Amigas e amigos, iniciamos mais uma cobertura por aqui. Eu, Sthefani Cordeiro, farei as resenhas, episódio por episódio, da sexta temporada de The 100 e, desde já, conto com a colaboração e a contribuição vindas de vocês em forma de comentários e informações que eu tenho a certeza que completarão a nossa experiência a cada episódio. Depois de uma quinta temporada explosiva, The 100 está de volta. Já renovada para 7ª temporada, a série tem a difícil missão de se renovar e apresentar elementos novos e intrigantes que justifiquem mais um ano no ar. O universo da série expandiu, mas será que os roteiristas e produtores do show conseguirão manter folego depois de tantos anos no ar? A resposta para essa pergunta ainda é um mistério, porém este episódio de retorno já nos deixou algumas pistas.

Sanctum, título deste episódio, começa exatamente onde a season finale anterior acabou. Clarke (Eliza Taylor) e sua trupe estão diante de um novo planeta. E a pergunta que Abby (Paige Turco) faz, depois de assistirem a mensagem deixada por Monty (Christopher Larkin), representa bem o grande desafio que o grupo terá: recuperar a humanidade depois de todos os eventos ocorridos. Relembrando as temporadas anteriores, sabemos que todos ali fizeram algo de que não se orgulham. Diante de uma “nova terra”, eles terão a oportunidade de começar uma nova história; no entanto, fica aqui meu grande questionamento: é possível se perdoar e perdoar aqueles ao seu redor, depois de tantas atitudes moralmente questionáveis? Os roteiristas sempre foram eficazes em apresentar as dualidades destas personagens, então confio que teremos respostas satisfatórias. Por meio de diálogos poderosos e extremamente necessários, seja entre Miller e Jackson, Raven e Abby ou Clarke e Bellamy, o show dá passos importantes nesta trilha que os personagens precisaram trilhar: o perdão.

Vamos então ao primeiro ponto negativo que irei levantar sobre o episódio: Clarke mais uma vez é o bode expiatório para os rancores do grupo. Todos estão muito magoados e feridos com os eventos da última temporada, lembremos que eles hibernaram por 125 anos, ou seja, parece que tudo aconteceu ontem; mas nada, nada mesmo justifica esse ódio generalizado pela personagem. Quando vi os vários personagens “atirando pedras” nela, tive um dejavú. Essa situação é tão recorrente no show que já se tornou maçante. Ninguém ali é perfeito para fazer tantos julgamentos. Confesso que isso me incomodou. Entendo, porém, porque isso aconteceu. Por estar sempre na linha de frente, Clarke sempre se arrisca muito, mesmo que para isso ela tem que se tornar persona non grata.

Diante do exposto anteriormente, Bellamy (Bob Morley) assume a liderança e delega funções para o grupo. Acredito que a escolha foi acertada, já que o personagem apresenta-se mais maduro e, de certa forma, neutro com os eventos ocorridos na quinta temporada. Basta recordar que ele viveu 6 anos com Monty, Harper, Echo, Raven, Murphy e Emori, estabelecendo um vínculo familiar forte. Nada mais coerente que ele liderasse. O primeiro grande desafio é mapear o novo planeta, que logo depois descobrimos que não é um planeta e sim um satélite, e descobrir se ele é habitável.

Todo o processo de descida é um convite para relembrarmos a primeira temporada. Quando Miller (Jared Joseph) pergunta se alguém tem algo melhor para dizer do que o icônico “We´re back bitches”, foi impossível não abrir um sorriso. Depois de tantos anos no ar, a série tem que saber jogar com essas referências para não cair no simplismo do fan service, mas quando bem feito é algo gratificante para os fãs que chegaram até aqui.

Os efeitos especiais da série merecem elogios. Mesmo com o baixo orçamento, fomos apresentados a cenários de tirar o folego, tanto no espaço quanto em Alfa. A beleza dessa apresentação, porém, já nos deixa em alerta. Tratando-se de The 100, sabemos que felicidade dura pouco. E ela nunca nos decepciona neste critério; no entanto, apresento o segundo ponto negativo do episódio, para mim: a morte de Shaw (Jordan Bolger). A série parece sofrer de uma síndrome, a Síndrome da Viúva Negra (não a personagem da Marvel e sim, a aranha). Qualquer pessoa que se relacione com o trio de protagonistas (Clarke, Octavia ou Raven) acaba morto ou desaparecido. Complicado, depois de seis temporadas, que isso se repita assim. Se era para matar o rapaz, pra que coloca-los num momento tão íntimo horas antes? Raven é uma das personagens mais sofridas desta série e, de novo, ela é colocada nesta situação. Essa repetição de plots, com o mesmo personagem, é algo cansativo, como já disse anteriormente. Vamos esperar que essa situação não se repita novamente.

Enquanto isso, na nave, Niylah (Jessica Harmon) acorda Octavia (Marie Avgeropoulos), mesmo contra os pedidos feitos. E sua primeira atitude é confrontar Abby e Kane (Henry Ian Cusick). Olha, esse foi um dos pontos altos do episódio. Quantas verdades ditas. Tanto de um lado quanto do outro. Kane cometeu tantos erros, desde Arca, que simplesmente julgar Octavia não era justo; no entanto, ela, cega pelo poder, errou tanto quanto ele. Kane estava certo em dizer que ela continua perdida. Grande momento. Esse é um dos motivos que tornam The 100 um show tão interessante. Como seres humanos, somos complexos e suscetíveis a erros/acertos, a todo momento. E isso, a série sabe trabalhar como ninguém. Parabéns aos roteiristas.

> GAME OF THRONES: HOJE NÃO! 🙌 (Comentários do episódio 8×03)!

Apresentando um episódio, com a missão de posicionar as peças no tabuleiro, The 100 nos colocou diante de um novo mundo, cheio de perigos e incertezas; porém, salientando os dilemas e as dores de seus personagens, provando que esta deve ser a tônica desta nova temporada.

Deixem seus comentários e até a próxima semana.

Admirando o novo mundo e outras curiosidades

– Seguindo os passos de uma série famosa, Game of Thrones estou falando de você, os produtores de The 100 modificaram a abertura nos apresentando pistas dos locais e eventos importantes para o episódio e para a série.

– Amei as referências constantes feitas ao Monty. Personagem que com certeza fará falta neste novo lugar. RIP Monty.

– Gostando muito da atuação de Jordan (Shannon Kook), ele conseguiu representar bem diversos sentimentos, provando que o legado do Monty pode estar a salvo.

– O que será do Kane, gente? O ator é personagem regular em outra série, The Passage, tornando seu futuro incerto em The 100. Vamos aguardar.

– Foi de uma ironia absurda Octavia justificando suas ações com a expressão “meu povo”. Nem preciso lembra-los quem foi muito criticada por usar essa justificativa.

– Curiosa para conhecer as pessoas que vivem em Alfa. Já roubaram a nave… não pressinto coisa boa.

– O próximo episódio tem o título de Red Sun Rising e pelo o que podemos perceber, seus reflexos são gravíssimos. The 100, definitivamente, não é um show feliz.

REVISÃO GERAL
Nota:
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