Priorizando os interesses do programa e deixando o talento de lado, o quinto “Live Show” do The X Factor UK termina em uma eliminação controversa e polêmica. Com apresentações de qualidade medianas, o grande destaque desta semana ficou pelas decisões da produção através dos jurados e pelo fim surpreendente de um dos grandes favoritos da temporada.

Apesar disso, não é como se não tivéssemos levantado esta hipótese na última semana. Ver o resultado ser revelado diante dos nossos olhos, por outro lado, trouxe certo choque e surpresa, acompanhado de muita crítica por parte do público quando ele mesmo era o culpado do que rolou no fim das contas.

Falando sobre a semana, o tema foi “Big Band”, onde vimos grandes baladas e clássicos datadíssimos cantados acompanhados por uma orquestra ao vivo formada por trinta músicos (onde metade se recusou a ficar no tema, para variar). No programa de resultados, no entanto, tivemos as apresentações convidadas do cantor escocês Tom Walker, que cantou seu hitLeave a Light On”, e o retorno da ex-jurada Cheryl, que cantou “Love Made Me Do It”. Assim como nas últimas semanas, Nile Rodgers retornou para substituir Robbie Williams por mais uma semana, já que o mesmo continua sua turnê na América do Sul e só volta no próximo final de semana.

Sem mais delongas, vamos aos destaques e às polêmicas acerca dos episódios desta semana.

…WHY? BECAUSE SHE’S DEAD

Não tem como começar este texto a não ser pelo “sing-off” e pela controvérsia da eliminação de Shan Ako. Eu entendo toda a revolta e compartilho do sentimento de injustiça, ainda mais considerando o nível de alguns dos competidores que ainda restam na disputa. Entretanto, existe um certo exagero.

Acho que uma das coisas que precisamos deixar claro é que eu não acredito que a produção tenha feito de Shan um alvo (ser ou não um alvo tem se tornado a discussão recorrente e que tem ditado os textos desta temporada). Pelo contrário, os comentários de Simon a comparando com Fantasia Barrino (vencedora da terceira temporada do American Idol) e Leona Lewis (vencedora da terceira temporada do The X Factor) são um tipo de reconhecimento do talento dela por comparação e uma declaração de sua proficiência, com claras intenções de serem extremamente positivos. Por outro lado, também não estou dizendo que a produção parecia muito empenhada em mantê-la na disputa.

Já dissemos anteriormente na cobertura da temporada que o sentimento que estamos tendo em relação à jornada narrativa construída até aqui é confusa e muito pouco clara. Nada parece fazer sentido e isso ocorre porque a produção parece ter lavado as mãos e desistido do controle mais restrito da competição comparado a anos anteriores. Semana passada mesmo chegamos à conclusão de que a produção não se importava com quem saía ou a ordem de eliminação (ou, do inglês, “bootlist”). Por consequência, a sensação é de que, pela primeira vez na história da franquia, ninguém nos bastidores parece se importar com o resultado ou com o pós-show. Nós temos uma temporada que desenha uma vitória contundente de um estrangeiro pela primeira vez em quinze anos e que não era visto como favorito até o início dos “Live Shows”, e a produção está satisfeita com isso – ou foi obrigada a ter de aceitar isso.

Mas não é como se o programa ainda não agisse com uma “agenda” e tentasse priorizar seus interesses sobre um resultado. Embora por um lado não tenhamos essa sensação de que a produção idealizasse uma vitória de Dalton, por outro vimos o programa despender todos os seus esforços e recursos para manter ao menos um grupo para o retorno de Robbie Williams na próxima semana. No fim, a questão é que existia uma prioridade naquele momento e Shan teve o azar de ter caído no meio do caminho para a realização de tal prioridade, sendo sacrificada como bode expiatório, assim como Giovanni Spano na última semana. Qualquer um que estivesse na mesma situação teria o mesmo destino (com exceção a Danny, mas isso já é uma outra história). É como o The X Factor funciona, depois de quinze anos era esperado que já estivéssemos acostumados a isso.

Por outro lado, eu não consigo culpabilizar ou responsabilizar exclusivamente o programa por conta do desfecho. Há pelo menos duas semanas passamos falando sobre o fato de Shan não conseguir estabelecer uma conexão com o público e ter visto comentários que criticavam sua personalidade mais amena e introspectiva. Repito aqui alguns comentários que fiz ao longo dos primeiros shows ao vivo onde a comparei com Alicia Keys, existe uma virtude muito genuína no que Shan transmite, mas compreendo o fato de parte do público não conseguir se conectar a ela ou entender sua identidade artística. No final das contas, o The X Factor é um grande concurso de popularidade, se você não consegue transmitir carisma e se conectar com o receptor da mensagem, não importa o seu rendimento ou sua qualidade. Mérito por si só não leva ninguém a lugar nenhum, muito menos na indústria fonográfica ou em um reality show definido por votação popular.

Shan Ako

Falando sobre a apresentação de Shan, sua interpretação de “Summertime” é a minha apresentação preferida dela na temporada. Com uma música que era perfeita para seu timbre e que funcionou brilhantemente com a orquestra, vimos Shan exibindo um controle e uma segurança imponente, exalando sua presença de palco de uma forma muito mais natural e orgânica do que vinha fazendo nos “Lives” até aqui. Como Ayda disse, foi uma performance com classe e elegante. Um detalhe que me impressionou bastante com essa apresentação em específico (e um ponto de vista mais técnico do programa) foi algumas das escolhas de tomadas de câmeras e alguns posicionamentos bastante criativos, existiu uma liberdade com a direção da apresentação que tornou o número visualmente ainda mais interessante. E além dos comentários extremamente positivos, como a comparação de Simon já mencionada e os elogios dos demais jurados, o seu VT também não apresentou nada de alarmante, ainda que mencionasse as críticas merecidas que recebeu na última semana.

Então como uma artista que detinha um enorme favoritismo acabou sucumbindo à eliminação? Tudo que dissermos segue como suposição até a revelação das estatísticas de votos no final do programa (as quais iremos abordar em maior extensão no texto da final), mas precisamos entender o fracasso de Shan em angariar votos. Eu não sei se houve uma complacência de sua base ou se ela nunca foi forte como imaginávamos para começo de conversa, mas não deixa de ser surpreendente de ver quem achávamos que apresentava alguma competição real a Dalton ter um rendimento tão pífio nas votações.

O problema com toda a polêmica que o próprio programa se enfiou é que quem mais sai prejudicado no processo é quem sobrevive aos escombros de uma eliminação traumática como essa, no caso Acacia & Aaliyah. As condições a que chegaram nesta semana e o tema certamente as colocaram em uma situação ainda mais complicada, seria difícil permanecerem no tema sem forçarem um arranjo com a orquestra, mas me surpreendi com a decisão criativa de apresentarem uma canção original. Não existe nada de brilhante em “Act Your Age”, no entanto, é um grande compilado de rimas simples e referências a outras músicas que elas mesmas já cantaram durante a temporada, mas que funciona em contraste ao fraco desempenho da semana passada e todas as críticas de falta de energia daquela apresentação. Falando do uso da orquestra, achei curioso e conveniente as citações na letra aos instrumentos e o uso dos violinos na ponte da música, porém o arranjo em si ficou bacana e foi uma forma inteligente de estar no tema sem necessariamente cantar algo no tema (uma coisa que faltou a Brendan e à Bella, por exemplo).

Por outro lado, o programa estava consciente que se não se esforçasse o suficiente, se não atirasse todos os seus recursos para produzir um número capaz de gerar votos o suficiente para mantê-las fora dos menos votados, teria sido um esforço perdido e despendido desnecessariamente. A questão é que o programa não precisava obrigatoriamente mantê-las fora dos menos votados, ficar acima do último colocado era o suficiente para forçar uma decisão dos jurados a seu favor e é onde Bella entra na discussão (ao qual daremos sequência mais adiante). Mas o programa foi um pouco além.

Acacia & Aaliyah vs Shan Ako

Quando Dermot anunciou o “sing-off”, eu esperava que teríamos outra decisão majoritária e uma conclusão ainda mais polêmica com uma eliminação de Shan diretamente pelos jurados. O duelo em si não foi nada brilhante, vimos a dupla repetir pela terceira vez na temporada (e pelo terceiro “sing-off” seguido reprisando uma música que já interpretaram antes) “Bang Bang” de forma pouco inspirada (e uma desafinação gritante de Aaliyah na maior nota da canção) e uma Shan ficando um pouco aquém das expectativas com “Rise Up”, parecendo bastante nervosa. O empate (2-2) ocasionado por Ayda Field que levou a decisão para o desempate com os votos do público, foi um grande ato de encenação e digno de Oscar para a esposa de Robbie Williams. Não é como se o programa nunca tivesse usado o desempate por “deadlock” e revertido a decisão para os votos do público antes para manter alguém claramente inferior na disputa sem parecer tão arbitrário e sim “mais justo”. O caso da eliminação de Lucie Jones contra Jedward em 2009 é só o mais notório de um passado vasto de situações como esta.

Se por um lado os jurados deveriam manter uma postura imparcial e utilizar o “sing-off” para reparar injustiças e distorções que o voto popular pode causar, sabemos que ele é apenas mais um dos recursos para a produção manter o controle da competição. No fim, o problema não foi a decisão dos jurados (ao menos desta vez), mas sim o fato de Shan ter recebido menos votos que suas adversárias. Quem deveria receber as maiores críticas em primeiro lugar é o público britânico que deixou de votar por ela.

E não foi apenas por ela. A eliminação automática de Bella Penfold por ser a menos votada da semana era uma bola mais do que cantada e até mesmo ela parecia muito confortável e consciente de seu fim, conversando a todo momento com suas companheiras de categoria e assegurando a elas, especialmente à Scarlett, a todo momento que era ela quem sairia durante o anúncio. O processo de desconstrução de estilo da Bella por parte de Simon Cowell, que parecia não saber o que fazia com ela, pode ser usado como uma muleta para justificar seu destino. Cada vez mais distante do que fez ela ter ganhado destaque nas fases iniciais da disputa e se limitando a fazer versões insossas de músicas que não representavam seu estilo, é difícil não ser crítico ao processo que sofreu durante os “Live Shows”.

Ao contrário das últimas duas semanas em que ela foi atirada ao palco sem trazer seu rap e ficar restrita exclusivamente a um cover genérico, sua versão de “Strong”, da London Grammar, ainda tentou encaixar um ou outro verso entre os refrãos, porém o que vimos foi mais uma performance morna e sem vida. Tirando sua relação com seu pai demonstrada, o VT de Bella foi problemático, mostrando-a se questionar se é boa o bastante e duvidando de si em relação aos seus adversários. Seguindo o tom negativo do VT e trazendo um tom crítico, os comentários dos jurados teve Louis Tomlinson questionando a escolha da canção, Nile Rodgers achando que ela não mostrou o seu melhor e Ayda Field dizendo que esperava algo diferente e decepcionada com a apresentação. A resposta de Simon às críticas? Dizer que não se importava. A eliminação de Bella era esperada, mas é sempre desapontador ter sido causada por insuficiência e pelo descaso de Simon, reforçada pelo desastre do VT.

DE CLASSE EXECUTIVA

Antes de prosseguirmos com o restante das análises sobre as demais apresentações, volto a levantar exatamente a mesma discussão que tivemos um ano atrás, com certa adaptação. Não é habitual do programa termos uma final com quatro finalistas, a única exceção foi em 2010 quando o programa contou com Matt Cardle, Rebecca Ferguson, One Direction e Cher Lloyd como finalistas. A noção da época era de que o programa tinha um interesse comercial nos dois últimos e sabia que não conseguiria colocar ambos a frente de Cardle ou Ferguson, e a final era uma boa plataforma para o lançamento de carreiras. Dito isto, não consigo enxergar motivos para que a produção queria reproduzir esta anomalia, ainda mais com todo o desinteresse apontado previamente. Não temos uma confirmação do formato da semifinal, então tudo me leva a crer que teremos a repetição do que foi feito no ano passado, em meio a todo o caos que a mudança de formato ocasionou, eliminando um concorrente ainda no sábado e outros dois no domingo.

Scarlett Lee

Dito isto, acredito que nos encaminhamos para uma semifinal com um caráter mais previsível do que o resto desta temporada tem apresentado. Acho muito pouco provável que os finalistas fujam daqueles que têm recebido maior destaque, que tem tido mais envolvimento da produção e que despontam nos mercados de aposta. Por isso, Scarlett Lee é o primeiro nome que eu vejo com quase certeza para a final. Desbancando o favoritismo inicial de Shan e se apoiando em uma base que provavelmente foi construída em sua participação fracassada no ano passado, Scarlett tem sido uma grata surpresa considerando tudo o que criticamos nas fases pré-“Live Shows”. Abrindo o programa desta semana cantando “Can’t Take My Eyes Off You”, vimos uma Scarlett mais solta no palco, conduzindo uma apresentação de forma muito correta mesmo com seus risos nervosos (ou seria de constrangimento?). Fiquei surpreso com o quanto eu gostei desta performance e como Scarlett, mesmo com uma música marcada, não soou tão datada quanto eu esperava. Do ponto de vista artístico, sabemos que ela é uma cantora com bons vocais, mas com zero perspectiva de futuro comercial, entretanto, na situação atual em que o programa se encontra, é a única concorrente de uma categoria senão “Boys” a ter chances de figurar na final, acho pouco provável que o programa queira coroar uma hegemonia de Louis Tomlinson (seria um fiasco de temporada ainda maior do que já tem sido).

É impossível falar de final e não falar do eventual vencedor Dalton Harris. É muito pouco provável que tenhamos um outro resultado a não ser a coroação do jamaicano como o primeiro vencedor estrangeiro da história do programa. Um levantamento feito pelo TellyStats, que compila estatísticas de engajamento, visualizações e do mercado de apostas, mostra um Dalton com 74% de chances de vencer o programa em um universo que ainda continha os oito participantes até então, números impressionantes que superam qualquer outro vencedor na história do programa em um ponto equivalente da disputa, incluindo aqueles que tiveram vitórias com larga vantagem, como Matt Cardle e Ben Haenow. E tudo isso por conta da reprise de sua canção de “Judges’ Houses”, “Listen”, de Beyoncé. É impossível qualificar tudo o que Dalton fez nessa música sem repetir todos os outros adjetivos que já utilizei para ele nesta temporada, mas o show vocal, a condução técnica, a habilidade em contar a história da música e transmitir a emoção que ela exige não são deste planeta. Se Dalton fosse apenas um cantor genérico, eu estaria muito incomodado com sua vitória imbatível, mas ele não é. Dalton é um artista excepcional e especial. Um ponto fora da curva em um ano pouco produtivo. O arranjo com a orquestra ficou divino, o staging combinou perfeitamente com a performance e já denomino esta a melhor apresentação da temporada e uma das melhores apresentações desta música neste programa (e olha que temos o dueto entre Alexandra Burke e Beyoncé para traçar comparações).

À CLASSE ECONÔMICA

Apesar de achar que a terceira vaga seja de Anthony Russell com bastante tranquilidade, eu consigo imaginar um cenário em que a produção possa forçar sua saída por compreender que ele apresenta certo perigo. Já falamos sobre sua conexão e seu apelo popular, e assim como Scarlett, o seu passado no programa tem certo peso na disputa. Sua apresentação essa semana, com “Beyond the Sea”, por outro lado, não foi tão memorável. Eu entendi utilizar a semana para cantar a mesma música de sua audição original lá em 2007, senti que ele conseguiu se movimentar pelo palco com mais naturalidade e não notei grandes problemas vocais, ao menos problemas que me incomodassem, mas achei tudo muito sem graça, sem carisma e apático, principalmente se comparar com a grandiosidade e com a energia com a qual ele interpretou “Eye of the Tiger” na última semana.

O meu grande medo na temporada, honestamente, é ver Brendan Murray ser carregado inexplicavelmente para uma final de forma surpreendente. O maior erro da temporada, até aqui, foi não ter se livrado de Brendan quando teve a oportunidade, onde vemos ele conseguir reforçar sua base de votos com o apoio do seu demográfico local e com o apoio da fanbase de Louis Tomlinson. Cantando “Say Something” nesta semana, desviando do tema da mesma forma que seu mentor desviava de solos quando era participante deste mesmo programa, Brendan teve um bom desempenho, com uma escolha que funcionou para seu timbre e que teve uma execução competente. Para Brendan chegar na final, acredito que vai depender do fracasso de Scarlett ou de Anthony, com o segundo parecendo ser um alvo mais proeminente, ainda que ache algo um pouco improvável.

Agora, se há alguém que eu duvide que consiga chegar à final, esse alguém é Danny Tetley. E não é nada contra a figura de Danny, é só que a sensação geral é de que ele chegou em um ponto que não consiga sobreviver além da semifinal. Por exemplo, sua apresentação de “Big Band” cantando “My Way” foi um roteiro de “pimp spot” extremado construído para sua manutenção nesta semana. Se não houvesse choro de Ayda, se não houvesse uma série de elogios exagerados e se a ordem fosse diferente, acredito que Danny correria riscos de eliminação e isso era algo que a produção estava tentando evitar, afinal, se ele saísse seria o fim dos “Overs” uma semana antes do desejável. O tema e a apresentação são o espírito de Danny, foram meticulosamente pensados para que ele se desse bem e foi isso que aconteceu. A apresentação funcionou com um arranjo muito bem construído e a orquestra fez do número algo mais interessante de se acompanhar, mas é difícil não carimbar os rótulos rotineiros de cafonice, breguice e chatice, e é difícil pensar que isto tenha espaço em uma final de X Factor.

*

Assim sendo, encerramos a quinta semana de “Live Shows” que contou com apresentações de qualidade mistas e eliminações questionáveis e controversas. Com o programa se aproximando cada vez mais de sua final, a vitória de um concorrente parece inevitável e as linhas da disputa parecem estar mais claras do que nunca. Para a semifinal, temos a confirmação de que os participantes cantarão músicas do ABBA, com a participação anunciada de Benny Andersson, de Björn Ulvaeus e do elenco do longa Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!

Encerro o texto desta semana querendo saber mais do que nunca suas interpretações sobre este final de semana e as expectativas para a semifinal: o que acharam das eliminações de Bella e de Shan? Quem estará na final ao lado de Dalton? O que esperar da semifinal? Participem nos comentários.

Xtra 1: A respeito de Ayda Field e repercutindo o que disse sobre ser uma excelente adição ao painel no texto da última semana, reforço meu ponto. Não é porque infligiu a eliminação à Shan que faz dela uma jurada menos sensacional. As circunstâncias (leia-se: a produção) a obrigaram a tomar a decisão de levar ao empate e a eliminação foi feita pelo público. Superemos.

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Xtra 2: Simon Cowell levantou para aplaudir todas as oito apresentações e isso é sintomático, mostra o quanto ele perdeu seu critério de qualidade nos últimos anos e o quanto isso reflete na qualidade também do programa. Se ele está satisfeito com o nível atual, porque esperar que o programa melhore no futuro?

REVISÃO GERAL
Nota:
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