Em meio às lágrimas de felicidade por ver o nome do Mark Burnett escrito corretamente, tive que dobrar um milímetro da minha língua com o episódio de ontem. Acertos e atenção às críticas, Record: é assim que se conquista a audiência.

Mesmo os telespectadores mais bonachões do Aprendiz Universitário se incomodam com os quinze minutos a mais de espera a cada noite, antes de assistir ao programa que deveria começar pontualmente às 23:00. Eu, com toda a minha simpatia e amabilidade crítica, fico ainda mais palatável vendo os últimos instantes da novela-cujo-nome-não-vou-escrever-aqui. Ainda assim, tenho que ser justo – se eu vejo acertos, vou falar sobre os acertos. E vi.

Fora o “t” a mais no nome do Mark Burnett, uma coisa que me agradou um bocado foi a sequência de abertura. Choro, críticas, acusações e tudo o mais que importa para o sucesso de um bom reality show. Quer você goste dos candidatos ou não, tem que admitir que ver um punhado de gente batendo cabeças dá um gás muito bem vindo. Outro ponto positivo foi ver mesmo que poucos segundos de brainstorming, mostrando o pontapé inicial das idéias em cada grupo.

Antes da análise sobre o desempenho das equipes, preciso voltar a um problema fundamental que ainda persiste no programa, superior a muitas das críticas feitas em posts anteriores. Eu venho crucificando a edição semana após semana, mas não tem jeito: 13 minutos e 02 segundos para exibir toda a tarefa NÃO é tempo suficiente. Em tudo que é The Apprentice ao redor do mundo, os candidatos trabalham por 20 minutos. Dá pra ver que o programa aqui dura menos, mas isso não pode servir de desculpa. Tudo fica atropelado, os detalhes importantes para posterior discussão na sala de reuniões (como a conversa da Natália Nohra com os decoradores sobre o orçamento de três mil reais) duram pouquíssimos segundos, e nós precisamos ver tudo outra vez pra juntar as peças do quebra-cabeça por completo. Muita gente se incomoda com isso – se você é uma dessas pessoas, diga nos comentários!

Pronto. Vamos agora conversar sobre o conteúdo desse episódio de terça-feira. Seu suco de laranja está gelado? E o bolo de chocolate, cremoso? Estamos então preparados para assistir Top Chef Masters. Opa.

Qual era a tarefa? Posicionar a marca e motivar pessoas a consumir Nescafé Dolce Gusto. A proposta deverá ser abraçada pelo tema do Dia das Mães. Cada time tem à sua disposição um trailer para decorar e vender café num ponto da Avenida Paulista.

UP

Grandes estalos são a diferença entre sala de reuniões e viagem pra fora do Brasil. Foi o que eu disse há alguns dias e se aplica perfeitamente aqui. A idéia do Rodrigo Solano (que não foi esse carnaval de maravilhas festejado pelo João Dória Jr.) trouxe um diferencial para o trailer dos universitários e, de modo geral, agradou a empresa e os transeuntes. Outra ótima idéia foi contratar o serviço de impressão das fotos com o coração gigante, de modo a providenciar uma recordação rápida e comunicativa do produto oferecido. Nunca tive dúvidas da vitória da Up, e isso é outra crítica à edição – mas talvez a equipe tenha mesmo se sobressaído de forma a deixar o time adversário muito atrás.

AVANT

Não que os membros da Up tenham sido extraordinários – não passaram nem perto –, mas os da Avant capricharam nessa derrota. O espelho dentro do trailer, a desorganização das vendas, a falta de higiene no trato com a comida… Tudo foi tão ruim. Os integrantes também pareciam desconfortáveis entre si, com atritos de quando em quando e para azar da tarefa. Fora todos esses problemas, ainda deixaram de lado o Dia das Mães. É de se pensar o que passa pela cabeça dessa gente minutos antes do resultado: será que acharam mesmo que iriam ganhar?

Quando finalmente na sala de reuniões, os perdedores se defenderam com tudo. A Natália Nohra, então… Uma metralhadora giratória no automático. Por mim, sairiam tanto ela quanto o Rodrigo Spohr. Embora não tenha qualquer apreço específico pelo Ramon, não houve dolo na atitude de pedir ao deficiente que voltasse para o final da fila: estava escuro, não tinha ninguém ajudando o cara e, francamente, se você fica horas e horas servindo gente na rua, a última coisa que passa pela sua cabeça é quem tem ou não prioridade na fila. Alguém precisava estar do lado de fora, coordenando o fluxo diante de cada máquina. Não tinha, e isso é um problema de organização – recai sobre os ombros da liderança, portanto.

No fim das contas… É para rir, né? Vendo aqueles tonilitros de melodrama que a Natália Nohra jogou em si, nos conselheiros e no João Dória Jr. durante as discussões na sala de reunião e até a saída propriamente dita. Não a vi como qualquer coisa de interessante nessa temporada e jamais conseguiria imaginar uma candidata como ela chegando ao topo no final da edição. E ganhando um milhão de reais e um emprego com dez mil por mês. Você já parou pra pensar que um daqueles gatos pingados que ainda restam no programa vai sair com essa bolada no bolso? Eu já. E isso me deprime um pouco.

Contem pra mim o que vocês acharam do episódio! O espaço de comentários é todo de vocês. Pra quem ainda não me segue no Twitter, aqui está o endereço.

P.S.: Notaram a mudança das músicas que tocam ao fundo da recompensa?

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