Uma série geralmente conta com um grande evento por temporada. The 100 fez isso em seus anos passados, e aparentemente planeja uma grande guerra no decorrer da terceira temporada. Em Wanheda Part 2, a série trata de resgatar Clarke, mas vai além e começa a engatilhar um conflito que surge de leve, mas que já parece ser algo prestes a se tornar grandioso. A nação do gelo subitamente se transforma na nova ameaça, nação esta, que nunca foi citada anteriormente.
O episódio foi dividido em três arcos principais. O primeiro gira em torno de Clarke e busca uma resolução mais urgente para finalmente colocar a protagonista em contato com seu povo novamente. De novo, a série mostra a importância da confiança, vista na relação entre Indra e Kane. Será que a primeira sabia que Lexa havia capturado Clarke, e a procurou em conjunto com o povo do céu apenas como distração? Lexa agiu sozinha? Talvez esses conflitos venham à tona nos próximos episódios. Aqui, se vê também o reencontro de Monty com sua mãe, o desespero de Bellamy em busca de Clarke e um Kane obstinado pelas atitudes corretas, mas que age com cautela acima de tudo. Mostra também um pouco do potencial do exército da nação do gelo, e mais importante, revela que o povo da arca (que caiu em diversos pedaços pela terra) ainda sobrevive como pode. Essa revelação pode mudar completamente a maneira como Kane lida com os grupos de busca, podendo intensificar essa parte de sua estratégia na tentativa de reconstruir a sociedade da arca.
O segundo arco acontece quando um grounder é ferido pela nação do gelo, fazendo com que Abby tenha que decidir se volta a Mount Weather para salvar o guerreiro, arriscando a confiança dos grounders. Essa questão é bastante complicada, pois Mount Weather traria enorme conforto e solucionaria problemas do dia a dia, seja com abrigo, conforto, medicina ou segurança. Por outro lado, povoar Mount Weather pode mandar o sinal errado de que o povo da arca agirá da mesma forma que os antigos moradores. As questões morais sempre foram de enorme impacto em The 100 e de novo podem ser significativas. Tento força para quebrar alianças valiosas.
O terceiro arco envolve Jaha e Murphy, em um dos momentos mais confusos da série. Falar sobre fé é importante, em alguns momentos a ideia até lembra Battlestar Galactica, mas colocar os personagens em uma caminhada sem destino claro, apenas para que Murphy traia a confiança de Jaha é uma perda de tempo. O abandono físico que Jaha sofre não destrói sua força mental (ainda mais que em sua mente ele já habita a cidade da luz com seus companheiros caídos no mundo real), mas o arco deixa mais dúvidas do que respostas e isto pode começar a ser frustrante ao logo do caminho.
No entanto, o episódio, que é a segunda parte da premiere, tem como principal objetivo colocar Clarke no centro da ação, e o reencontro bruto com Lexa define que o objetivo foi conquistado. A partir de agora a série parece buscar a construção cadenciada de um conflito de grandes proporções com a nação do gelo.
Outras observações:
O príncipe que capturou Clarke era um personagem muito bobo em Shameless US. Difícil levar ele a sério.
Octavia e Lincoln: um arco que não dá para entender.
Abby compara o surto de Jasper com o de Finn. Será que terá o mesmo destino?













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