Dov’è Philippo? Com as pontas dos dedos unidas e gingando as mãos pra frente e pra trás, venho aqui conversar sobre o episódio de terça-feira do Aprendiz Universitário. Andiamo!

Antes de analisar o desempenho dos três candidatos nas tarefas, tenho uma objeção. Se eram duas tarefas, por que não dar o briefing da primeira antes da primeira e o briefing da segunda antes da segunda? Além disso, em canto NENHUM desse mundo existe edição com duas tarefas num episódio só (compreendido entre uma sala de reuniões e outra). As duas tarefas deveriam ser apenas uma, e quem fosse desclassificado na primeira deveria estar automaticamente desligado da segunda.

Qual era a primeira tarefa? Sair de Malcesine e ir para a fábrica da Fiat em Torino, na Itália, sem pedir esmola ou carona. O dinheiro angariado pelos candidatos precisaria ser advindo de serviços prestados em qualquer função.

SAMARA

A estratégia da Samara foi a mesma dos outros dois candidatos: a diferença é que ela teve sucesso onde eles falharam. Tivesse a Gabriela perseverado em encontrar dinheiro através de pequenos serviços pela cidade, talvez tivéssemos um foot race até a linha de chegada; mas eu tiro meu chapéu para a Madame Schuch por procurar se ater às regras ao máximo. E sem contar histórias de irmã grávida, Gabriela. Ou Marina Erthal. E essa de tirar chapéu é meio Raul Gil.

RODRIGO

Preliminarmente, quero deixar registrado que o Rodrigo Solano é um cara de coragem. Se eu fosse jogado numa vila perdida da Rússia para ir até Moscou e lá ninguém soubesse inglês, espanhol ou francês, eu ficaria na mesma situação. É, contudo, uma falha do casting do programa escolher, dentre os melhores universitários do país, alguém que não tenha a competência básica de conhecer bem o idioma inglês. Pelo menos.

GABRIELA

O problema da Gabriela, como a Cristiana Arcangeli apontou time and time again, é a ansiedade. Foi o que aconteceu nessa primeira tarefa: diante da oportunidade de pegar uma carona e se destacar na competição, a Gabriela foi dobrando as regras até não poder mais. Especialmente com o inglês macarrônico que ela tem, convencer o italiano de que ela precisava prestar um serviço a ele… Enfim, péssima idéia. E leave não significa levar.

Qual era a segunda tarefa? Nas palavras da “Malu”, os candidatos deveriam fazer um planejamento de ativação do novo carro 500 no Brasil. A exibição dessa parte foi curtíssima, mas aí vão as impressões sobre o trabalho dos dois candidatos restantes:

RODRIGO

Eu já vi muitas idéias ruins em The Apprentice, mas a de vender um carro amarelo com uma listra verde e umas estrelas… Briga pelo título. O automóvel venderia umas poucas unidades durante as Copas de 2010 e 2014, mas nada expressivo. É quase como se o Rodrigo tivesse criado um “planejamento” para qualquer carro: as características de destaque desse em particular foram deixadas de lado.

GABRIELA

A apresentação da Gabriela, mesmo com o pecado de propor um “espaço interativo” em uma penca de capitais no Brasil, foi superior àquela do Rodrigo Solano. Além de ela ter apresentado melhor (não apenas por ter ficado em pé, mas também pela explicação um pouco mais clara das propostas), conseguiu, como bem apontou o Barioni, capturar o espírito do carro. A idéia de que um veículo novo, cheio de qualidades e muito atraente também tem uma história… Tudo isso chama muito a atenção dos consumidores de Classe A ou B. Por esse prisma, sem pestanejar, eu daria a “vitória” da segunda tarefa para a moça.

O desfecho da sala de reuniões, embora alvo de críticas por MUITA gente no Twitter, me pareceu a única saída aceitável. A Gabriela já esteve muitas vezes na berlinda, sempre se esquivando da demissão pela “aparência de competência”. O Rodrigo Solano certamente não deveria ser finalista desse programa, mas… Diante do grupo de candidatos da temporada, não há muito mais o que se fazer: ficam como finalistas o Rodrigo Solano e a Samara Schuch. E a Samara deve ganhar no final, ou a Record perde os direitos de exibição do Aprendiz no Brasil para sempre.

E então, caro leitor?
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