Meu espirito viverá.
May we meet again, Heda. No sétimo episódio da temporada, The 100 se despede de Lexa de forma emocional e inteligente, engatilhando com sabedoria a metade final de seu terceiro ano. A morte de Lexa significa uma transformação em toda a força gravitacional da série, que se baseou em Clarke e Lexa e seus dilemas de comando desde o momento em que Heda apareceu. Antes de sua morte, Lexa ordena que tropas cerquem Arkadia, esperando que o lugar resolva de forma independente seus problemas de liderança. Uma reunião de Octavia e Indra pode ser o caminho para que Arkadia retome a seus caminhos justos e morais. Mas isso é assunto para as próximas semanas. Em Thirteen, o que realmente importa é a maneira como The 100 se despede de uma das personagens mais adoradas e competentes da série. A morte de Lexa não acontece sem significado algum, apenas para chocar o espectador. Ela é importante para mostrar quão volátil a terra se tornou, e como determinadas decisões podem voltar para assombrar um personagem.
Em contrapartida (mas relacionado com o arco de Lexa, de alguma forma) a série apresenta seu primeiro flashback, mostrando a cientista Becca e sua jornada, que vai do espaço à terra, no caminho de se tornar a primeira commander (visto no traje espacial que está usando). Becca é a criadora da A.L.I.E 1, (inteligência artificial que destruiu o mundo após hackear sistemas de lançamento de misseis nucleares) e da A.L.I.E 2 (que prometia salvar a terra). O flashback tem um parâmetro com o arco de Lexa pois além de mostrar a primeira comandante, também se relaciona a partir do momento em que o sacrifício se torna prioridade nos dois arcos, onde as duas personagens tentam salvar o resto do mundo, ainda que isso signifique sacrificar suas vidas pessoais.
O que impressiona na morte de Lexa é que a série não constrói o momento de maneira forçada, apenas deixa que um erro de Titus (ou não?) termine com o poder de Lexa, em segundos. Mostrando que nem mesmo a comandante está segura das incertezas do mundo pós-apocalíptico. O que fica certo é que o legado da comandante seguirá.
A religião mais uma vez se mostra presente, como no ritual exercido por Titus, mas ainda mais na aceitação de Lexa perante a morte, sabendo de seu legado e seu papel. Ainda que Clarke busque ajudar de forma racional, os quesitos de emoção e fé ultrapassam a racionalidade, a ciência e a medicina. O fato de ser comandante e pertencer ao Trikru significa uma aceitação da morte bastante esquisita para o Skaikru, que assim como nós do mundo real, lidamos com luto profundo e certo tabu, tornando uma morte algo difícil e sofrido.
O que fica mais evidente é que The 100 vai se transformando em uma série onde a religiosidade e mitologia de seu universo começam a ter real significado e influência na trama, ainda que não seja muito claro, divido ao grande número de informações, mas aos poucos ficaremos sabendo mais. E ainda assim, acompanhar os personagens desvendando esses pequenos mistérios místicos torna a série ainda mais prazerosa.













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