
Sobre pais e filhos.
Spoilers Abaixo:
Aos sobreviventes do período de enrolação de Once Upon a Time, desejo os parabéns. Em dose dupla. A todos nós, que aguentamos aqui e que acertamos em cheio a intenção dos roteiristas a respeito da real função e identidade de Baelfire, fica o elogio. Era uma história boa demais para ser diferente do que é e, embora não haja qualquer elemento surpresa no episódio, afinal, estamos cogitando essa possibilidade exata desde a Season 1, acho que ele é muito importante para a série e para os fãs. Precisávamos desse desenvolvimento, que demorou um pouco além da conta para chegar, mas encerra um assunto mal resolvido e uma das nossas grandes curiosidades, abrindo espaço para mais ação e novidades.
Uma coisa extremamente positiva é que, pelo menos não ficaram nos fazendo de idiotas no episódio. Já começamos no olho do furacão, com perseguição, descoberta e posterior briga entre Emma e Neal. Foi um inicio bem intenso e onde as cartas são colocadas na mesa. Logo depois de entendermos como e porque Neal acreditou tão facilmente em August, já entramos nos pensamentos sobre Henry, que estava prestes a conhecer o pai.
Emma quer fazer qualquer negócio para evitar que todos saibam que ela teve um filho com o filho do Senhor das Trevas. A reação é natural, dada a história dos dois, mas obviamente, não iria funcionar. Ao ver Henry, Neal junta as peças rapidamente e deixa Rumples embasbacado. O homem vai ali atrás do filho e descobre que também tem neto. Além do mais, a situação de Henry se complica porque ele acaba de virar um alvo ainda maior.
Longe de Manhattan, Cora Corega (ainda mais evil com roupas normais) tem um plano. Encontrar a adaga de Rumples, controlá-lo e usá-lo para matar toda a Família Real. Só Henry sobreviveria (supostamente) para que Regina tivesse o filho de volta. Tenho um problema sério com essa história. Não por ela, propriamente dita, mas pelas atitudes de Regininha.
Ficarei extremamente decepcionada se a rendição dela aos poderes da mãe for real, porque é muita bipolaridade. A personagem vinha em desenvolvimento, aí brecaram tudo e a fizeram andar para trás. É uma demonstração de personalidade frágil (ou falta de personalidade, como queiram) e não vejo Regina assim. Se ela foi, de fato, tão facilmente influenciada, fica em mim uma ponta de decepção.
Nos flashbacks, mais histórias de Rumples, mostrando como ele ficou manco e como Milah é uma quenga sem coração. Simplesmente não entendo porque ela fica tão ofendida por ele ter “acidentalmente” machucado a própria perna. Achei bem esperto e providencial e honestamente, esse papinho de coragem cega só convence suicidas. Mas Milah está querendo é bater perna por aí e aproveita o ensejo para ter uma desculpinha de abandonar marido e filho e fazer o que bem entende. Rumples, é claro, só queria ser um bom pai para Baelfire, muito diferente do que ele mesmo viveu, mas no fim, continua caindo em erro após erro e levando a situação ao que vimos.
Gostei muito da vidente com olhos nas mãos. Impressionante. Me deu um medo danado. Ela explica porque Rumples é tão bom em articular seus planos, já que tem muitas peças do quebra cabeça soltas e um tempo considerável para entender o que é possibilidade e o que é fato. Sabendo que Henry será sua ruína, ele pensa logo em matar o garoto, mas claro que isso foi há uns 300 anos e ele não sabia que seria seu neto. Também interpretei as palavras da vidente como algo positivo. Talvez Henry seja a ruína do Senhor das Trevas, mas a salvação de Rumples. Tudo vai depender de como ele pretende administrar essa noção de família, com a qual vai ter de lidar a partir de agora.
Parece bem óbvio que Bael vai para Storybrooke por causa de Henry (mesmo odiando “all that crap”) e imagino que esse vai ser um choque para Regina. Mais um na fila para ficar com o menino. Aliás, Henry tá um tapa na cara de Emma, e não foi com luva de pelica, ao compará-la com Regina. Depois dessa, só mudando de atitude mesmo, porque foi para ofender. A conversa sobre os graus de parentesco na família Real também foi boa e Charming prova que não é lá muito brilhante ao achar que Henry só pode ter um avô.
A pior coisa da série continua sendo Belle. Dessa vez ela estava menos histérica, mas fiquei na expectativa de ouvir “Belle? Porque você está me chamando de Belle, quem é Belle?”. SOCORRO. As atitudes da Belle desmemoriada são ridículas e descabidas, afinal, ela grita quando vê Rumple, desconfia de Ruby e pergunta para Regina se elas eram amiguinhas? Pelo amor de Deus. Acabem com esse plot idiota.
E idiota também é Regina, fazendo mágica no hospital e dando ao forasteiro mais uma prova de que Storybrooke é diferente. No lugar dele, eu apenas fugiria, mas o cara parece ter planos para a cidade e seus moradores. Só espero que sejam muito bons, porque precisamos de motivações diferentes a essa altura da temporada.
P.S*Hook é um pirata super espertalhão, mas vive caindo nos truques de Cora Corega. Tem que ver isso aí.
P.S*Semana que vem, explicações sobre a timeline doida de Bael e Rumples. Tudo fará sentido, pelo menos é o que parece.














