Uma série com uma grande ideia, mas que acabou sendo tratada como um filme de terror/ficção B. Talvez esse seja o melhor modo de resumir o retorno do nosso querido Ian Somerhalder ao mundo dos vampiros em Apocalipse V da Netflix.
Baseado na obra do autor americano Jonathan Maberry, Apocalipse V traz um novo olhar a mitologia das criaturas da noite, que eu pessoalmente, não me lembro de já ter visto antes. E se tudo não passar de um vírus? Esqueça o que você já viu em Crepúsculo, Diários de Um Vampiro, Os Originais, True Blood e outras produções do gênero. Em Apocalipse V, tudo é mais científico, com foco maior num laboratório, que é onde uma ideia como essa tem que ficar.
Acredito que esse novo olhar tenha atraído muitos curiosos para o trabalho dos showrunners Glenn Davis e William Laurin, além do óbvio que é a vontade de ver Damon Salvatore mais uma vez. Não que nessa série, Ian traga qualquer semelhança com seu antigo personagem de The Vampire Diaries. Na verdade, o Dr. Luther Swann não poderia ser mais o oposto do sarcástico e divertido Salvatore. Parte de mim, acredita que esse foi um dos motivos de Ian aceitar voltar a esse tipo de universo, e tenho que admitir que foi um pouco difícil no começo vê-lo tão diferente. Eu mesmo tive que lutar contra a vontade de querer ver o ator agindo como o vampiro que tanto amamos. Se você também é fã de TVD, é bem provável que acabe passando pela mesma coisa.
Quem me dera que essa fosse minha única reclamação sobre Apocalipse V. Mesmo uma premissa tão interessante, não pode salvar a série. Talvez seja o fato de cada episódio ser assinado pela mesma dupla de roteiristas, afinal diversificar sempre é bom, ou talvez pelo fato de a trama der aquele ar de baixo orçamento gritante em alguns momentos, mas a verdade é que no final das contas, Apocalipse V não consegue ser algo novo e empolgante.
Sem falar que a amizade entre o personagem de Ian e o de Adrian Holmes não é muito bem aproveitado. Boa parte da fundação que a série tenta se manter é na ideia de colocar esses dois grandes amigos, praticamente irmãos, em lados opostos de uma epidemia que está tomando conta dos Estados Unidos, mas o roteiro não desenvolve o relacionamento dos dois ao ponto de você realmente ligar para o fato de que tudo que eles construíram ao longo dos anos tenha desmoronado.
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Ou mesmo as novas amizades que eles vão fazendo ao longo da temporada, à medida que o vampirismo começa a se tornar uma ameaça mais seria para o mundo e o governo começa a quebrar todas as regras na caça desses novos seres. Estamos falando de uma ameaça a nível global que pode levar a humanidade a um futuro pós-apocalíptico e mesmo tendo gostado das ideias que foram jogadas entre os episódios, se eles não tinham condições na própria produção de criar de verdade uma atmosfera dessas, seria melhor ter focado em algo mais simples.
No entanto, Apocalipse V não é apenas uma epidemia de ideias mal aproveitadas. Existe mais do que algo interessante naquele universo. Torço para a série poder aprender com seus erros, porque tiveram alguns momentos que realmente tomaram minha atenção e gostaria que eles se repetissem numa possível segunda temporada.













