The 100 entra na sua segunda semana com ritmo forte e nos presenteia com o que há de melhor no show. Desbravar um mundo novo é sempre uma premissa interessante. Como os produtores do show deixaram a entender que esta sexta temporada seria o início do Livro II (vou deixar mais informações na parte final do texto), nada mais coerente do que apresentar um pouco desta nova trama. Utilizando um recurso corriqueiro no mundo das séries, voltamos 236 anos no tempo para conhecer a tripulação da Eligius III e como eles se estabeleceram no “Planeta” Alfa. Apesar de ser algo comum, o flashback foi uma escolha acertadíssima. Compreender a real dimensão do perigo que o sol vermelho pode trazer para o grupo de Clarke foi empolgante. Com muita ação e com uma edição precisa, vemos o líder do grupo, Lightbourne (Sean Maguire) enlouquecer e atacar os membros de sua equipe. Esse era o prenúncio do que o episódio nos traria e tenho que dizer, foi magnifico.

De volta ao presente, o grupo em Sanctum, percebe que a situação é extremamente complexa e utilizando o livro infantil encontrado no episódio anterior, decidem se acorrentar até o eclipse acabar. Aqui temos a dinâmica mais interessante deste capítulo: Clarke, Murphy e Bellamy ficam amarrados no mesmo cômodo. Murphy continua os ataques à Clarke, sendo essa minha única ressalva ao episódio por motivos expostos na review anterior, no entanto, os diálogos desenvolvidos foram extremamente relevantes para entendermos o estado de espírito dos personagens. Há muito rancor, muita dor, muito sofrimento. Eles precisam de perdão e depois de dois episódios, podemos perceber que essa será o tema central da temporada. As coisas esquentam e a essa altura do campeonato, todos, aparentemente, são atingidos pelos efeitos do eclipse. Cada um é atingido por seus maiores medos e arrependimentos: Echo e seu passado como espiã, Bellamy e sua síndrome de herói, Clarke e seu sentimento de culpa por todas as mortes que provocou.

Na nave, os remanescentes são rendidos por um grupo vindo do planeta, menos Raven. Enquanto estão presos, podemos observar como Octavia, apesar da pose de durona, está em colapso. Assombrada por seus fantasmas, ela é confrontada por seus antigos súditos. O diálogo entre ela e Abby é fundamental para entendermos, como a personagem está ferida. Ver uma figura tão forte como Octavia se deixar bater e implorar, é indício de que nada está bem. No fundo, acredito que ela já se arrependeu dos seus atos, porém assumi-los, seria assumir que ela errou e isso, pelo menos por enquanto, Octavia não fará. Adoro essa dinâmica de colocar todos em um espaço fechado, assim eles são obrigados a colocar para fora o que realmente estão pensando. Claro que um roteiro bem escrito é fundamental para que esse recurso funcione e aqui, funcionou demais.
The 100 se tornou especialista em mostrar que vale tudo pela sobrevivência. Mesmo com todos os seus pesares, Raven se vê obrigada a libertar Diyoza para retomar a nave. Interessante como neste show não existe caminho fácil e que algumas ações são feitas, única e exclusivamente, para viver mais um dia. E olha, a escolha foi acertada. A frieza de Diyoza e sagacidade de Raven, garantem o sucesso do plano. Gosto muito da Charmaine, apesar de ser cruel, ela faz o que é preciso. Agora, a pergunta que não quer calar: a quantos séculos essa mulher está grávida? Com certeza, já dá para entrar no livro dos recordes como a gravidez mais longa do mundo das séries. Resolvida as coisas na nave, um grupo formado por Octavia, Raven, Jordan e Abby partem em direção ao solo para descobrir o que aconteceu. E encontram a cova de Shaw. Meu coração partiu nessa cena. Quantas vezes Raven vai sofrer assim? Não sei, mas poderiam dar um tempo pra ela. Guiados pelo membro capturado de Sanctum, creditada como Taylee, chegamos ao local onde o Clarke e cia se encontravam. E começa a sucessão de indagações que vão nos acompanhar até o próximo episódio.

Red Sun Rising foi um episódio recheado de informações, porém souberam dosar bem o tempo de tela dos personagens, apresentando o que The 100 sabe fazer de melhor, nos intrigar e entreter. Ao final desse capítulo várias perguntas e questionamentos ficaram no ar: quantos habitantes de Sanctum são nightblood (sangue da Noite)? Por que Murphy foi o único a não ser atingido pelas toxinas? E o que será aquelas marcas pelo seu corpo? Quem são aquelas crianças? E o que aquela menina quis dizer com: “está aqui para nos levar para casa”?
> GAME OF THRONES: Ataque Surpresa!
Estou bem empolgada com o que foi apresentado até aqui. Com tantas perguntas e possibilidades, só nos resta aguardar as respostas. Deixem seus comentários e até a próxima semana.
Admirando o novo mundo e outras curiosidades
– Descobrimos neste episódio que o planeta foi nomeado pela tripulação da Eligius III: Sanctum, título do primeiro episódio desta temporada.
– Octavia e Niylah desenvolveram uma relação interessante. Aparentemente, ela é a única aliada que a Bloodreina ainda possui. Vamos aguardar o desenrolar dessa dinâmica.
– Raven é alguém que merece exaltação. Apesar de não ser uma guerreira, sua inteligência salvou tantas vezes esse grupo que não sou capaz de contar. Só espero que a morte do Shaw não a coloque numa espiral decrescente no show. Ela merece muito mais!
– Murphy é o famoso bom malandro. Perturbou a Clarke até não poder mais, mas no final salvou sua vida. Vai entender essa figura.
– Madi apareceu pouco, mas já chegou com tudo. A atriz Lola Flanery atua, também, em Shadowhunters. Talvez isto explique sua pequena participação neste início de temporada.
– Vimos que os nightblidas parecem ter grande importância em Sanctum. Meu palpite é que teremos uma seita em torno do Sangue da Noite, de novo.
– Citei no texto que este seria o Livro II da série, porque na season finale da 5ª temporada, o episódio termina com a seguinte frase: End Book One.













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