Sejam bem-vindos ao Casos de Família de hoje… Tema do dia: “Meus amigos não me conhecem o suficiente para perceber que minha doppelganger psycho dominava o meu corpo e isso tá me enlouquecendo”.
Nunca pensei que um episódio focado nos dramas eternos de Elena e no mimimi de “Delena é um romance tóxico, preciso me afastar de você mas eu te amo” fosse me agradar tanto. Mas não é que agradou?
Seguindo diretamente de onde tínhamos parado em “Gone Girl”, vimos que Elena foi presa no dormitório da Whitmore por Liv enquanto Caroline e Stefan corriam atrás de uma cura para o vírus que ela e Damon foram infectados. Neste meio período, Elena foi começando a alucinar – graças ao sangue de lobisomem adicionado na versão 2.0 do vírus – e entre devaneios que despertava seu ódio por seus amigos não terem percebido que Katherine dominava seu corpo, a vampira também começou a alucinar com Aaron, forçando Damon a lhe contar toda a verdade sobre a morte do rapaz. Enquanto isso, Caroline e Stefan se juntaram aos travelers para conseguirem o antídoto em troca de fazerem parte de mais uma tramoia dessa turminha do barulho em procura à todos os Paul Wesley restantes dessa linhagem magnífica.
De cara, vale a pena destacar que Katherine ainda vive, mesmo estando no inferno. A vambitch mais querida do mundo das séries teve seu nome citado inúmeras vezes, além de ser o grande fio condutor da loucura que foi acometendo Elena no decorrer do episódio. É por isso que digo e repito que uma personagem tão grandiosa quanto nossa amada Petrovinha não é desperdiçada assim de uma hora pra outra e essa história de inferno é balela. Na primeira falta de criatividade que tiverem, trazem nossa DIVA de volta para a série, anotem isso aí.
Outra coisa que merece destaque é que souberam dosar bem as cenas entre Elena e Damon. Com a certeza de que Katherine tinha saído do corpo da nossa insossa mocinha, eu já estava triste com as perspectivas de dramas sem fim entre esse casal, que incluiria coisa do tipo “fiquei putinho e matei todo mundo”, “você deu em cima do meu irmão”, “eu não mudo Elena, você está melhor sem mim” e coisas piores vindas de Elena do tipo “você faz isso pra me afastar, Damon”, “você me faz questionar tudo o que acredito”, “você não me faz bem, mas eu te amo”… E na verdade, essas frases foram todas pronunciadas pelo casal durante o episódio, mas apenas na cena final – que terminou num sexo selvagem – e totalmente em segundo plano, pois o desenvolvimento dessas questões entre os dois foi bem menos boring do que eu imaginava. Óbvio que teremos muuuuuuuuuito mais drama entre esses dois do que esse episódio mostrou e aquele sexo é só uma ilusão de paz para o casal, mas só de terem fugido do mimimi óbvio que esse episódio teria, a equipe de roteiristas já ganhou um ponto comigo. Se quiserem continuar subindo no meu conceito é só fazer o seguinte: menos mimimi é mais lógica SEMPRE, por favor.
Falando em lógica, já faz algum tempo que Stefan é o chefe nesse quesito e essa sua trajetória continuou nesse episódio. Na verdade, essa é um das melhores temporadas para o personagem e ele só sobe no meu conceito a cada semana. Sua dupla com Caroline e suas interações com Enzo e os travelers enriqueceram ainda mais o episódio… Não me lembro quando foi a última vez que os dois arcos centrais de um episódio de The Vampire Diaries funcionaram tão bem como ocorreu essa semana, provavelmente quando Silas e Tessa ainda estavam vivos.
De qualquer forma, os travelers, apesar de salvarem Elena e Damon, continuam sendo um grande enigma. Sua ligação com as doppelgangers está clara desde a trama de Silas, mas o interesse deles ainda é bem obscuro. Descobrimos, pelo menos, que eles querem reduzir o número de cópias a apenas dois, e eu fico bem feliz com isso, sobretudo após descobrir que tem um outro Paul Wesley vivo por aí. Acho que o mundo é um lugar bem mais feliz com menos Paul Wesley’s possível. Só acho que essa trama precisa ser desenvolvida nesse arco final da quinta temporada. Está sim muito interessante esse enigma em torno dos travelers – sobretudo após a introdução de Sloan, nesse episódio – mas a diferença entre mistério e enrolação é bem pequena e vou me sentir um bobo de os travelers forem o Silas dessa temporada, só tendo sua trama desenvolvida mesmo no próximo ano da série.
No núcleo cretinice da semana, tivemos as importantíssimas participações de Matt e Jeremy, que apareceram só para fazerem pegadinhas ao entregarem a comida a um acorrentado Damon. Chegaram todos montados na traquinagem com um “Iá iá, ié ié, pegadinha do malandro…Vou te dar seu sangue… SQN… risos”… Sorte que o Damon é um grosso e lá pras tantas pegou o Matt, tirou seu anel e disse que ia mata-lo pra que Jeremy o libertasse… Bom mesmo só pro Steven McQueen e pro Zach Roerig que ganharam seu salário pra essas participações estapafúrdias.
No núcleo “Sabrina aprendiz de feiticeiro” tivemos Bonnie passando sua especialidade para Liv, o famoso e temido feitiço isqueiro, muito útil quando você é uma bruxa e deixou cair um objeto no chão do seu quarto escuro. Mas pra infelicidade da Bonnie, Liv ainda é aluna iniciante nessa escola de magia e ainda tá na fase do “Alorromora”… Pra chegar num “Avada Kedavra”, Bonnie ainda vai ter que dá muuuuuita aula pra ela…
Ou pelo menos é isso que nossa âncora acha, pois lá pelo final do episódio tivemos Liv sambando na cara da sociedade sobrenatural e se revelando quase um Comensal da Morte. Não sei nada sobre ela e seu irmão Luke, mas ando tão carente por vilões cretinos e The Vampire Diaries anda tão sem graça sem as presenças inebriantes de Silas (Toc toc, quem é?), Tessinha (musa da ala psiquiátrica) e Kath (DIVA), que já estou amando Liv e Luke e torcendo pra que eles sambem muito na cara dessa galera de Mystic Falls toda.
Aliás, esse episódio foi uma coisa tão estranha, mas tão estranha, que terminei ele torcendo por Stefan, curtindo Delena, me apaixonando pela nova dupla de vilões Liv e Luke, curtindo as tiradas secas de Sloan e até mesmo Caroline eu gostei muito nesse episódio, seja com Stefan e/ou Enzo (e pra mim já surge um novo casal pra shipparem aqui, viu?) que tenho até medo de continuar essa review…
Foi muito presente para um episódio só… Se vocês perceberem, nem mesmo o Tyler nós tivemos no episódio o que já é tipo presente de Natal antecipado… Não ouso mais falar desse episódio gente… É PRA GLORIFICAR DE PÉ, IRMÃOS!
P.S.: Enzo até então não tinha qualquer valor pra mim, mas depois da piada cretiníssima da quedinha de Caroline por sotaques eu já estou até me afiliando ao fã clube do personagem.
P.S. 2: Aliás, fui só eu que senti Enzo todo montado na sedução pra cima da Vampbarbie? Estou achando que vai ter algo ali entre os dois, mesmo que não seja algo concreto, pelo menos insinuações para impulsionar de uma vez por todas a vampira com Stefan…
P.S. 3: Porque sim, gente, o episódio também estava repleto de indiretas sutis – sqn – sobre esse novo casal. E na boa? Na atual fase do Stefan e considerando a Caroline que tivemos nesse episódio, eu bem que tô torcendo pelos dois.
P.S. 4: Já fico no aguardo da sitcom de Jeremy e Matt.
P.S. 5: Eu meio que já gostava de Liv desde que ela apareceu pelo jeito ignorante dela de ser, quando a vi junto com Luke gostei mais ainda. E quando disseram que têm um plano que envolvem a profissão de porteira do inferno de Bonnie e que isso colocaria todos os amigos dela em perigo virou tipo amor, sabem?
P.S. 6: Juro que por um momento, ao ler a abertura dessa review, enxerguei Elena no Casos de Família… E isso só me fez notar uma coisa: qualquer analogia de The Vampire Diaries com o SBT dá certo… E isso tem motivo: tio Silvio é o muso da TV Brasileira e o SBT é a TV mais feliz do Brasil.
P.S. 7: Katherine, te amo. E você vai ganhar um PS meu em cada review só em repúdio a essa decisão esdrúxula de Caroline Dries de te tirar da série… Vamo pra rua, gente! Sobem a hashtag #INFERNONÃOQUEROKATHERINENOMEUCORAÇÃO















