Visitando canções do cinema, o quarto “Live Show” da décima quinta temporada do The X Factor UK nos presenteou com boas apresentações e eliminações surpreendentes. Ainda que tivemos eliminações que são contrárias ao que estávamos prevendo principalmente no último texto, as circunstâncias fizeram delas compreensíveis.
Apesar disso e de termos outra semana com mensagens pouco claras da produção, acabamos tendo um programa divertido, com boas escolhas musicais (embora em número exagerado para O Rei do Show) e ótimas apresentações.
Como já dito anteriormente, esta semana tivemos a “Movie Night”, onde os participantes interpretaram canções de filmes, mas o programa de resultado ainda contou com as participações de Michael Bublé, que cantou “When I Fall in Love”, e Olly Murs, que convidou Lady Leshurr para cantar seu novo single, “Moves”.
UM GRANDE MAL-ENTENDIDO
Antes de discutirmos sobre as condições das eliminações, precisamos deixar claro que o que acontece aqui não é uma ciência exata e que eventualmente iríamos ter desfechos diferentes do que previmos. É natural que o histórico dite um caminho provável, mas o futuro e as conclusões das incursões do presente podem alterar os desfechos e termos resultados em conflito com o que esperávamos originalmente. Inclusive, esta não é a primeira vez que saímos de um “Live Show” com essa sensação de confusão por não entender quais são os interesses por trás dos acontecimentos fatídicos. O que acontece é que por muitas vezes nós superestimamos a inteligência e a capacidade da produção em tornar seus interesses em realidade, mas a verdade é que muitas vezes eles sequer se importam com o resultado no fim do dia e, ainda assim, tentamos encontrar motivações que nunca existiram.
E esse é o meu sentimento geral com relação a parte de baixo da competição no momento: a produção não se importa. Não se importa com quem saia porque perderam o controle de quem ganha e não enxerga valor comercial nos demais concorrentes. Isso, de certa forma, me lembra em alguns aspectos 2013 e a vitória pontual de Sam Bailey. Aquele foi um ano atípico de X Factor, o principal interesse econômico dos produtores, Tamera Foster, foi um fiasco colossal e a solução foi recorrer-se a quem liderava a disputa e tentar viabilizar aquele fim de competição em algo minimamente interessante do ponto de vista do telespectador. Saía o interesse no pós-show e entrava o interesse no entretenimento imediato.
O programa sabe que, nas atuais conjunturas do mercado fonográfico, muito dificilmente conseguirá viabilizar um artista inexperiente, sem rodagem e desconhecido ao estrelato imediato. Não estou dizendo que não veremos ou não teremos novos artistas de sucesso saírem de programas do gênero, até porque essa é a premissa do show e o cerne principal das movimentações dos bastidores que o The X Factor enquanto entidade buscará realizar, mas a dinâmica atual do mercado mudou drasticamente e cabe a Syco e seus produtores entenderem e se adaptarem à nova realidade.
Outro ponto que temos insistentemente discutido em extensão nesta temporada e que leva certo peso no que falaremos a seguir é na existência ou não de uma execução de sabotagem intencional em eliminações até aqui. Molly Scott e United Vibe são exemplos de um ataque sumário e intencional. LMA Choir e, agora, Giovanni Spano me pareceram sofrer por uma questão um pouco mais circunstancial. Não houve um direcionamento deliberado e, honestamente, acredito mais na incompetência da produção na construção da ordem de apresentação (e subestimar sua influência no processo eliminatório) do que um ataque direto.

E toda essa retórica foi para tentar chegar a este ponto e levantar uma discussão com o fim derradeiro de Misunderstood e se houve ou não uma sabotagem deliberada. Eu, honestamente, não consigo cravar ou pender para um dos lados de forma incisiva ou tampouco convicta. Se por um lado vimos uma apresentação tardia no show, sem grandes “front-runners” em seu redor para ofuscá-los e certo valor artístico para a cenografia, por outro vimos um VT que atribuíam qualquer resultado exclusivamente a eles, duras críticas dos jurados e bailarinas que pareciam as dançarinas do Faustão fazendo qualquer outra coisa sem relação com a música ou com os artistas no palco (procurem por Fifth Harmony no quadro Ding Dong). O fato é que a sua surpreendente eliminação automática pode também ser totalmente resumida à incompetente apresentação de “Maniac”, do longa Flashdance.
Podemos dissecar essa apresentação de diferentes formas, como na realização porca e problemática para uma canção consagrada ou em seus vocais deficitários e totalmente expostos mesmo com uma pesada base pré-gravada, mas eu irei preferir focar ao que é exterior a ela no momento. Os videotapes antes das apresentações sempre contam uma história e dão o tom do tratamento que a produção deseja para a apresentação e para as posteriores críticas dos jurados. Little Mix, por exemplo, construiu sua jornada vitoriosa baseada no que era contido em seus VTs (o mais notório sendo o que tratou dos comentários de ódio à Jesy Nelson). O que chama a atenção quanto ao que aconteceu com a dupla é a disparidade entre o que a produção nos quis informar através destes videotapes e o que Nile Rodgers, que substituiu Robbie Williams por mais uma semana, deu a entender. O VT claramente estabelecia que todo o conceito da apresentação era deles, mas Rodgers desmente dizendo exatamente o contrário e que eles foram “impossibilitados de fazerem o que queriam”.
Assim ficamos com uma situação constrangedora para o próprio programa, que foi pego no pulo e exposto por conta de um jurado convidado que não foi devidamente controlado ou instruído. Aqui temos uma série de cenários que podem ter causado o desentendimento e a mudança súbita do tratamento que eles vinham recebendo até este momento nos “Live Shows”. Desde um problema de bastidores, que me parece improvável, à não-autorização para mudar a estrutura da canção e fazer uma versão mais autoral (o que soa como um cenário mais plausível), a realidade é que temos uma eliminação súbita e, chocantemente, merecida.
É até irônico colocar a jornada deles em perspectiva e comparar com o rendimento de outros grupos do gênero que receberam muito mais apoio da produção, como os finalistas 5 After Midnight e os atuais vencedores Rak-Su. O seu fracasso dentro da competição é um reflexo de um péssimo timing e não conseguir ler os desenhos da temporada. Ao longo das fases iniciais sempre duvidamos de sua probabilidade de sucesso em virtude da consagração dos anteriores (e do fracasso comercial dos mesmos), mas chega a ser surpreendente essa saída relativamente precoce quando os considerávamos os potenciais favoritos da categoria à uma vaga na final.
O REI DO SHOW

O fato de a produção parecer não se importar com quem saísse, pelo menos não neste final de semana, acabou levando o programa a se ver na situação de ter de escolher entre dizimar uma categoria tutelada interinamente por um convidado e que tinha seu mentor distante ou abrir mão de um concorrente controverso e que sabia entregar entretenimento.
Como já citei Giovanni Spano anteriormente, voltaremos a falar sobre ele. Novamente, não acho que houve um interesse oculto de eliminá-lo ou de sequer colocá-lo entre os menos votados da semana, a minha impressão é que a produção assistiu aos ensaios, viu uma apresentação que dava um tom positivo e em nível de “um grande show” e o escolheu por isso para abrir o episódio de sábado. É o mesmo modus operandi que tinha eliminado LMA Choir, abrindo o show e colocado antes de um “front-runner”, mas é muito mais subestimar a influência da ordem de apresentações do que, de fato, antecipar o fim de sua estadia na competição. O conteúdo de seu VT, para comparação, é positivo, o vimos curtir uma noite com sua família e mostrar um lado mais bem humorado, e o feedback dos jurados também segue o mesmo tom, elogiando sua capacidade de entretenimento e de entregar um show. Cantando “The Greatest Show”, número de abertura do musical O Rei do Show, Gio apresentou mais uma vez uma ótima apresentação e abriu o programa de forma contagiante e cheio de energia.
Energia esta que faltou às suas adversárias Acacia & Aaliyah. Dando uma interpretação muito mais próxima da versão original da Destiny’s Child do que do tom épico feita por 2WEI para Tomb Raider: A Origem, vimos uma apresentação muito polida e recatada de “Survivor”. Acredito que, mesmo tentando aproximar um pouco do estilo delas, vimos uma escolha que ficou fora da sua praia e sugou seu carisma, entregando uma apresentação sem vida e desinteressante. Apesar de odiar o staging e de achar que elas sumiram no palco por causa das escolhas de cores, assim como Ayda Field eu amo logotipos e gostei do figurino, daria uma ótima toalha de mesa (e eu não estou nem sendo sarcástico – talvez um pouco).
Com a saída inesperada do Misunderstood, escolher entre Giovanni e Acacia & Aaliyah era previsível. Depois de Giovanni fazer uma versão de “Let Me Entertain You” que transmite exatamente o que a música quer dizer em sua letra e ver Acacia & Aaliyah reprisarem (em outra repetição no “sing-off” de eliminação) o mash-up de “All My Life” com “Shutdown”, era esperado que os jurados iriam ignorar o que acabaram de ver independentemente do que acharam para votar conforme os interesses do programa. A votação majoritária (3-1) pela eliminação de Giovanni Spano não surpreende, nem mesmo as justificativas relacionadas ao potencial comercial por Louis Tomlinson ou mesmo por não ter sido levado ao desempate no “deadlock” já que ele certamente recebeu mais votos que as garotas e a produção tentaria evitar o fim da categoria. Agora, com Acacia & Aaliyah se tornando o último grupo restante na competição e com Nile Rodgers confirmado para substituir Robbie Williams por mais uma semana, a produção terá de mover céus e terras para mantê-las na disputa até o retorno do mentor na semifinal. Existe uma possibilidade para isso? Pelo que Dermot O’Leary disse, sim. Depois da reabertura e encerramento final dos votos e já após a eliminação de Misunderstood, Dermot disse que os menos votados mudaram pelo menos quatro vezes durante o programa, nos confirmando, pela primeira vez na temporada, que a distância entre os competidores do bloco retardatário é tênue e que existe uma margem para a produção controlar. Se eles esperam ter sucesso em salvar Acacia & Aaliyah, alguém (ou alguns “alguéns”) precisará (ão) ser (em) deliberadamente prejudicado (s).
BANDEIRA AZUL
Do pelotão retardatário no mercado de apostas, o único que deve se manter ileso e sair sem ser prejudicado no próximo final de semana é o “Over” restante de Ayda Field, o cantor de bar de Bradford Danny Tetley. Vestindo a carapuça do brega e abraçando a cafonice, Danny como um bom cantor datado de cruzeiros pegou a música-tema de Titanic, “My Heart Will Go On”, e só não enfrentou um naufrágio porque o público britânico aparentemente ama um bom karaokê. Danny não é Sam Bailey e muito menos Saara Aalto para conseguir fazer justiça à canção vencedora do Oscar de 1997 e de quatro Grammys em 1999, sua execução é fraca e nem mesmo a modulação funciona. Apesar disso, o fato de Danny estar cantando músicas conhecidas e consagradas faz com que sua conexão com o público seja imediata e tem refletido em sua votação, escapando das eliminações até aqui sem enfrentar grandes problemas. E isso deve se repetir na próxima semana pelo menos.

Ainda que o programa não tenha apontado diretamente sua artilharia para Brendan Murray, vimos pela segunda semana seguida um VT com mensagens mistas e aberto para interpretação. De volta à Galway, na Irlanda, vimos Brendan visitar seu “antigo local de trabalho” (e coloque muitas aspas nisso) e dizer “pelo menos tenho para onde voltar [quando for eliminado]”, que estabelece um “plano B”, uma alternativa à carreira musical, uma válvula de escape, como se o programa dissesse que “ele não precisa de nós, pois tem para onde retornar”. Porém, depois de uma mudança de repertório horas antes do programa (ele cantaria “Man in the Mirror”, originalmente), Brendan retornaria a apresentar a canção que lhe rendeu o “Golden X” do “Six Chair Challenge”, “Everybody Hurts”, alegadamente presente no longa de A Feiticeira, de 2005. Vocalmente é sua melhor apresentação nos “Lives”, mas a barra de medidas é bem baixa quanto o que tem feito, apesar disso a reedição não traz nada de novo ou demonstra qualquer tipo de evolução. O tratamento que tem recebido até aqui é confuso e me parece que a produção tenta o manter sob controle. A capacidade de interferência da produção vai ser levada à prova no próximo programa e se ele será, finalmente, eliminado é uma questão aberta.
Agora, da mesma forma que disse no último texto que acreditava que Brendan seria um alvo para balancear os números entre as categorias, mantenho o meu sincero sentimento de medo para o que o próximo final de semana aguarda para Bella Penfold. Com um discurso reafirmando sua identidade e levantando suas bandeiras ideológicas, apesar de tão deslocado quanto o de Shan no segundo “Live Show”, Bella apresentou uma “A Million Dreams”, também do musical O Rei do Show, de forma morna e esquecível. O grande problema de Bella no momento é que Simon Cowell é um mentor limitadíssimo que está apenas destruindo e descaracterizando toda a proposta original do que ela representava para uma versão capada de uma cantora que, ainda que possua uma boa voz, não consegue se sustentar apenas por ela e retira tudo que a distinguia das dezenas de outras cantoras bonitas que já passaram pelo palco do programa. Se antes Bella tinha uma identidade e uma personalidade com profundidade, agora vemos uma garota fazendo apresentações superficiais porque sabe que isso não a representa. E é sempre muito decepcionante ver quando Simon, como um burro, empaca e teima a reconhecer seus erros e reparar sua série de escolhas erradas pelo desenvolvimento artístico de quem quer que seja. Bella não é a primeira e está longe de ser a última. O problema é que todo esse tratamento mina quaisquer expectativas que o futuro, seja no programa ou não, possa guardar para ela. E isso é desesperador.
SHAN CAN’T COME TO THE PHONE RIGHT NOW…
No último texto falamos sobre a ascensão de Scarlett ao posto de segunda favorita e o declínio de Shan nos mercados de aposta, utilizando algumas comparações com a jornada de Rebecca Ferguson em 2010 e o sentimento do público quanto à identidade e personalidade introspectiva de Shan.
Durante esta semana, vimos o programa parecer que iria desistir de tentar fazer Shan Ako acontecer, com uma escolha de música originalmente inesperada e uma ordem intermediária sem querer lhe oferecer um momento devido até aqui. Entretanto, horas antes do programa ir ao ar vimos uma mudança significativa de ordem de apresentações e uma alteração em seu repertório.

Voltando a apresentar sua canção de audição, “Never Enough”, mais uma canção de O Rei do Show e que foi repetida a exaustão nesta temporada, a produção esperava dar para ela um momento aguardado, com uma música grande em um “pimp spot”. O problema é que Shan, aparentemente nervosa, não conseguiu corresponder às expectativas e começa a emitir alguns sinais de alerta. Seria bastante hipócrita da minha parte se eu não reconhecesse os erros de Shan, que perdeu um pouco do tempo da música ao se confundir com um dos versos no refrão e se atrapalhou nas extensões de algumas notas por conta disso. Em relação a execução técnica, é muito difícil encontrar equívocos por parte de Shan, que consegue reverter parte dos problemas ao sustentar vocalmente a canção sem grandes dificuldades. Entretanto, vimos os jurados assumirem um tom crítico surpreendente para quem estava sendo construída para se ter o seu momento. Louis Tomlinson, que não faz ideia da identidade de Brendan e semanalmente tem que ser conivente com isso, questionou o lugar de Shan fora da competição, enquanto Nile Rodgers apontou problemas com o registro baixo dela (e eu revi a apresentação algumas vezes para tentar encontrar algum sentido e não vi nada do que Rodgers alegou).
Por conta dessa recepção tépida e crítica, Shan começou a perder sua força no mercado de apostas e, ao mesmo tempo que viu Dalton ampliar ainda mais sua vantagem, foi ultrapassada de forma inesperada por uma Scarlett Lee que tem surpreendido nestes “Lives Shows”. Interpretando “I’ll Never Love Again”, de Nasce Uma Estrela (cuja crítica você confere aqui), vimos uma Scarlett vulnerável e conseguindo empregar emoção ao que cantava de forma sincera. Honestamente, em minha primeira vez assistindo a apresentação eu achei tudo um pouco exagerado, mas quando revi mudei minhas impressões, porque entendi a proposta. Scarlett tem se transformado em uma belter extremamente competente e que consegue alcançar suas notas mais altas, mas preciso dizer que a parte que mais gosto de seu tom quando é mais suave e mais controlado, e gostaria que ela o explorasse mais. Para encerrar este ponto, vamos vendo Scarlett crescendo comparativamente ao mesmo tempo que encontramos uma reação apática à Shan, com uma encontrando uma conexão com o público enquanto a outra tendo dificuldades de fazer o mesmo. Não seria surpresa se vermos o programa decidir pregar o último prego no caixão da vocalista de Croydon muito em breve.
ROCKY BALBOA DE LIVERPOOL
Brincando com a jornada de Anthony Russell e o já estabelecido paralelo com Rocky Balboa inserido nas “Judges’ Houses”, acho que o programa cutucou o leão com a vara curta e pode ter criado um problema para ser desviado e controlado na próxima semana. Para ficar claro, no entanto, não acho que a versão de Anthony para “Eye of the Tiger”, de Rocky III, tenha sido boa ou bem executada, foi dentro do que ele já apresentava de qualquer forma, mas entregar um hino popular, que tem carga emocional e encontrar paralelos com um competidor que também tem aquele apelo com o público por causa de sua história pessoal é perigoso. Não me surpreenderia se Anthony ter ido muito bem nos votos e alcançado o segundo lugar de forma isolada ou até mesmo ter ultrapassado Dalton de forma inesperada, apesar de ser um cenário muito mais improvável. É um fenômeno pontual que, se não for cuidado, pode comprometer a vitória de alguém que apresenta maior potencial comercial para eleger um vencedor popular que não tem qualquer futuro pós-show. No final do dia, no entanto, ele pareceu se divertir pelo palco e aproveitar um número que lhe deu mais liberdade de se expressar sem ter que se preocupar com pormenores, o que trouxe uma energia mais palpável e fez da performance algo divertido de se assistir pelo menos.

Apesar de ameaçar até certo ponto a liderança isolada de Dalton Harris, acredito que estamos em um ponto da competição que seja muito pouco provável ter um resultado diferente do que estamos estabelecendo já há algumas semanas. E um dos pontos que corroboraram para estabelecer Rak-Su como os favoritos do ano passado está de volta para dizer, mais uma vez, que Dalton está em uma liga diferente de seus adversários: o desempenho no iTunes. O sucesso das gravações de Dalton no iTunes não foi repetido por nenhum outro concorrente até aqui e se aprendemos alguma coisa com o que vimos no ano passado é que o rendimento lá reflete diretamente no desempenho também dos votos. Os números de Dalton por si só são muito bons. Sempre com alto engajamento nas redes sociais, com a maior quantidade de visualizações no YouTube e o único a se estabelecer no iTunes, é difícil não apontar o seu favoritismo óbvio sem parecer repetitivo e ficar martelando o mesmo ponto toda semana.
Cantando a versão de Sia para “California Dreamin’”, presente em Terremoto: A Falha de San Andreas, vimos mais um show vocal de Dalton, ainda que tenha tido uma pequena quebra na voz durante uma nota, mas nada que comprometesse toda a excelente execução de sua interpretação. Não foi a minha apresentação favorita dele na temporada porque pessoalmente me incomodou um pouco o uso excessivo de seus falsetes nesta apresentação em específico, mas é difícil tentar desqualificar Dalton comparativamente aos seus adversários quando o vemos em um nível tão diferente deles. Chega a ser patético, para ser sincero. Dalton só perde esse programa se acontecer um evento cataclísmico ou apocalíptico.
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Com eliminações contrárias ao que previmos no último texto, embora faça sentido e até haja certo merecimento nas decisões, o quarto “Live Show” da décima quinta temporada começa a desenhar os blocos de disputa de forma mais clara, além de ampliar a vantagem de seu principal “front-runner”, ver antigos líderes das apostas caírem e novas antigas ameaças apresentarem perigo. Se a produção deseja preservar o último grupo de Robbie Williams, que seguirá ausente na próxima semana e mais uma vez substituído por Nile Rodgers, precisará utilizar todo seu armamento para não correr riscos.
Semana que vem o tema será “Big Band”, onde Dermot anunciou dizendo que teríamos uma noite de “baile de formatura” (e eu já imagino a cafonice que enfrentaremos – vai lá Danny, esse momento é seu), e ainda contaremos com o retorno da ex-jurada (e com o rosto desconfigurado por causa de intervenções cirúrgicas) Cheryl (que desistiu de utilizar sobrenomes depois de mudar uma centena de vezes na última década) e do cantor escocês Tom Walker.
Desta forma encerro o texto me despedindo e voltando a discussão aos comentários. O que acharam das eliminações? Houve ou não houve uma sabotagem deliberada para Misunderstood? Qual será o destino de Shan? Quem chegará à final? Até a próxima semana.
Xtra 1: Durante a semana, Dan Wootton, do The Sun, noticiou que a ITV estaria oferecendo uma extensão contratual para Simon Cowell (na verdade para o Britain’s Got Talent, mas esse programa vem no pacote) e o The X Factor pode continuar no ar até 2022. Não temos confirmação oficial, mas o boato é fortíssimo.
Xtra 2: Você pode ou não ter percebido, mas o locutor dos minutos iniciais do programa de sábado não foi o habitual Peter Dickson, mas sim Jon Bailey, mais conhecido como o Epic Voice Guy, dos famigerados trailers honestos do canal Screen Junkies.
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Xtra 3: Uma pequena side note sobre Ayda Field: ela pode ser uma mentora que comete equívocos com suas escolhas (que provavelmente nem foi ela quem tomou e sim a produção), mas seus comentários ácidos são brilhantes. Falo com tranquilidade que ela é a melhor jurada da temporada e uma excelente adição ao painel.






















