daqueles que realmente amamos e demonstram isso de forma recíproca. Exemplo disso foi Javier para com Gary, ao descobrirmos o passado dele, em sua origem branca como mexicano-americano. Na época, ele sofreu preconceito e teve que mudar de nome para esconder o seu verdadeiro nome de nascimento: o nome de seu pai: Javier Júnior. Isso fez com que nós pudéssemos refletir a situação de Rome, que não teve a mesma oportunidade, justamente por ser negro e sofrer um enraizado e triste preconceiro racial.

Além disso, vamos descobrir na quarta e inédita temporada quem de fato atropelou Eddie no final da segunda temporada e a relação com a história da jovem que morreu no lago, em sua juventude. Tomara que esse plot tenha uma maior profundidade, seja para chamar atenção, seja para causar empatia pelo personagem, que precisa urgente de uma redenção. Se bem que ele melhorou um pouco no final ao querer a guarda do filho. Será que Alan e Katherine ficarão juntos? Delilah realmente se mudará com os seus filhos para a França? Vamos saber o que de fato Gary fez com Peter nos segundos finais da última season finale de tirar o fôlego. Outra temática engraçada foi o relacionamento de Walter com Florence (Karen Robinson de Schitt’s Creek), sua nova namorada, tendo, inclusive, sido pego em flagrante com preservativos no carro. Idosos também têm uma vida sexual ativa, minha gente!

Lembrando que estamos no período da Fall Season, época na qual grande parte dos principais seriados voltam a ser exibidos nos EUA, em referência à estação do ano vigente por lá – no caso, o outono -, por isso Fall. No entanto, em função da pandemia do novo Coronavírus e, também, por conta da explosão dos serviços de streaming, acompanhar as produções nessa modalidade de consumo perdeu um pouco o sentido e a emoção, no caso.

Eu não sei vocês aí do outro lado da tela, mas há uns bons anos, eu até tinha uma agenda exclusiva para anotar os dias de lançamentos dos episódios das minhas séries preferidas, como Supernatural (2005-2020), Grey’s Anatomy (2005-atual), The Big Bang Theory (2007-2019) e por aí vai. Uma pena que isso tenha acabado e, com isso, agora estamos em um outro tipo de consumo, pelo menos aqui, no Brasil: os streamings.

Pelas minhas pesquisas no Google, a emissora encomendou 20 episódios. Logo, a 4ª temporada da série será a mais longeva de todas as já apresentadas, pois a primeira teve 17 episódios, a segunda, 19, e, por fim, a terceira, em virtude da pandemia do novo Coronavírus, apenas 18. Ademais, teremos os diversos hiatos (pausas) durante ao longo da temporada, seja por conta das festividades de fim de ano, como o Natal e o Réveillon, com o seriado, depois de alguns episódios ainda neste ano, voltando somente em março/abril de 2022, por exemplo.

Portanto, anotem aí, leitores: hoje, dia 22 de setembro de 2021, quarta-feira, à noite (horário local), no canal American Broadcasting Company, mais conhecido simplesmente como ABC, a Million Little Things retornará à programação americana.

Por fim, aqui, no Brasil, a série encontra-se disponível – com exclusividade e completa – no catálogo do Globoplay, o serviço de streaming da Rede Globo. Ainda não há informes do inserimento da nova temporada na plataforma.

Lembrando que iremos cobrir a 4ª temporada de A Million Little Things aqui, no Série Maníacos, com a escrita das reviews dos episódios, trazendo reflexões sobre os personagens, previsões para o futuro, debates sobre as tramas e, claro, muita emoção, porque a série tem isso em sua essência. Não percam!

E você, leitor? Está ansioso pela inédita temporada? Lembra de algum momento marcante do terceiro ano que eu não destaquei acima? Me contem as suas previsões, por favor, nos comentários abaixo! 

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