Em três dias começa a nova temporada do Aprendiz Universitário, marcando a sétima edição do reality show exibido pela Record. São dezesseis candidatos, alunos de diversos cursos espalhados pelo Brasil, na busca por um emprego e pelo prêmio de um milhão de reais.

A ilustre sala de reuniões será presidida por João Dória Jr., assessorado por seus conselheiros David Barioni e Cristiana Arcangeli. Talvez sejam aprovados os estudantes pelo crivo desses expoentes do mundo empresarial. Mas conseguirão sobreviver à minha língua mordaz e inescrupulosa a cada semana?

Dos editores do Série Maníacos, sou o que mais acompanha programas da franquia de The Apprentice, quer no original americano, quer no Reino Unido ou na Austrália e Nova Zelândia. Sou hoje advogado tributarista e escrevo artigos científicos para revistas jurídicas ao redor do Brasil. Tenho 23 anos e, como vocês, uma paixão ávida por boas novidades na televisão. E que novidades temos nessa nova empreitada do Aprendiz por aqui!

Em primeiro lugar, sai Roberto Justus e entra em cena o empresário João Dória Jr., que é presidente do conselho da Casa Cor e há dezessete anos comanda o “Show Business”, talk-show sobre economia, política e variedades que é apresentado na rede Bandeirantes. David Barioni, ex-presidente da TAM, e Cristiana Arcangeli, consultora de marketing e desenvolvimento de produtos da marca Éh Cosméticos, vêm como conselheiros a partir de quinta-feira.

Outra novidade dessa temporada é a ausência de provas físicas, como as famigeradas tarefas nos campos de treinamento do Exército, que vimos em edições passadas. Segundo afirma João Dória Jr., o objetivo dos desafios a cada semana será conquistado com o bom emprego de conhecimento intelectual e trabalho em equipe. Além disso, também destacou que todas as tarefas carregarão benefícios diretos ou indiretos para a comunidade. Essa segunda informação pode significar o descarte do Quiz para os candidatos, uma das provas mais populares do programa em anos anteriores.

Com relação aos candidatos, as expectativas sempre são baixas. Mesmo quando o programa tinha como objetivo a busca de um aprendiz dentre pós-graduados ou de um sócio entre profissionais diversos, vídeos de perfil lançados previamente na Internet tinham pouca ou quase nenhuma relevância para o telespectador. A cada edição, temos 80% de concorrentes esforçados e tão interessantes quanto um copo d’água… E 20% de pessoas que talvez sejam diferentes, inovadoras em algum aspecto para dentro da entrevista de emprego. Mas isso quase nunca se concretiza. Eu assisti a todos os vídeos de introdução dos participantes dessa temporada do Aprendiz Universitário, e quero deixar com vocês algumas estatísticas:

25% dos candidatos estudam Jornalismo. Outros cursos populares são Publicidade e Propaganda, Administração e Direito, cada um com três representantes na edição.

Quase a metade dos participantes é nascida no estado de São Paulo. Dois outros estados vêm em segundo lugar, com dois indivíduos cada: Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Dois também é o número de concorrentes nascidos em outros estados, porém residentes em São Paulo.

25% dos candidatos têm 20 anos de idade, mas nove dentre os selecionados são maiores de 21 anos. A faixa etária da edição se estende dos dezoito até os vinte e sete anos.

Mais de 50% de todos os entrevistados não têm qualquer mania. 25% deles, contudo, falaram em suas entrevistas a palavra “bacana” ou “assim” por mais de cinco vezes.

Seis dos dezesseis conheciam pouco ou quase nada sobre o apresentador atual do programa, João Dória Jr., antes do ingresso no Aprendiz Universitário.

Por fim, 100% de todos os candidatos apresentaram entrevistas plásticas e insossas. Nem sequer um dos integrantes mostrou qualquer característica de destaque diante dos demais – e, bem a par da verdade, de universitários formidáveis espalhados pelas instituições brasileiras. De participantes das temporadas do Trump ou da única da Martha Stewart, das britânicas, da australiana ou da neozelandesa, temos talvez um exército de moças e rapazes com coisa de 22 a 25 anos que botariam no bolso toda essa galerinha que vi nos vídeos. Tudo pode mudar com o começo da temporada, mas as impressões preliminares são essas.

No Série Maníacos, a análise de cada tarefa e do desempenho das equipes será, a cada semana, mais exigente que o visto no programa da Record. Grupos vencedores poderão ser escorraçados pelos comentários daqui. Candidatos de destaque encontrarão opiniões criteriosas de suas performances editadas. Paralelos serão traçados com tarefas empreendidas em cada uma das edições de cada uma das franquias de The Apprentice ao redor do planeta. Meu ponto de vista será aberto a todos os leitores, e os comentários deixados em nossos posts serão tão relevantes quanto a análise feita pela edição do site – vamos acompanhar tudo juntos, num esforço colaborativo. Mas alerto desde já: certos episódios darão ensejo a um banho de sangue nessa página. Portanto, vista as roupas de guerra.

E um último conselho? Não escolha favoritos.

P.S.: Para quem quiser se manter atualizado sobre a cobertura do Série Maníacos ao programa Aprendiz Universitário, siga o meu perfil no Twitter.

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