Uma grande semifinal para uma temporada muito fraca.
Apesar de termos tido uma temporada bastante irregular, o The X Factor UK conseguiu apresentar uma semifinal que, embora tenha entregue resultados previsíveis, conseguiu ser um grande espetáculo, com boas apresentações de, basicamente, todos os participantes. Mesmo assim, conhecemos os finalistas para uma final esperada e que, ao que tudo indica, deve coroar os grandes favorecidos da temporada.
Nesta semifinal, tivemos finalmente um confronto de todos contra todos, sem a palhaçada de divisão de categorias por dias. Com os temas “Cool Britannia”, com os participantes cantando grandes canções britânicas, e “Get Me to the Final”, com os participantes cantando músicas a qual esperavam que os garantiriam uma vaga à final, a semifinal ainda contou com as apresentações convidadas do vencedor de 2012 James Arthur, cantando “Naked”, e do popular cantor britânico Ed Sheeran, cantando a balada “Perfect”.
Antes de pularmos para a nossa parte analítica sobre as apresentações e resultados da semana, vamos voltar para um ponto que estabeleci na semana passada.
ALÉM DO BURACO DE MINHOCA
Semana passada eu tentei prever o que aconteceria nestas semifinais e quais eram as rotas planejadas pela produção para fornecer uma final que fosse justa e estivesse dentro de toda a discussão ao redor da narrativa da temporada. O que eu não previ, no entanto, era que o programa, às portas da final, se livraria da metade dos participantes para uma final com três concorrentes, significando que não uma, mas que as duas teorias estavam certas.
A primeira estava certa porque teremos um finalista de cada categoria, à exceção de “Boys” pela primeira vez desde a primeira temporada em 2004, onde todos venceram uma “Prize Fight”, dando a sensação de equidade que discutimos na primeira argumentação, mas ao mesmo tempo também concretiza a segunda teoria, abraçando a originalidade e levando à final três artistas que já apresentaram material original durante a temporada (além da autenticidade artística de Kevin).
O que me leva a duas conclusões: (1) a final de 2010 é uma anomalia, ela só existiu porque a produção precisava de que One Direction e Cher Lloyd estivessem ambos na final para lançar suas carreiras musicais (e a produção sabia que seria impossível colocar ambos à frente de Matt Cardle e Rebecca Ferguson); e (2) que a produção tem total controle dos votos. Eles não arriscariam perder seus favorecidos com uma eliminação dupla se não tivessem plena certeza de que poderiam controlar os votos a seu favor, e isso é ainda mais evidente se considerarmos a ordem de apresentação na segunda parte da semifinal, com Rak-Su se apresentando no começo do programa, o que para quem é visto como “os escolhidos” seja algo inesperado e, de certa forma, surpreendente, a não ser que eles estejam tão a frente nos votos, o que nos leva ao próximo ponto de reflexão deste texto.
O TESTE DO PATO
Existe uma inferência linguística, uma espécie de lógica filosófica para estabelecer uma hipótese científica, muito famosa na língua inglesa que se chama abdução. Como um raciocínio indutivo onde temos um conjunto de dados similares para se chegar a uma conclusão ampla, temos um famoso ditado da língua inglesa que diz que “se ele parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então provavelmente é um pato”. O chamado “teste do pato”.

O que estou tentando dizer é que, a este ponto da competição, parece completamente inevitável uma vitória de Rak-Su. Todos os sinais apontam para isso, o tratamento, a construção narrativa e o apoio popular parece muito tangível e seguro afirmar que apenas uma catástrofe tira o prêmio das mãos deles. Rak-Su parece com um grupo vencedor, é tratado como um grupo vencedor, tem um histórico no iTunes de um grupo vencedor e tudo leva a crer que é um grupo vencedor, então provavelmente será um grupo vencedor. Claro que ainda é uma hipótese analítica, ainda estamos em fase de especulação e podemos (na verdade, eles podem) quebrar a cara na final, mas é muito difícil crer no contrário com tanta evidência apontando para o mesmo resultado.
O que ainda está aberto a análise, no entanto, é a transferência de voto, que deverá ser decisiva na final deste ano. Quando um participante é eliminado, ocorre um efeito em que seus votos podem ser transferidos para um outro participante. Este é o principal argumento que explica a derrota de Saara Aalto no ano passado. Ano passado, Aalto venceu, como esperado, a primeira parte da final (ainda que de forma apertada, é verdade), no entanto, o efeito de transferência de voto fez com que os votos dos eliminados 5 After Midnight fossem direcionados a Matt Terry, fazendo com que Terry virasse um resultado parcial da final pela primeira vez na história do programa, ganhando, assim, a temporada.
E aqui mora a minha principal dúvida em torno de Rak-Su. Seriam eles capazes de conseguir tomar para si os votos de transferência? E, não só isso, com metade dos participantes eliminados neste último final de semana, estes votos flutuantes e indecisos destes eliminados serão também direcionados ao Rak-Su? Aliás, com tanta evidência, Rak-Su realmente necessitaria destes votos para levar o prêmio? Essas são perguntas que, com certeza, responderemos semana que vem.
SEM ABRIGO E SEM AMOR
Partindo para as análises das apresentações em si, o que podemos falar no geral é que a semifinal foi, em conjunto, um programa com uma qualidade relativa excelente, todos os participantes fizeram apresentações justas, mesmo Lloyd e seu problema de laringite. Mas começaremos por outro eliminado, o do sábado, Matt Linnen.
Matt Linnen fez uma apresentação bastante previsível para “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones. No geral, eu achei que o arranjo, principalmente a batida, tirou o fator de reconhecimento para a música original, nos deixando com uma versão fraca e sem a força que um clássico original dos Rolling Stones pedia. Vocalmente não me incomodou, porque tudo foi construído para que funcionasse para o tom de voz dele, mas no final ele acabou sendo esmagado por ser esquecível.
Assim como também foi Lloyd Macey. Na primeira parte da semifinal, Lloyd foi carregado pelo drama da laringite e relevado por estar com seus vocais prejudicados, tanto é que “Don’t Let the Sun Go Down on Me” é cheia de falhas vocais exatamente por isso, ainda que melhore consideravelmente na parte final da apresentação. No domingo, sua interpretação para “Fix You” soou datada e, novamente, sem transparecer qualquer emoção. Pelo menos conseguiu realizar seu sonho ao cantar para mais de 20 mil pessoas na Manchester Arena ao cumprir o prêmio da “Prize Fight” e abrir o show da turnê extremamente bem-sucedida de Little Mix.

Por fim, os outros eliminados da semana, e eu já estava emocionalmente preparado para este momento, foram meus próprios filhos, o trio de irmãos escoceses, The Cutkelvins. Abrindo o programa de sábado com a canção original “Nothing Like You”, eu já estava automaticamente ciente de que a tendência de serem eliminados era ainda maior. Ainda mais se considerar que eles inventaram de cantar uma música original em um tema que era direcionado para a música britânica num geral e enfrentaria músicas de Elton John, David Bowie, Rolling Stones e The Beatles, por exemplo, o que me pareceu presunçoso demais quererem ser comparados a eles. Deixando este fato de lado, foi uma boa apresentação no geral, principalmente porque a música é excelente para o que eles se propõem a fazer. Com um excelente refrão e com maior participação de Kyle com um bom rap, a apresentação foi legal e divertida. Shereen, assim como Lloyd, estava com um problema nas cordas vocais e ficou de “vocal rest” durante quase toda a semana, mas ainda assim não precisou de drama para se estabelecer que nem certo adversário.
Mas a eliminação do grupo veio como um contraponto ao que vinham construindo nas últimas semanas. Se eles vinham reconstruindo sua base ao apresentar músicas originais, me pareceu estranho voltarem para a música do “Six Chair Challenge” e reprisarem “Show Me Love”. Não me incomodei com a apresentação de forma geral, achei que seguiu e respeitou a identidade deles como grupo, como também permitiu que todos eles tivessem seus momentos, com Shereen liderando, Kyle com o rap e Jay com o falsete. O que me incomoda é que Simon Cowell não esconde seu favoritismo pelo outro grupo e critica algo que eles, Cutkelvins, não têm qualquer controle e que, em tese, ele próprio, Simon, é o responsável, como a direção criativa da apresentação. Querido, você sabotou eles e quer tirar o seu da reta? Me poupe.
Eu vinha fazendo essa comparação na caixa de comentários com vocês durante a temporada e fica ainda mais claro com esse resultado, Rak-Su estão para Louisa Johnson assim como The Cutkelvins estão para Lauren Murray. Os primeiros foram extremamente empurrados pela produção em detrimento dos últimos, o que é uma pena porque em uma competição isonômica os resultados poderiam muito bem ser diferentes.
De uma forma geral, as eliminações de Matt Linnen, Lloyd Macey e The Cutkelvins eram esperadas, semana passada foram os três principais nomes para eliminação que levantei ao teorizar sobre os interesses da produção para a final do programa. Do ponto de vista do que fizeram e de suas jornadas até o momento, foi um resultado justo, completamente aceitável e, principalmente, previsível.
UMA SAÍDA À FRANCESA

A gente tem discutido muito sobre a produção idealizar uma final entre Rak-Su e Grace. Já vimos este confronto ocorrer por duas oportunidades, em duas das quatro “Prize Fights”, então assumimos como um desejo genuíno e irrevogável por parte da produção de ter ambos no local mais alto do pódio da temporada. Entretanto, Kevin Davy White é o participante que mais tem ganhado destaque e que tem tido o melhor momento atualmente.
É certo que a última semana a produção tirou o pé do acelerador e testou a base de votos de Kevin ao lhe dar um tratamento bem ruim, com uma música que foi ofuscada por um arranjo que o expôs e não conseguindo entregar em sua plenitude tudo o que a canção exigia. Mas esta semana Kevin comprovou que pode, de fato, nos dar um espetáculo com duas das melhores apresentações de toda a temporada.
“Come Together” é uma aula de artisticidade e em como transformar sua apresentação em algo fenomenal. Foi como se ele tivesse transformado o LH2 Studios em um estádio com um show de sua turnê, de tão distante em qualidade ele estava para os outros bons competidores (afinal, não podemos negar que o nível para esta semifinal foi extremamente superior ao dos últimos anos). A sua apresentação no domingo, com “Voodoo Child (Slight Return)” foi muito mais surpreendente por ver uma música de Jimi Hendrix no palco do X Factor do que pelo seu conjunto comparado à “Come Together”, mas não significa que também não tenha sido excelente.
O problema com Kevin é que ele é uma incógnita no processo e não sabemos quais são os reais interesses da produção para com ele. A minha sensação é de que ele foi levado à final por ser um atrativo e levar um valor de entretenimento à final muito maior do que Lloyd, Matt ou Cutkelvins levaria, mas que competitivamente não tem muitas chances. No entanto, ele já provou ser capaz de utilizar a transferência de votos a seu favor e vencer Rak-Su em um confronto direto, o que poderia acontecer novamente no final das contas, seja enfrentando Grace ou seja enfrentando Rak-Su novamente.
JOGADA AOS LOBOS

Em uma temporada normal, Grace Davies seria vista como a franca-favorita, sem nenhuma grande discussão. Ela seria levada semanalmente como a artista completa, que escreve suas próprias canções, que consegue se conectar com covers e seria aplaudida de pé toda semana pelos jurados. Mas esta não é uma temporada normal. E 2017, definitivamente, não é um ano normal. Na Internet da pós-verdade, Grace foi reduzida ao chão e foi criado uma campanha de ódio bastante nociva ao redor da participante, ainda mais evidente há duas semanas quando seu comportamento nos bastidores e um alegado caso policial vieram à tona nos tabloides britânicos, apesar de ambos parecerem mentiras deslavadas.
O resultado de tudo isso é um só: Grace não é mais favorita e eu duvido muito de seu potencial de vitória. Claro que há também o dedo da produção que amplificou ainda mais esse buraco ao qual Grace foi atirada, o tratamento dela sempre foi dúbio, como a forma que sua reação durante o “Bootcamp” foi exibida e as críticas de Jack e Sharon Osbourne nas “Judges’ Houses”, apesar de ser enaltecida pelo seu material original e por sua autenticidade artística. Além disso, a produção também tem utilizado seus mecanismos de controle de voto com Grace, não permitindo que sua base se expandisse, algo que vinha acontecendo desde a segunda semana de “Lives”, com o terrível tema latino.
Então o que aconteceu esta semana pode ser visto como uma redenção para Grace, pelo menos. Ela teve, finalmente, a chance de ser quem é como artista, a oportunidade de cantar sua música favorita e ainda receber um apoio moderado do programa. Sua apresentação de “Life on Mars?”, sua música favorita, é muito bonita. Com sua melhor interpretação vocal até o momento e com uma interpretação intimista, Grace conseguiu se conectar com a canção e fez uma apresentação bastante sólida. Mas foi com “Wolves”, mais uma de seu repertório original, que Grace voltou a alcançar seu ápice. Apesar de ser inevitável comparar com Adele, a canção de Grace é comercial e ela demonstra no palco uma segurança e um controle profissional. Até o momento em que este texto é escrito, ela voltou a finalmente ter uma canção entre as cinco mais compradas do iTunes (em #5, para ser preciso), o que pode ser fundamental para estabelecer uma possível, porém difícil, recuperação da dianteira, ainda mais com a promessa velada de vermos ela cantando “Roots” na grande final.
“VOTE RAK-SU”
A gente já disse, não só neste texto, mas como no decorrer de toda a temporada, que a produção tem um favorito e que eles se chamam Rak-Su. A gente já falou sobre seu tratamento e sobre o desenrolar de sua narrativa, que se estendermos demais vamos ficar ainda mais redundantes. Mas a produção também não colabora. Desde 2014 tem tido essa ideia de “Battle Buses”, estes ônibus com a cara dos participantes estampados para as visitas de “Homecoming”. Mas na preparação para a saída destes ônibus ao final do programa de domingo, o letreiro nada sutil escrito “VOTE RAK-SU” ficou o tempo inteiro atrás de Dermot O’Leary enquanto terminava seu monólogo de encerramento e falando sobre a final do programa. A gente finge que isso é uma coincidência de acaso, que não foi intencional e que a produção jamais quis insistir para que o público votasse por Rak-Su. Tá bom.

O que eu gostaria de abordar aqui, no entanto, sobre Rak-Su é que, independentemente de seus gostos musicais e da forçação de barra da produção, eles merecem vencer o programa e eles têm o aval e o respaldo popular para vencê-lo. Vocês não questionaram a vitória de Louisa em 2015 quando a produção fez a mesmíssima coisa, por exemplo, mas questionam a de Rak-Su. Será que era porque em 2015 era a favorita de vocês sendo forçada? De qualquer forma, eles são os únicos candidatos a conseguirem emplacar todas as músicas no iTunes (inclusive, levar três delas ao topo, barrando Camila Cabello, James Arthur, Rita Ora e Ed Sheeran no processo). Além disso, eles são os participantes mais relevantes comercialmente com chance de vitória desde Little Mix. Traduzir relevância dentro da competição para o mundo real é outra coisa, no entanto, e a Syco e sua equipe de produção terão que trabalhar por isso, mas isso não é problema meu e nem meu assunto de análise. Porém, acho desrespeitoso duvidar de suas chances, ainda que não ache que sejam os vencedores ideais para a temporada.
Sobre o que fizeram essa semana, em específico, eu gostei bastante. Muito mais de “Flowers”, de Sweet Female Attitude, do que da clássica “I’m Feeling You”, por exemplo. Acho que o fato de eu gostar muito de UK garage como ritmo fez com que “Flowers” funcionasse pra mim, até o inútil do Mustafa fez alguma coisa dessa vez, fiquei até comovido. A música ainda teve uma curiosa menção a Craig David e seu hit “Seven Days”. Seria um presságio para um possível dueto na final? Quanto a “I’m Feeling You”, eu gostei do staging, mas eu já tinha gostado na audição, não precisava rever agora, ainda mais porque esperava que ela fosse ser reprisada como a “canção da temporada” durante a final e seria o confronto direto contra “Roots”, de Grace.
Por fim, a gente precisa falar sobre o mercado de apostas. Durante toda a temporada, eu sempre trouxe as impressões que o mercado de apostas britânico apontava e, de fato, ele tem sido cirúrgico, prevendo basicamente todas as eliminações e as tendências da temporada. Hoje, no momento, o mercado é bem claro. Em um levantamento feito pelo Sofabet em sua análise pós-resultado da semifinal, a probabilidade de vitória de Rak-Su é de 67%, contra 23% de Grace Davis e 10% de Kevin Davy White. Isso vai de encontro com as nossas impressões gerais sobre a temporada e que a corrida que era vista até então de dois cavalos, seja possivelmente uma final à la Cardle (2010) ou Haenow (2014). De qualquer maneira, descobriremos semana que vem.
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Com uma excelente semifinal, embora com eliminações previsíveis, o The X Factor UK encontra os seus três finalistas e nos preparamos para um resultado ainda mais previsível na semana que vem. Apesar disso, estou bastante curioso do que pode ocorrer, considerando que o público parece estar bastante volúvel e apenas respondendo às investidas da produção.
A final, que ocorrerá pela primeira vez no ExCeL, o Centro de Exibições de Londres, contará com as apresentações convidadas confirmadas da maior girlband da atualidade Little Mix (com a boyband latina CNCO), da cantora americana Pink, do britânico Sam Smith, do ex-One Direction de enfeite à la Mustafa, Louis Tomlinson, e do novo projeto de boyband de Simon Cowell, PRETTYMUCH.
Enquanto não conhecemos o grande vencedor da temporada, a palavra agora é de vocês. Quem vocês acham que vencerá? Quem vocês querem que vença? Quem serão os convidados para os eventuais duetos? Teremos Nicole Scherzinger roubando mais um holofote e cantando com Kevin? Participem nos comentários.
Xtra 1: A gente sabe que a coisa está feia para o programa quando o novo método de inscrição é enviando um vídeo por Whatsapp. Quer participar do X Factor? Vem de zap. Se ao menos fosse por Telegram…
Xtra 2: Durante a introdução do Lloyd Macey no sábado, Louis Walsh foi vaiado pelo público e ninguém entendeu nada. Tudo indica que era uma piada interna, incentivada por Simon Cowell durante o intervalo comercial. De toda forma, me pareceu tudo muito estranho, mas pelo menos Sharon Osbourne pareceu se divertir até demais com a situação.
Xtra 3: A completa (falta de) sutileza desse programa me fascina. Durante os comentários da apresentação de “I’m Feeling You”, do Rak-Su, Simon diz em como eles são originais e parabeniza eles por fazerem o que queriam e não serem “cachorrinhos obedientes”, ao mesmo tempo em que a câmera na galeria lateral foca em Lloyd, o único naquele momento que não tinha cantado nada original no programa. Pra que ser sutil, não é mesmo?















