The Middle: a novela mexicana da ABC.
Acabei de terminar o episódio e preciso dizer que estou ON FIRE. Sim, pois o triângulo amoroso entre Sue, Derrick e Darrin é simplesmente uma das melhores coisas da televisão atual. Revenge? Devious Maids? Novelão mesmo é na ABC, meus amigos!
Os 3 primeiros minutos deste episódio já me fizeram lembrar do porquê de The Middle ser minha comédia favorita atualmente, afinal, quando as histórias que serão retratadas já são bem introduzidas, a série já prende sua atenção e, com muita destreza, conseguirá mantê-la até o fim do episódio, que foi exatamente o que aconteceu. Nossa, eu não consigo me conter quando falo dos roteiristas de The Middle! Eles simplesmente ARRASAM e conseguem fazer de um episódio simples uma experiência deliciosa de 20 minutos que me deixa assim: totalmente embasbacada.
Mas vamos por partes. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao espião da ABC que lê minhas reviews por ter informado ao seu chefe sobre meu descontentamento com o novo Brick e minha nostalgia pelo antigo Brick weird, pois, nesta semana, o irmão mais novo dos Heck voltou com 100x mais bizarrice do que o normal. Só não amei mais porque o motivo da bizarrice, desta vez, foi meio sério: Brick teve uma mini Síndrome do Pânico, uma condição que pode ser algo bastante pesado para uma pessoa. Espero que tenha sido coisa de um episódio só, pois não gostaria de ver meu Brickzinho com uma doença tão séria (acho que algo assim nem se encaixa na tonalidade da série, na verdade). Pelo lado bom, podemos, mais uma vez, ver Frankie e Mike tentando entender a cabeça do filho e ajudá-lo. Só eu acho esses momentos MUITO fofos? Além de que eles servem para mostrar que os pais dos Heck não são tão desnaturados assim, claro. Vale comentar também que Mike tem estado mais sensível e mais suscetível a descontroles emocionais (típicos dos Heck, vale dizer) nesta temporada, como vimos no episódio das galáxias da Sue, na briga dele com a Frankie na casa do futuro e neste episódio com o medo perturbando seu juízo. Acho muito válido mostrar essa outra face do personagem e acho que podemos encarar tudo isso como uma boa crise de meia-idade.
A história do Axl foi a menos importante, mas nem por isso ruim, afinal, ver o trio da Boss Co. reunido é sempre uma alegria para o nosso coraçãozinho. O plot todo, na verdade, já valeu pela cena em que o irmão Heck pronuncia a seguinte aplicação do estudo matemático das porcentagens:
“- Nós três somos os únicos chefes da Boss Co.
– Sim, esse foi o acordo. Nós dividimos tudo: 50%, 50% e 50%.”
No decorrer da narrativa, e após uma aplicação do estudo científico dos estados físicos da água, percebemos que o enfoque de tudo acabaria sendo no Darrin e em sua decisão de chutar o pau da barraca e fazer o que ele quer. Muito bem, filho. E isso nos leva ao plot mais emocionante, mais intrigante, mais trágico e, por que não, mais quente do episódio.
Sue e Derrick Glossner. Uma história de amor que começou no Natal passado e que nos fez passar noites acordados pensando: “O QUE DANADO FOI ISSO?”. Mas após o choque, veio a dúvida, o questionamento, a pergunta escondida à vista de todos: Eu shippo Sue e Darrin? Para os leitores não familiarizados com o termo, shippar vem de relationship e significa torcer por determinado casal, por exemplo: eu shippava Rachel e Ross. A questão é que eu não podia aceitar que eu já tinha aceitado tão facilmente o fim de Suerrin e já estava torcendo por mais algumas beijocas de Surrick. A quem minha lealdade pertence, no final das contas? Bem, a de Sue certamente mudou de lado rapidinho após o terceiro beijo roubado do primeiro bad boy de sua vida. Ah, Sue, como não se identificar? Quem nunca sonhou com beijos vindos do garoto mais badass da escola ou nunca teve um relacionamento disfuncional com um cafajeste só por que… Ele era cafajeste? No final das contas, Derrick demonstrou não ser tão cabra safado assim e reconheceu que ainda precisava comer muito feijão e tomar menos cerveja para merecer nossa anja Sue. O problema é que nosso querido Darrin já tinha visto os momentos calientes de Surrick, e justo na hora em que ia utilizar-se de flores e ursinhos de pelúcia para reconquistar sua amada. Agora me digam: EXISTE COMO NÃO AMAR ESSE PLOT? Quem precisa de Maria do Bairro ou Café Com Aroma de Mulher quando existe The Middle? Gritei horrores, chorei baldes e aguardo ansiosa pelos próximos desdobramentos desse triângulo amoroso que, espero, ainda continue por mais alguns episódios. Por quem você torce? A quem pertence sua lealdade? Porque a minha, queridos leitores, já está entregue ao destino.
Em tempo de novela mexicana: O QUE foi a cena em que Sue ofereceu seus lábios rosados para serem beijados por Derrick e ele simplesmente recusou (a princípio, claro)? Coloquei minha mão na frente para me proteger de ver esses momentos tão transbordantes de vergonha alheia.
Em tempo de musiquinha: É fato que a musiquinha com influências latinas durante os momentos calientes de Surrick fornece toda a vibe do momento, tornando as cenas absolutamente sensacionais. Cadê o Emmy para o compositor da trilha sonora de The Middle, pelo amor da vovozinha?
Em tempo de armário: Ansiosíssima para conhecer a namorada do Brad que mora no Canadá.
Em tempo de referência: Quem mais captou a referência ao filme “Sleepless in Seattle” (Sintonia de Amor) no título deste episódio?
Em tempo de TÁ TUDO DOMINADO: Fieis leitores, venho por meio deste PS avisar que o Thiago Lourenço, devido a motivos de força maior, me emprestou as reviews de The Middle até o fim da temporada. Pra quem não sabe/lembra, escrevo as reviews de The Goldbergs, sou viciada em Doctor Who e já apareci por aqui falando sobre os episódios 5 e 6 desta 5ª temporada. (:
Em tempo de #HeckYeah 1: “É como mel e… perigo.”. Sue sobre o cheiro de Derrick. UI!
Em tempo de #HeckYeah 2: “You bet your bottom dollar I did!”. Brad em um momento de pura heterossexualidade.
Em tempo de #HeckYeah 3: “Então eu decidi que, de agora em diante, quero passar cada momento possível com as coisas que eu mais valorizo. Então, estarei no meu quarto com meus livros. Tentem não me perturbar.” (HECK, Brick)
Em tempo de #HeckYeah 4: “E então eu volto pra te buscar, Sue Heck. E quando isso acontecer, eu vou te dar uns beijo tão AVASSALADOR que eu vou destruir esse teu aparelho aí.” OMG!!!!!















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