Um ciclone de promissores participantes chegando para uma guerra entre gerações.
Depois de duas ótimas temporadas, Survivor retorna com a dura missão de manter o nível e provar que consegue se renovar a cada nova edição. É ótimo ver o reality fugindo da zona de conforto e buscando novas fórmulas e novos temas, que ajudam a manter a sua impressionante longevidade. É justamente quando arriscando que a franquia consegue ser tão bem sucedida. Desta vez, ao invés de retornantes ou bonitos, fortes e inteligentes, temos uma batalha de gerações, que consegue trazer um certo frescor e uma sensação de território não explorado. É óbvio que eu vou adorar assistir a próxima temporada com o retorno de Sandra e Cirie, mas quero ver a produção quebrando a cabeça para encontrar novos temas e ideias novas para o reality.
Eu sou uma das pessoas que torceu o nariz para Millennials Vs. Gen X assim que o tema foi apresentado, principalmente por ele ter me remetido ao Old Vs. Young de Nicaragua. Entretanto, muito mais importante do que um tema, o elenco parece recheado de bons participantes, que tem tudo para render muito e fazer uma boa temporada. Gosto muito da ideia de voltarmos a duas tribos iniciais e fiquei chocado ao perceber que não temos uma temporada com 20 novos participantes desde One World, quase 10 temporadas atrás (San Juan Del Sur deveria ter tido 20, mas por problemas médicos uma dupla foi retirada e ficaram apenas 18 participantes). A ideia para mim vai além de dividir os participantes entre Geração X e Geração do Milênio, mas rotulá-los assim e assistir como cada um se comporta ao ser chamado de Gen X ou Millennial. Não me interessa muito qual geração é a melhor, esta resposta nem deve ser respondida, mas quais participantes conseguem usar suas qualidade e administrar seus defeitos para o seu sucesso no jogo. Esses experimentos de Survivor são realmente muito legais porque na grande maioria das vezes prova o quanto rótulos são apenas rótulos e é sempre muito interessante ver os participantes mostrando características diferentes das esperadas.
Não estou apostando tanto que o tema vai durar muito tempo e tenho um forte feeling que já no terceiro episódio Millennials e Gen X terão que conviver juntos, divididos em 3 tribos. A temporada tenta trazer discussões sobre os Millennials pensarem a curto prazo e os Gen X a longo prazo ou verificar se os mais jovens estão mesmo sempre querendo um caminho mais fácil para atingir um objetivo. “Nossa, os Millennials pensaram a curto prazo e têm preguiça de pescar por isso escolheram as galinhas” é meio chato e acho que a decisão nem passa por curto prazo versus longo prazo, mas pelo questionamento se eles realmente iriam conseguir pescar mesmo com o equipamento para isso. Tivemos várias temporadas que mesmo com os mais diversos instrumentos, as tribos não eram capazes de pescar e eu pensaria duas vezes em escolher o kit de pesca justamente por isso.
Esta abordagem é meio que obrigatória já que Survivor está propondo o tema e precisa explorá-lo, mas o que realmente me empolga são as individualidades. Assim que as gerações se encontrarem, veremos quem consegue se adaptar, quem consegue conviver com o diferente e, principalmente, quem consegue usar os participantes da outra geração em benefício próprio no jogo. Antes do anúncio do tema desta temporada, muito foi comentado sobre a possibilidade de dividir os participantes entre Republicanos e Democratas ou Costa Leste e Oeste, temas que podem sugerir uma temporada pouco dinâmica e tribos muito fechadas em si mesmas. Entretanto, Survivor chegou a um nível de maturidade de seus participantes extremamente elevado e acredito que com a continuidade na boa escolha do elenco qualquer tema pode funcionar. Estamos falando da temporada de número 33 e a noção de que se trata de um jogo individual costuma estar presente na cabeça dos participantes Isso acontece, principalmente, porque a produção vem tendo muito sucesso ao escolher pessoas que realmente conhecem e querem participar do programa, em detrimento dos perfis bonitinhos e sem graça dos tempos de Redemption Island e South Pacific.
Nesta pegada de contrariar os estereótipos, temos dois participantes que poderiam trocar de tribo, mas que começaram o jogo de maneiras completamente opostas. Nos Millennials, temos Zeke, o cara gay que não cansa de chamar seus companheiros de tribo de crianças e que não se encaixa no perfil dos demais, mas que está sabendo controlar o seu temperamento, usando a sua diferença justamente para o bem da tribo. O mundo é diverso e cheio de possibilidades e, ao invés de usar a sua diferença para se excluir, Zeke a usa como instrumento para progredir no jogo. Já na tribo Gen X, David é o cara que se encaixaria perfeitamente na aliança Vingança dos Nerds, rejeitados pela sociedade e prontos para jogar, mas diferente de Zeke, ele não soube ler o jogo e se controlar emocionalmente para não se colocar numa situação ruim logo de cara. David está se comportando como Holly em Nicaragua ou Lisa em Philippines e precisa colocar a cabeça no lugar para os poucos começar a jogar para valer. Não se ganha Survivor nos 3 primeiros dias de jogo, mas em tão pouco tempo se perde o jogo e as ações de David para fugir da eliminação estão levando ele ao encontro dela.

Em relação à proximidade do tema de Nicaragua, estou ainda um pouco dividido. À primeira vista, é fácil dizer que o tema é o mesmo e até identificar perfis muito parecidos nas duas temporadas (como por exemplo Taylor e Fabio). Entretanto, além do tema ser mais rico porque o significado de ser jovem realmente mudou bastante com a presença da tecnologia e ascensão dos Mark Zuckerbergs da vida, Survivor mudou muito nestes 6 anos que separam as temporadas e isto tem um impacto enorme. Além de elencos cada vez mais focados em personalidades marcantes e que conhecem muito bem o jogo, na época de Nicaragua os nerds ainda não haviam ascendido no reality e tomado conta de grande parte das temporadas. Aubry, Stephen Fishbach, Spencer, Cochran e Shirin tiveram grande destaque nas temporadas mais recentes e trazem algo que engrandece muito o show. Não vamos mentir, são os nerds que são fãs de carteirinha, que estão acostumados com estratégias em board games ou em RPGs e que sabem tudo sobre o reality, trazendo ótimas estratégias e muito entusiasmo para as temporadas.
Assim, nem preciso dizer muito que já estou em lua de mel com os Millennials e especialmente com a aliança Freaks and Geeks, que junta os participantes mais promissores da temporada. Não é normal em Survivor que as minhas impressões iniciais, que são extremamente superficiais e verdadeiros chutes, baterem tanto com os participantes na temporada em si. Não tem como, os participantes em quem eu mais apostava começaram correspondendo às expectativas e será um tombo muito grande se eles não se confirmarem como os favoritos ao prêmio. Acredito inclusive que Millennials Vs. Gen X ajuda no sucesso de perfis como Hannah, Mari, Zeke e Adam, uma vez que numa temporada normal eles estariam diluídos em duas tribos e poderiam ser escolhas mais fáceis para sair no começo.
Desde sempre, eu não fui muito com a cara dos chamados Cool Kids, os Millennials, bonitos, populares e que trazem aquela arrogância típica da geração do milênio. Mesmo assim, fiquei chocado com a falta de noção estratégica no jogo, repetindo erros já cometidos no passado. Eles se fecharem em quatro e nem disfarçarem o quanto se identificam para a maioria da tribo é uma cagada enorme. Fica ainda pior se pensarmos que foi exatamente a mesma conduta de alguns participantes, com o mesmo perfil inclusive, em Caramoan. Qualquer um que entende um pouco de Survivor já consegue perceber que uma das coisas mais importantes é não demonstrar quem são os seus verdadeiros aliados, mantendo sempre as opções em aberto e deixando todos da tribo confortáveis para que nenhum Big Move seja feito. Entretanto, o ego e arrogância dos populares fazem eles ficarem completamente cegos quanto o que pode acontecer num futuro bem próximo.
Em contrapartida à burrice de Taylor, Jay, Figgy e Michele, temos o excelente começo de Hannah e Mari, que parecem entender os ensinamentos de Rob Cesternino em Amazon. Em Survivor, não importa se você é forte, bonito ou popular, seu voto tem o mesmo peso de todos os outros. Assim, se você acha que a sua Triforce é suficiente para controlar uma tribo de 10, você no mínimo precisa de aulas de reforço de matemática. As formigas do meu querido Vida de Inseto podem se juntar, destronando os populares gafanhotos pela força da maioria. Com o tempo, o aspecto físico perdeu muito espaço em Survivor e, cada vez mais, o programa é um jogo em que os participantes devem usar as suas capacidades sociais estrategicamente. Dessa forma, Mari e Hannah forma muito bem, mas sem reinventar a roda, muito pelo contrário. Elas apenas fizeram tudo aquilo que já funciona há um bom tempo no reality e devem ter o controle da tribo inicialmente.

Ao contrário do que aconteceu com os Millennials, eu não consegui gostar dos Gen X e torço para que eles continuem perdendo e saindo, o que é o mais provável de acontecer mesmo. Até por isso, acho que uma divisão em 3 tribos já no terceiro episódio é providencial para chacoalhar o jogo e manter um alto grau de imprevisibilidade. O grande destaque da tribo ficou por conta de David mesmo, louco paranoico, inseguro, que é ótimo em puzzles mas já flopou no primeiro (J’tia feelings) e que, apesar de conhecer o jogo, está fazendo tudo errado. A aliança dominante é bem boring e ninguém ali me chamou atenção, seja no aspecto estratégico ou em termos de carisma ou edição mesmo.
Antes de falar do eliminado em si, Jessica, uma avulsa qualquer que deve estar desenvolvendo os poderes mutantes do Ciclope, encontrou logo no começo um envelope com uma vantagem. Se trata da chamada Legacy Advantage, uma vantagem que será revelada apenas no dia 36. Se Jessica for eliminada antes do dia 36, ela deve passar a vantagem para outra pessoa e assim por diante. A vantagem pode ser qualquer coisa, mas não acredito em nada muito novo, talvez uma vantagem em um dos challenges finais ou até menos a vantagem de excluir um membro do júri, que já deu as caras na última temporada. A ideia da produção, provavelmente, é consagrar o jogo social dos participantes, apostando no legado deixado pelos eliminados. A minha grande curiosidade é saber como esta vantagem passará da mão do eliminado para um outro participante, uma vez que se for na frente de todo mundo a vantagem se transformará em desvantagem num piscar de olhos. Por mim Jessica pode ser eliminada o quanto antes para que eu possa matar esta curiosidade.
Mostrando que a tribo dos velhos é flop, assim como aconteceu em Nicaragua, Gen X perdeu o primeiro challenge e a decisão sobre a eliminação logo ficou entre David e Rachel, a ex coelhinha que está mais para raposinha da Playboy. A moça era uma óbvia opção de first boot e destoa completamente do padrão de participante de Survivor. Rachel tem muito mais cara do Big Brother US e provou que era um verdadeiro peixe fora d’água no reality de sobrevivência.
Eu nem consigo apontar erros em si em Rachel, uma vez que acredito que o erro dela é ser e não fazer. Além de ser delusional e não demonstrar ser uma pessoa inteligente, Rachel mostrou que caiu de paraquedas em Survivor sem ter a menor ideia do que estava fazendo lá. Assim como ocorre bastante com participantes do Big Brother, eu acredito que ela só estava atrás dos seus 5 minutinhos de fama, que provavelmente nem vai chegar a ser 5, talvez 1 ou 2 minutinhos ou 5 segundos de fama. Coitada, até a merge ninguém vai lembrar que esta louca participou de Survivor.
Ouvi algumas pessoas dizendo que acharam a tática de dividir os votos logo no primeiro episódio muito arriscada, principalmente porque a aliança dominante tinha 6 pessoas e se os outros 4 se unissem conseguiriam tirar alguém dela. Entretanto, acho que no contexto era impossível Ken e David votarem junto com Rachel e Cece. Isto se confirma ainda mais se pensarmos que nem sequer as duas votaram juntas. Acho que de forma geral, a aliança fez a escolha certa, tirando alguém que não contribuiria muito em challenges e que tem uma personalidade irritante e espaçosa. Rachel tinha potencial de ser tão tosca que dá a volta, mas acabou sendo alguém que não fará falta nenhuma para o restante da temporada. Uma eliminação esperada e sem grandes impactos.

O que eu acho que é errado por parte da aliança majoritária e especialmente por parte de Jessica foi tratar David como se ele fosse um inimigo, ao invés de provar lealdade com ele hoje para colher lealdade dele no futuro. Em uma conversa entre os dois, David suplica para não ser eliminado e ao invés de se aproveitar da situação e se aproximar de alguém que pode ser útil, Jessica fala que gostaria que ele tivesse um idol para fazer um acordo. Really bitch? Sério, mesmo que a senhora acha legal colocar um preço na permanência de alguém que pode flipar num futuro próximo ou que poderia ser uma ferramenta importante no decorrer do jogo? Survivor é um jogo estratégico e angariar idols e vantagens sempre é importante, mas nada disso é mais poderoso no jogo do que a confiança de alguém e todos os Gen X perderam a oportunidade de usar o momento de fragilidade de David em seu favor. Ir até as pessoas “quebradas” em Survivor e ajudá-las a ascender no jogo é uma das táticas mais consagradas em Survivor e pod funcionar muito bem com David.
De modo geral, tivemos uma ótima premiere, que foi capaz de nos dar um gostinho do que teremos nos próximos meses. Fiquei realmente impressionado com a beleza da locação e especialmente com visual de algumas tomadas aéreas e submarinas. A tecnologia não consagra apenas a geração do milênio, mas ajuda muito no aumento da qualidade visual de Survivor. Fiji nunca esteve tão bonita e as câmeras HD da CBS tão poderosas.
Assim como aconteceu na Camboja, a locação parece que não dará uma colher de sopa para os participantes, que logo de cara enfrentaram 4 dias de chuva pesada e até mesmo um ciclone. Pela primeira vez na história do reality, as tribos tiveram que ser evacuadas e fico feliz disso ter acontecido logo no começo para não quebrar o ritmo de jogo quando ele estiver pegando fogo. Ouvi boatos de que o ciclone teria destruído o Tribal Council e parte da estrutura dos challenges, mas se isso realmente ocorreu a produção trabalhou bem e reconstruiu tudo de maneira bastante rápida. Acredito que ninguém seja capaz de contestar a decisão da produção de evacuar as duas tribos, que colocou a segurança dos participantes e de sua equipe a frente do show bussiness diferente do que Rachel e Quinn fariam em Everlasting.
Depois de muito tempo sem fazer uma premiere que tinha a missão de apresentar 20 novos participantes logo de cara e ainda aprofundar o tema da temporada e contar todo o drama do ciclone, senti que a edição sofreu um bocado na introdução dos novos personagens. As premieres de Cagayan, Worlds Apart e Kaoh Rong foram impecáveis neste quesito e a mudança da fórmula me causou certa estranheza. Senti a edição focada demais nos mesmo participantes e sofrendo para apresentar o restante sem a facilidade de classificá-los em Brawn, Brains e Beauty ou Blue Collar, White Collar e No Collar, que trazia um certo didatismo na apresentação. Mesmo assim já me apaixonei por uma quantidade grande de participantes, uma inclusive que teve um airtime muito próximo de nada, e estou muito empolgado para acompanhar o decorrer do jogo. Acho que a temporada promete e vejo caras novas entrando para o hall da fama de participantes amados de Survivor.
Ranking da Semana
Antes de irmos de fato para o Ranking, gostaria de dizer que é muito difícil posicionar todos os 19 participantes restantes no jogo apenas assistindo a premiere e esclarecer que o meu ranking leva um pouco de tudo em consideração (jogo, atuação no episódio, edição, possibilidades para o futuro, carisma, potencial para render…). Não se trata apenas de apontar quem vai vencer.

1- Mari. Não tem jeito. A minha favorita, antes mesmo da temporada começar, teve um início muito bom e um destaque expressivo na edição. Mari é uma jogadora perfeita na teoria, está acostumada com o mundo dos games, o que nos leva a acreditar que vai encarar tudo como um jogo mesmo, é carismática, forte, focada e um pouco madura demais para uma Millennial. Ainda é cedo para cravar um favoritismo exagerado, mas ela é o pacote completo e sai um pouco na frente. Penso que Mari tem grandes possibilidades de se adaptar caso caia numa tibo cheia de Gen X a seguir, mas morro de medo que ela seja a vítima do swap que tinha um potencial enorme e sai cedo. Já vimos este filme algumas vezes e nunca é algo tão empolgante de acompanhar.
2- Hannimal. Sim, vou adotar o apelido dado por Corinne (Gabbon) e chamar Hannah apenas de Hannimal porque sim. Eu adorei este apelido e a semelhança com o Animal dos Muppets é inegável. Hannimal foi a grande surpresa do episódio e eu imaginava que ela iria se comportar assim como David, pelo menos no começo. Não poderia estar mais engando, a menina mostrou calma, puxou o saco da louca da bíblia com sucesso e nas suas costas foi plantando a sementinha contra a aliança 90210 da vez. O fato de ser aluna de Max Dawson, de Worlds Apart, pode ter ajudado, uma vez que ele provavelmente aconselhou sua pupila para não cometer os mesmo erros dele e de Shirin. Vou simplesmente amar se Hannimal conseguir manter a toada e ir longe.
3- Zeke. Alguém duvidava que Zeke ia ser um dos nomes da temporada? Acho que não, né? O cara, além de ser super engraçado e divertido, mostrou um lado heroico que eu não esperava, se tornando o líder da tribo nos afazeres do acampamento. Acho Zeke uma figura muito caricata para ganhar e, simplesmente, não consigo imaginar isso acontecendo. Entretanto, não vejo a hora de vê-lo entrar em ação e fazer algumas vilanices, marcando seu nome na história do reality. Zeke é um fã fanático por Survivor, conhece muito bem o jogo e já até escreveu um blog no site do Rob Cesternino sobre a estratégia dos participantes gays. Eu ainda associo ele um pouco a Colton, de One World, principalmente pelo fato dos dois serem gays e terem uma língua afiada, mas Zeke é muito mais gostável e deve conquistar as pessoas na lábia e não pelo ódio ou bullying. Não resta dúvida que ele será um dos protagonistas da temporada e que conquistará a torcida de grande parte do público.
4- Adam. O participante que mais gostei das informações da sua bio no site da CBS e no seu vídeo de apresentação teve um airtime incrível e foi eleito pela edição como o porta voz dos Millennials. Adoro me sentir obrigado a colocar os meus 4 favoritos no pré game nas 4 primeiras colocações do ranking. Acredito que em tempos normais diria que todos eles apareceram um pouco demais para um vencedor numa premiere. Entretanto, depois da altíssima rejeição do público com o vencedor da última temporada, não duvido que a edição queira pimpar o novo Sole Survivor desde cedo e construir uma história diferente. Adam tem um pouco a aparência de um duende ou de um filho da floresta de Game of Thrones e tem um certo carisma. Algo na sua postura é meio desconfortável, desajeitado ou nerd demais e acabo me identificando com tal desconforto. Estou com um certo medo que ele se torne irritante com o tempo, falando demais e num tom de voz um tanto quanto alto, meio gritando. Seu discurso também pode ser interpretado por algumas pessoas como o jovenzinho prodígio pedante, mas por enquanto estou gostando dele. Aliança Mari, Hannimal, Zeke e Adam é tudo que eu quero, é tudo que eu espero.
5- Chris. Como era de se esperar, Chris rapidamente assumiu a liderança dos Gen X ao lado de Brett. Não me envolvi muito com ele e não encontrei pistas que me levam a crer que ele irá bem no jogo, mas o quinto lugar é merecido para quem é líder de uma das tribos. Parece meio carrancudo, meio mal humorado e vou gostar de ver sua interação com Millenials. A promo do próximo episódio mostra um homem da sua tribo tendo problemas médicos, no coração para ser mais preciso, e fiquei na dúvida se o homem em questão é Chris ou Paul.
6- Ken. Diferente da grande maioria do elenco, Ken me surpreendeu bastante e foi retratado de forma muito positiva pela edição, sendo inteligente e respeitando a força dos Millennials. Teve alguns confessionais interessantes e pode surpreender. Ken não está na aliança principal, mas duvido que isto acarrete em perigo para ele até a swap. É muito difícil eu gostar de um alpha male, mas por enquanto estou achando Ken um participante bem honesto.
7- Michaela. Infelizmente apareceu muito pouco, mas só pelas caras de reprovação feitas ao longo das falas dos Gen X, esta menina já ganhou meu coração. Selo Eliza de qualidade para suas caras e bocas. Michaela me parece uma pessoa séria, determinada e que não vai levar desaforo para casa. Quero barracos? Quero. Nunca te pedi nada, Michaela e desta vez é verdade, eu realmente nunca pedi nada para ela. O primeiro pedido de muitos.
8- Brett. Aparece como o segundo líder dos Gen X e sinto que ele vai ser importante por um tempo. Para falar a verdade, odiei Brett e quero que ele se ferre o quanto antes. Ele é o maior candidato a fazer discursos pedantes nível Andrew Savage, apesar de ter certo carisma. Vejo Brett como um americano médio e quero mais que ele tome um blindside logo.
9- Monday. Assim como Hannimal, Monday foi um apelido dado por Corinne. A participante de Gabbon acredita que Monday seria um nome mais adequado, já que todo mundo odeia a segunda-feira. Nem preciso falar que adorei este shade gratuito e vou adotá-lo. Achei que ia fazer a véia louca que tem uma crise existencial no começo, mas ela se manteve firme. Assim como ela, tenho fé mas não em Deus, mas no fato de que ela crescerá ao longo da temporada.
10- Jessica. Teve um bom destaque, mas acredito que ele veio muito mais por conta dela ter achado a Legacy Advantage do que por carisma ou alguma força estratégica. Como disse na review, não gostei do seu tratamento com David e já quero ela arrependida quando for eliminada por ele. Quero ela ficando puta com os Gen X e, por vingança, passando a sua vantagem para um Millennial. Nada como uma boa e velha vingança em Survivor.
11- Will. Teve um bom destaque principalmente introduzindo o tema da temporada. Por ser o mais novo, isto é bem natural e acredito que continuará acontecendo. Acho que Will vai longe, mas não acredito que tenha força para ser um candidato efetivo à vitória. Veremos. Tem certo potencial.
12- Paul. Ele foi menos irritante do que se previa, mas odeio ele mesmo assim. Michaela me representou muito reagindo a cada chatice que ele falava. Ele é um forte candidato a medvac por problema no coração e, apesar de ser meio cruel dizer isso, quero. Pode ir Paul. Não sentirei a sua falta, muito pelo contrário.
13- Michelle. A louca da bíblia me surpreendeu tendo um certo carisma nesta vibe “vivo da minha arte vendendo miçanga na Praia Grande”. Foi meio tonta ao acreditar que tem a confiança de Hannimal, mas senti que ela tem um certo potencial. Gostei dela. Mas você está metida com Triforce, Morena? Assim, não tem como te defender.
14- Figgy. Que ela é linda e carismática acho que ninguém discorda e usar o seu poder de sedução é super válido e eficiente. Infelizmente, Figgy se sujou demais ao se envolver com Jay e Taylor. Espero ela bem longe deles numa swap para eu conseguir gostar dela e torcer por alguém que pode render bons momentos.
15- David. Fez tudo errado. Deixou-se levar pela paranoia, tentou colocar um alvo no coleguinha de maneira patética, se desesperou e procurou o idol sem a menor discrição. O medo da eliminação parece apenas acelerar o processo. Entretanto, já vejo o plot da redenção se formando e sigo confiante que ele vai durar bastante e pode se transformar num candidato forte para vencer.
16- Jay For Pay. Me pareceu um pouco mais esperto que Taylor e menos irritante do que estava no seu vídeo de apresentação, mas ainda odeio este cara e quero mais é que ele ferre o quanto antes. Quando você vai para um reality que o vencedor leva 1 milhão de dólares, o mínimo que se deve fazer é assistir as temporadas anteriores e evitar erros tão banais. Talvez esta conduta inicial nem prejudique tanto, uma vez que os Millennials tem tudo para vencer sempre e uma swap pode estar próxima. Jay For Pay teve um bom airtime assim como toda a sua aliança e não acho que eles saiam tão cedo mesmo com a burrice.
17- Cece. Não esperava que ela ficaria no bottom da aliança tão cedo e acho uma pena porque ela está me lembrando demais Stacy de South Pacific, uma das poucas participantes que eu gosto desta lamentável temporada. É uma forte candidata a ser eliminada no próximo episódio, mas espero por uma reviravolta na tribo dos Gen X.
18- Taylor. De todos os idiotas do Triforce, Taylor é o pior e mais babaca. O cara é inocente demais e está fazendo tudo errado, se “apaixonando” pela gostosa e escancarando seu bromance com Jay For Pay. Tem um perfil bem parecido ao de Fabio e Woo, mas espero que ele não dure tanto.
19- Tia Japa do Botox. Ganhou o troféu Purple Kelly do episódio e só apareceu para desfilar sua beleza descomunal que me lembra o cirurgião plástico de Unbreakable Kimmy Schmidt. Além disso, ela foi capaz de pegar quase tudo que estava bem próximo do envelope da vantagem e deixá-lo ali para o benefício de Jessica.

AHAZOU VIADA

Jesus amado, alguém nos proteja do ET de Varginha.















