Dança gatinho, dança.

Spoilers Abaixo:

Eu sabia. Episódio de The Glee Project dedicado à dança tinha mesmo que ser um festival de sambadas e sapateadas na cara do público, porque afinal, é a chance de Zach debochar dos movimentos estranhos de todos os participantes, afirmando que todo mundo é desengonçado e não consegue seguir suas simples coreografias, que praticamente não exigem coordenação e experiência de 10 anos em balé clássico ou naquela aula de “Jazz” que oferecem no clube perto da sua casa.

Foi realmente uma semana intensa, com briga (des) elegante por versinho de música (oferecimento de Ali e Mario) e uma crise imbecil de Taryn, estressada desde o episódio anterior com a falta de compreensão de sua mamãe. Assim, ganhamos o primeiro gleekcídio da temporada, mas quem liga? A única coisa que Taryn conseguiu foi ser muito ridícula, sem causar o impacto que menino Cameron causou no ano anterior. Todos nós (a maioria, pelo menos) gostávamos dele e acreditávamos que ele seria o vencedor.

Cameron, na época, entregou a vitória por puro medo de ter de beijar Lea Michelle (segundo fontes seguras), enquanto Taryn… Bom… Tchau queridinha. Você seria eliminada mesmo. Quem sabe mamãe te ensina o conceito de COMPETIÇÃO. Desculpem a revolta, mas é irritante ver uma garota como essa tirando o lugar de algum outro participante que realmente estivesse interessado em se dedicar a The Glee Project e nos surpreender com suas cretinices.

Com uma insossa a menos para bailar, o trabalho extra dessa semana sobrou para Xaninha, que até que se saiu bem e sensualizou muito na ótima apresentação de “We Got The Beat”, mas quem seduziu o coach da semana, Samuel Larsen, foi Abraham, que acabou vencendo o homework e ganhando uma maravilhosa sessão com o melhor dançarino da primeira edição de TGP.

Pobre Abrão. Mal sabia ele que seguir os conselhos de Samuca o levariam direto para a mais completa desgraça. Ao fazer exatamente o que esse maravilhoso novo FIXO de Glee mandou, Abrão cavou a própria cova. “Seja intenso”. Ele foi. Tão intenso e tão tenso que tomou uma bronca atrás da outra até o final da gravação do clipe da semana, “Party Rock Anthem”.

Todo mundo ficou falando que tudo estava muito péssimo e não só a parte da coreografia. A sincronia labial e as expressões faciais estavam fora de foco, mas a verdade é que deve ser muito difícil lembrar coreografia, cantar e ainda parecer que está feliz numa festinha. De fato, Blake e Michael fizerem tudo parecer facílimo e eu olhava os dois dançando, super animados, se jogando aqui e ali e imaginei que eles estavam se divertindo de verdade. Creio que esse era o desafio.

No final das contas, eu curti o resultado no clipe. Dá para notar que ninguém conseguiu seguir muito as instruções de Zach, mas sejamos realistas: NÃO EXISTE FESTA COREOGRAFADA. Confesso que amei a ‘Dança do Tetão’ de Lily Mae, ao melhor estilo loira do tchan. Aqui no Brasil ela faria sucesso até como mulher fruta, quem sabe?

Também continuo amando a ousadia dela. Quando a gente pensa que ela vai brigar com os colegas de elenco, Lily Mae surpreende arrumando briga com os jurados. A cara de tacho de Zach foi impagável, mas nessa bronca eu estou com ele. Zachzinha tentou ajudar o quanto pôde. O coitado estava desesperado na gravação do clipe, dando dicas e falando: Não façam a dança do casamento, não repitam os mesmos movimentos estranhos. O que Lily mãe fazia? Tudo o que Zachzinha tinha dito para não fazer, mas nós a amamos por isso. Tem um ego imenso para gerenciar e um jeitinho de Diva que eu só Alex e Matheus compreenderiam.

Dos que foram ao bottom 3, ela foi de fato, a melhor, embora não tenha sido tão maravilhosa e cremosa quanto ela mesma acha que é. Dani Bieber, apesar de cantar MUITO bem, parecia uma múmia. Estava super avulsa no clipe e mesmo na apresentação final, não achei que ela tenha realmente dado o máximo. No fim, tenho de concordar com titio Ryan: ela é uma artista, mas não uma performer ao estilo “new Broadway” que é o que Glee pede. Talvez ela se desse melhor numa competição mais madura.

Mesmo assim, ainda não acho a eliminação justa. Dani Bieber nunca venceria TGP, mas peraí, manter Tyler, péssimo pela segunda semana consecutiva, só porque ele é uma “grande inspiração” não dá. Não dá mesmo. Parece que as mudanças na vida pessoal dele são desculpa suficiente para justificar tudo o que ele faz de errado. Até quando?  Já torço contra com muita força.

Dentre os demais, acho que o destaque fica com Mario. Não é e nunca será meu favorito, mas temos de elogiar o esforço do cara. Ele tem uma voz ótima e supera o desafio visual. Dançar sem enxergar um palmo deve ser um milhão de vezes mais complicado. Fico na espera de alguma coisa muito boa vinda de Nellie, mas ainda não chegamos lá.

Meus favoritos continuam quase os mesmos, com a ascensão de uma criatura crocante e abusada: TURQUENGA! Aylin tem um carisma impressionante e não precisou vencer pra ser destaque total do episódio. Bati palmas lentas para o “spin the bottle” em que ela não se fez de rogada e sugou toda a energia vital de Blake.

Depois foi ainda mais linda e maravilhosa ao desafiar a Sociedade Muçulmana, zombando da própria mãe e passando a babinha de Blake para Charlie. A cara dele, triste por ter sido cortado da cena mais sensual da semana, foi patética. Mas Turquenga, esperta que é, aproveitou a chance de pegar mais de um (#micaretafeelings) no mesmo episódio e não pensou duas vezes antes de aterrorizar a família tradicional. Só espero que ela não seja condenada a apedrejamento em praça pública quando The Glee Project acabar.

P.S*Turquenga é um oferecimento de Leo Oliveira, esse gênio incompreendido.

P.S* Semana que vem o tema é Vulnerability. Xana vai jogar todas as fichas do drama “Sou um bebê do CRACK”. Que outra história de vida suculenta teremos?

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