“Peguei meu FGTS”
Então justiça chega ao fim com uma trajetória de altos e baixos, mas com um saldo positivo. Uma trama ousada, que nos fazia refletir um pouco sobre o que de fato é justiça e como ela pode influenciar em nossas vidas. Em algumas histórias achamos alguns absurdos, assim como tivemos aquela que nos cativou e torcemos para que o protagonista fosse feliz. Mas ai veio a sexta, e Maurício. O único dentre eles que não fazia parte da própria história, que mais parecia uma figuração de luxo do que aquele que buscava justiça.
Dividir o episódio em três acertos de contas foi interessante, mas nem isso salvou o episódio do marasmo que foi. Kellen, Antenor e Vânia conseguiram roubar a cena quando apareciam. Kellen se despedindo de suas pupilas e no final ainda roubando dinheiro e deixando uma mensagem debochada para Celso, foi digna de aplausos, pois ela pode até ter sido expulsa, mas no final ainda conseguiu sair por cima da situação. E mesmo ela sendo uma “vilã”, eu simplesmente gostei de realmente ela ter tido um final “feliz”.
O mesmo não posso dizer de Vânia, que no final entendeu que ela só serviu para ser enganada tanto por Maurício quanto por Antenor, e perceber que nenhum dos dois tiveram remorso do mal que fizeram a ela. O confronto dela com Antenor não tinha como terminar de forma diferente, com ela revelando que tudo foi culpa de Maurício e tendo seu final trágico.
Já no embate final entre Antenor e Maurício, ele contando toda a história do que aconteceu com Beatriz, parecia algo tão didático, algo que parecia tão vazio sendo dita por ele, mas Antenor, com seu deboche, começou a desdenhar a atitude de Maurício de ter matado Beatriz. Mas o diálogo entre os dois em que Antenor joga que Maurício matou a esposa, mas ele não, teve uma das falas mais pertinentes “Você cometeu vários crimes, mas vai ser preso justamente por aquele que você não cometeu”. E eu pensei “parabéns Maurício, você finalmente fez algo que preste”.
Falando desse jeito, parece que o episódio final foi cheio de ação e reviravoltas, mas não foi. Foi bem monótono para ser sincero, de forma que no meio para o fim eu já estava cansado de tudo que estava acontecendo ali. Se eu reclamei que não tiveram cuidado com o final de Rose, aqui ocorreu o mesmo.
As duas primeiras histórias terminaram de forma bem satisfatória, mas as duas últimas finalizaram abaixo do esperado. As únicas personagens que me importei na história de sexta foram a Vânia e a Kellen, pois os demais ou era perverso ou não simplesmente era apático.
Leandra Leal, Drica Morais e Antonio Calloni conseguiram imprimir profundidade em seus personagens e acabaram por salvar a história, de forma que muitas pessoas disseram que a história de sexta era de Antenor, o que ao final eu acabei concordando.
Para finalizar, a cenas finais foram bastante interessantes, com Maurício dando carona para Débora, e na manchete do jornal dizendo que Teo iria se candidatar no lugar de Antenor. A ironia que a manchete carregava era ímpar, ao passo que mostra como são as coisas, não importa se você é família ou não, eu tenho que te trair para ganhar poder.
PS1: Todas as histórias tiveram uma cena representando o início da trama, e isso foi muito legal de se ver.
PS2: Que cemitério movimentado esse de Recife.
PS3: Diferente do spoiler da história de quinta, até que o de sexta não foi tão ruim.
PS4: Obrigado por acompanharem e o feedback que foi dado. Até mais















