Os homens definitivamente estão roubando a cena em O Negócio.
Confesso que essa segunda temporada está muito mais eletrizante e surpreendente que a primeira, pois a cada episódio coisas novas acontecem, arcos que pareciam ser compridos são encerrados e a série fica completamente imprevisível. E se digo que essa imprevisibilidade é boa, devemos e muito à ascensão do elenco masculino à condição de protagonistas e que com essa crescida, muitos arcos se formaram e as histórias agora estão sendo contadas paralelamente.
Em “Justiça”, onde finalmente as meninas derrotaram a Lívia no tribunal, admito que nunca imaginei ver essa trama encerrada logo no quarto episódio, já que era o principal tema do começo da temporada. Eu fiquei o e tempo todo imaginando uma reviravolta, tanto que na cena da desembargadora no posto de gasolina eu tinha certeza que algo aconteceria, mas me frustrei com o andar da situação. Gostei muito desse jogo dos desembargadores e realmente colocar um homem ali, a chance de ele ceder à tentação é muito grande, ainda mais quando se tem Karin, Luna e Magali na jogada, chega a ser apelação. E se tem alguém que fez tudo isso ser possível e ganhou um destaque absurdo, foi o personagem Zanini. Aproveito aqui para deixar meus parabéns ao Kauê Teloli, que vem arrebentando no comando do personagem com atuações memoráveis. Para mim, os momentos mais divertidos, mas de longe, são os monólogos com o barman sobre seus pensamentos e frustrações.
Algumas pérolas:
“Sabe qual é a espécie que mais nasce, mais procria e mais infesta o nosso planeta? Não são os cupins, não são as baratas. São os idiotas”.
“Completo imbecil deixou de ser uma hipérbole. Completou imbecil sou eu”.
Isso só pra citar alguns exemplos, mas não tinha como não rir dos monólogos dele. Aliás, acho que o casal Magali e Zanini é o mais legal da série e o que mais eu torço para que em algum momento dê certo porque são dois malucos, pirados, que podem fazer o que menos se esperar para se saírem bem. Como será esse jogo de gato e rato? Já vimos que ele pipocou depois a Magali reverteu o jogo. Será que continuará assim?
Aliás, pra fechar o arco Magali tenho que dizer que aquele lance dela com o escritor lá foi pura encheção de linguiça. Não curti.
Já a Luna e o Oscar estamos vendo outra vertente e uma vertente bem divertida. Esse lance da garota e garoto de programa que são casados é bem legal e ver como a Luna agora virou a ciumenta deixa tudo mais divertido. Quem diria que ela não só sentiria ciúmes da Rebeca como se tornaria a personal organizer dela? Acho que isso ainda vai dar pano pra manga. E é bem curioso notar como os homens e mulheres agem diferente no momento de contratarem um profissional do sexo. Enquanto os homens querem somente o ato em si e preferem as garotas de programa pelo anonimato, as mulheres querem justamente sair do anonimato com garotos que podem dar atenção exclusiva a elas o tempo todo e não vê-las somente como sexo.
E pra falar de Luna e Oscar tem que vir o Yuri. Aliás, soberba a atuação do Johnnas Oliva. Arrebentou com a esquizofrenia do personagem desde a obstinação pelo atropelamento, o arrependimento, a fuga e no episódio seguinte a confissão e redenção. O que será agora do Pablo de los Pampas? Não tem como não rir desse nome bizarro escolhido pelo personagem. Pablo de los Pampas? Kkkkkkkkkkkkk! Quem vai acreditar que o cara é uruguaio?
E por fim o arco Karin e Augusto. Esse arco foi o que mais me surpreendeu e confesso que queimei a língua, pois essa história dos amigos dele terem descoberto foi simplesmente sensacional e enquanto no episódio “Justiça”, mal tivemos grandes evoluções do casal, em “Bingo” ele foi totalmente centrado neles. Desde o fatídico bingo, à tentativa do Augusto de acobertar o caso, a revelação da foto da Karin pros amigos e o plano imbecil de levar um cara com a Karin na frente do Augusto. Foi tudo muito bem trabalhado e veja que desde a cena inicial do episódio fez sentido lá no fim quando saiu a tal foto do jornal. Muito bom! O Augusto agora sim me convenceu como personagem e me deu pena dela pela cena. O tipo que o personagem faz é muito legal, um cara mais serião, contido, mas que quando explode ninguém segura. Show! Agora volto a torcer pelo casal.
E o Ariel? No primeiro episódio ele que ajuda a Karin com o processo e os desembargadores, mas no episódio seguinte ele nem teve dois segundos de tela. Será que ele volta? O que podemos esperar dele agora que o processo da Oceano Azul acabou? E a Lívia será que vai ficar quieta? Duvido muito!
O Negócio vem me surpreendendo muito nessa segunda temporada e já necrosei quase minha língua de tanto queimá-la. Assim que eu gosto! Viva as séries nacionais de qualidade!















