Você não deveria tentar amar alguém”

Layla disse, provavelmente, a coisa mais inteligente em toda sua existência no seriado. Ainda mais num episódio tão cheio de casais, quase casais, ex-namorados querendo reatar… Amor é um tema extremamente delicado que não me aventuro entrar. Sou jovem, tenho muito a viver, mas também muito já vivi. Sei o quanto amor pode passear e despertar todos os sentimentos possíveis dentro dos nossos corações. Já tive a experiência de estar em vários dos lados, e a única coisa que posso afirmar é: se não é bilateral, é doloroso. É com essa dor que Gunnar tem tido que conviver com a volta da paixão repentinamente à Scarlett. Mas, continuemos ao episódio…

Tanta coisa aconteceu nesse episódio que eu nem sei por onde continuar.  Inclusive fiquei tanto em dúvida em qual imagem utilizar pra ilustrar a review, que escolhi uma pra capa e coloquei várias outras no decorrer do texto.  Inclusive, achei interessante como o episódio começou EXATAMENTE aonde o outro, quase 1 mês atrás, parou. Fui atrás de saber e soube que o episódio já estava pronto sim, desde antes do hiatus. No entanto, deram 3 semanas de pausa na série pra dar tempo de inserir Christina Aguilera na storyline – já que a diva pop apenas começou as gravações no fim do mês passado.

Incrivelmente nós tivemos a aparição de quase todo o elenco principal em um único episódio! Isso significa que os recorrentes tem que ficar fora da casinha, não é mesmo? Então nada de empresários, assistentes, funcionários. Apenas aqueles que contribuem em longo prazo pra história de Nashville – que, essa semana, poderia até ter o episódio chamado de Chicago, já que Scarlett deu um show – definitivamente. Porém, como estava mais atrasado que o álbum de todo mundo da série, corri numa alternativa e decidi então fazer algo cronológico a forma como foram passados no episódios.

Vamos começar falando do eixo da série: Rayna e Deacon. A sensibilidade de Rayna me comoveu, pois nunca vi a personagem tão aberta como neste episódio. Talvez a descoberta do câncer dele tenha deixado ela mais suscetível quanto à demonstrar os sentimentos. No entanto, preciso dizer: como Deacon consegue ser imaturo! Tratar sua doença como algo de propriedade apenas sua e excluir todos de sua vida DEFINITIVAMENTE é a coisa mais estúpida a se fazer. Beirou o ridículo quando ele disse que ela fez as escolhas a vida inteira (sobre ter escolhido os MARIDOS DELA, sobre não ter contado da FILHA DELES) e que agora ele ia fazer as escolhas sobre O CÂNCER DELE. Como se fosse algo comparável, como se fosse algo à altura. Ainda bem que Rayna consegue convencer qualquer pessoa a coisa certa à se fazer, finalmente o convenceu a enfrentar de frente a doença. E eles finalmente estão juntos! No mais, não poderia finalizar o parágrafo sem colocar pra vocês essa imagem maravilhosa de Rayna tendo a melhor atitude que poderia ter tido em 3 temporadas de seriado:

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Rayna Rockstar

What about Maddie?”

Eu que pergunto, Deacon! What about Maddie? Desapareceu? Só apareceu no final pro tapinha nas costas?

Continuando os spotlights do episódio, amo ver como os roteiristas encaixaram a Hayden no seriado enquanto grávida. É impressionante como a personagem não consegue se apagar nem quando tem menos de 3 minutos de tela durante todo o episódio. Sem falar na cena mais fofa possível, que foi Avery tocando pra Juliette e o primogênito do casal.

Falando em Avery, entramos então no The Triple X’s. Provavelmente uma das melhores ideias foi juntar esses três, que dão momentos inesquecíveis e tem uma química (amigável) incrível entre eles. “My Song” foi, de longe, a melhor música do episódio. Ver Scarlett enfrentando seus medos de frente e conseguindo vencê-los é algo que esperávamos desde o breakdown em “Black Roses”. Porém, confesso que no momento final da apresentação, meu coração parou de bater por 1,3 segundos ao ver essa cara assustada:

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Ainda bem que tudo ocorreu bem, a performance foi maravilhosa e ela passou por cima de qualquer impasse. Achei interessante o episódio tratar sobre os haters e o cyber-bullying que tantos de nós cometemos com os artistas. E isso, inclusive, me deixou pensando. Até que ponto nossa liberdade de expressão é, de verdade, liberdade? Liberdade de expressão significa também o poder de ofender os outros? Claro que muitos deles nem lêem, sequer se importam, mas um caso recente que posso citar é Iggy Azalea, que até saiu das redes sociais depois de tantas críticas. É um caso sério a se pensar e, repito, adorei que a série tenha tratado disso.

Sobre Gunnar e Scarlett… não sei o que pensar. Estou achando Gunnar meio perdido nessa temporada, não teve nada que o prende-se realmente. O plot de seu filho-porém-não-filho foi desinteressante e rapidamente descartado (até pelo personagem). Amo Scarlett com o Dr. Beleza e adoraria vê-la desenvolver um relacionamento com ele, mas é utopia extrema achar que eles ficarão juntos quando Gunnar olha assim pra ela (e ela olha assim pra ele!):

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 Adorei ver Luke abrindo-se à novos sons e saindo da zona de conforto  – coisa que Will nunca faz. O country de raíz é algo bem delicado, se você não for um artista genuíno, pode cair na mesmice de ter todas as músicas parecidas. Mas Luke foi além, e gravou algo sentimental e ao mesmo tempo experimental (pra quem canta country, obviamente). A adição de Sadie foi essencial, a música se tornou mais encorpada e profunda. Porém, como não há profissionalismo em Nashville, Luke já demonstrou um interesse na artista revelação que só tem um single. Mas nem preocupem, se houver algum romance entre os dois, será algo muito rápido.

Falando em Sadie, meu coração gelou quando o tiro foi disparado e todo mundo (confessem, vocês também!) acharam que ela que foi baleada. Mas não, meus amigos. Sadie vai sair de Nashville, mas não porque morreu. Pelo visto, as complicações quanto à morte de Pete serão as responsáveis por tirarem a personagem da série. Estamos no final da temporada, o que significa o final da personagem Sadie Stone, que não retorna pra ainda não confirmada 4ª Temporada. Pra quem não sabe, a atriz que interpreta Sadie, Laura Benanti, é veterana na Broadway e já fez parte do elenco de mais de 15 musicais, desde 1998. E é pelo mesmo motivo que ela irá sair – um novo musical está em seus planos pra 2016.  É uma pena, pois acho que Sadie tinha muito a mostrar à nós. O que nos resta é ouvir “Sad Song”.

Open Mic do Bluebird #1: Juliette vai ter o filho próxima semana, minha gente. Isso significa… MAIS JULIETTE PRA NÓS!

Open Mic do Bluebird #2: O que nos trás ao segundo adendo da review. No episódio que vai ao ar dia 15, Jade St. John chega em Nashville pra agitar (mais ainda…?) as coisas e ser concorrente direta com Juliette. Pra quem não sabe (ainda!), Jade St. John será a personagem interpretada por Christina Aguilera e que ficará até o final da temporada.

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