Acertando os detalhes para o final da temporada.

Spoilers Abaixo:

Saber fazer um bom episódio mesmo quando é necessário não entrar em detalhes sobre sua trama principal é uma das grandes qualidades de Person of Interest e que a diferencia da maioria das séries que possui estrutura semelhante a ela. E desta vez não foi diferente.

Booked Solid foi um episódio relativamente simples no qual, ainda que tenham sido abordados pontos importantes para as histórias paralelas da série, o caso da semana teve a missão de sustentar a trama, função essa que cumpriu de maneira bastante eficiente. É verdade que o caso não foi espetacular e até relativamente simples, porém isso foi compensado com Finch mais uma vez atuando na “linha de ação” e bem próximo a John e também com uma pequena participação especial de Zoe que deu um charme todo especial ao episódio. Além disso, Mira Dobrica (ou Brozi), o “número da semana”, também se mostrou uma personagem bastante agradável e rapidamente conseguiu transferir ao espectador a simpatia que John e Harold desenvolveram por ela. Da mesma forma, porém por motivos opostos, o sem vergonha e insuportável gerente do hotel nos fazer compreender perfeitamente o desejo de Reese de que ele fosse a ameaça à vida de Mira para assim ter um bom motivo para “cuidar” do safado.

Mas apesar de ter sido bem focado no caso da semana, Booked Solid honrou a tradição da Person of Interest e, assim como em outros episódios da série de mesmo tipo, não só soube apresentar muito bem as tramas paralelas, como ainda se deu ao luxo de revelar uma bela bombinha em seu final: o reaparecimento de Root! Por essa creio que ninguém esperava, não? Ô vilãzinha mais sapeca essa Root! Era mais do que claro que ela estava aprontando às escondidas, mas estar trabalhando de secretária para o Procurador Especial é muita audácia! Resta saber agora o quanto ela já descobriu sobre a Machine e até quando ela irá aguardar para atacar novamente.

E por falar no Procurador Especial, depois deste episódio ficou bem claro que a vida de John e Harold não será mais a mesma daqui para frente, afinal, se Hersh já sabe que só precisa ficar atento a um certo padrão de acontecimentos para encontrar Reese, agora ele poderá fazer isso sempre. No entanto, como John e Finch também não são bobos, também acredito que deveremos ver alguma alteração no comportamento deles daqui por diante.

Em relação ao plot de Carter, gostei bastante que POI não se esqueceu do processo para torná-la agente do FBI e conseguiu finalizá-lo adequadamente, aproveitando também para novamente levantar as suspeitas sobre Cal Beecher. Além disso, as cenas de Finch ensinando Carter a enganar o detector de mentiras e, principalmente, dela colocando os ensinamentos em prática também foram muito legais e interessantes.

Quanto a Beecher, é verdade que ter o FBI em sua cola aumenta ainda mais as suspeitas dele ser corrupto e estar envolvido com a HR (uma vez que sabemos que ele é afilhado de Quinn), porém confesso que não estou convencido de que o detetive é realmente corrupto e torço para que tudo não passe de uma tentativa dos roteiristas para nos despistar, afinal, Carter já sofreu bastante na vida e merece ter alguém ao seu lado que a faça feliz, não?

Enfim, Booked Solid pode não ter sido um episódio de explodir as cabeças igual a  Prisoner’s Dilemma ou Dead Reckoning, porém foi extremamente eficiente em sua função de agir como episódio intermediário e auxiliar na preparação para os episódios finais da temporada, que cada vez mais prometem ser espetaculares. Contudo, preparem-se: o próximo episódio, pelo que eu li na sinopse (e não vou contar aqui) não deve ter nada de intermediário e deverá ser bastante “relevante”…

Observações

– Lionel bravo com as missões que sobram pra ele é sempre muito engraçado! Mas dessa vez no final ele acabou ficando super empolgado por ter evitado um “incidente internacional” junto com o  “Wonderboy”.

– Se a gente tinha alguma dúvida sobre o que havia rolado entre John e Zoe no final de High Road (ep. 2×06), depois deste episódio creio que não sobrou nenhuma, certo? As meninas devem estar com inveja de Zoe, mas particularmente acho que nosso amigo John se deu foi bem demais! :-p

– Os fãs de Alias (eu inclusive) ficaram deliciados com este episódio pois, além de Amy Acker (Root), Mira Dobrica foi interpretada por Mia Maestro, mais conhecida como a irmã de Sydney Bristow, Nadia.

Telas azuis

Quero aproveitar esta review para comentar sobre as tela azuis que estão aparecendo desde o episódio anterior. Se alguém de vocês ainda não ouviu falar ou não percebeu (confesso que só fui ver as telas do episódio passado após ser alertado por um de vocês – valeu JP!), POI tem exibido em flashes muitíssimo rápidos três telas azuis codificadas por episódio, sendo que cada uma ao ser descodificada aponta para um determinado tipo de texto. É gente, depois de Lost e Fringe, POI é mais uma série produzida por J.J. Abrams a começar a apresentar os famosos Easter Eggs que costumam deixar os fãs malucos!

Em One Percent, as telas apareceram nos minutos 00:39, 20:51 e 40:16, sendo que a primeira refere-se a um trecho de Macbeth, de Shakespeare (uma cena sobre sonambulismo de Lady Macbeth), e as segunda e terceira referem-se a dois textos da página do National Institutes of Health’s, um sobre bioterrorismo e outro especificamente sobre Antraz. Já em Booked Solid, as telas aparecem nos minutos 03:45, 22:25 e 40:13, sendo a primeira referente a um documento da CIA para o Diário do presidente George W. Bush denominado “Bin Laden determinado a atacar os EUA”, o segundo uma passagem da Bíblia (Apocalipse 16:1) e o terceiro sobre tipos de agentes químicos de guerra.

Bom, uma vez que as telas começaram a aparecer logo no episódio seguinte em que Stanton liberou o tal vírus que irá “acordar” em 5 meses, não precisamos ser gênios para adivinhar que as telas são claras alusões ao que poderá ocorrer quando o vírus finalmente começar a agir. Desta forma, penso que a explicação mais lógica neste momento é de que as intenções do grupo do misterioso “chefe” de Stanton são de utilizar o vírus para destruir as defesas americanas e infligir um ataque bioterrorista aos EUA. E vocês, o que acham?

PS: Agradecimentos especiais ao João Paulo, que me passou as primeiras informações sobre as telas e ao Ricardo Santana e ao Gabriel Moraes, que tiveram o tempo e a paciência para traduzir, encontrar e postar o significado de cada uma das telas (e que foram as minhas fontes de informação para postar os dados acima).

Diálogos

1.  (Finch e John)

F: “Acha minha fascinação por hotéis um pouco peculiar, não é?”

J: “Você compartilhando algo pessoal é peculiar.”

2.  (John e Zoe)

Z: “John.”

J: “Zoe.”

Z: “Não te vejo desde o divórcio.”

3. (Carter e Finch)

C: “Claro, é só uma máquina, não é? Digo, ela não pode ser tão esperta.”

F: “Exatamente. Só uma máquina.”

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