Um outro lado de Ingrid.
Todos somos bons e maus, é essa combinação que torna a vida mais interessante e menos previsível. Com a motivação certa, arrisco dizer que todos somos capazes de tudo. Uma atitude ou decisão nem sempre é suficiente para nos rotular como boas ou más pessoas.
Esse episódio foi um presente para mim, que tanto comemorei a dualidade de Eletric Avenue, com Wendy disposta ao condenável para manter sua irmã a salvo. Essa semana foi a vez de Ingrid, que de tão apaixonada pelo bruxo adorador do demônio, desafiou sua família para viver esse amor numa casa onde orgia sangrenta constitui normalidade. Essa mansão dos Archibald tem história, hein?
Quando uma série nos provoca com tantos mistérios, é importante receber algumas respostas ao longo das semanas, assim nutrimos nossa relação e não fica cansativo para o espectador, que gosta de ser provocado, mas que também carece de um carinho em troca. O carinho aqui foi o fim do mistério de Ingrid, de sua “queda” e seu vestido em um dos episódios com mais revelações, ação e reviravolta até agora.
O brownie da memória deu larica e permitiu que a bruxinha regressasse até a vida em que ela viu na foto e descobrisse sozinha o que sua mãe e tia negaram compartilhar sobre seu passado. Ingrid sempre me surpreende com suas reações. Acreditava que a veríamos ainda no luto por Adam, mas não. Achei que ela fosse ficar enfurecida com Wendy, mas ela pareceu mais estar magoada e optou apenas por evitar a companhia da tia. Ser surpreendida é sempre bom, isso instiga minha curiosidade acerca da personagem, que parece ser muito mais complicada e rica do que a bibliotecária tímida que conhecemos até agora. Se o motivador de Wendy para o condenável é proteger sua família, Ingrid está disposta ao mesmo por amor: um feitiço que prende Adam no plano dos vivos, o abandono de sua família para viver com Archibald.
Não importa a vida, Wendy sempre fará de tudo pela sua família. A morte de Ingrid foi um acidente, mais uma vez sua intenção era proteger outra Beauchamp. Ficou mais bem explicado desde quando as irmãs não se falavam e os detalhes do por quê. Por menos intencional que tenha sido, foi a filha de Joanna que morreu e ela acreditava que essa tragédia poderia ter sido evitada se sua irmã tivesse dito a verdade sobre o romance de Ingrid. Ninguém pode julgar Joanna por ter precisado de algumas vidas para poder se reaproximar de Wendy.
A grande reviravolta da história de Ingrid (que ofuscou todo o resto do episódio, mal aê Freya, nem os irmãos lindos, nem o bolor da morte foram páreo) é que Joanna está enganada e a filha de Archibald não morreu coisíssima nenhuma, ela está linda e loira na pele da sogra de Freya. O que muito me alegra, pois adoro as participações de Virginia Madsen e seu plot acaba de ficar muito mais interessante. Com bruxas tão poderosas em cena, seria muita coincidência que Penelope/Athena entregasse aquela foto por puro fruto do acaso. Ela está claramente manipulando Ingrid e me pergunto se a loucura de seus filhos por Freya não seria fruto de um feitiço dela para se aproximar ainda mais das Beauchamps. Ou ainda melhor, estariam eles a par de todo esse babado e seriam, portanto comparsas de sua mãe para vingar vovô?
Penelope/Athena também é uma bruxa de várias vidas? Ou é imortal e o passar do tempo é diferente para ela? Como ela conseguiu estar nessa vida com muitos mais anos que Ingrid? Ela esperou ou provocou esse momento para se vingar de todos os Beauchamp de uma vez? Seus grandes planos para o casamento significam que sua vingança se dará nessa data?
Com o melhor flashback eveeeer acontecendo, não consegui me empolgar com a possível antecipação do casamento, cada vez mais ameaçado com a proximidade e química de Freya com Killian. Nem com a plantação do bolor da morte no subsolo da mansão, mesmo com Dash tateando a bolinha e possivelmente anulando o feitiço de Freya.
Falta muito para o próximo episódio?














