![Glee.S01E04.720p.HDTV.X264-DIMENSION[12-43-45] Glee.S01E04.720p.HDTV.X264-DIMENSION[12-43-45]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2009/09/Glee.S01E04.720p.HDTV.X264-DIMENSION12-43-45-1024x576.jpg)
No meu review passado comentei o quanto Glee era uma série precoce, frenética e apressada, obviamente que no bom sentido. No episódio seguinte o ritmo deu uma diminuida excessiva, e foi arrastado, cansativo e desinteressante. Agora neste quarto episódio, o rimto foi simplesmente perfeito. O que tirar como conclusão disso tudo? Que Glee é apenas igualzinho a um adolescente aprendendo a transar.
Spoilers abaixo:
Antes de entrar propriamente no review do episódio, preciso agradecer a Camila por ter segurado as pontas no review da semana passada, já que alguns probleminhas pessoais me fizeram assistir o episódio muito tempo depois.
Continuando, é bom dizer o quanto podemos confiar no Ryan Murphy. O frenetismo dos primeiros episódios que casava muito bem com a introdução dos personagens deu agora lugar ao desenvolvimento deles. Sabemos que uma cena é tocante quando, mesmo sem apresentar nada de novo, ficamos apreensivo com a revelação do Kurt para o pai. Vamos combinar que Glee não é a série mais hétero do pedaço, e atingir esse nicho de público que pira em Lady Gaga com um personagem gay que não está ali só para rodopiar a história ao bel prazer do showrunner dá ainda mais alma a série.
Por falar em Kurt, fazia um bom tempo que eu não ouvia tanto Single Ladies na mesma semana. Eu meio que não entendi como o Lima conseguiu marcar o gol se tinham apenas um segundo para dançar e atacar, mas não vamos procurar pelo em ovo. Digno de atenção é ver como quase em todos os episódios a série entregou cenas icônicas, sem forçar carisma. Explico, algumas séries teens tem o costume de errar a mão para criar ‘aqueles momentos memoráveis’, como Marissa e Ryan no Ano Novo, parindo coisas como ‘o dia em que a Serena desfilou pra Eleanor’. Single Ladies dançado no campo de futebol foi simplesmente genial, divertido e memorável. Não dá pra ficar mais pop que isso.
O golpe da barriga continua a todo vapor com a esposa do Will que eu nunca lembro o nome. Te contar que eu nem me liguei logo de cara que ela fosse querer o bebê da Quinn, que por sinal está grávida do companheiro de time do namorado. Quem conhece e se diverte com os trabalhos do Ryan Murphy sabe que quanto mais sujo, mais interessante fica, apesar de eu não saber o quanto ele pode ousar na Televisão aberta. Mas digamos que induzir a adolescente a dar o bebê já é um bom começo.
Tendo como foco o Kurt e a gravidez da Quinn, algumas das tramas principais ficaram em segundo plano, como a Rachel se recusando a dividir seu espaço no Glee club, o romance do Will com a professora e as tentativas da Sue de destruir o clube, que renderam em uma das melhores cenas da temporada, do comercial do diretor da escola. Esses dois pontos unidos representam o que a série tem de melhor. Não é todo programa que se sujeita ao ridículo e ao nonsense colocando um indiando sendo chantageado por ter feito uma propaganda colocando meias para viagens de avião, por isso mesmo esses momentos se tornam tão preciosos. Segundo, não dá pra explicar o quão deliciosa é a fina ironia de colocar a vilã da série para fazer a narração final, incentivando as pessoas a buscarem seus sonhos. É deturpando esses conceitos de bondade, sutilmente, que Glee crava seu nome como a série jovem mais original do momento.
Como eu disse no início do review, Glee é um adolescente aprendendo a transar. É sacana, assustado (des) honesto e aos poucos tem pegado o ritmo certo. Se no quarto episódio já estamos tão satisfeitos, o season finale promete ser um orgasmo Legen- wait for it – Dary. Oh.













