
Cadê Serena?
Spoilers Abaixo:
“Where is Serena?”. É com essa pergunta tão tradicional, ouvida ao longo desses seis anos na abertura que começa a última temporada de Gossip Girl, que vai deixar alívio para alguns e saudade para outros. Como o cancelamento foi anunciado durante a temporada anterior, é hora de esperar por um fechamento digno, muito embora a recomendação máxima seja para que ninguém mantenha as expectativas muito altas. Os produtores e roteiristas prometem a revelação bombástica da identidade da fofoqueira que aterroriza a alta classe de NY, mas é aí mesmo que pode estar um tremendo tiro no pé. Nunca saber talvez seja muito mais interessante, mas vamos pagar para ver. Nunca é tarde para surpreender.
Para quem estava roendo as unhas por essa Season Premiere, a coisa toda pode ter sido um tantinho decepcionante. Nada além do trivial de qualquer inicio de temporada de Gossip Girl. Um episódio monótono pelo desgaste de uma fórmula que cansou já na Season 2 e que poderia ter sido mil vezes mais interessante se não fosse justamente pela grande pergunta.
Onde estaria Serena? Drogada, na sarjeta, capturada por algum sheik árabe que gosta de loiras glamourosas, internada num hospício? As possibilidades citadas por Georgina, que vem com tudo para ajudar Dan a escrever o livro mais venenoso (com identidades e histórias reais!) sobre a elite de NY, eram muito mais interessantes do que foi a verdade. E essa busca durou mais do que a metade do episódio, sem realmente desenvolver alguma coisa sólida para a temporada.
Sabemos apenas que Nate Samambaia já sabe quem é a Gossip Girl e que tem um vídeo que provaria sua identidade. Pelo menos é isso o que ele acha que aquele vídeo contém. Pode muito bem ser apenas alguma avulsa que pagaria o pato pela verdadeira Gossip Girl. De qualquer forma, é usando o tal vídeo como chantagem que Nate consegue saber do paradeiro de Serena e quando a turma toda se encontra, no meio do nada, para flagrar “Sabrina” em sua nova vida, a grande polêmica (e que seria um bom final para o livro de Dan, só que ao contrário) Serena arrumou um macho rico avulso que a sustente. Só isso.
O lance de eles acharem que aquela festa era o casamento de Serena/Sabrina foi bem idiota, o que só piorou quando revelaram ser um casamento gay, de amigos do macho avulso de Serena. Vergonha alheia define o momento e a sensação de ver essa sequência.
A única coisa que se salva disso tudo são as caras de paspalho de Dan, que cortou aquela juba e conseguiu piorar a situação capilar, ficando apenas com um tufo em cima da cabeça, mas tudo bem. Ele surgia com comentários engraçados, do tipo “eu nem sei por que estou aqui” ou “eu não tenho nada com isso” e sempre levava uma bordoada de Blair ou um olhar ferino de alguém.
Foi um bom alívio cômico. Claro que Dan tinha que ser recalcado e dizer para Blair que ela está cometendo um erro ao escolher Chuck, mas o olhar de peninha de Blair deu o recado. Caso Dan não tenha entendido, o olhar dizia: “Gato, não rola com você. Desculpaê”. Do jeito que Dan e Georgina estão próximos não vou estranhar se surgir alguma coisa daí, fica o comentário só para constar. Georgina, aliás, faz ótima dobradinha de humor, ao lado de Dan, mas ela sempre é divertida então a gente tem a tendência de comentar menos.
Chuck e Blair se uniram com sexo tórrido em Monte Carlo e depois se separaram. Ele para se vingar do papai-defunto-zumbi-que-voltou-dos-mortos, Bart Bass e ela para se tornar uma grande empresária de moda, assumindo o negócio da mãe. Parece bem claro que eles vão terminar juntos, inclusive porque quem shippa o casal vai invadir a CW e matar alguém se isso não acontecer. Também acho que é mais coerente e mais justo, apesar de ter adorado o curto período “Dair” que vivemos na série.
A grande questão que tentam colocar, porém, é sobre a amizade de Blair e Serena. Como se as duas fossem Meredith Grey e Cristina Yang (só quem vê Grey’s Anatomy vai entender, mas é a comparação perfeita), almas gêmeas que não podem ficar separadas por muito tempo, apesar de cada uma levar sua vida. Meu problema com essa trama é que no próximo episódio tudo estará resolvido, com as duas armando mil e umas para conseguir alguma coisa bem inútil.
Para completar, temos a situação no núcleo idoso da série, com Lily em seu casamento de interesses com Bart, querendo mandar na vida de Rufus, que nem largado e humilhado toma vergonha na cara e para de pensar nessa mulher. Mais ainda, Rufus é vítima da manipulação de Ivy, que consegue até seduzi-lo. Parece que existe um plano megaevil entre ela e Charlie.
Daí, talvez, saia alguma coisa mais suculenta para comentar, mas por enquanto, como se pode ver, não temos que dê aquela sensação de final e de despedida. Os fãs merecem muito mais do que o ‘feijão com arroz’ (sem tempero) para a temporada de encerramento de Gossip Girl.
P.S* Bolão de quem é a Gossip Girl rolando. Façam suas apostas!
P.S* “Esse pode muito bem ser meu último outono”. Pequeno detalhe no voice-over da Gossip Girl.














