Elos desfeitos e refeitos.
Sete episódios. É o período que Suits conseguiu manter Mike fora da Pearson Specter. A grande promessa da temporada já fica aqui enterrada de cara. Sim, pois se (como me parecia) a ideia era conferirmos a interação e rivalidade entre Mike e Harvey em lados opostos, foi só o que vimos até aqui no já infame processo de aquisição das Gillies Industries. Se a ideia for retomar esse tema no futuro, pior ainda: estaria isto configurando um andar em círculos.
Não digo que eu torcesse para que Mike seguisse ao lado de Forstman. Apenas penso que esta seria a alternativa dramaturgicamente mais rica para a trama. Já tinha aceitado isto! É claro que ver Mike e Harvey juntos diariamente de novo tende a nos agradar, por tudo o que este bromance já nos deu. Mas, sei lá, logo Suits tão acostumada a dar reviravoltas, voltou a um estado anterior.
A citação de Jessica de que com a saída de Mike ela voltou a pôr a cabeça no travesseiro tranquila dá o tom de forma certeira. Ter Mike é um risco e até quando esta história ficará perfeitamente oculta (já que é óbvio que, ainda que nos seus derradeiros momentos, esta história um dia virá à tona)? O roteiro adotou uma solução que julgo muito preguiçosa!
Não há aqui um desprezo pelo episódio ou uma avaliação plenamente negativa. A bem da verdade, se analisando isoladamente, per si, a resolução do plot de Mike não foi propriamente ruim. A solução final do plot – isto é, Louis cedendo sua recompensa em prol da recontratação de Mike – foi algo surpreendente e com boa dose de clímax.
O problema é que todo o restante foi bastante previsível. O fato de ter a absoluta certeza de que Rachel seria estúpida o suficiente a ponto de contar sua traição fez com que o momento em que isto aconteceu fosse absolutamente insípido (ainda que a atitude dela seja nada menos do que odiosa). Rachel merece colher os frutos amargos de suas decisões nesta temporada. O problema é que as perspectivas não são boas – preparem-se para um arsenal de cenas de ofensa feat. sofrimento entre os outrora pombinhos!
Não há, para mim, como avaliar We’re Done de outra forma, senão que Suits involuiu em sua trama, abrindo perspectivas não muito promissoras em suas histórias centrais. Resta torcer para que Sean Cahill e Charles Forstman, os vilões da vez, oxigenem a trama e extraiam o melhor de nossos personagens, roubando-lhes a atenção e impedindo-os de desperdiçarem tempo com mimimi.
P.S. 1: Katrina não tem mais nada a fazer senão coaching de carreira com Louis?
P.S. 2: Ainda não processei totalmente o novo Harvey-paz-e-amor, a ponto de saber qual versão da história prefiro: crescimento/amadurecimento emocional do personagem X “cortaram suas bolas?”
P.S. 3: Jeff Malone começou bem, mas nos últimos dois episódios começou também a encher o saco, com toda aquela exigência de confiança feita a Jessica. Fala sério. O cara não tem o mínimo de respeito pela liturgia do cargo e peita “sua patroa” de forma virtualmente arrogante. Nonsense demais!













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