Uma temporada que decepcionou, mas com um vencedor muito merecido.

Durante a transmissão de Millennials Vs. Gen X, principalmente depois do episódio que eliminou Michaela, grande parte da audiência dizia que já podia pular para Game Changers, que seria uma temporada épica. Entretanto, a falta de simetria do elenco fez de Game Changer uma grande decepção. Na minha opinião, a temporada não chegou a ser ruim, mas muito aquém do pretendido. Um all-stars não deveria ter acontecido tão em seguida de Second Chance, já que os melhores participantes das temporadas recentes já haviam retornado. Game Changer acabou valendo a pena mais por conta de Sandra, que em poucos episódios nos lembrou porque é a rainha. Além de ter a maioria dos melhores personagens saindo antes da merge, a edição fez um trabalho tenebroso, equilibrando muito mal o airtime e se esforçando demais para criar momentos artificiais de emoção. Game Changers foi refém do seu tema e não conseguiu extrair o melhor nem mesmo de grandes participantes. O jogo também foi bem esquisito e alianças pré game determinaram grande parte da temporada como nunca antes visto. Tudo isso desanimou bastante o público e a temporada passa longe de ser uma das melhores que Survivor já teve.

Apesar de tudo, ao final da temporada podemos ficar tranquilos ao saber que o título de Sole Survivor está em boas mãos. Sarah não é uma grande personagem e acaba não atraindo muito o público pelo seu jeito mecânico e sua falta de carisma. Entretanto, fez um jogo muito próximo da perfeição para o contexto e quebrou paradigmas. Pela primeira vez na história de Survivor, alguém conseguiu passar o jogo inteiro flipando de um lado para o outro e mesmo assim sair com a vitória. Sarah não era a minha torcida, mas controlou o jogo todo graças a um jogo social excelente. Ela soube ser a melhor amiga de todo mundo e mesmo traindo as pessoas sempre conseguiu fazer o Damage Controll para seguir no poder. A cada episódio em que ninguém se ofendia com a sua última jogada, ela provou que soube trabalhar como a melhor amiga de todos e se vendeu como ferramenta para ajudar os seus adversários a derrotar ameaças maiores.

Eu já disse anteriormente, mas vou repetir. Eu não acredito que Sarah jogou como a criminosa que pretendeu ser. Apesar de ter se inspirado bastante em Tony, ela soube respeitar a própria personalidade. Assim, ela não violou as regras, ela fez as regras. Se Sarah foi uma bandida, ela foi uma de colarinho branco. Assim como nossos políticos, a policial ditou as regras, escolheu quem seriam os privilegiados, a propina que deveriam pagar, quem matar antes de fazer a delação e sofreu pouquíssimas consequências pelos seus atos. O que Sarah conseguiu aprender com Tony foi permanecer focada no jogo 24 horas por dia, se atentando aos mínimos detalhes para acumular vantagens e ir o mais longe possível. Uma verdadeira Game Changer.

Ver Tony passar diversas vezes por cima da moral e ainda ganhar 1 milhão de dólares e o respeito do público também foi essencial para que Sarah fizesse o jogo que fez. Ao invés de se preocupar com a sua imagem fora do jogo, ela se atentou a vender a imagem de amiga da comunidade apenas para os seus adversários, sem se preocupar com a moral e os bons costumes.  

Sarah foi a jogadora certa na hora certa e suas características encaixaram em Game Changers como uma luva. Primeiramente (#ForaTeme), pelo modo como foi a sua eliminação em Cagayan, a policial não teve um alvo em suas costas e foi subestimada até mesmo no F4. Se pararmos para pensar, durante a temporada toda, somente Tai realmente mirou em Sarah e criou um plano para tirá-la do jogo. Andrea e Aubry também tinham interesse na eliminação, mas não chegaram a efetivamente planejar um ataque contra ela. Ela ainda soube ir para o final contra pessoas que não deixaram uma boa impressão com a grande maioria do júri, o que sempre ajuda também.

Em segundo lugar, o fato de ser uma pessoa controladora, com uma certa necessidade de mandar, ajudou Sarah a fazer as jogadas que o tema da temporada pedia. Enquanto alguns participantes tinham que se matar para sobreviver sem chamar muita atenção, devido à reputação de jogos passados, Sarah tinha liberdade para agir. Assim, na impossibilidade de uma Cirie, Andrea ou Aubry para mandar em tudo, foi Sarah quem pôde brilhar. Ela se aproveitou do contexto para fazer o jogo com mais chance de levá-la à vitória e fez de maneira bem competente.

Eliminada Sem Levar 1 Voto Sequer a Temporada Toda

O episódio começou com Sarah bem puta da vida, gritando que não renunciou ao seu direito de usar a própria vantagem, o que faz bastante sentido. Cirie foi maluca de acreditar que ela seria grata, quando ela tentou gastar uma vantagem sua da policial. Sarah também foi bem dura com Tai e até exagerou um pouco ao mostrar tanta indignação por ele ter tentado eliminá-la.

A grande surpresa foi ver que o Brad Culpepper de Blood Vs. Water voltaria na finale. O Brad calmo, tranquilo e que se sabe se aproximar das pessoas para alcançar seus objetivos sumiu. O velho Brad que não sabe ser contrariado e que acredita ser capaz de ter o que quer através da imposição e da intimidação voltou com tudo. Eu não o condeno moralmente por ser um babaca com Tai, até preferiria que ele tivesse sido assim a temporada toda, uma vez que rende bem mais. O problema é que não é inteligente agir assim. Se Culpepper assistiu Kaoh Rong, ele deveria saber que Tai é uma pessoa que age pela emoção e que valentões como Scot e Jason não se deram muito bem com ele. Quem conseguiu manipular Tai foi Aubry, que fez exatamente o oposto de Brad nesta finale. Ela mostrou que se importava com ele e o fez se sentir importante. Culpepper tentou dobrá-lo pelo medo, um tipo de estratégia que não deu a vitória nem para Russel, que é muito mais inteligente e sagaz que Brad. O pior é que nunca funcionaria com Tai, alguém que valoriza amizade e valores positivos.

O fato inédito de alguém ser eliminado sem levar nenhum voto dá a impressão que Cirie deu azar e foi eliminada por pura falta de sorte. Engraçado que tanto, em Exile Island quanto em Micronesia, a eliminação de Cirie já havia deixado esta sensação. Na minha opinião, foi mais do que azar. A sua queda começou com o voto em Andrea e se agravou com a eliminação de Michaela. Cirie não foi alvo neste Tribal Council apenas por não ter muitas chances de vencer challenges.

Para mim, apesar de ter sim havido um excesso na distribuição de vantagens ao longo do jogo, não acredito que isto tenha sido o fator fundamental para uma eliminação sem votos. A produção deu um tremendo azar dos idols caírem nas mãos de Troyzan e Tai. Ao mesmo tempo, os outros participantes foram muito mal ao não colocar nenhum dos dois em situação de risco, que forçaria o uso do idol. 3 idols no jogo ao mesmo tempo que a Legacy Advantage já havia ocorrido na temporada anterior, mas os idols foram sendo usados ao longo dos 39 dias. O que poderia mudar é a Legacy. Eu acredito que seja uma vantagem interessante e a eliminação de Sierra atesta isto. Contudo, a vantagem dada ao final poderia ser algo diferente de uma simples imunidade. Para dar uma simples imunidade, já existem os idols. Espero que, já na próxima temporada, a produção diminua o número de vantagens e force menos a barra para parecer Game Changer. Estas vantagens foram usadas como anabolizantes com o objetivo de dar mais força para os Game Changers e criar artificialmente Big Moves, chegando bem perto de perder a essência do jogo no meio do caminho.

Cirie é uma lenda de Survivor. Uma da melhores jogadoras de todos os tempos. Assim, é óbvio que ela trouxe algum brilho e contribuiu com a temporada. Foi triste vê-la errando, mas Cirie também é humana. Acredito que um dia ela ainda vai sair do sofá de novo e desfilar suas gargalhadas deliciosas nas nossas TVs novamente. Diferente do que disse na review anterior, acredito que, se Cirie chegasse ao final, ela teria sim grandes chances de vencer. Entretanto, mesmo com menos azar, o difícil seria ela chegar no final.

Aubry e Tai, sempre juntos

Foi legal ver Tai e Aubry se reconectando e jogando juntos novamente. Claramente, existe uma amizade verdadeira entre os dois e é por isso que ela conseguiu em duas temporadas ser a pessoa mais beneficiada pelo jogo de Tai. Ele é uma pessoa genuína e é algum daqueles casos em que the truth works well in this game. A decisão de usar seus dois idols de uma vez só foi boa e garantiria a maioria para a sua aliança caso Sarah não tivesse a Legacy Advantage. Eu não acharia um move ruim se Tai tivesse usado os idols em Aubry e Cirie. Entretanto, como 5 pessoas ficaram imunes neste TC, seria ele quem sairia. Logo, seria um desastre Tai sair com dois idols. Ele também poderia ter usado só o idol em sai mesmo, o que lhe garantiria o F4, mas ao manter Aubry ele também fez isso. Se ela vencesse o challenge, talvez Tai saísse no F5, porém acredito que, neste caso, Brad sairia. Assim, Aubry e Tai teriam uma chance de tirar Sarah no F4 e ir com Troyzan para o final. Tai e Aubry numa final com alguém que não fez muita coisa não traz boas lembranças, mas dificilmente aconteceria de novo.

Aubry é uma ótima personagem e uma boa jogadora, mas foi completamente deixada de lado pela edição por grande parte da temporada. Esta opção prejudicou muito Game Changers, uma vez que ela é uma excelente narradora e saber mais do seu jogo poderia ter animado uma boa parte do público. Ela fez um jogo ok, mas sem ter tido momentos em que de fato brilhou como em Kaoh Rong. Sua eliminação foi chata e previsível e acredito que ela não poderia fazer nada para mudar isso. A possibilidade de um F4 entre Tai, Sarah, Brad e Troyzan era tudo o que estes 4 precisavam. Sarah venceu com grande merecimento e mereceria ainda que contra Cirie ou Aubry, porém seria um pouco mais difícil de acontecer.

Vamos falar agora um pouco de Tai, um jogador que na minha opinião é muito subestimado. Tai é uma pessoa verdadeira e que não tem competência alguma para mentir ou manipular. Toda vez que ele tenta fazer algo assim, as coisas acabam saindo pela culatra. Eu até acredito que ele erra muito ao insistir na tentativa de mentir e fazer jogadas ousadas. Pra mim, ele deveria fazer o jogo mais simples possível, moldando a sua estratégia nas suas próprias características. Entretanto, mesmo sendo um péssimo mentiroso, Tai toma boas decisões, encontra muitos idols, é subestimado por todos e faz um bom jogo no geral.

O problema não está em Tai, está nas outras pessoas. Assim como ocorreu em Kaoh Rong, todo mundo enxerga em Tai uma oportunidade de manipulá-lo. Quando ele mostra que não é tão tonto assim, as pessoas ficam frustradas com ele e descontam seus próprios fracassos no coitado. Em um confessional da finale, Brad diz que Tai merece o sue desprezo e sua falta de confiança uma vez que traiu Sierra. Entretanto, precisamos recordar que antes dele flipar para a aliança das mulheres Sierra, Brad e Troyzan votaram em Tai. Dessa forma, Tai agiu muito bem ao mudar de aliança, beneficiando o próprio jogo. O mesmo aconteceu em Kaoh Rong, quando Jason e Scot tinham planos de traí-lo, mas não souberam entender a mudança de rumo no jogo de Tai, que foi sim uma boa e necessária jogada.

Assim como aconteceu em Kaoh Rong, se os seus aliados tivessem lhe escutado, a vencedora teria sido eliminada. Na sua primeira participação, Tai fez um plano para eliminar Michele. Assim, se Aubry tivesse acatado o seu plano, outra pessoa teria vencido, muito provavelmente ela. Dessa vez, caso Cirie, Michaela e Aubry tivessem aceitado o seu plano de se voltar contra Sarah, a policial poderia ter saído no F7, dando grandes chances para um destes 4 de vencer a porra toda. Eles não precisariam envolver a vantagem de Sarah nesta questão, já que se os 4 votassem em Sarah ela com certeza já sairia.

Assim, acredito que Tai é subestimado por não ser exatamente o tipo de participante que a gente gosta. Entretanto, ele faz boas jogadas e toma decisões que o beneficiam. Eu não acredito nas simulações que Jeff faz na Reunion ao tentar descobrir quem venceria em cenários diferentes. Entretanto, a dinâmica revela que Tai tinha sim alguma chance de vencer, coisa que a gente nunca acreditou. Uma coisa é mais do que certa, Brad Culpepper foi extremamente burro ao eliminar Tai, uma vez que ele não tinha chance alguma diante de Sarah. Esta decisão claramente foi tomada por um péssimo jogador, que agiu pela emoção. Não gostando de ser contrariado por Tai, Brad agiu com vingança. Se ele olhasse para as pessoas do júri, ele conseguiria prever que grande parte das mulheres com certeza premiria Sarah. Enfrentar Tai na final não garantiria o título de Sole Survivor para Brad, até acho que Tai venceria, mas seria a melhor decisão.  

O Novo Final tribal Council

Antes mesmo de Millennials Vs. Gen X ir ao ar, Jeff Probst disse em uma entrevista que teve uma ideia para melhorar a dinâmica do Final Tribal Council e que ela seria implementada na temporada de número 34. Na entrevista, ele disse que o júri de Kaoh Rong foi a grande motivação da mudança e muitos entenderam que seria uma tentativa de coroar o jogo mais estratégico. Entretanto, ao meu ver, o Final Tribal Council Mesa Redonda (sem Milton Neves) traz muito mais do que isto.

Na minha opinião, na grande maioria das vezes os jurados já chegam ao Final Tribal Council com o voto definido. Assim, apesar deste novo formato favorecer o debate e uma possível mudança na opinião de alguém, se trata mais de motivar os votos. O novo FTC foi ótimo, uma vez que deu a oportunidade de entender os motivos que levaram cada um dos membros do júri ao seu voto. Se esta ideia tivesse sido implementada em Kaoh Rong, eu não acredito que o resultado seria diferente, mas acho que o público entenderia melhor os motivos que levaram Michele a vitória. Um resultado desconecto com o que vimos ao longo da temporada é prejudicial para o programa. Então, este novo formato elimina um pouco do suspense, deixando mais claro o porquê o vencedor foi bem sucedido. Em Kaoh Rong e até mesmo em Millennials Vs. Gen X, muita gente não entendeu os motivos do júri e este tipo de coisa já nem é mais pauta na Reunion. Dessa forma, o novo formato foi muito bom, trazendo mais dinamismo e sendo mais moderno, mais conectado com o que o programa é hoje. Vejo muita gente questionando o porquê de Adam ter ganho por unanimidade, por exemplo, e com um formato assim acho que a dúvida provavelmente não existiria.

Este novo conceito pareceu desorganizar o Final tribal Council e tirar o impacto dos discursos individuais de cada membro do júri. Isto é verdade, porém a mudança era necessária. Nem digo por Kaoh rong e sim por Second Chance e Millennials Vs. Gen X, duas ótimas temporadas, mas com participações bem mornas por parte do júri. O jogo evolui e precisamos desapegar um pouco do passado para enxergar a sua evolução. Aqueles discursos de ódio contra o finalista já não são tão comuns e a visão mais estratégica é o mais importante no reality no momento atual. Assim, uma discussão envolvendo todos acaba sendo mais interessante.

O novo formato possibilita que os jurados falem mais, opinem sobre diferentes assuntos e se destaquem defendendo ou atacando um dos finalistas. Enquanto antigamente, a relação no final era mais unilateral, enquanto um falava o outro ouvia para só num segundo momento responder. Agora, desta nova maneira, as coisas ficaram bem mais dinâmicas. É como se os participantes que foram eliminados de fato voltassem ao jogo e desempenhassem um papel importante no final dele. Diante de um F3 tão sem graça, é bom ter Michaela, por exemplo, tão ativa no Final Tribal Council. São muitas temporadas que nossos personagens favoritos não chegam na final e agora eles têm muito mais oportunidade de voltar a nos dar alegrias no júri. Muitos jurados apareciam apenas para fazer uma pergunta genérica, mas agora eles podem intervir de uma maneira a contribuir em qualquer tema. Eliza, por exemplo, sempre foi uma jurada maravilhosa, mas com esta mudança ela poderia ser ainda melhor. Fico imaginado ela tretando e discutindo ferozmente em favor de alguém.

No Final Tribal Council, ficou evidenciado que Sarah fez um jogo muito superior ao dos seus adversários, socialmente e estrategicamente. Ela ainda foi quem se expressou melhor e defendeu as suas jogadas com autoridade. Eu até tenho a impressão de que Sarah realmente não formou relações pessoais reais, era tudo encenação para cumprir seus objetivos. Entretanto, isso não diminui os seus méritos, acredito que até aumenta. Gosto também de como ela se portou como Badass, alguém que te elimina e ainda usa a sua jaqueta para esfregar na sua cara que não tem vergonha nenhuma do que fez. Para se dar bem no final, é necessário mais do que ganhar challenges, usar um saco de lixo como vestuário ou assumir que estava ali só pela aventura. Troyzan e Brad fizeram jogos muito conservadores e não se adaptaram ao momento de Survivor. Já Sarah, usou todo a sua experiência com policial em seu favor, fazendo um jogo de fato Game Changing. Well done Sarah.

O novo formato também nos ajuda a enxergar que muitas vezes o júri só quer ver o seu próprio jogo coroado. Na maioria das vezes, as pessoas tendem a premiar um jogo parecido com o seu próprio como uma maneira de autoafirmação. O caso mais claro disso é o de Ozzy, que nos lembrou como ele é chato e pedante. Ozzy não estava preocupado em dar a vitória para o melhor vencedor, sua preocupação era dar o prêmio para si mesmo e encontrou em Culpepper um atalho para isso. Ele e Debbie se esforçaram para fazer a decisão final ser sobre eles, enquanto deveria ser sobre Sarah, Brad ou Troyzan. Ainda bem que o júri estava recheado de pessoas maravilhosas, que, além de revirar os olhos quando Ozzy falava, ainda argumentaram e votaram em favor de Sarah. Não existia nenhum outro possível vencedor nesta final além dela.

Survivor Heroes Vs. Healers Vs. Hustlers

Como diria aquela menininha da entrevista na manifestação, a reunion, assim como já vem sendo há um bom tempo, foi uma grande perda de tempo. O mais esperado por mim era ver a promo da próxima temporada, Survivor Heroes Vs. Healers Vs. Hustlers. O conceito é esquisito, um tanto quanto forçado e não traz nada que a gente realmente esteja louco para ver. Entretanto, este é só o ponto de partida e o que realmente importa é o elenco de novos participantes. Um all-stars tão fora de hora aumentou muito a minha vontade de ver participantes novos para conquistar minha torcida favor e contra também. Estou com saudade de um vilão de verdade em Survivor. Apesar do aspecto estratégico ser o meu ponto favorito, sinto que precisamos de uma folga de Game Changers, mil vantagens e Big Moves sendo feitos apenas para impressionar. Assim, um tema mais social e um foco maior nas pessoas parece ser um ótimo caminho a seguir neste momento. Game Changers pecou muito na frieza com o personagens. Com participantes desconhecidos, a edição precisa focar mais nas pessoas antes de tentar criar momentos artificiais. Espero que os editores se reencontrem e façam um trabalho melhor narrativamente.

A ideia é um pouco como a de Worlds Apart, mas Millennials Vs. Gen X foi uma temporada excelente mesmo com um tema similar ao de Nicaragua. Acredito que a tribo mais interessante vai ser a dos Hustlers e Ryan foi o participante que mais me chamou atenção pela promo. Sim, eu costumo torcer pelos nerds e provavelmente repetirei isso. Todas as mulheres mostradas têm potencial para me conquistar, com destaque para Ashley (nova Stephenie?), que parece ser bem torcível, e Desi, que me lembrou um pouco Cydney. Eu já odeio Ben e ele deve representar toda a chatice e pedância que a tribo dos Heroes pode ter. Survivor vinha selecionando participantes que realmente são fãs e amam o programa. Game Changers deu um passo atrás neste sentido, mas espero que eles retomem de onde parou antes. Desde já, estou na expectativa.

Gostaria de mandar um abraço e agradecer a todos que acompanharam as minhas reviews, independente de concordar com os meus pontos ou não. Eu faço isso com a maior honestidade e sinceridade possível, tentando analisar as coisas racionalmente mas sem deixar a subjetividade de lado.

Até a próxima temporada. Obrigado.

REVISÃO GERAL
Nota:
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survivor-game-changers-34x1213-no-good-deed-goes-unpunished-reunion-season-finaleNa minha opinião, a temporada não chegou a ser ruim, mas muito aquém do pretendido. Um all-stars não deveria ter acontecido tão em seguida de Second Chance, já que os melhores participantes das temporadas recentes já haviam retornado.