
Jamanta não morreu!
Spoilers Abaixo:
Decepção define a minha sensação ao ver a resolução de um dos principais cliffhangers da temporada passada. Não adiantou fazer novena, não adiantou acender 90210 velas de sete dias. Pintosson continua vivinho da Silver. O sonho durou exatos 16 minutos. A série iniciou seu 5º ano perdendo a chance de se livrar do seu personagem mais aleatório e sem carisma.
Devo dizer que achei louvável a decisão dos produtores de continuarem a história exatamente de onde ela terminou. Passagens de tempo são um recurso muito utilizado, que geralmente revelam uma preguiça dos idealizadores em mostrar como as personagens lidaram com algum plot pirotecnicamente pensado para encerrar uma temporada.
O acidente de Dixon foi belissimamente executado. Revendo a cena, a gente repara na riqueza de detalhes e um chroma key bem utilizado, com um corte perfeito que realmente deixa a sensação de que o caminhão acertou o carro enquanto as pessoas estavam dentro. O problema é que rever a cena nos faz perceber que Pintosson não teria como ter sobrevivido, a despeito da explicação dada pelo legista. A colisão aconteceu exatamente no local onde ele estava (o banco frontal, no lado do carona), todos os outros três passageiros ficaram dilacerados e ele, num lance de fazer inveja a Chuck Norris, foi arremessado para fora do veículo e sobreviveu, apesar de estar em estado grave.
E mesmo estando no hospital, entre a vida e a morte, Dixon dá mostras que é o campeão em fazer merda. Por causa dele, os personagens foram fazendo cagada atrás de cagada, um após o outro, como acontece quando a lanchonete da faculdade vende maionese vencida.
Cagada n° 1:
Como se não bastasse ter largado a parceria com Adriana para seguir carreira solo, ainda sofre acidente de carro justamente no dia que zilhões de possíveis contatos profissionais iam assistir sua performance.
Cagada n° 2:
Por estar desiludida com o abandono de Dixon, Adriana conheceu o boy magia Taylor Willians no bar, levou ele para o quarto e fez o bofe sem nem dizer qual era seu nome! Particularmente, adorei ver a boa e velha Adrianinha em ação. Mas alguém duvida que vai dar merda quando ela voltar a namorar Dixon e ele descobrir que o bonitão com quem ela transou está na cidade?
Cagada nº 3:
Ted aceitou o pedido de Silver e colocará um bebê na barriga dela. Neste caso, a gente até perdoa porque sozinha ela seria capaz de fazer merda de qualquer jeito. Mas é imperdoável levar Ted a se meter nessa situação só porque passou o dia vagando entre necrotério e hospital. Culpa dele, again!
Cagada nº 4:
O acidente acabou marcando o retorno de Debie à série. Aliás, quero saber now o nome da companhia que realiza a ponte aérea Paris-Beverly Hills. Certamente ela opera no Brasil porque deve ser a mesma que o elenco de “O Clone” utilizava para ir ao Marrocos.
Max e Naomi (thank god!) correram por fora de todo esse dramalhão e fizeram suas próprias cagadas. Mal arruinaram um casamento e já saíram de limusine para Nevada, em busca da própria união, bateram o veículo de luxo, foram cúmplices de um assalto, acabaram presos e, por fim, se casaram numa delegacia! Eu poderia reclamar do rumo que estão dando para Naomi desde a quarta temporada. Acho mesmo que não combina com uma personagem que já foi tão densa e passou por dramas realmente importantes, como o estupro. Mas quer saber? Liguei o “foda-me” e me diverti pra caramba! Impressionante o timing de comédia de AnnaLynne McCord. Ela merece ter uma sitcom na CBS!
Por último, mas não menos importantes, os vilões! Ah, os vilões! Como eu gosto desses seres humanos que surgem e prometem atrapalhar a vida dos mocinhos insossos. Primeiro foi Vanessa, que voltou toda trabalhada na maldade, disposta a obrigar Senhor Tanquinho a cumprir um contrato de US$ 200 mil e rodar na Bolívia. Ainda não entendi qual foi a do olhar macabro ao final, quando o flagrou ao telefone falando sobre o incêndio no boteco. Mas boto fé na personagem e espero que ela faça tudo o que não foi capaz de fazer na 4ª temporada. 90210 precisa de bitches, já que nossas vadias originais acabaram buscando caminhos de redenção (Adriana) e de pastelão (Naomi).
O outro vilãozinho que apareceu foi Alec, melhor amigo e sócio de Max. Ele já está todo cheio da inveja e quer impedir que Naomi machuque seu amigo novamente. Senti um quê de homossexualidade ali e por isso já digo: não gostei dele. 90210 já tem uma biba e o nome dela é Ted! Não precisamos de você!
O que eu aprendi neste season premiere de 90210?
– Bombeiros são seres humanos facilmente enganáveis. Vai ficar mais fácil realizar aqueeeele fetiche;
– Você pode namorar o boy, ser amiga de toda a galera, mas se sair do elenco da série, ninguém vai sequer te dar um telefonema para contar que o fulano tá internado. Um doce para quem souber a quem me refiro;
– Se eu fosse o Dixon, me mataria. Não por ter ficado tetraplégico, mas simplesmente por ter que ser o Dixon por mais 22 episódios;
– O irmão dela pode estar quase morto no hospital, mas continuo não me importando com o sofrimento de Annie;
– Brow code não vale para amigos gays quando resolvemos engravidar a mulher que você ama;
– Carly Rae Jepsen tem outra música.
“Till Death Do Us Part” marcou o retorno da série para as segundas-feiras da The CW, fazendo dobradinha com o outro sucesso teen do canal, Gossip Girl. Claro que estou sendo irônico. Essa premiere marcou uma audiência pífia. Se você pretende continuar assistindo a série e torce para uma renovação, é bom cruzar os dedos para que as novatas registrem audiências igualmente medíocres. Assim como o título do episódio sugere, seguirei firme e forte assistindo 90210 até que a morte, ou o cancelamento, nos separe.














