A Sort of Homecoming (Uma espécie de volta para casa, em tradução livre), foi um episódio superior ao seu antecessor, mas não se enganem, isso não quer dizer que ele foi excelente. Pela primeira vez, desde o início da temporada, tivemos nosso velho grupo reunido. Guardando as principais ações para parte final do episódio, tivemos um capítulo mais contido, onde a maior preocupação foi reposicionar os personagens para a reta final.
Caros amigos e amigas, estamos de volta à Terra e quem acompanha as minhas reviews sabe das minhas ressalvas com esta escolha. Vimos no final da quinta temporada, em Damocles Parte 2, Monty afirmando que o nosso planeta não iria se recuperar, por isso, ele buscou uma alternativa e encontrou um lugar habitável; imaginem, portanto, minha surpresa ao ver Clarke saindo do bunker do Segundo Amanhecer e encontrando uma floresta densa. Sei que muitos telespectadores gostaram da ideia, mas gostaria de coerência. Quanto tempo passou na Terra? Toda aquela vegetação precisaria de muito tempo para crescer e Monty passou anos monitorando o solo, sem nenhum indício de vida possível no planeta. Precisamos de respostas. Pode parecer preciosismo da minha parte, mas quero uma resposta concreta para isso, senão a jornada das sexta e sétima temporadas será em vão (algo que está ficando cada vez mais evidente). Ao revermos Gaia, até que enfim, descobrimos que ela está na Terra há alguns dias, indicando que o tempo lá é igual em Sanctum, reforçando a ideia de que precisamos entender o que aconteceu.

O episódio começa exatamente onde Blood Giant parou. Clarke tem que enfrentar seus amigos e contar o que aconteceu com Bellamy. E se tem algo que tenho que parabenizar nesta cena é a atuação de Eliza Taylor. Evidentemente, os atores estão tirando leite de pedra com esse roteiro. Já expressei meu desagrado com as decisões tomadas no episódio anterior e aqui temos uma continuidade dessas decisões. A reação que os personagens tiveram ao receber essa notícia foi bem distante daquilo que esperava e sim, estou falando de Echo e Octavia. As duas personagens cresceram e amadureceram? Evidentemente que sim, mas a poucos episódios, Echo queria destruir uma civilização inteira por causa dele e agora ela tem uma reação conformada? Não esperava um ataque de fúria, mas algo mais enérgico seria mais coerente. A reação de Octavia, no entanto, foi mais próximo do esperado devido o que foi apresentado nesta temporada. Depois de criar um novo laço familiar com Hope e Diyoza, ela conseguiu se perdoar e encontrar um novo sentido na quase “maternidade”. Ao ouvir as explicações de Clarke, ela se enxerga naquela posição, pois ela acredita que faria o mesmo, tornando sua reação mais plausível. Outra coisa, Bellamy morreu e não temos nenhum momento para rememorá-lo? Sei que ele seguiu uma linha extremamente radical, mas não faz sentido que todos tenham esquecido da importância dele para o grupo. Espero que em algum momento futuro, a série corrija este erro.

Ao perceberem onde estão, o grupo tenta se organizar e decidir o que fazer. Cadogan rapidamente usa sua carta na manga e é levado de volta ao Bardo, usando um marcador genético. Sabendo disso, Clarke toma uma decisão totalmente temperamental: destrói o capacete de um dos discípulos, impossibilitando a volta deles para Sanctum ou Bardo. Neste ponto, quero destacar John Murphy. Diferentemente de outros momentos, ele foi o único a discordar dessa decisão. Em outras ocasiões, ele mesmo teria destruído aquele capacete. Mais amadurecido, Murphy acredita que as pessoas em Sanctum merecem a chance de viver em um planeta melhor. E seu cuidado se estende para os outros em seu grupo, como Madi. Ponto para os roteiristas que permitiram esse crescimento do personagem, tornando-o uma das poucas coisas boas dessa temporada. E falando de coisa boa, como é gratificante ver Indra interagindo com Gaia e Octavia. Com Octavia, depois de muito tempo, tivemos uma palavra de acolhimento. Indra e Octavia sempre tiveram uma relação próxima, abalada pelas ações no Bunker, portanto, ver Indra se colocando como apoio foi incrível. O mesmo vale de suas interações com Gaia. Sua filha sempre foi distante, por ter escolhido outro caminho, mas agora, Indra não só a aceitou como a admira. Gostei de ambas as construções, só espero que isso não configure uma possível despedida da personagem.

Sem a Chama e de posse do caderno de desenho de Madi, Cadogan agora sabe que ela é a Chave, como havia especulado em reviews anteriores. E a confirmação veio de quem? Sim, daquele que não aguentamos mais: Sheidheda. Ele não morreu, algo que me deixa extremamente indignada. Esse cara só pode ser imortal. Toma tiro, facada e continua vivo. Qual é o propósito disso? Não sei, mas ele já está fazendo hora extra na série. Em uma barganha com o Pastor, ele se oferece para capturar Madi, mas seus interesses reais são outros: ele quer matá-la. E essas ações nos conduzem a mais uma morte: Gabriel. Na tentativa de salvar Madi, o último Prime, tomou várias facadas. Diferentemente, da morte fátidica do episódio anterior, essa, pelo menos, fez mais sentido. Ele estava tentando protegê-la e perdeu sua vida fazendo isso. Quer dizer que curti essa morte? De jeito nenhum, mas pelo menos, sua construção foi mais coerente e relevante.
E para o final deixei para falar daquela que deve ser o destaque desta reta final: Madi. Por incrível que pareça, a única que realmente externalizou sua contrariedade com a morte de Bellamy foi ela. Escutar que ele morreu para que ela fosse protegida, abalou suas estruturas. Não podemos esquecer que ela é uma adolescente e logo cedo teve que se deparar com decisões extremamente difíceis. Por causa do seu legado genético, ser Nightblood, ela poderia almejar o cargo de Heda, posição que ela ocupou por algum tempo, na quinta temporada. Como vocês se recordam, esse mesmo legado sanguíneo a colocou em perigo na sexta temporada, fazendo com que sua mãe, Clarke, tomasse ações drásticas. Aliás, para proteger sua filha, Clarke foi aos extremos e isso tem mexido muito com a garota e em A Sort of Homecoming isso foi levado às últimas consequências. Ao perceber que todos estão dispostos a lutar por sua segurança, Madi decide se entregar ao Pastor. Sei que suas ações são plausíveis, mas ela sabe muito bem que isso não impediria Clarke de ir atrás dela, ou seja, não faz sentido ver uma criança se esfaqueando por algo que não irá funcionar.
Faltam apenas 2 episódios para o final. Com um capítulo focado em mostrar o estado emocional dos seus personagens, fica claro que temos pouco tempo para que muita coisa possa acontecer. Como fã, só espero que pelo menos o fim valha a jornada. Não deixem de comentar e até semana que vem.
Admirando o novo mundo e outras curiosidades
– Espero que não aconteça nada com Emori e Murphy, por favor!
– Sheidheda continua vivo, só queria saber qual a razão disso.
– A explicação da chegada da Gaia na Terra foi tão simplória que me sinto envergonhada por ter teorizado sobre isso por tantas semanas kkkk
– Depois de tantas temporadas, tivemos um vislumbre do relacionamento Miller/Jackson. Não sei vocês, mas acredito que isso serviu como despedida de um deles.
– Enquanto Bellamy morreu sozinho e sem nenhuma despedida, o rito de passagem de Gabriel foi bem construído. Morte é vida. R.I.P Gabriel.
– Tivemos mais uma morte e acredito que esse número vai crescer. Quem será que chegará vivo ao final?













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