Retornamos. Dessa vez, o horror e o mistério tomam conta de nossa lista. Temos as primeiras séries de animação aparecendo por aqui, série que fez sua última temporada e série veterana que fez uma temporada com o fôlego de série novata. As primeiras temporadas predominam por aqui, mas como fazer um bom episódio é o único critério da lista, não podemos deixar mesmo sétimas temporadas de lado. 

Cumprindo sempre a missão de lembrar que nosso ranking não possui spoiler em seus textos, assim continua a lista dos 50 melhores episódios do primeiro semestre de 2018:  

 

20. Counterpart, 01×07: “The Sincerest Form of Flattery” (04/03/2018) [Starz] 

Escrito por: Gianna Sobol // Dirigido por: Alik Sakharov

Counterpart.

Por Vera Tocantins

Fui assistir Counterpart de forma despretensiosa, mas com alguma expectativa por ser da Starz (um canal que tem no seu currículo séries como Outlander, American Gods, Black Sails e Power) e por explorar um tema de ficção cientifica, gênero que gosto muito. Mas o real motivo que chamou a minha atenção para essa série foi a descoberta de que o talentoso ator J.K. Simmons era o protagonista. Acompanho a carreira de J.K. desde a série Oz, da HBO, em que ele viveu o presidiário neonazista Vernon Schillinger de forma crível e honesta, só por saber que ele interpretaria dois personagens distintos nessa ficção cientifica já fiquei bem curiosa. A premissa da série é bem interessante e conta a história de Howard Silk, um homem que trabalha há 30 anos em uma agência de espiões das Nações Unidas em Berlim e está entediado da rotina, ele aguarda uma promoção no serviço, quando descobre que houve um experimento durante a Segunda Guerra Mundial que abriu um portal para outra dimensão quase idêntica a sua, para complicar as coisas, o protagonista descobre que nessa outra dimensão existe uma contraparte sua que também se chama Howard Silk. A partir desse ponto a história fica extremamente interessante e toma contornos de mistério, com teoria da conspiração e universos paralelos. Imagino como deve ter sido difícil para ator J.K. Simmons construir duas identidades tão distintas para as suas contrapartes. 

O capítulo escolhido para figurar essa lista foi o extraordinário The Sincerest Form of Flattery (1×07), certamente o melhor capítulo da primeira temporada. Acompanhamos atônitos nesse episódio o embate vivido pelos personagens Peter (Harry Lloyd) e Claire Quayle (Nazanin Boniadi), casados, pais da pequena Spencer e, provavelmente, os responsáveis pelo furacão conspiratório que assolou os demais personagens da trama principal de Counterpart. A jornada de Claire, desde a infância à vida adulta, é desoladora, a atriz Nazanin Boniadi nos entrega uma atuação humana, intrigante e verossímil. Ela nos conduz e direciona através dos olhos da sua Claire para questões as quais não possuímos respostas fáceis: É possível mudar as suas motivações em nome do amor? Diante de um propósito maior é possível escolher uma só pessoa em detrimento de muitas outras? Ou então, as pessoas podem ser programadas para uma missão, deixando de lado os seus sentimentos mais íntimos? Tal qual Howard, Claire é uma personagem multidimensional e merece ser vista como tal. O ator Harry Lloyd, nos apresenta um Peter Quayle, marido de Claire, confuso, omisso e impulsivo, mas que se vê obrigado a tomar providências diante das reviravoltas sofridas na sua vida a partir da descoberta de fatos comprometedores envolvendo a sua família. The Sincerest Form of Flattery é um episódio em que texto, narrativa, direção e atuação estão todos a serviço da trama em curso e vale muito a pena ser visto com muita atenção, principalmente por abordar temas que envolvem questões éticas, filosóficas e morais. 

 

19. Devilman Crybaby, 01×09: “Go to Hell, You Mortals” (05/01/2018) [Netflix] 

Escrito por: Ichirō Ōkouchi // Dirigido por: Takashi Kojima

Devilman: Crybaby (2018)
Devilman Crybaby

Por Welson Oliveira

O primeiro e único anime da lista (e a culpa é toda minha) é talvez a série mais bizarra das cem separadas. Talvez uma das únicas que eu não faça uma recomendação geral, Devilman Crybaby faz uma exploração do grotesco como forma de contar sua história — e, digamos, o grotesco não é para todo mundo. Neste anime, os humanos passam por deformações quando possuídos por demônios, que não poupam a sujeira no momento de exterminar seus corpos. É nojento e muito gráfico, mas é bom, muito bom. 

Na animação, acompanhamos a família “adotiva” de Akira Fundo (Kōki Uchiyama/Griffin Burns), uma personagem com um charme estranho de se admitir. Durante a temporada, nos afeiçoamos aos membros da família que generosamente acolheram o protagonista. É por isso que é tão difícil assistir quando a tragédia se aproxima e cada um deles enfrenta a possibilidade de um destino assustador. O penúltimo episódio desfaz diversos laços e se compromete ao comprometer a trama e seus personagens. Ninguém está seguro, percebemos. Assim, com mais um episódio de vinte minutos, Deviman se aproxima do apocalíptico depois de ter destruído tudo o que estava em seu trajeto, incluindo as pessoas mais carismáticas da série. 

(Outros episódios: 01×01: “I Need You”, 01×10: “Crybaby”.)

 

18. Ordeal By Innocence, 01×03: “Episode 3 (Series Finale)” (15/04/2018) [BBC One] 

Escrito por: Sarah Phelps // Dirigido por: Sandra Goldbacher

Ordeal By Innocence.

Por Welson Oliveira

O último episódio da adaptação da obra de Agatha Christie decide recontar a noite do assassinato da matriarca da família Argyll. Na ocasião, assistimos às discussões da mulher com seus filhos adotivos, seu marido e sua governanta de confiança / babá das crianças. É nesses diálogos absurdos e tenebrosos que percebemos o quão triste, solitária e amarga era essa pessoa que enfrentou um destino trágico nas mãos de um dos filhos, aparentemente. Quando os fatos são recontados na busca pelo assassino, as personagens e os telespectadores passam por uma jornada difícil, que escancara muito segredos, cria diversos momentos de tensão e termina com um gosto amargo. 

A terceira parte da minissérie é o grande momento para os atores brilharem em seus papéis, nos quais vivem pessoas condenadas a relações não-saudáveis, que se sustentam pelo simples prazer de tornar a vida alheia tão miserável quanto a própria. É de se assistir e achar nossa família maravilhosa, nossa parentada perfeita e nossos problemas até que solucionáveis. Sandra Goldbacher percorre o roteiro duro e rancoroso de Sarah Phelps sem deixar a elegância das séries inglesas da BBC de lado. Tudo se torna, então, um espetáculo da melancolia se é que isso faz sentido. Ou seja, é pavoroso, mas é bonito.

 

17. The Chi, 01×01: “Pilot (Series Premiere)” (07/01/2018) [Showtime]

Escrito por: Lena Waithe // Dirigido por: Rick Famuyiwa

The Chi.

Por Fernando Coletinha

Em um mundo em que o maniqueísmo impera sobre grande parte da sociedade, a ideia de que as pessoas são boas ou más, inexistindo meio termo e ressocialização, permite que a mídia e os homens no poder negligenciem mazelas sociais e situações cotidianas sombrias que contribuem para a violência e a desigualdade social. 

Lena Waithe aborda brilhantemente no piloto de The Chi a inversão do sistema prisional e judiciário no princípio da inocência, seguindo a ordem de “culpado até que se prove o contrário” e levando que muitas pessoas procurem fazer (in)justiças com as próprias mãos. Retratando a vida de pessoas que lutam cada dia para sobreviver, a série mostra a realidade nua e crua daqueles que não possuem oportunidades e os motivos que os levam a tomarem caminhos nebulosos, impedindo que crianças vivam suas infâncias e, consequentemente, sejam obrigadas a crescer precocemente, evitando qualquer situação em que eles possam ser julgados por estarem no lugar errado na hora errada. 

Além disso, o piloto explora de uma forma bem humana o luto, demonstrando que a vontade de se vingar e extravasar a raiva percorre o corpo de qualquer pessoa, independente do seu status ou classe social. Entretanto, quando a sede de vingança encontra a falta de crença na capacidade do Estado de punir, cria-se uma terra sem lei, dando poder para que qualquer um aja de acordo com sua perspectiva e com suas crenças do que é correto e justificável. Utilizando a ideia de que os fins justificam os meios a atmosfera da série é tensa a todo o momento, impactando qualquer um que tenha empatia e consiga se colocar no lugar do outro, compreendendo um pouco sobre um mundo tão julgado e ignorado diariamente, e fazendo com que reflitamos sobre o que os personagens farão e se não faríamos o mesmo nos seus lugares. 

 

16. Picnic At Hanging Rock, 01×01: “Episode 1 (Series Premiere)” (06/05/2018) [Showcase] 

Escrito por: Beatrix Christian // Dirigido por: Larysa Kondracki

Picnic at Hanging Rock.

Por Welson Oliveira 

O primeiro episódio da minissérie que adapta novamente a obra de Joan Lindsay, considerada um dos melhores romances australianos, é perfeito. Isso prova que, depois de certo número na nossa lista, o mérito já não é mais a qualidade. O que coloca Picnic nesse número, ultrapassando os outros episódios para alcançar o décimo sexto lugar é a atmosfera que o primeiro episódio consegue construir. O roteiro e a direção, que trabalham juntos para enfeitiçar o telespectador, brincam com o visual como podem: desde o ambiente, passando pela beleza das personagens até a maneira de explorar a narrativa. A impressão é de que estamos ouvindo um segredo que é tão bem contado que não queremos que a história acabe, mesmo que a curiosidade nos faça indagar o destino daqueles que a compõem. 

A história, como nos adianta a sinopse, retrata o desaparecimento de algumas garotas. Estas eram amigas e exerciam certa influência entre si. Quando voltamos do fato e passamos a conhecê-las, nada fica mais claro: enquanto tinham motivo suficiente para desaparecer sem olhar para trás, elas tinham outros para permanecer onde estavam. Se os outros episódios não nos fornecem as respostas que esperávamos, e é bom adiantar isso para que não haja decepções, o primeiro é intocável em sua introdução, quase como um prólogo que, de tão bom, deixa o resto a desejar. Picnic pega uma trama estranha e cria um jogo sutil com o telespectador: acaba nos contando tudo, mas, ao mesmo tempo, não revelando coisa alguma. O que nos leva a persistir na história é a comprovação de que a televisão ainda tem muito material para explorar no que diz respeito a seu visual e a forma de estruturar sua narrativa. 

(Outros episódios: 01×05: “Episode Five”.) 

 

15. Ash Vs Evil Dead, 03×10: “The Mettle of Man (Series Finale)” (29/04/2018) [Starz] 

Escrito por: Rick Jacobson // Dirigido por: Rick Jacobson

Ash Vs Evil Dead.

Por Welson Oliveira

Chegamos ao melhor episódio de horror de 2018. 

Ash Vs Evil Dead chegou ao nosso topo lá no ranking que elege os melhores episódios do gênero após apresentar sua terceira temporada. Temos a mesma energia das outras, mas, dessa vez, com aquele clima apocalíptico para o qual diversas séries de horror e aventura encaminham suas tramas. Faz sentido dentro do universo da franquia essa ideia de Ash, nosso herói, ser responsável por não só salvar sua cidade, como o mundo. Assim, só nos resta ficarmos empolgados pela história.  

A terceira temporada apresentou novas personagens e novos símbolos ao material acumulado pelas outras. Conhecemos a filha de Ash (Bruce Campbell) e seu desenvolvimento foi interessante de acompanhar, assim como a falta de tato do protagonista nessa de ser pai. Seus ajudantes, Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) reforçaram o carisma que possuem, suficiente para nos importarmos com os destinos reservados pelo roteiro para eles. Com a série cancelada, não será possível vermos o trio caminhando para uma trama no estilo Cloverfield, mas a jornada foi especial. Ash Vs Evil Dead termina sua saga na televisão intacta, sendo o melhor exemplo de trash que apareceu no mundo das séries — algo que se manterá por certo tempo.

 

14. Onde Nascem os Fortes, 01×04: “Episódio 4” (23/04/2018) [Globo]

Escrito por: George Moura e Sergio Goldenberg // Dirigido por: Walter Carvalho e Isabella Teixeira

Onde Nascem os Fortes.

Por Welson Oliveira

A “supersérie” da Rede Globo não poderia ter sido colocada em alguma posição para baixo. A história de George Moura e Sergio Goldenberg vai para o mais básico das narrativas para construir, através do simples, uma história de busca. Maria, personagem de Alice Wagmann que deveria ter figurado lá na nossa lista de melhores personagens do ano, faz uma jornada pelo maior tipo de sofrimento que existe: a dúvida. Se no plano mais básico falamos sobre esses dois irmãos gêmeos separados no sertão, lugar que desconhecem, há mais da história aos que quiserem refletir. Partindo do próprio nome da personagem, sempre um emblema na nossa cultura, vemos a coragem e a força do feminino dentro do ambiente hostil e da perspectiva de tragédia. 

Para a lista, escolhi o primeiro grande clímax da série. Maria é avisada de que um corpo foi achado e que este pode ser seu irmão. Ela vai até lá identificá-lo, o que se torna um grande momento para a personagem e uma grande cena para o público. Este pôde ver a atriz como a força que move o enredo e que é capaz de criar tensões justificáveis, dentro do exagero e do desespero de seus conflitos. Maria percebe rapidamente como se dá a justiça neste lugar e quais as medidas necessárias para verificar de uma vez se o irmão está vivo. O caminho que toma, no entanto, é um de onde não se dá para retornar, e o momento de confronto com o antagonista marca o desvio. O embate das duas grandes personalidades do enredo é uma das melhores cenas por aqui: bem atuada, bem escrita, bem dirigida, bem brasileira.

 

13. Final Space, 01×06: “Chapter Six” (26/03/2018) [TBS]

Escrito por: Alyssa Lane, Alex Sherman e Cameron Squires// Dirigido por: Ben Bjelajac

Final Space.

Por Welson Oliveira

Final Space não é só uma animação boa, mas uma série boa como um todo: tem um time de personagens cativantes, uma história criativa e um roteiro com diálogos inteligentes. Acompanhamos Gary (Olan Rogers) em seu período de reclusão no espaço, fazendo o inacreditável: novos amigos. Um deles é Avocato (Coty Galloway), que tem uma missão pessoal voltada ao resgate do filho. Só por esse resumo dos acontecimentos, já dá para perceber que a série fala sobre amizade, relacionamentos familiares e solidão, certo? Tudo isso alcança seu auge no sexto episódio, quando a fidelidade e o companheirismo deles são testados. 

Com um final de partir nosso coração, a animação explora seu humor desajeitado antes de fazê-lo. Assim, enquanto acompanhamos aventuras impossíveis, mas realizáveis pelas personagens, nos divertimos com suas frases de efeito e as conversas entre si. A série da TBS foi renovada para a segunda temporada a estrear em algum ponto deste ano, o que nos deixa aliviados. Por enquanto, vale revisitar os dez episódios deixados e se constranger e emocionar com a turma de heróis da Galaxy One 

 

12. Homeland, 07×04 “Like Bad at Things” (04/03/2018) [Showtime] 

Escrito por: Chip Johannessen e Patrick Harbinson // Dirigido por: Alex Graves 

Homeland.

Por Welson Oliveira

Em sua mais recente temporada, Homeland nos fez lembrar de diversas coisas, incluindo por que nos apaixonamos pela série que estreou no começo desta década, lá em 2011. Também nos recordamos o quão espetacular é a atriz Claire Danes e o quão complexa é sua personagem. Tudo isso por conta de uma trama que retoma o fôlego da série, ao mesmo tempo que encaminha a vida pessoal de sua personagem para conflitos que, novamente, colocam-na diante de escolhas difíceis. O roteiro vai de momentos muito pessoais a missões internacionais, então não foi tão fácil escolher um episódio para a lista. 

Tivemos um episódio sobre um computador hackeado que sublinhou pela sétima vez a inteligência de nossa protagonista (Rebel Rebel), uma das sequências mais devastadoras e que deveriam ter rendido pelo menos um aceno do Emmy para Claire (Useful Idiot) e uma missão que renova nosso interesse por histórias sobre terrorismo (All In). Com esses destaques, fica mais evidente a qualidade da sétima temporada e como ela não poderia ficar de fora do nosso ranking. 

Destaco por aqui, porém, o quarto episódio, Like Bad at Things, porque ele cria tensão de modo quase didático. Os roteiristas e produtores que pretendem mover o telespectador de alguma forma deveriam tomar notas com esse episódio e o comprometimento da série com momentos aflitivos. Saul (Mandy Patinkin) está encarregado de negociar o rendimento de um grupo de radicais pouco interessados em seguir as legislações de seu país. A tarefa se complica quando o filho de um deles é atingido. A polícia oferece ajuda, recolhe o menino e o leva ao hospital. É quando a série decide colocar o dedo em um dos nossos maiores problemas atuais: uma fake news se torna uma bomba que ameaça jogar tudo pelos ares.  

Como é Homeland, tudo funciona quando nada funciona. Ou seja, tudo é tocado pelo desastre, mas é isso que torna a série tão boa. 

(Outros episódios: os citados no segundo parágrafo.)

 

11. The Terror, 01×08: “Terror Camp Clear” (10/04/2018) [AMC] 

Escrito por: David Kajganich // Dirigido por: Tim Mielants

The Terror.

Por Sthefani Cordeiro

The Terror é uma produção do canal AMC, conhecido por produções consagradas como Breaking Bad e Mad Men, chegou à televisão americana sem grandes alardes. Com um elenco com alguns rostos conhecidos, como Tobias Menzies (Outlander), Jared Harris (The Crown) e Ciarán Hinds (Game of Thrones), o show foi uma das gratas surpresas do ano de 2018. Baseada no livro homônimo de Dan Simmons, a história narra a viagem de exploração da Marinha Inglesa ao extremo norte do globo, em busca pela Passagem do Noroeste (uma via marítima que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico). 

Misturando elementos sobrenaturais e místicos com maestria, a série é um verdadeiro estudo de caso sobre a natureza humana. O cenário inóspito do Ártico é um ambiente favorável para apresentar o que há de pior (ou, em casos raros, o melhor) do ser humano. Baseada em fatos reais, o final daquela tripulação já era conhecido, porém a jornada não poderia ser mais gratificante. 

Em Terror Camp Clear, duas importantes personagens do show vão ser responsáveis por um dos diálogos mais significativos da série. Ponto para o roteiro preciso de David Kajganich e as atuações impecáveis de Tobias Menzies e Jared Harris. O reconhecimento dos erros, a humildade perante uma situação que fugiu do controle e a trajetória desses personagens tornam essa cena memorável. E essa nem é a cereja do bolo desse episódio incrível. 

Jogos de poder e a luta incessante pela sobrevivência, colocam frente a frente duas visões de mundo em rota de colisão. Alie-se a isso o medo e a insegurança, devido o perigo que os rodam a todo o momento, e temos o episódio mais explosivo e cheio de reviravoltas de The Terror. Quando tudo parece ter chegado ao fim, somos presenteados com uma sequência de acontecimentos determinantes para reta final da série. Todos esses elementos são mais do que autoexplicativos sobre a presença deste episódio nesta lista. Sem dúvidas, um dos melhores do ano.

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Ficamos por aqui, mas já retornamos para revelar os 10 melhores episódios do primeiro semestre de 2018 — se bem que a essa altura, você já deve imaginar quais são as séries. Até lá, você tem tempo para elaborar seu TOP 10 e trocarmos figurinha nos comentários.

Por falar nisso, você assistiu algum episódio da lista? Algum deveria ter passado a frente e ficado no TOP 10? Algum deveria ter ficado lá atrás?

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MAPA DA LISTA

Primeiro Semestre:

[50-41] [40-31] [30-21] [20-11] [10-01] 

Segundo Semestre:

[50-41] [40-31] [30-21] [20-11][10-01]

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Outros especiais:

Os Melhores Episódios de Horror de 2018

As Melhores Personagens do Ano Parte I

As Melhores Personagens do Ano Parte II

Uma Retrospectiva (Série) Maníaca, Parte I: Os Destaques

Uma Retrospectiva (Série) Maníaca, Parte II: Marcos e Polêmicas

 

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Welson Oliveira
Ator e escritor. Fascinado por horror, literatura brasileira e conteúdo televisivo.