Com a entrada de Person of Interest (finalmente!) no catálogo do Globoplay, tá na hora de muita gente conhecer essa série fantástica e subestimada. Por isso, compilei algumas razões para vocês darem chance a essa produção maravilhosa!

Criada por Jonathan Nolan e com produção de J.J Abrams, Person of Interest é uma série de ficção científica que brinca com os limites entre a inteligência artificial e a ética humana. Ambientada em um mundo pós 11 de setembro, no qual o governo dos Estados Unidos procura maneiras de proteger sua população, Harold Finch (Michael Emerson) cria uma máquina de inteligência artificial que prevê todos os tipos de crime planejados com antecedência. Com o governo apenas interessado nas ameaças terroristas, Finch altera seu projeto para que exclua os crimes “pequenos”, mas cria uma backdoor que consegue acessar para tentar impedi-los. Sendo o cérebro da operação, ele recruta John Reese (Jim Caviezel), ex agente da CIA para ser os músculos e entrar, de fato, em ação. Sendo toda a operação realizada de maneira secreta, logo as autoridades começam a desconfiar de que algo está acontecendo, começando uma caçada que leva a proporções gigantescas durante as temporadas da série.

1) A Proposta

Person of Interest se propõe a refletir sobre um tema cada vez mais recorrente atualmente: o limite da inteligência artificial e da capacidade humana. Até onde a inteligência artificial pode ir? Até onde os seres humanos podem se beneficiar disso? O que acontece com inteligências artificiais comandadas por pessoas de caráter questionável? Os seres humanos, no final, são dispensáveis?

2) O Roteiro

Recheada dessas questões complexas, a série não deixa por desejar: o roteiro é bem amarrado, sem pontas soltas e com muitos plots twists. Tudo faz muito sentido e é muito bem explicado. Após os primeiros episódios da primeira temporada, a série fica cada vez mais complexa, em uma escala sempre positiva de qualidade. Como outras séries do tipo, possui alguns episódios fillers – mas a trama principal é sempre de excelente qualidade.

3) O Elenco

Assim como o roteiro, os personagens são muito bem construídos e complexos, interpretados por atores carismáticos e com performances notáveis. No elenco principal, temos alguns rostos conhecidos, como Michael Emerson (Lost) e Taraji P. Henson (Empire).

4) A série te provoca

Como telespectador, ela brinca com a nossa moral e nossos sentimentos. Te deixa envolvido com a história e sempre tem o gostinho de “quero mais” – sem falar nas reflexões morais e éticas que traz, e o questionamento: o quanto de privacidade, realmente, ainda temos?

Agora vocês me perguntam: se essa série é tão maravilhosa quanto você diz, por que nunca ouvi falar sobre ela? Existem algumas razões: apesar de ter sido um sucesso estrondoso entre os críticos, nem a série em si, nem o elenco, foram reconhecidos em grandes e renomeadas premiações, como o Emmy. Suas cinco temporadas também foram exibidas originalmente pela CBS nos Estados Unidos antes do boom dos serviços de streaming – e seu público alvo não movimentava as redes sociais, ou seja, não possuiu muita divulgação boca a boca.

Apesar disso, cinco temporadas foram produzidas, sendo a primeira a mais fraca e as demais excelentes. Prometo a vocês que não irão se arrepender ao darem uma chance para essa série: ela não vai decepcionar vocês.

P.S.: De bônus, todos os episódios possuem crítica aqui no Série Maníacos – e foi assim que eu acompanhei originalmente, assistindo um episódio e lendo a crítica.

Boa maratona!

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