
Vegas é HOT HOT, BANG BANG.
Spoilers Abaixo:
O Filipe está de férias e vou fazer a review por ele essa semana. Fiz uma maratona desses quatro episódios, e confesso que a série não me conquistou por inteiro. Não é ruim, mas essa área cinzenta do meio termo incomoda porque ela tem tudo pra ser ótima e não vai tão longe. A começar pelo elenco estrelado. Adoro os principais e até as participações são ótimas. Gosto da premissa da série, da década, da cidade, enfim, gosto de todos os elementos que estão ali. O que não me comove são os “casos da semana” e em uma série procedural, eles importam e muito.
Talvez esteja muito no começo para fazer esse julgamento, pois nessa altura do campeonato, os casos ajudam muito mais a contextualizar a história do que qualquer outra coisa, mas ainda assim eu esperava algo mais envolvente, como os casos de CSI ou The Good Wife, exemplos que vieram a tona agora. Mas, até agora, minha opinião é de que a série não vai se garantir somente com os nomes de peso.
Acho mais interessante o bate-testa entre Vicent Savino e Ralph Lamb do que a investigação da morte da arrumadeira negra, que parece ter sido assassinada por alguém do sindicato. A pokerface do mafioso e a folga do xerife são uma delícia de se ver, puro entretenimento canastrão.
As reviravoltas do caso não o tornaram mais interessante. Primeiro suspeito, moço do sindicato. Água. Opa, era o cara que veio dar recompensa, ele era o amante. Ah, não. Ele era o pai. Tudo bem, mesmo assim foi ele, para o segredo não vir a tona. Não também? Ah, então foi o meio-irmão, drogadito? Poxa, também não? Três suspeitos depois, foi a colega de trabalho invejosa, que foi de “isso não prova nada” para “tome aqui minha confissão, já que você entende como a minha vida é injusta, Seu Dennis Quaid”. História ruim, mal construída, boba.
Já pros lados do Cassino, os acontecimentos são mais interessantes e mais envolventes. Savino não consegue o que quer tão facilmente, sofre um atentado (escapa fácil demais dele, mas vamos deixar quieto), recebe a visita do pai da Mia e compromete parte do seu lucro para não ter problemas com o chefão de Chicago. Quando vi a cena do carro, achei que a solução para seus problemas seria outra explosão, mas foi um velho e bom assassinato a queima roupa. Em apenas 4 episódios, Vegas já me faz esperar o previsível. Uma pena.
O que descrevi nos dois parágrafos acima é outra coisa que me incomoda. Temos dois universos: xerife honesto/justiceiro e seus casos a serem resolvidos versus mafioso do cassino que quer dominar a cidade inteira. Às vezes os enredos parecem crescer em direções opostas, deixando o clima de duas séries em uma. Não sei como eles podem resolver a situação e costurar o caminho dos dois antagonistas sem cair no repetitivo, mas é muito desperdício não fazer melhor uso de Dennis Quaid e Michael Chiklis no mesmo quadro. Alguns esbarrões por episódio não configuram bom uso.
Os romances estão sendo lentamente construídos, eles não podem ser maior que a trama principal, então não tem destaque. Atores e roteiristas estão fazendo um belo trabalho com o pouco tempo que tem para dar vazão a isso, e talvez seja minha porção menininha falando mais alto, mas as cenas entre o xerife e Katherine são tão pontuais quanto provocantes, no sentido de deixar o espectador querendo mais. E em (Il) Legitimate, tivemos o começo (frustrado) do romance entre Mia Rizzo e Jack Lamb, o marotão safado. E frustrado justamente pelo personagem mais antipático da série, o D.A. Rich Raynolds. Não tenho certeza se minha antipatia é com o personagem ou com o desempenho do ator, mas em minha opinião, ele destoa e é o mais previsível de todos os clichês.
Se Vegas já teve tempo de conquistar fãs, que esses me desculpem, mas ela não fez o mesmo por mim.
P.S.: Contrária à minha opinião, a audiência americana vai bem para os padrões da CBS e essa semana Vegas garantiu uma temporada completa.











