
Sem se aprofundar em sua mitologia, o segundo episódio da temporada traz só “o monstro da semana”. O que ninguém esperava, porém, era a participação especial do corvo de The Vampire Diaries! =P
Spoilers Abaixo:
Fã que é fã prefere aqueles episódios que se aprofundam na mitologia, gosta daquela referência obscura do piloto e não se importa se for o único que ainda entende o que está acontecendo na história. Eu não sou diferente, mas consigo entender e apreciar capítulos como esse, já que, querendo ou não, Fringe é um produto a ser vendido e precisa, urgentemente, de uma audiência maior.
O desaparecimento de sete pessoas na Pennsylvania não pareceu muito convidativo, mas se desenrolou bem. Eu poderia jurar que aquele espantalho estaria envolvido nas bizarrices do dia (quando o infeliz trabalhador encontra o líquido azul, aquilo parecia uma mão de um dos desaparecidos que o boneco teria matado) mas fiquei feliz que não… seria muito Supernatural-ish! O homem sendo puxado para debaixo da terra me deu o primeiro susto.
Pra quem entrou na brincadeia por obrigação, o Peter está cada vez mais envolvido com o FBI e quase todos os seus requerimentos foram atendidos pelos superiores do Broyles. Sua preocupação com a Olivia e o crescente carinho com o pai conseguiram mostrar bem a evolução emocional do personagem desde que o conhecemos. Ele entrou muito bem com o papo sobre pesca com o xerife para salvar a amiga!
Quais as consequências para alguem que viaja para outra dimensão? Ao contrário do que andei lendo por aí, não faz muito sentido a Olivia ouvir coisas do “lado de lá”, e ao que tudo indica ela adquiriu “apenas” uma super-audição, que, sendo bem controlada, pode ajudá-la bastante durante as investigações. Não sei porquê ela procurou o curandeiro da Ninca Sharp ao invés de contar o que está acontecendo para seus amigos Bishop, mas a entrada de mais um personagem que tem consciência dessas viagens é sempre positivo.
O Walter conseguiu dois momentos muito tocantes:
1) Sua declaração de que não saberia o que fazer se a Olivia tivesse, realmente, morrido. Nesse ponto eu me pergunto o real significado dessa afirmação. Ele se sente responsável por tais acontecimentos? É fato que ele sabe muito mais do que deixa transparecer mas, quanto mais ele sabe?
2) Seu pedido de ir a pescaria com o filho. A emoção de John Noble é de arrepiar, mas o melhor foi a reação do Peter que deixou de ser o escroto que era com o papai e proporcionou um momento muito especial para a relação dos dois.
O Charlie do mal também esteve muito bem com aquele olhar aterrorizante no começo e aquele papo sinistro onde se coloca a disposição da Olivia no sentido de ajudá-la a recuperar a memória. Sua conversa com a máquina de escrever mágica não revelou nada demais mas me deixou ainda mais curioso para saber quem está por detrás daquele espelho!
Meu segundo susto veio com o quase-sequestro da Olivia pelo menino-escorpião! Dessa vez eu quase caí para trás. Por mais que a história do menino gerado por uma mãe com Lupus seja fantasiosa (e não me importo com isso, afinal Fringe é ficção!), o paralelo daquele pai com o próprio Walter foi claro e, se não fosse tão bizarro, poético. Ambos fazendo o que podiam e o que não podiam por amor ao filho.















