Se você parar para pesquisar a quantidade de programas que foram produzidos em 2017, talvez fique assustado com o número. As mais diversas plataformas oferecem ainda mais opções para aqueles que desejam embarcar nesse maravilhoso mundo da produção televisiva internacional. É tanta opção que imagino que quem pegou gosto pela coisa pós-Netflix fica até em dúvida sobre o que assistir — e talvez eu deva fazer um texto a respeito.

Enfim, fico muito feliz com essas centenas de produções por diversos motivos. Entre eles, o fato de ver essas dezenas de atores, diretores e roteiristas empregados. É a prova de que a indústria não precisa ser tão fechada quanto se acredita. Outro ponto positivo é que não precisamos nos agrupar entre poucas produções, que se esforçam para agradar a todos: dá para ser feliz acompanhando as despretensiosas séries da CW ou mergulhar nos grandes dramas da HBO.

Há diversas consequências para essa avalanche de conteúdo. Destaco aqui o fato de que deixamos passar muita coisa que estreia e é finalizada sem darmos a devida chance. Ano passado, por exemplo, Bones chegou ao fim depois de doze temporadas e mais de duzentos e quarenta episódios — e há quem nunca tenha dedicado tempo para vê-la. O mesmo equivale para Girls, Bates Motel, Salem, The Leftovers, entre muitas outras.

Essa lista é para que você não deixe de considerar acompanhar pelo menos a última temporada das séries que se despedem esse ano na experiência clássica de um episódio por semana (na maioria dos casos). Além disso, nada melhor do que saber que algo está completo para, então, dedicar seu tempo a maratonar.

Vamos às séries?

12 Monkeys (4ª Temporada) [Syfy]

A adaptação do filme homônimo de 1995 estrelado por Bruce Willis é mais uma produção de ficção científica do Syfy. O canal, que exibe, além desse gênero, diversas séries de horror e fantasia, estreou a produção em janeiro de 2015, desenvolvida por Terry Matalas e Travis Fickett. (Os dois trabalharam juntos em Nikita, que só deixa saudades.)

O enredo segue James Cole (Aaron Stanford, também de Nikita), que é recrutado no futuro para voltar no tempo e evitar uma epidemia. As três temporadas estão disponíveis na Netflix e podem ser assistidas enquanto se espera o começo da quarta e última, marcada para esse ano — são 36 episódios de quarenta minutos. A recepção da crítica e dos fãs têm sido positivas, rendendo à série, inclusive, prêmios e indicações em algumas premiações.

Adventure Time (10ª Temporada) [Cartoon Network]

Hora da Aventura (Adventure Time) é tão famosa que é meio difícil que não tenha ouvido falar e visto suas personagens estampar os mais diferentes objetos e roupas por aí. Inicialmente para crianças, a animação do Cartoon Network que passeia por diversos gêneros criou uma fiel base de fãs também jovens e adultos. Desde sua estreia em 2010, a série exibiu mais de 270 episódios de onze minutos cada, divididos por nove temporadas.

A aclamação de Hora da Aventura é de fazer inveja a muita série “de adulto”. Entre as premiações que reconheceram a sua qualidade, temos o Critics’ Choice, o Primetime Emmy, o Annie Award, o Teen Choice Awards (e o Kid) e o Peabody Award, entre diversos outros.

O enredo é voltado às aventuras de Finn, o Humano e Jake, o Cão, em um mundo pós-apocalíptico. Além da televisão, a história foi extendida para livros, história em quadrinho, videogames e futuramente um filme. Foi anunciado em setembro de 2016 o fim desse sucesso da Cartoon para esse ano.

(Na Netflix, temos três temporadas: 4, 5 e 6 — mais de 100 episódios no total.)

Being Mary Jane (Filme) [BET]

Antes de falar diretamente sobre a próxima candidata a sua watchlist deste ano, talvez eu precise apresentar o canal. BET é uma emissora de tevê a cabo dos EUA que tem programação cujo público alvo é o afro-americano. Assim, os programas que compõem a grade, desde originais a adquiridos, costumam abordar assuntos ignorados por outros canais. Being Mary Jane — que qualquer um juraria se tratar de uma animação spin off focada em uma personagem famosa — estreou em julho de 2013 como um filme para tevê de uma hora e meia.

Desde então, o filme foi premiado e a série lançou 51 episódios (de 42 minutos cada) nesses últimos anos, divididos em quatro temporadas. A história acompanha a vida, o trabalho e a família de uma apresentadora de tevê. É estrelada pela atriz Gabrielle Union e criada por Mara Brock Akil, criadora das comédias Girlfriends e The Game, além de estar envolvida com Black Lightning — e só você pode me dizer se isso é uma boa coisa. Como parte de uma geração que puxa a orelha das séries que não se conscientizam da necessidade de representação em tela, é interessante que valorizemos as séries que fazem isso. Não basta só reclamar a falta, é preciso prestigiar a presença.

Casual (4ª Temporada) [Hulu]

O mesmo serviço de video on demand que em 2017 nos presenteou com a premiadíssima The Handmaid’s Tale e a divertida Dimension 404 está produzindo conteúdo há certo tempo. Casual, por exemplo, teve sua estreia em outubro de 2015 e  exibiu 36 episódios de trinta minutos cada. Longe do nosso radar, mas não dos críticos, as duas últimas temporadas levaram o título de aclamação universal. Isso justifica a indicação à melhor série de comédia ou musical no Globo de Ouro em 2015.

Mas afinal, sobre o que se trata? Qual a história que os oito episódios da quarta temporada tentarão concluir? A história, basicamente, gira em torno de Valerie (Michaela Watkins), recém-divorciada, que mora com seu irmão Alex (Tommy Dewey) e sua filha Laura (Tara Lynne Barr). Juntos, os dois vão redescobrindo esse mundo de casualidade, enquanto trocam conselhos sobre a vida solteira.

Girlfriends’ Guide to Divorce (5ª Temporada) [Bravo]

Girlfriends’ Guide to Divorce é uma dramédia da tevê a cabo norte-americana que fez sua estreia em dezembro de 2014. Criada pela roteirista e produtora executiva de Buffy the Vampire Slayer (algo que, isolado, nos faz refletir sobre darmos uma chance), a série exibiu, até hoje, 39 episódios de quarenta minutos, divididos em quatro temporadas.

O foco aqui é na vida de uma autora de autoajuda, Abby McCarthy (Lisa Edelstein, rosto conhecido para quem acompanhou House), que está passando por um processo de divórcio, e nas desventuras de suas amigas experientes nesse assunto. A recepção crítica tem sido amistosa — por mais que mesmo os críticos tenham deixado essa série passar. Ou seja, para quem gosta de ter uma série secreta, talvez a companhia dessas mulheres esteja aguardando.

House of Cards (6ª Temporada) [Netflix]

De todas as séries da lista, se tem uma que não precisa ser apresentada, esta é House of Cards. A versão norte-americana da série britânica dos anos noventa (que, por sua vez, foi baseada em um livro) é um dos maiores sucessos da Netflix em questão de visibilidade para o serviço de streaming.  São mais de 200 indicações em diversas premiações, vencendo Globo de Ouro, Emmy, entre outros, em categorias que contemplaram a atuação, a direção, o roteiro e outros aspectos. A quinta temporada deu uma derrapada na história da boa recepção tanto do público quanto da crítica — e os escândalos envolvendo o ator principal no final do ano anunciaram o que poderia ter sido o enterro do programa.

Mas teremos uma sexta e final temporada, ainda sem data de estreia, para admirar o talento de Robin Wright e sua complexa personagem. Como fala de política (e ainda a política norte-americana), nem todos vão se adaptar ao formato e pretensões da série. Ainda assim, é possível confirmar a elegância e o charme de episódios que já tiveram David Fincher em sua direção. Para quem começar agora, são 65 episódios de mais ou menos cinquenta minutos — dá para ir vendo aos poucos até que a nova temporada saia.

Love (3ª Temporada) [Netflix]

Entre os nomes que criaram Love, está o de Judd Apatow, que você deve ter ouvido falar por aí. O produtor, roteirista e diretor é responsável por projetos como Freaks and Geeks, Girls, O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. Dá para perceber, através desses exemplos, se a série em questão é ou não para você — por mais que ela não seja a mais aclamada de seu catálogo. Em parceria com Lesley Arfin, Paul Rust é co-criador e atua como protagonista na série que chega ao fim no mês de março em sua terceira temporada.

A premissa é simples: acompanhamos Mickey e Gus, enquanto se conhecem e desenvolvem um tipo estranho de amizade — quase uma comédia romântica que possui vinte e dois episódios. Dividindo a tela, Gillian Jacobs (estrela de Community) mais uma vez trabalha com Judd, depois de ter feito uma divertida participação em Girls. Se você não quer parar depois do Piloto, a dica é que a segunda temporada melhora bastante, assim como aponta a recepção de diversos veículos. Vale experimentar!

Major Crimes (6ª Temporada) [TNT]

Diferente das outras séries da lista, Major Crimes já se despediu em 2018, terminando sua última temporada no começo de janeiro depois da decisão da TNT de encerrá-la. Ficamos, como legado, com mais de cem episódios para assistir com muita calma, aproveitando a elogiada produção responsável por prender seus fãs por todos esses anos.

Também conhecida como Crimes Graves, o drama criminal é um spin-off de The Closer. Com os mesmos detetives e se passando no mesmo lugar, a série tem Sharon Raydor (Mary McDonnell) assumindo o comando do departamento, que lida com diversas questões envolvendo a problemática de ganhar a confiança dos colegas e a complexidade de casos em aberto. Como o anúncio foi feito antes e mesmo os roteiristas sabiam do fim, uma das preocupações que podemos descartar é o final da série não ter planejamento. Aos amantes do gênero, a dica é experimentar.

Nashville (6ª Temporada) [CMT]

Nashville está acabando — de novo. A série começou sua jornada na ABC, emissora que exibiu quatro temporadas, cancelando-a em maio de 2016, após uma temporada com baixos índices de audiência. A partir de então, os bastidores contaram com uma petição dos fãs e diversas declarações da produtora do programa. Em dezembro, a série se mudou para a CMT, que fez uma parceria com a Hulu. Faz sentido a sobrevida no novo canal, pois este é dedicado à música country — Country Music Television. Com a maioria do elenco seguindo os novos rumos, a sexta temporada estreou neste mês de janeiro e contará com 16 episódios.

A principal recomendação vai para os que gostam de música country, que tem sido o mais elogiado da série, assim como as atuações de Connie Britton e Hayden Panettiere. Na sinopse inicial, as duas representam duas cantoras desse gênero musical de gerações diferentes que precisam trabalhar juntas, mas prejudicadas pela personalidade e a rivalidade. Ao fim, teremos pouco mais de cento e vinte episódios de quarenta minutos. Pode parecer muito, mas os órfãos de séries musicais podem se sentir presenteados com a quantidade.

New Girl (7ª Temporada) [Fox]

Uma das queridinhas em seu ano de estreia, New Girl trouxe Zooey Deschanel, atriz e vocalista do duo folk She & Him, para a televisão americana em uma série só sua, após algumas participações em outras. Conhecida, entre outros projetos, por protagonizar (500) Days of Summer (mais conhecido como meu filme favorito da vida), a atriz vive a cativante/irritante Jess, que precisa aprender a lidar com os novos colegas de apartamento, após o término de seu namoro.

A comédia é apoiada por personagens carismáticos, como Schmidt, que apresentou o ator Max Greenfield ao público, considerado por alguns a grande revelação do programa. Sua estreia, bem recebida por diversos críticos e premiações, marcou dez milhões, mas foi perdendo o fôlego com os anos. O retorno, marcado para abril, contará com oito episódios para fechar a história em maio — futuramente adicionados às seis temporadas de mais de vinte seguimentos de vinte minutos cada.

Scandal (7ª Temporada) [ABC]

Conhecida por suas reviravoltas, Scandal é um thriller político que fez sua estreia em abril de 2012. O nome por trás do grande fenômeno é Shonda Rhimes, um dos mais importantes atualmente na televisão — responsável pela criação de Grey’s Anatomy, Private Practive, How To Get Away With Murder, além de ter fechado um contrato de exclusividade com a Netflix. Encerrando depois do episódio 124, que será exibido em abril deste ano na conclusão da sétima temporada, a produção da ABC teve uma boa trajetória na televisão, principalmente em seus primeiros anos, quando o Critics’ Choice, o Emmy e o Globo de Ouro se curvaram à série de Kerry Washington.

Na trama, acompanhamos Olivia Pope (personagem de Kerry) que comanda uma firma de gerenciamento de crises, lidando com escândalos e polêmicas. Os episódios giram em torno dos clientes e da vida pessoal da protagonista e de seus associados. A última temporada começou em outubro do ano passado, registrando uma audiência que não lembra muito o grande sucesso de outro momento, mas que, ainda assim, prova a fidelidade de parte de seu público em descobrir o destino dos advogados.

(Todas as seis temporadas estão disponíveis na Netflix.)

Sense8 (Especial de 2 Horas) [Netflix]

Depois de muita polêmica, muita petição, muitas reuniões de bastidores, Sense8 vai voltar. O especial de duas horas, anunciado pela Netflix, vai concluir a história iniciada lá em 2015 e continuada quase dois anos depois. É uma jornada bem estranha e dolorosa para os fãs que, além de esperarem tanto tempo, tiveram que lutar pela realização do evento que está programado para esse ano. Sobre o cancelamento em si, é melhor não debatermos, até porque o serviço de streaming é muito nebuloso em suas decisões.

Focando na série, então? Sense8, que empolgou bastante gente a partir do lançamento do primeiro trailer, conta a história de oito estranhos que sentem uma conexão inexplicável entre si. A série mostra o dia a dia deles e como vão se relacionando a essa realidade de dividir sensações. Com um orçamento milionário por episódio, a produção explora a beleza dos diversos locais de locação — em uma produção que, para falar a verdade, é meio ridícula —, recebendo indicação ao Emmy por fotografia em resposta. Diversos fãs defenderam, ainda, a importância do programa diante de suas questões, pois ele trouxera personagens e atores que representavam a diversidade que a televisão tanto precisa. O próximo e final episódio marcado para esse ano fechará com vinte e quatro a saga da série.

Star Wars Rebels (4ª Temporada) [Disney XD)]

A animação da Disney se passa no universo Star Wars, acontecendo catorze anos depois do Episódio III e cinco anos antes do Episódio IV. A animação de ficção científica é produzida pela LucasFilm e segue os tripulantes da nave Fantasma, insurgentes que se revoltam contra o Império. Os episódios de vinte minutos começaram a ser exibidos em 2014. A última temporada, aliás, começou a ser exibida ano passado e será concluída em março, completando dezoito episódios. Ao total, 75 seguimentos compõe a jornada dos aventureiros.

A criação do projeto foi encabeçada por Simon Kinberg, escritor, diretor e produtor responsável pelas centenas de filmes X-men no cinema. O trio completa-se com Dave Filoni, que tem experiência em outras animações, e a produtora e roteirista Carrie Beck. Rebels tem recebido muito elogio por parte do público e crítica, sendo nomeada a diversas premiações. Depois de uma pausa de final de ano, os novos e remanescentes episódios serão exibidos a partir de fevereiro.

(As três temporadas estão disponíveis na Netflix, assim como os filmes da saga e alguns especiais.)

The Americans (6ª Temporada) [FX]

The Americans tem entregado treze episódios no começo do ano quase que tradicionalmente desde 2013. A única surpresa é que a próxima safra, que começa em março, concluirá a história da série. O drama se passa nos anos oitenta e segue a vida de um casal de espiões soviéticos infiltrados nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Keri Russell e Matthew Rhys, elogiadíssimos por seus papéis, formam o casal na produção do FX.

Se você quiser um bom motivo para assistir, além do fato de que a história irá se concluir de forma planejada (e ser de um canal de TV a cabo, que na maioria das vezes é bom sinal), vale destacar sua presença entre as séries mais bem recebidas nas listagens do Metacritics. Aliás, não só bem recebidas, a série não saiu do TOP 10 de melhores temporadas do ano desde a segunda temporada — e levando-se em conta o número cada vez maior de séries em exibição, é algo de arregalar os olhos. Infelizmente, a série não fez a mesma carreira em premiações, perdendo espaço para as novatas e mais populares. Isso terá zero importância para sua maratona, entretanto, e você estará empolgado demais com o rumo da narrativa para puxar as orelhas dos votantes desses prêmios.

The Fosters (Minissérie) [Freeform]

The Fosters está na grade de muita gente há bastante tempo, estreando no mesmo ano em que nos despedimos de Breaking Bad. A série da mesma emissora de Pretty Little Liers pode não contar com a mesma fama de sua companheira de canal, mas tem um bom prestígio e reputação, rendendo-lhe prêmios que elogiam a importância de muitos assuntos debatidos no programa — principalmente se levarmos em conta o canal em que é exibida, voltado ao público jovem.

O foco aqui é uma família multiétnica, formada pela policial Stef, sua esposa Lena e seus filhos adotivos e biológicos. Para completar os cem episódios de sua trajetória, a série produzida por Jenifer Lopez não precisou lidar apenas com o balanço da audiência, mas com protestos que pediam o seu cancelamento por grupos conservadores logo após a sua estreia. (Não é só aqui no Brasil que isso ocorre.) Firme e forte por quatro temporadas, há um spin-off mais do que confirmado e que começa daqui a pouco, depois dos três episódios de conclusão da série. A melhor arma para lutar contra intolerância, muitas vezes, é prestigiar os projetos atacados. Então vale a pena pelo menos considerar.

(The Foster tem quatro temporadas na Netflix — 42min por episódio.)

The Middle (9ª Temporada) [ABC]

Se descontarmos a animação Adventure Time, The Middle é a série mais velha de nossa lista. A sitcom concluirá sua história com 215 episódios depois que o último da temporada atual for exibido. A pedido do criador, ao que parece, a família Heck não mais será um componente da grade da ABC, onde esteve desde 2009. Imagino que os fãs assíduos estejam com o coração apertado porque, mesmo com os altos e baixos, se despedir de alguns personagens depois de 9 anos não é tarefa fácil.

Para quem nunca viu um episódio, a comédia retrata o dia a dia de uma família com pessoas singulares, mas vida completamente comum — classe média, lutando para pagar as contas. Muito da graça aqui está nas estranhas situações em que se metem, além do jeito particular de cada um enfrentar seus conflitos, explorados em particular pelos episódios. Com indicações em premiações menores e Eden Sher se destacando por sua atuação em outras, The Middle nunca foi o fenômeno que se espera de uma série que chega à nona temporada — pode ser que você não encontre com facilidade muita gente que a assista para conversar. Mas se tratando de uma série tão bem cuidada pela emissora que a voz do criador e a decisão de uma finalização são ouvidas, talvez algumas maratonas compensem.

The Originals (5ª Temporada) [CW]

Era uma vez uma série-fenômeno da CW chamada The Vampire Diaries — que você provavelmente deve ter ouvido falar. Baseada na série de livros de mesmo nome, a produção estreou em 2009 e fez uma longa carreira até 2017, quando foi encerrada. Como o que faz sucesso não morre, Julie Plec, a co-criadora, expandiu o universo dos vampiros com The Originals, um spin-off centrado em personagens que já tinham aparecido na série-mãe.

Assim, muito antes de darmos adeus a Stefan e a seu irmão no popular programa vampiresco, tínhamos outra saga para acompanhar semanalmente. As personagens principais aqui são, incialmente, Klaus (Joseph Morgan), Elijah (Daniel Gillies), e Rebekah (Claire Holt), irmãos que se dividem entre bruxos, vampiros e lobisomens. Charles Michael Davis e Phoebe Tonkin completam a turma (e eu gostaria de aproveitar a oportunidade para mandar um abraço aos órfãos de The Secret Circle). Talvez os fãs que vieram acompanhando os quase 80 episódios podem confirmar melhor tanto a história quanto se vale a pena a maratona. Aos fãs de trios amorosos envolvendo o supernatural, a consideração é válida.

(Assim como Diaries tem sido descoberto na Netflix pelos mais novos, Originals se encontra por lá com três temporadas.)   

You’re the Worst (5ª Temporada) [FX]

A última série da nossa lista é uma das menos conhecidas, mesmo sendo de um canal que tem American Horror Story e Fargo em sua grade. You’re The Worst foi criada por Stephen Falk, produtor e roteirista envolvido em Orange Is The New Black e Weeds anteriormente. Para o canal de TV a cabo, ele escreve boa parte dos roteiros, além de participar da direção de alguns — a surpresa aqui é que ele não atue também.

Em resumo, a história aborda duas pessoas com comportamento tóxico que decidem se relacionar. Uma razão para assistir? A série tem segurado o posto de “aclamação universal” há três temporadas. Ou seja, os que estão vendo estão dizendo que vale a pena. Entre os diversos elogios, está o de que a série desenvolve bem tanto as personagens secundárias quanto as principais. É ou não é tentador? São quatro temporadas: a primeira com dez episódios e as outras com treze cada. Como cada capítulo tem pouco mais de vinte minutos, dá para devorar sem cautela e aguardar o desfecho marcado para esse ano.

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Deu 18? Ótimo. Com esse número simbólico, encerro nossa lista. Fique à vontade para a) indicar outras séries sendo finalizadas esse ano e b) apontar aquelas que assiste e como está a sensação de esperar a nova temporada — ou as que chamaram sua atenção.

Eu tentei listar onde as séries podem ser assistidas. Infelizmente não temos tantas opções quanto em seu país de origem. Se souber de outros lugares e serviços, deixe nos comentários.

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Se você gostou da lista e gostaria que publicássemos essas dicas e passeios pelas jornadas das séries com mais eventualidade, comente!

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Welson Oliveira
Ator e escritor. Fascinado por horror, literatura brasileira e conteúdo televisivo.