Partindo do pontapé dado no finzinho do episódio anterior, Dragon Ball Super inicia sua nova saga com um episódio de boa qualidade. Somos reintroduzidos no futuro de Trunks e vemos como anda sua vida alguns anos depois de seu retorno por lá. Um novo inimigo é apresentado também, porém, não sabemos nada sobre ele. Só podemos especular mesmo.
O episódio começa com um vulto atacando a cidade e Trunks se escondendo desse ser. Não dá pra saber se Trunks está com seu ki baixo, por isso o monstro não o encontra, ou se ele não está o enxergando mesmo. De qualquer forma, o herói consegue fugir e acaba se encontrando com sua mãe. Percebam que Trunks se direciona a Bulma como se eles não se vissem há um bom tempo. Dá a entender que eles não se viam há 1 ano, provavelmente, graças a reação de surpresa de Trunks ao ver que Bulma só conseguiu fazer combustível para a Máquina do Tempo para a viagem de ida. A máquina que fez o combustível é muito parecida com aquela que apareceu rapidamente no episódio 44. Será que vimos um protótipo dessa máquina usada por Bulma?
Então, prestes a partirem para a Corporação Cápsula, Bulma e Trunks são surpreendidos pelo inimigo misterioso, o qual acaba destruindo o sistema de fabricação de combustível e matando Bulma. Achei Trunks um pouco apático após ver sua mãe morrer em sua frente. Ele já ficou mais furioso por bem menos. Provavelmente o nível do inimigo esteja realmente muito acima do seu, o forçando a fugir sem nenhuma escolha. Como será que o inimigo o encontrou ali?
Após algumas cenas de alívio cômico situadas na linha do tempo em que acompanhamos, nas quais Goku e Piccolo colhem algumas alfaces, Goku ouve de Kuririn que Vegeta está treinando com Whis e corre lá para não ficar para trás em seu treinamento. Há mais algumas cenas de humor e então voltamos para a linha do tempo de Trunks. Será que essas cenas de humor foram uma boa escolha para esse episódio? Tínhamos acabado de ver Trunks perder sua mãe, em um mundo totalmente destruído e, sabendo do que ocorreria ainda depois, tais cenas de humor me parecem um tanto inadequadas. Porém, elas foram divertidas e leves, não sei se o episódio ficaria muito sombrio sem elas. De qualquer forma, a única informação relevante foi a de que Zeno é o mais poderoso ser de todos os universos mesmo, porém, ele não luta. Isso diz muito sobre vários seres de Dragon Ball que, apesar de serem poderosos, não eram guerreiros. Kami-Sama, Enma Daioh, Kaio do Norte, Kaioshin do Leste, etc. Vale lembrar que não lutar não significa que os personagens citados não tenham lutado em algum momento. Enfim, Zeno destruiu 6 universos uma vez, quando ainda haviam 18 universos no total. Essa informação pode nos dar pistas sobre a motivação do novo inimigo?
De volta ao tempo de Trunks, somos apresentados a Mai. Em nenhum momento é mencionado qual o tipo de relação deles, mas visto que um romance é sugerido entre suas versões crianças em A Batalha dos Deuses, pode-se presumir que esse seja o caso aqui também. Não há alimento no futuro, restando aos dois comer comida de cachorro, fazendo um paralelo triste com a abundância de comida que Goku cultivava em sua fazenda. Também devo desculpas devido às interpretações equivocadas que tirei sobre a idade de Mai. Após pesquisar melhor, encontrei em diversos lugares que para que a idade dela faça sentido no futuro de Trunks, o desejo em que ela, Pilaf e Shu se tornaram crianças novamente deve ter sido feito antes da aparição dos Androides 17 e 18. Visto que Mai e Cia. não são vistos em DBZ, essa possibilidade pode muito bem ter acontecido. Infelizmente, da forma como é dito no filme, dá a entender que o desejo havia sido feito recentemente. É uma pena mesmo não ter havido tal explicação sobre isso no anime, restando aos espectadores a suposição que o trio rejuvenesceu nessa determinada época.
Voltando à trama, Trunks se emociona rapidamente com sua recente perda, mas a urgência do momento torna sua tristeza bem passageira. Mai ajuda Trunks a levar o combustível para a Corporação Cápsula, onde provavelmente a Máquina do Tempo está, mas o inimigo os encontra de forma misteriosa novamente. Trunks e Mai tentam o enfrentar, mas “Black” é mais poderoso que eles. Mai cai desacordada, mas não podemos assumir que ela está realmente morta. Ela aparece na abertura e tem bastante destaque. Acredito que ela não tenha morrido.
Então finalmente o inimigo surge e se mostra a cara de Goku, conforme as fotos de divulgação já haviam mostrado. Sua entrada triunfal e suas falas cheias de ódio transmitiram uma ótima impressão inicial sobre esse inimigo. Afinal, acho que está um pouco óbvio que não se trata de Goku em si. Talvez seja de fato algum Goku de algum universo ou linha temporal, porém, duvido muito que seja ele em sua essência. Tratar Trunks como “Saiyajin” mostra que ele nutre um ódio pela raça e que sua verdadeira origem está atrelada a outra raça. Talvez seja um monstro que toma a forma de outras pessoas, talvez seja algum inimigo maior controlando esse Goku que não sabemos ainda de onde ele é, talvez seja uma fusão que deu errado, visto que Goku Black possui apenas um brinco em sua orelha, enfim, só com o decorrer da série poderemos arriscar com mais precisão.
Dito isso, sinto a obrigação de comentar um pouco mais sobre a polêmica envolvendo o cabelo de Trunks. Como todos já sabem, Dragon Ball é originalmente um mangá publicado em preto e branco. A colorização sempre possuiu variações nos diversos formatos de publicação. Ao vir para a TV, porém, criou-se um padrão, visto que Dragon Ball sempre foi transmitido colorido. Infelizmente (ou felizmente), as equipes de produção do anime mudaram bastante ao longo do tempo, assim como o traço do desenho de Toriyama. Basta pegar um modelo do Goku de 1984, outro de 1996 e outro de 2015. São absolutamente diferentes entre si, porém, isso não desqualifica a qualidade do desenho. Ninguém permanece imutável por mais de 30 anos. Tanto Toriyama quanto a Toei já diversificaram as cores de diversos personagens, como bem explicado nesse vídeo do canal Kami Sama Explorer. Pesquei umas fotos no Google para exemplificar como sempre houve essa variação de cores e traços e é perfeitamente normal. Confiram:

O mais curioso é o tom de pele de Goku em cada série (e também o efeito da luz em seu cabelo). Vejam o comparativo, obtido da página Kami Sama Explorer.

Conclusão: Ou Toriyama se esqueceu da cor do cabelo de Trunks ou a Toei seguiu propositalmente o modelo feito por Toriyama para diferenciar os dois Trunks que teremos na série a partir de agora. Visto que viagens no tempo são confusas, inclusive me confundo toda hora também, talvez apenas diferenciar a cor do cabelo dos Trunks facilite a compreensão para os novos fãs.
Com um bom episódio introdutório, Dragon Ball Super inicia seu novo arco prometendo grandes batalhas, reviravoltas e surpresas. Não vejo a hora de descobrir quem é esse Goku Black e quem está por trás de tudo. Lembrem-se do ser de pele verde que se assemelha com um Kaioshin mostrado na abertura. Grandes coisas estão por vir!






















