Ah, como você fez falta… 

Certa sábia (minha mãe) disse uma vez que, quando apostamos todas as fichas em alguma coisa e ela trai a nossa confiança, a melhor coisa a se fazer é aceitar a derrota, aprender com sua decepção e seguir em frente. Em 2013, quando o Serie Maníacos retomou sua cobertura do X Factor UK, enchi o peito para dizer o quanto o original era melhor que seus derivados. Não que não houvesse motivos para isso, mas a verdade é que a décima temporada foi um #IceBucketChallenge na cabeça dos fãs e, claro, do reviewer que muito prometeu. Foi um processo de um ano aceitando a derrota e aprendendo com a decepção. Felizmente, a ITV, emissora responsável pela atração, me ajudou a seguir em frente em grande estilo (o canal por assinatura Sony também deu uma forcinha).

Claro que o tardio cancelamento da versão norte-americana veio a calhar em um excelente momento. Foi ele o responsável pelo retorno de Simon Cowell, e sem dúvidas o fato do magnata da indústria fonográfica também estar passando por um processo pós-quebrada de cara fez toda a diferença para que a preparação para esse novo ciclo tomasse a proporção que tomou. Tendo nas costas a série de fracassos que foram as três temporadas exibidas nos EUA, Simon, mais do que nunca, tinha muito a provar. E começou a mexer os seus pauzinhos para isso.

O “pauzinho” mais importante foi, inegavelmente, a volta de Cheryl (não será usado o sobrenome artístico dela, por motivos de que a qualquer momento ele pode ser alterado). Jurada mais querida entre 99,9% dos fãs da franquia, a cantora viveu uma verdadeira montanha russa no que diz respeito em relação ao X Factor. Abandonou a versão britânica para fazer companhia a Simon na primeira temporada do XF US, mas foi demitida e substituída por Nicole Scherzinger. Depois disso, viveu sob as especulações da mídia do Reino Unido, que sempre afirmava que ela estava negociando seu retorno ao show, o que nunca aconteceu. Mas, ao final do que imagino ter sido uma negociação trabalhosa que culminou na assinatura de um contrato bastante interessante para sua conta bancária, finalmente foi confirmado: Cheryl estava de volta. Os fãs foram à loucura.

Para quem não a conhece, talvez seja difícil entender essa admiração tão concentrada em uma pessoa só. E é realmente injusto julgar quem não entenda o porquê da volta de uma “desconhecida” ser mais aclamado do que uma eventual recontratação de uma Britney Spears ou uma Demi Lovato, afinal, em nível mundial, o nome de Cheryl não é nada se comparado ao das duas artistas citadas. Mas, tratando-se de fãs do X Factor, a lista desses porquês é extensa e relativamente fácil de enumerar.

Em suma, basta dizer que a cantora, embora não muito conhecida no Brasil, é uma das personalidades mais queridas do mundo pop britânico (uma conferida rápida em seus singles, principalmente os hits “Fight For This Love” e “Call My Name”, dão uma ideia do porquê), e deu um brilho ao X Factor nos três anos nos quais participou da bancada, que nenhuma outra jurada conseguiu proporcionar. Foi uma junção de carisma, trabalho competente, entrega, amor evidente à sua função no programa, e, por que não citar, uma beleza hipnotizante, que fizeram de Cheryl um nome inesquecível e que pululou nos sonhos dos fãs durante três anos, até que finalmente essas preces foram atendidas.

Junto a ela, Simon colocou Mel B, figura familiar ao público – dessa vez, mundial – e conhecida por seus comentários diretos e brutalmente sinceros, o que faz dela uma quase versão feminina de Cowell. E, por fim, Louis Walsh, que já virou uma instituição sagrada da atração e segue com sua cadeira cativa desde a primeira temporada.

No papel, esse time seria facilmente um sério candidato na briga pelo título de melhor painel de jurados em um reality show musical. Mas, voltando ao primeiro parágrafo, a vida e o entretenimento pregam peças. Em 2013, prometi em nome do programa e ele não cumpriu. Nesse ano, só afirmo uma coisa com propriedade: há potencial para o programa sair do fundo do poço onde se encontrou depois do fim da season 10. Mas esse não é um programa que gira primordialmente em torno dos jurados (cof cof), então os candidatos farão toda a diferença para a definição do nível de qualidade dessa temporada.

E essa é uma das dicas que fica para o público que começa a acompanhar o programa agora. A “forcinha” do canal Sony citada no primeiro parágrafo refere-se ao início da exibição do XF UK no Brasil, substituindo na grade a finada versão dos Estados Unidos. O X Factor britânico é um programa diferente do que alguns podem estar acostumados, muito mais focado na música do que nos dramas pessoais de seus competidores. A dinâmica é diferente, o estilo dos candidatos é diferente, o trabalho da edição é diferente; mas a principal diferença está nos resultados alcançados por cada um. E é aí que entra aquela defesa ferrenha feita em 2013 e que mantenho em 2014. O X Factor sempre teve como meta revelar grandes nomes no mercado musical pop, e é mais do que prudente afirmar que um programa que tem One Direction, Leona Lewis, Rebecca Ferguson, Little Mix, Cher Lloyd, Olly Murs, e mais recentemente Ella Henderson, entre tantos outros, para chamar de “suas crias”, tem alcançado êxito dentro de sua proposta essencial. Será que esse ano outro nome nesse nível será revelado ao Reino Unido, ou, quem sabe, ao mundo?

Vamos começar pelo começo: a arrebatadora sequência de abertura.

Ela evidenciou mais uma vez que Simon voltou com a mão aberta, sem medo de gastar alguns de seus milhões para reerguer o nível de qualidade do seu programa. O texto é cheio de clichês, mas para os fãs antigos, ver Cheryl aparecendo pela primeira vez naquela roupa sensualíssima de couro é um deleite. Para os fãs novos, fica a prova de que o empresário não está para brincadeira. O X Factor está de volta e disposto a dar um reset em si próprio.

Infelizmente, esse reset não atingiu a estrutura de audições. Desde 2009, a realização da primeira fase na arena, com uma plateia de cerca de 4000 pessoas, se mostrou eficiente, e momentos como as audições de Cher Lloyd e Olly Murs certamente não teriam o mesmo efeito se fossem realizadas na salinha. Mesmo assim, mantiveram o sistema implementado em 2013, o de audições duplas, onde a primeira é realizada apenas em frente aos jurados, e, se aprovado, o candidato performa em uma “segunda audição”, na arena. Um grande desperdício de airtime, já que simplificar o processo implicaria no conhecimento de um maior número de candidatos por parte do público. Quem sabe no ano que vem não caem na real que essa coisa de audição duas vezes cansa?

De cara, somos apresentados ao duo Blonde Electric.

Parece até um choque de realidade proposital para quem está vendo o X Factor pela primeira vez, porque essas loucas são a perfeita representação de algo que é marca registrada do programa: os joke acts. Ruby e Jesy são completamente delusionais, irritantemente felizes, e cantoras medíocres, mas elas proporcionam entretenimento – mesmo que ele não seja necessariamente bom. Parece até uma versão feminina do Jedward. E é bom falar de Jedward para já alertar quem está chegando agora que, se a categoria Groups cair na mão de Louis Walsh, não duvide que essas meninas vão parar nos live shows. Para um jurado que já levou a dupla de gêmeos, e outros acts caricatos como o brasileiro Wagner, Johnny Robinson e queria levar também Goldie Chang, Blonde Electric é fichinha. E nem Simon se safa, pois já contou com um Same Difference, outro duo de irmãos igualmente periclitantes, em seu Top 3. Não vou ser hipócrita: essa possibilidade nem chega a me assustar, até mesmo porque prefiro ver uma hora de Blonde Electric do que cinco minutos de vencedores como James Arthur.

A sequência seguinte mostra Simon tendo um problema semelhante ao de qualquer viciado em realities musicais: um surto pela overdose de violeiros. O magnata conta com uma sorte que nós não temos (eu pelo menos não tenho), que é a de dispor de uma conta bancária que o permite simplesmente destruir um violão em plena sala de audições só por prazer. É aí que conhecemos o primeiro candidato “sério” da temporada, Reece Bibby.

Reece já traz consigo a notícia de que voltaram a mudar a idade mínima para se inscrever no programa, que já foi 14 anos, 16, e agora voltou para 14. A importância disso? Quanto menor essa restrição, maior é a chuva de criaturinhas que parecem saídas do programa de calouros do Raul Gil, e maior também é o risco do nível de imaturidade dos candidatos nos proporcionar vergonhas alheias como a eliminação de Rachel Crow no XF US ou a pior apresentação que eu já vi em um programa desse tipo, o sing off de Shiane Hawke do XF AU.

Porém, felizmente Reece transparece muito mais maturidade do que as garotas citadas no parágrafo anterior, tanto em personalidade quanto musicalmente. Conseguir, com 15 anos, transformar uma música cantada por uma voz emblemática como a de Sam Smith em algo totalmente diferente, com uma roupagem crua, cool e extremamente bem executada, não é para qualquer um. E Reece se torna uma ameaça ainda maior para a concorrência por ter potencial para conquistar a simpatia tanto do público teen feminino, quanto das tias do sofá que buscam nesses candidatos os genros dos sonhos ou aquele namoradinho da adolescência que por deboche do destino virou aquele tio barrigudo. As “crianças prodígio” sempre causam um grande impacto na primeira aparição; o mistério fica em como elas lidam com a pressão de uma competição como essa e é aí que a maioria delas acaba não correspondendo às expectativas e, consequentemente, não ganhando o programa. Por esse motivo, não me posiciono definitivamente sobre Reece até ver um pouco mais de sua trajetória. Mas sua versão de “Latch” certamente vai se posicionar na minha playlist por um bom tempo.

Depois de Reece, um pequeno combo de adolescentes adentrou a salinha.

Charlie Jones, Chloe O’Gorman e Lauren Platt são todos bons, especialmente as garotas, mas nenhum com força suficiente para se imaginar que cheguem longe na competição. Pelo menos não sozinhos, e por isso não descartaria a inserção de no mínimo um deles em um dos grupos formados no Bootcamp.

A sequência seguinte mostrou que não é só o reviewer que vos fala que é fascinado por Cheryl. Ben Quinlan também é, e provou seu amor com direito a flor colorida e um daqueles momentos awkwards, indo até a bancada e puxando a jurada recém-casada para uma dança. Ao contrário de Britney Spears, que rudemente recusou um presente de um fã durante sua participação como jurada, Cheryl entra na loucura e, mesmo com uma carinha de “WTF!”, corresponde o carinho do garoto com o máximo de doçura que sua sanidade consegue alcançar.

O merecido momento dedicado a exaltar o retorno da ex Girls Aloud segue rendendo ótimas cenas como: 

 

Mas termina em algo nada cômico e bastante emocional.

Amy Connelly voltou depois de 6 anos desde a sua primeira participação no programa, e afirma que a razão para tentar novamente depois de tanto tempo é a volta da jurada que foi quem decidiu por sua eliminação das Judge’s Houses da quinta temporada. Essa menina, que na época tinha 18 com carinha de 15 e agora tem 25 com carinha de 30, é drama card em dobro. Primeiro teve a história da mãe, que tinha falecido quando a filha tinha 7 anos e a consequente relação de grande proximidade com o pai; e agora em 2014, claro, a conexão com Cheryl e o fato de tê-la colocado em lágrimas mais uma vez. O timbre de Amy é inegavelmente bonito, mas teatral demais, e tenho dúvidas de até que ponto ela conseguiria ser versátil e não fazer a mesma apresentação semana após semana, caso chegasse aos live shows. Vale ressaltar também que Amy foi eliminada em 2008 depois de se atrapalhar enquanto cantava e ter um posterior meltdown, e nessa audição novamente cometeu erros, o que leva ao questionamento do quanto ela está preparada, mesmo depois de mais de meia década.

Mas algo me diz que ela tem sérias chances de ir até a última etapa do programa dessa vez. Acredito veemente que o contrato assinado por Cheryl garante que ela pegue a categoria que quiser, e se ela encasquetar de querer ser a mentora de Amy, muito provavelmente será. O que seria interessante, pois Amy tem mais de 25 anos e entraria nos Overs, e Cheryl nunca trabalhou com essa categoria.

Certamente a candidata mais “exótica”, trabalhada no visual vintage e na excentricidade de sua personalidade, Chloe Jasmine foi, ao cantar, totalmente coerente com seu impacto visual. Desde a escolha da música, uma balada de 1948 com instrumentais fortíssimos, até a paradinha que ela dá no meio da sua performance para lançar um sorrisinho misterioso, dissimulado para os jurados, tudo na audição de Chloe exala personalidade e um estilo notório que se sobressai no meio dos demais e torna a modelo – décima colocada no reality show The Face no UK – uma potencial candidata a ter o seu nome lembrado ao fim da temporada. Mas sua ruína pode ser justamente o fato de terem se lembrado dela no ano de 2006, no mesmo programa, onde se apresentou aos jurados (dois deles permanecem no painel, mas não devem estar com a memória tão boa) sem imprimir o mesmo sotaque extremamente puxado com o qual pronunciou suas palavras no primeiro episódio da 11ª temporada. Isso já criou uma imagem de fake e forçada, que pode muito bem gerar uma antipatia por parte do público.

Ao constatar que a premiere estava nos seus minutos finais, e ver Jay James começar sua audição de maneira péssima, errando todas as notas possíveis, fiquei abobalhado em imaginar que a edição arriscaria encerrar esse primeiro episódio com uma audição ruim. Felizmente, antes que eu começasse a buscar explicações plausíveis e estratégicas para fazer uma jogada desse tipo, Jay subiu o tom e melhorou infinitamente, começando a atingir seu objetivo inicial, que era entregar uma performance cheia de alma, intimidade, emoção e, surpreendentemente, vocais muito bons. Dando um jeito nesse registro baixo, Jay James pode ser até um nome promissor, mas a instabilidade e a áurea de Christopher Maloney que paira sobre ele me faz ficar com os dois pés atrás.

O segundo episódio começou com esse mala sem alça aí, que eu ainda estou tentando entender por que diabos foi aprovado e que com certeza não vai a lugar algum na competição. Só o coloquei aí mesmo para lembra-los de que não se deve usar paletó preto com listras e calça jeans azul-sabão-em-barra, fica muito feio. Next!

Mas o nível melhorou meteoricamente com a audição dos meninos do Only the Young. Confesso que tenho não uma queda, mas um precipício por grupos mistos, e ver um com esse grau de qualidade me deixou muito empolgado com a possibilidade de termos um grupo com essa formação nos live shows, o que já não acontece há algum tempo. Tudo nesses meninos transparece preparo: vocais bons, harmonias bem trabalhadas, bonitos, carismáticos, com apelo comercial e já chegaram com uma versão diferente e interessante de um dos maiores clássicos de Elton John, fazendo-a soar facilmente como uma música pop lançada recentemente por eles mesmos. Eu sinto potencial em um competidor quando observo os olhos do Simon fixos com um cifrão estampado em cada pupila, e tive essa sensação com o Only the Young.

A safra de grupos seguiu promissora com a exibição das audições de Concept, Arize e Overload em um combo. Embora as boybands tenham mostrado certa necessidade de trabalho na harmonização (quesito em que Arize demonstrou domínio), todos os três soaram interessantes o suficiente para que eu colocasse os Groups como a categoria mais forte até esse momento.

https://www.youtube.com/watch?v=bsHhAAXY06E

Vivo por momentos de vergonha alheia como esse em que Louis diz na cara desses dois que achou que eles eram pai e filha (não que eu esteja julgando-o, afinal pensei a mesma coisa). Ou quando Kitten aceita imediatamente a proposta de abandonar musicalmente a parceria com o amado para ser aprovada para as audições na arena. O que faz completo sentido, afinal, apesar de não ter demonstrado grande potência vocal, Kitten tem uma boa presença de palco, é bonita e parece haver ali uma faísca de star quality. Cheryl mencionou que faria algumas mudanças e nem é preciso pensar muito para saber que ela está se referindo a cor do cabelo e ao visual extremamente brega. Estou curioso para saber como Kitten vai voltar na arena sem o esposo, e até mesmo se ela vai voltar ainda usando esse nome artístico que, convenhamos, poderia também entrar no pacote das mudanças sugeridas pela jurada.

Olha, dez temporadas de X Factor UK (e mais algumas de outros realities) saturam qualquer um desse estereótipo de cantor de baladas.  É inegável que Andrea Faustini canta muito bem, é afinado, carismático, mas que preguiça. A gente sabe que se esse rapaz for longe, vai empurrar balada atrás de balada pela nossa goela abaixo, e quando cantar algo uptempo vai ser aquele festival de vergonha alheia.

https://www.youtube.com/watch?v=9dD_5vXTBr0

O último combo desse primeiro fim de semana foi composto por mulheres da categoria Overs: Helen Fulthorpe, Michelle Lawson e Chloé Thwala. Todas muito boas vocalmente, mas principalmente Chloé me chamou a atenção e gostaria de ter visto sua apresentação completa… principalmente considerando o desfecho do episódio.

Não tem como negar que a audição de Lindzi Martin foi desastrosa. Mas deve ser realmente muito mais difícil dizer a cruel verdade de que uma carreira musical não é um sonho palpável para uma pessoa como ela do que para aqueles loucos delusionais e arrogantes que aparecem no programa. Isso me lembrou até mesmo aquela audição de um rapaz que participou do mesmo reality show no qual Cheryl foi vencedora juntamente com as garotas do Girls Aloud, em que a jurada abandonou a mesa pois não achava justo fazer parte daquela decisão. Felizmente, Simon e Cheryl fizeram o papel de voz da razão nesse caso. Lindzi errou a maioria gritante das notas, sucumbiu à pressão do momento e não deixou dúvidas de que mesmo a experiência que os anos lhe proporcionaram não foi suficiente para lhe dar o preparo e a técnica necessários.

O mais estranho foi que nesse clima de velório que encerraram a primeira rodada de audições. Não posso afirmar com absoluta certeza o efeito que isso causa no telespectador alvo da ITV, mas fiquei com a sensação de que, além de terem encaixado essa candidata de maneira errada no espaço do programa, foi muito tempo desperdiçado com alguém que não vai para a próxima fase. Mas esse é o mundo do entretenimento.

O saldo desses dois primeiros episódios pode ser separado entre o nível de qualidade dos candidatos e o nível de qualidade da edição e da bancada de jurados. O primeiro ainda está apenas regular, sendo que Reece e Only the Young despontam como meus favoritos em um primeiro momento. O segundo, diria que é um dos mais empolgantes dos últimos anos. Simon voltou com sangue nos olhos e essa disposição em trazer o X Factor de volta das cinzas deixadas pelas duas últimas temporadas fica evidente no tratamento dado pela produção, e pelo quarteto que já dá os primeiros sinais de entrosamento. Louis, Mel B, Cheryl e Simon juntos representam um potencial enorme e eu aposto todas as minhas fichas nesses quatro saindo como uma das melhores bancadas de jurados da história dos reality shows musicais.

No fim de semana tem mais X Factor UK, e na Sony, a exibição do primeiro episódio acontece no próximo dia 09, e a atração seguirá sendo exibida nas terças e quartas, às 22:30 (horário de Brasília). É realmente empolgante para um fã da versão original vê-la tendo esse espaço na programação nacional, principalmente nessa situação promissora. Torço para que os jurados, e principalmente os competidores, façam jus às minhas expectativas e colaborem para que o XF UK tenha uma merecida boa recepção pelos espectadores brasileiros.

Seja você um fã novo, seja você das antigas, aguardo-os na próxima review! Abraço e até mais!

OBS 1: O fundo por trás dos candidatos nas audições ficou lindo, e estava na hora do programa fazer algo nesse estilo, o mesmo adotado pelo American Idol. Ver One Direction, Little Mix, Leona Lewis, Cher Lloyd, Olly Murs, JLS, Alexandra Burke e Ella Henderson representando o sucesso do programa é uma verdadeira voadora em quem vive na doce ilusão de que Britney Spears foi a coisa mais importante na história do X Factor.

OBS 2: O canal ITV2 (espécie de extensão da ITV) exibiu, na semana anterior à estreia da 11ª temporada, uma série especial de episódios do Xtra Factor (um spinoff do X Factor), relembrando os melhores momentos do decorrer dos dez anos do programa. Embora muita coisa boa tenha ficado de fora (e outras não tão boas tenham aparecido), vale a pena assistir e conhecer ou relembrar um pouco a história da atração. Os links para download podem ser encontrados no grupo The X Factor Brasil no Facebook. Seria ótimo se a Sony também exibisse esses especiais, mas como muito provavelmente isso não irá acontecer, o SerieManiacos já fez um Top 20 especial de melhores participantes a já passarem pelo XF UK. Como os posts são de setembro de 2013, algumas informações estão desatualizadas e certamente algumas posições seriam mudadas se o ranking saísse hoje (Ella Henderson seria o maior exemplo, que ficou em 20º na lista, mas viu sua carreira deslanchar no Reino Unido no primeiro semestre desse ano), mas ainda assim dá para descobrir e recordar muita coisa bacana neles. Essa lista foi dividida em duas partes e vocês podem conferir a primeira AQUI e a segunda AQUI.

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Aleph Macaullay
Goiano que foi viver no caos de São Paulo mas não esconde as origens caipiras e chora quando ouve "Evidências". Radialista por formação e redator publicitário por profissão.