Let’s make up, let’s make up, let’s make up.
Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos queridos leitores das reviews de The Middle pela demora. O Carnaval aconteceu, as aulas chegaram e de repente havia uma review tripla (sempre lembro de TRIPAS) para ser feita, mas ficaremos em dia hoje, queridos. E espero que vocês gostem dessa, literalmente, super review.
5×14 – The Award
O primeiro episódio da listinha sem dúvidas foi meu preferido dessa trilogia. Em “The Award” tivemos vários plots interessantes: Sue e suas ideias revolucionárias que nunca dão certo, Brick se sentindo hot com aquele conjunto da Shania Twain (!), Axl procurando a guria bebaça que deixou uma mensagem polêmica em seu celular… Mas sem dúvidas os melhores momentos ficaram a cargo de Frankie, Mike e sua premiação. Foi bem bonitinho ver a Frankie toda animada para a festa e o Mike, que se sentiu como uma árvore por estar no mesmo lugar há 20 anos, dispensando a coitada. Eu também ficaria bastante indignada se meu maridinho não quisesse ir a sua própria comemoração, afinal, além de ser um momento importante, a quantos awards uma pessoa tem a chance de comparecer em vida, né? Mais uma vez Frankie viu um relance de ascensão social e acabou conseguindo ir à tão sonhada premiação. O roteiro é sempre muito competente em mostrar um Mike prático e aparentemente sem coração, mas que na verdade possui uma sensibilidade e um jeito todo especial de se importar com aqueles que ama. Sério: como não morrer de amores com a cena em que ele ensaia seu discurso de gratidão e reconhecimento aos colegas de trabalho, que mal aparecem na série mas são lindamente carismáticos? E após 20 anos de trabalho com uma determinada pessoa, é óbvio que você já entende seus maneirismos e sua personalidade, logo, os rapazes entenderam tudo que Mike queria dizer sem uma palavra do seu discurso planejado. E é nessa hora que minhas lágrimas caem e eu posto no Facebook: “Chorar com The Middle: uma rotina”.
O plot do Axl e suas aventuras muito levadas na faculdade foi bem executado em termos de diversão, mas na verdade serviu para trazer de volta uma personagem muito querida pelo público: Cassidy. O relacionamento dela com o Axl na temporada passada foi bonito, mexeu bastante com o personagem e como não amar qualquer pessoa que possua um cabelo ruivo, né? A cena final mostrou que a guria hipster ainda faz o coraçãozinho do irmão Heck bater mais forte e foi linda, mas não tão especial quanto a cena em que Sue e Darryl têm sua primeira conversa definitiva após o beijo roubado do delinquente Glossner e… OS DOIS ESTÃO SOLTEIROS!!! Alegrai-vos, Suerryl (ou Darrue) shippers: há esperança, e eu estou me agarrando totalmente a ela para voltar a acreditar no amor. Nossa novela mexicana continua nos próximos episódios, caros leitores, e eu não poderia estar mais feliz. Destaque para a cena em que Sue fala “É, eu acho que ele gamou na minha, né?”, se gabando da maneira mais Sue possível. Lindeza total.
5×15 – Vacation Days
Vamos agora ao episódio que considero um dos mais fracos da temporada. “Vacation Days” não teve nenhum plot que realmente me interessasse: Axl fazendo o filho desnaturado de novo e Frankie enlouquecendo por causa disso de novo; Brick tentando utilizar seus engenhosos (porém bizarros) cupons com Mike e Sue sofrendo com os haters na Internet.
Frankie e Axl passam por um conflito típico entre mãe e filho que está conquistando alguma independência: em alguns momentos o guri age como se tivesse 5 anos de idade e, em outros momentos, esquece que tem mãe. É uma situação com a qual dá pra se identificar bastante, então diria que o problema foi o fato de o roteiro já ter batido nessa tecla várias vezes e, no final das contas, não ter chegado a lugar nenhum, exceto num raso “ó, vou tentar ser menos louca” e “ó, vou tentar ser menos egoísta”. O plot da Sue também foi bastante pointless, terminando com ela se passando na frente do Spudsy Malones e… pronto. A parte mais interessante de tudo foi mostrar como essa questão dos haters pode mexer com uma pessoa, e como estamos falando de Sue Heck, o resultado não poderia ter sido menos desastroso. Acho que, em termos de desenvolvimento, a melhor história foi mesmo a de Brick e Mike, que conseguiram se libertar um do outro e aproveitar as férias da melhor maneira possível: cada um fazendo o que gosta em separado, porém juntos.
Na verdade, acho que o maior problema desse episódio foi a edição. Os cortes de cena estavam mais demorados, então o “objetivo” da cena ou do diálogo era alcançado e o personagem ainda continuava lá, “fazendo hora”, quando eu já estava ansiosa pelo que viria em seguida. Percebi esse problema no episódio seguinte também e espero que seja resolvido logo, porque a edição pode ser um aspecto técnico não muito comentado, mas faz TODA a diferença em qualquer produção audiovisual. E nada me deixa menos instigada que cortes mal feitos.
5×16 – Stormy Moon
O episódio mais recente conseguiu recuperar um pouco mais do fôlego da quinta temporada, com o esperado reencontro de Axl e Cassidy, que certamente não passaram tempo algum conversando sobre sentimentos, e Sue e Reverendo TimTom, um personagem que não me desce muito mas que tem seu valor. Já começo logo fazendo um comentário fangirl: MEU DEUS, PENNY DE HAPPY ENDINGS! Ver a Casey Wilson como uma crente tocadora de violão deve ter sido um dos momentos mais chocantes da minha existência, e sinto pena pelo papel dela ter sido tão pequeno a ponto de eu nem achar que ela volta a aparecer na série. Foi interessante ver Sue sofrendo de uma paixonite platônica pelo Reverendo, algo normal considerando que ela coloca o pastorzinho num patamar lá em cima. Acho interessante também que a série mostre esse universo dos cool pastors, esse povo que é mais psicólogo e artista do que ministro realmente. Tamos de olho.
Gente, e a Frankie sendo presa? Após 5 temporadas de desastres, caos e muito, MUITO azar, até que demorou para a mamãe Heck ter sua primeira parada pela polícia, absolutamente ignorada por Brick, claro. Destaque para a genial cena em que os 5 membros da família dão uma de Eva no Jardim e colocam a culpa um no outro com os melhores argumentos, como “você secou os peito da mamãe” ou “todo o dinheiro foi parar na sua boca”. E no final das contas sobre o que era o danado do livro? Literatura erótica e a verdadeira culpada era Frankie, que passou por um momento de extrema vergonha alheia no tribunal e me fez querer enterrar a cabeça num buraco. Mas o mais bizarro de tudo foi Brick lendo esse negócio, tipo: WHAT? Essas coisas não são +18, sei lá? Olhe, não consigo lidar com esse menino crescendo, apenas não consigo (inclusive tive a impressão de que ele esteve mais parecido com o little Brick de antes nesses episódios, será que já estou começando a ter alucinações com isso?).
E por último, mas não menos importante, Caxl, e não Axsidy, terminou o episódio da mesma forma que começou: ninguém sabe de nada e o que era pra ser uma explicação, na verdade, é um projeto de arte abstrato e hipster que nem Picasso entenderia. Inclusive finalizarei esta super review com a obra-prima em questão para que os caros leitores a analisem e compartilhem suas conclusões nos comentários, ok? Até semana que vem, queridos!

Em tempo de BFFs: Gostaria de conhecer os novos amigos do Brick que não o convidam pras coisas mas o deixam ficar perto e não o mandam embora.
Em tempo de #HeckYeah 1: “Consegue sentir? Tá ficando quentinho aqui.” Gente, como sobreviver a essa cena? Muito amor. <3
Em tempo de #HeckYeah 2: “O que a Flórida tem que não temos?” “Praias, galera jovem, esperança.”
Em tempo de #HeckYeah 3: “Você NÃO quer mexer comigo. Eu já tenho ficha criminal, galera. NÃO TENHO NADA A PERDER!” (HECK, Frankie)
Em tempo de #HeckYeah 4: “Se o Brick continuar a ler livro desse jeito ele vai virar um O!!!” Melhor quote dos três episódios.














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