Crônicas de um reviewer demitido.
Não era uma terça-feira qualquer. Era uma terça-feira em que este humilde reviewer estaria em São Paulo para um evento que, pra ele, era importantíssimo: a final do Aprendiz, O Retorno, com direito a cobertura de corpo presente para o Série Maníacos, diretamente dos estúdios da Record. A ansiedade batia, já que sou fã do programa há anos, e a expectativa era altíssima para ver os aprendizes, os conselheiros e Roberto Justus de perto, o que seria possível graças à ajuda da equipe do blog Coelhocratas, que acabou me cedendo um convite mediante “tarefa cumprida” em seu grupo no Facebook.
Cheguei às 21h e logo encontrei alguns membros do grupo. Depois de algum tempo, fomos direcionados para um coquetel que antecederia a gravação, onde tivemos um bom tempo para conversarmos, principalmente sobre o próprio programa, claro. Não demorou para localizarmos aprendizes e ex-aprendizes circulando pelo local, e muitos deles entraram na roda e conversaram conosco com muita simpatia. Houve revelações polêmicas, como por exemplo a confirmação da declaração de Roberto Justus em recente entrevista publicada no próprio Coelhocratas. “O pessoal recebia tudo sobre as provas com antecedência, até locais e horários em que elas iam acontecer”, diz aprendiz cujo nome não revelarei. É, não é à toa que Sr. Justus ficou bravo, ainda mais bravo com esse incidente do que com o próprio vazamento da lista de demitidos. Hora de dar uma reciclada na equipe do programa, sim ou com certeza?
Senti muita falta de Karina Ribeiro (que, aparentemente, estava viajando) nas gravações, queria muito ter tido a oportunidade de conversar com ela. Mas houve um momento de muita emoção naquela noite: a chegada da minha outra musa, Karine Bidart. Não resisti e pedi uma foto. Coisa de brasileiro classe média, vocês sabem.

“Vou curtir meu momento de subcelebridade, logo todo mundo esquece da gente” (MUSA, Karine – sempre com os pés no chão)
E assim, a noite foi passando. Encontrei os caríssimos Lucas Lattari e Bianca Portes (os dois a quem eu devo boa parte da aventura que foi essa noite), também do grupo Coelhocratas, conversamos sobre o programa e interagimos com alguns aprendizes. Nessa brincadeira, não vimos o tempo passar, e só começamos a perceber que as gravações começariam quando notamos um esvaziamento do coquetel. Corremos para o estúdio.
Quando estávamos na boca do estúdio para entrar, o problema: lotado. Junto com muitas outras dezenas (ou talvez poucas centenas) de pessoas, fomos sumariamente demitidos da final do Aprendiz e obrigados a sair dos arredores do estúdio de gravação. Os primeiros sentimentos são de frustração, revolta e vontade de xingar muito no Twitter. Foram dezessete horas e meia de viagem de ônibus para assistir a essa final, e nunca imaginei que fosse acontecer algo assim.
Incentivado pelos meus companheiros, permaneci na porta do estúdio, em um segundo momento em que o predomínio era o sentimento de esperança. “Vai que alguém sai no meio, aí poderemos entrar”. Doce ilusão. Enquanto isso acontecia, íamos conversando com o segurança, que acabou virando nosso “brother”. Em um certo momento, avistamos nosso querido Renato Santos no corredor e ficamos loucos para conversar com ele. Camarada, o segurança deixou que fôssemos até o conselheiro.

Eis aquele que considero o maior destaque da temporada, aquele que inspirou a campanha “Deem o milhão para o Renato Santos!” alguns episódios atrás. Que ele volte com a mesma inspiração e competência no ano que vem!
Enquanto fotografávamos, começamos a lamentar para Renato Santos o fato de termos vindo de outro Estado para a final e mesmo assim não termos conseguido entrar. Educadíssimo e muito simpático, o conselheiro pediu mil desculpas e pediu para aguardarmos um pouco. Conversou com a produção para tentar achar uma solução para nossa situação, e retornou novamente lamentando muito e oferecendo que assistíssemos ao programa em seu camarim, que ficava de frente para o backstage do estúdio, por onde Justus e os conselheiros entravam e saíam ao longo do programa. Nisso, o VT da tarefa já estava rolando solto e havíamos perdido pelo menos meia hora de programa. Decidimos não nos isolar no camarim e fomos para o backstage com a galera da produção. Detalhe: assistimos todo o programa em uma TV muda, já que o som poderia atrapalhar as gravações, e o que ouvíamos era um som bastante abafado do estúdio, o que significa que entendi cerca de 20% do episódio.
A parte bacana? Vimos Mel e Renata passando para entrar no palco, e me surpreendi ao vê-las com fones de ouvido durante esse tempo. As finalistas realmente não fazem ideia do que é dito a respeito delas durante todos os trechos do programa em que não estão diante das câmeras. Vimos Bárbara Evans saindo no meio do programa. Vimos Francine, que interpretou a secretária de Justus nesta temporada. Vimos Evandro entrando sorridente, mas ainda parecendo abatido com o modo como saiu do programa. Enfim, mesmo não entendendo quase nada do programa, tivemos uma visão relativamente privilegiada por um ângulo do qual não costumamos ver O Aprendiz, que é essa porta dos fundos pela qual entram e saem conselheiros, participantes e produção.
Mas é importante falar um pouco sobre o episódio em si, que obviamente precisei assistir na internet para escrever este texto. A última tarefa é sempre muito difícil de analisar, porque foram raros os casos de discrepância de qualidade do trabalho dos finalistas. De uma maneira geral, os eventos organizados são, se não bem sucedidos em termos de público, muito bem planejados e executados. No caso da final deste Aprendiz, a ideia era lançar uma dupla sertaneja por meio de um megashow em cidades do interior de São Paulo.
MELINA KONSTANDINIDIS
Mel ficou com a cidade de Piracicaba, que tem uma população de cerca de 360 mil habitantes segundo o último censo (IBGE/2011) e um PIB per capita de aproximadamente R$ 26 mil. Já estive na cidade e realmente há várias universidades no local, o que com certeza reflete no número de festas, conforme a própria Melina observou durante a análise da tarefa. A dupla sertaneja de Mel foi Rony e Rodrigo.
Achei interessante ver Mel escolhendo os mais jovens para a sua equipe. Com Solano, ela certamente conquistou para a equipe o que lhe falta, diplomacia e simpatia. Com Maytê, a sensação era de que Mel poderia estar treinando uma sucessora se estivesse de fato em uma empresa. Escolhas que, a meu ver, fizeram muito sentido.
Não houve muito tempo nem muita explicação do programa em relação ao que Melina fez de tão interessante nos “detalhes” que Roberto Justus considerou superiores, mas, em uma análise superficial, o evento realmente parecia mais bonito do que o da concorrente, esteticamente falando, mesmo.
Beleza que obviamente foi fortalecida pela presença de Bárbara Evans no evento. Achei divertido ver Melina falando no telefone que era fã de Bárbara Evans. Quero dizer, eu já acho difícil enxergar motivos para qualquer pessoa ser fã de Bárbara Evans, mas vocês imaginam alguém como Mel vendo Bárbara na Fazenda, torcendo por ela, ligando e votando? Meio desnecessário dizer que é fã, não? Mas a gente entende a tentativa de ser diplomática. De qualquer forma, por mais linda que a menina seja, vejo pouca ligação entre a presença dela e o sertanejo pop.
O problema era que o evento estava claramente mais vazio do que o da adversária. Fiquei bastante surpreso ao ver Mel fechando um lugar que comportava pouco mais de mil pessoas quando a meta eram mil, mas isso pode tanto ter a ver com a concorrência (que reduz o número de locais disponíveis, como alegou Mel) quanto com alguns traumas passados – lembremo-nos de que, na primeira tarefa, as equipes estipularam uma meta de R$ 100 mil, ficaram felizes com R$ 20 mil ou R$ 30 mil e foram duramente criticadas devido à sensação de que essa meta havia sido apenas para inglês ver. Talvez Mel tenha apenas sido realista, visto que, de fato, ela nem passou perto do overbooking que Justus cogitou – aqui, preciso ressaltar o TAMANHO da ironia de saber que Roberto se preocupou com overbooking do evento de Melina enquanto um sem número de pessoas convidadas para a gravação assistiram pela TV do lado de fora e eu passava frio de pé no fundo do estúdio vendo o programa em uma tela sem som porque “eu não cabia nas gravações”. E aí, Roberto, quantos funcionários da Record vão ser demitidos depois desse fiasco (dica: nenhum)?
Número de pessoas no evento, segundo Justus: 280.
RENATA TOLENTINO
Renata ficou com a cidade de Taubaté, que tem uma população de cerca de 300 mil habitantes segundo o último censo (IBGE/2011) e um PIB per capita de aproximadamente R$ 35 mil. Como vemos, houve um considerável blefe de Renata no momento em que ela afirmou que Taubaté era “MUITO menor” do que Piracicaba, que era “menor em tudo, inclusive no PIB”. Não é bem assim. Os dados deixam claro que as cidades escolhidas, nesse aspecto, eram bastante similares entre si, e não seria realmente justo entregar cidades com disparidades consideráveis em termos populacionais e econômicos. Taubaté também é uma cidade com um número razoável de universidades. Essas semelhanças podem até evidenciar o blefe de Renata, mas também anulam os argumentos de Mel sobre sua cidade ser mais difícil do que a da concorrente. Pode até ter sido, mas não por motivos tão simples como população e presença de universidades.
Renata escolheu Guilherme para trabalhar com ela, e ficou com Braga, o último ex-aprendiz que restou entre os que retornaram para ajudar as finalistas. No fim das contas, achei um excelente time. Guilherme parece realmente funcionar muito bem quando não está competindo com pessoas da própria equipe, e Braga é e sempre foi, em minha opinião, um cara extremamente competente, mesmo com seu perfil mais introspectivo. Trivia: no coquetel, descobrimos que Braga é gamer e campeão de Street Fighter, e que, em sua empresa, tem videogames disponíveis para jogar no horário do almoço. #MeContrataBraga
Em Taubaté, Renata fez a festa – literalmente. Fechou parceria com um local enorme e divulgou o evento e a dupla em TV e em rádio. Mel alegou que também fez isso e eu acredito, mas Renato Santos argumentou que, enquanto a preocupação de Mel era simplesmente divulgar o evento, Renata levou mais a sério o pedido do briefing de divulgar a dupla por meio do evento. Ok que pela primeira vez achei que Renato deu uma leve forçada de barra para fazer parecer que Mel tinha feito algo aquém do briefing (e a candidata se defendeu muito bem dessa acusação), mas ainda assim a observação do conselheiro foi bem na mosca, e eu acredito que essa seja a diferença entre saber fazer e querer fazer.
Muitas vezes, você pode ter expertise em uma área profissional e seguir à risca todo o protocolo necessário e recomendado para realizar algo bem sucedido. Mas quando você QUER fazer, mesmo que saia um evento tecnicamente pior, há uma dedicação, uma vontade de realizar, que geram uma inquietude dentro de você, que o faz, durante todo o processo, querer fazer melhor do que o que já está feito. A meu ver, a tarefa mostrou isso: Melina é uma pessoa que sabe fazer, enquanto Renata é uma pessoa que quer fazer.
Um momento emblemático para simbolizar essa conclusão é aquele em que Renatinha vai para a rua com o objetivo de “puxar” pessoas para seu evento. É o tipo de coisa que Melina nunca faria, e isso não a torna pior do que ninguém porque precisamos de pessoas com esse perfil. Mas, no contexto do Aprendiz, certamente a deixa em desvantagem. Desde o Aprendiz 8, a maneira como Renata consegue lidar com o público me impressiona muito, e acredito que nesta temporada isso ficou muito evidente a partir da tarefa da Peugeot, que foi quando comentei sobre esse carisma da moça. Carisma que voltou a aparecer aqui. Sua abordagem é tão bacana que me faria querer entrar no evento para ajudá-la, se eu estivesse lá e pudesse fazer isso.
As participações do evento de Renata também foram muito interessantes. Chamar Gabriel Valim, a meu ver, foi um grande trunfo da moça. O cara está bombando com sua “Piradinha”, e muita gente certamente iria ao show nem que fosse só para vê-lo cantar essa música.
Número de pessoas no evento, segundo Justus: “quase 900”.
Nenhuma das duas atingiu a meta, mas Renata quase chegou lá, e só pela disparidade de público, a meu ver, já mereceu ser a vencedora – e esse resultado só poderia ser diferente, como bem disse Justus, se o evento tivesse tido uma qualidade horrenda (pausa para a informação de que Renata voltou toda feliz para o backstage, quase ensaiando alguns passinhos de uma dancinha comemorativa).
Na sala de reunião, achei divertido o momento em que Renata afirma ser a líder mais vitoriosa da história do Aprendiz – e é mesmo, com 6 vitórias e apenas 1 derrota como líder nas duas temporadas. Mas gostei de ver Justus cortando um pouco esse barato e evitando falar do passado – afinal, passado por passado, Melina teve um ótimo quarto lugar na segunda temporada na avaliação do próprio Justus. Também achei justíssimo que Melina pontuasse que nunca foi indicada à demissão (Renata já foi duas vezes) e que nunca foi indicada à segunda parte da sala. Direito de resposta que, no caso de Mel, sempre parece algo mais brusco e menos simpático, mas definitivamente não é assim.
Particularmente, fiquei surpreso com a firmeza e com a determinação da Renata, que não baixou a cabeça diante de Melina, se defendeu muito bem na sala de reunião e pareceu uma pessoa muito mais segura do que ao longo de toda a temporada. Pra mim, uma das grandes forças de Mel é sua personalidade, e senti Renata tirando um pouco isso da adversária ao ser tão enfática em suas colocações. Ali, deu pra notar que a briga seria boa, como foram as indicações dos conselheiros: Walter Longo sugeriu que Roberto Justus contratasse Melina, por ser uma profissional já preparada, enquanto Renato Santos escolheu Renata, por sua incansável capacidade de aprender e de se superar. Pra variar, concordo 100% com o segundo, que, a meu ver, coroou sua incrível participação no programa com essa recomendação.
Mas tivemos muito pouco depois disso. Roberto Justus fez algumas perguntas às candidatas, e o desânimo tomou conta do meu ser ao ouvir o testezinho de RH mais batido do mundo, o “Onde você se imagina daqui a 5 anos?”. Fiquei pensando se a próxima pergunta seria “Se você fosse um animal, qual seria ele?” ou algo assim. Mas as respostas me deixaram intrigado. Na primeira pergunta (essa, sim, ótima), Mel respondeu que seu maior fracasso foi não ter ajudado o irmão quando achou que poderia, enquanto Renata afirmou que o dela havia sido a derrota no Aprendiz anterior. Mil pontos para a Renata, que fez uma alusão não só ao próprio programa como também à situação em que ela se encontrava naquele exato momento. Mel foi bastante direta e um pouco evasiva, não dando muita chance para ser avaliada por essa resposta. Na segunda pergunta, Renata escorregou ao dizer que gostaria de estar “em uma grande empresa” daqui a 5 anos, e Roberto Justus precisou intervir para lembrá-la de que ela não estava concorrendo a uma grande empresa qualquer. Mel foi novamente mais direta, mas bem mais inteligente: “Qualquer lugar, ao seu lado, fazendo dinheiro”. Curti!
Roberto Justus, então, decidiu: entre apostar no presente e apostar no futuro, ficaria com o futuro. Renata Tolentino estava contratada. Quase toda a plateia vibrou, quase todos os aprendizes vibraram (Karine era de longe a mais animada, tendo sido a primeira a invadir o palco para abraçar Renata), e até a produção estava comemorando no backstage! Inacreditável! A sensação geral dentro do universo do estúdio era de que o Brasil tinha vencido a Itália numa final de Copa. Mesmo que a Itália fosse uma seleção excelente, nossa identificação com o Brasil, que também jogou um bolão, acabou nos levando ao êxtase, como se a vitória da Renata fosse também uma vitória nossa. O clima geral do lugar era de muita alegria.

\o/
De repente, vi Mel na tela da TV e parei para perceber sua tristeza, sensação que só se aprofundou quando a vi sair rapidamente com Porcel (vencedor do Aprendiz 2 e marido da finalista) após o fim da gravação. E, se por um lado foi de cortar o coração a imagem de uma mulher tão forte como Melina abatida daquela forma, por outro a experiência de estar nos bastidores do programa é enriquecedora, no sentido de que nos lembra de que estamos tratando de seres humanos ali. A distância que sentimos de participantes de reality shows quando apenas os estamos vendo naquela caixinha chamada TV e a maneira caricatural como essas pessoas se transformam em mocinhos e vilões aos nossos olhos pela magia da edição nos tornam implacáveis em nossos julgamentos, então faz bem ter uma dose de humanização e de realidade de vez em quando.
Fazendo uma análise sobre a escolha de Justus, fica a sensação de que desta vez ela pode ter sido um pouco pautada pelas preferências do público. O Aprendiz passou por uma séria crise de audiência, e a franquia certamente saiu enfraquecida desta temporada. Nada mais inteligente e interessante para minimizar os danos do que dar ao público uma vencedora que quase todos ansiávamos por ver. Melina acabou sentindo o baque do efeito colateral de dispensá-la na final do programa, mas infelizmente para ela, Renata acabou se transformando na nossa seleção nesta final de Aprendiz. E este era um jogo que, para o nome do Aprendiz (levando em conta que haverá, afinal, uma edição Celebridades em 2014), era importante que o Brasil vencesse. Esse era o final feliz necessário para Aprendiz, O Retorno.
Assim, Aprendiz, O Retorno acabou. Mas a missão deste reviewer demitido ainda estava longe de ser cumprida. Era uma questão de honra, em nome de todo o trabalho feito aqui no Série Maníacos e da repercussão que uma certa personagem causou ao longo desta temporada, conseguir um alô de Maytê a todos nós. E assim foi feito! Fiquei de plantão na saída do estúdio até avistar Maytê, e assim que a vi entrei correndo para abordá-la.

Dewa!
Quando fui explicar à quarta colocada que fazia parte do Série Maníacos, seu comentário imediato foi: “Eu conheço o Série Maníacos! Você fala mó mal de mim!”. Não dá para não ficar um pouco sem graça, mas a verdade é que Maytê foi tão simpática e bacana ao mostrar que já andou prestigiando o SM que não deu pra não sorrir de orelha a orelha. “Falar mal faz parte do jogo, Maytê, mas acho que a temporada não teria graça nenhuma sem você”, respondi. “Quer saber um segredo? Também acho”, brinca ela, extremamente simpática. O resultado de tudo isso vocês podem conferir aqui, em um alô de Maytê Carvalho gravado especialmente pra vocês!
Amiguinhos, sei que Maytê Carvalho é o tipo da personagem que necessariamente desperta amor e ódio (e muito mais ódio do que amor, sem dúvida), mas depois desse beijo especial a todos nós (isso depois de tudo o que falamos dela, ainda por cima), ela merece se transformar oficialmente na Omarosa brasileira e entrar para o elenco do Aprendiz Celebridades, é ou não é? Por isso, a quem interessar, lanço a campanha: Maytê no Aprendiz Celebridades! Peçam Maytê (e quem mais vocês quiserem) no espaço que o R7 reservou para nossos pedidos clicando aqui – a não ser que ela apareça por aqui e nos diga “Don’t Maytê Me”, mas esperemos que isso não aconteça. #AllEyesOnHer
E, agora sim, missão cumprida, e mesmo com todas as adversidades, devo dizer que tudo valeu muito a pena! Saímos da Record por volta das 3h da manhã, e sentir o clima daquele estúdio após a vitória de Renata, estar no meio desse pessoal, ex-aprendizes, fãs do programa, produção, Renato Santos (cuja resposta para a pergunta “Você volta para o ano que vem?” foi “Com certeza!”, vale dizer) foi bem bacana, e boa parte dessas pessoas acabaram nos tratando tão bem que compensaram a sacanagem e o desrespeito da Rede Record a seus convidados, compensaram as dores nas pernas de ter passado todo esse tempo de pé e o frio polar que sentimos no backstage. No fim das contas, a satisfação era tão grande que o saldo foi positivo. Eu jamais imaginaria que iria parar no backstage da final do Aprendiz, e graças a uma intervenção de Renato Santos, ainda por cima!
Agradeço a todo o pessoal bacana, entre citados e não citados neste post, que conheci ao longo dessa aventura, e deixo um salve especial para o pessoal do Coelhocratas, que faz um ótimo trabalho com o blog e com o grupo de fãs do Aprendiz há anos, trabalho que acompanho com muita satisfação desde os finados tempos de Orkut. Ao longo da temporada, muitas discussões e debates deste grupo me inspiraram a pensar em um trabalho cada vez mais interessante para entregar a vocês, leitores do SM, por isso devo a eles não apenas minha presença na final como também a inspiração e a força de vontade para sempre entregar um trabalho de qualidade nos meus textos sobre os episódios de cada semana.
Muito obrigado, enfim, a todos os que me ajudaram a estar presente nessa final e aos que me acompanharam por aqui, por prestigiarem nossa cobertura do Aprendiz. Espero que tenha feito um trabalho bacana, e até o ano que vem, com a esperança de assistirmos o programa em um horário decente, claro!
P.S. – Não percam nosso Top Maníacos com um elenco ideal já montado para o Aprendiz Celebridades! Aguardem!














