Gosto quando Scandal sente o cheiro de final de temporada e começa a retomar o ritmo de fazer a coisa acontecer! Os flashbacks e episódios centrados em personagens específicos ficaram para trás e agora é manter os olhos fixos na linha de chegada e não olhar para o que passou – apesar de ser exatamente isso que vamos fazer aqui.

Por razões pessoais, tive que juntar as reviews dos dois últimos episódios e isso foi uma boa coincidência porque Mercy e The Box colocados um ao lado do outro parecem dois rounds de uma mesma luta, dois tempos de um mesmo jogo.

O episódio 12 foi uma brisa refrescante por trazer pela primeira vez alguém se impondo ao novo poder paralelo ascendente. Deixando de lado um pouco a verossimilhança, foi bem divertido ver as manobras usadas por Olivia e seus aliados (que no momento é basicamente todo mundo do elenco principal) para deslocar o poder das mãos de Samantha (ou Grace, como preferir) e Peus. Desde que chegaram, não dava pra entender como uma organização surge do nada com um poder tão hegemônico e intocável.

A história do drone falso e da quarentena são bem manjadas e me pareceram um plano mal pensado, já que ninguém sabia como resolver a situação uma vez que chegaram à lacuna de poder que tanto desejavam. Mas só de ver Abby e loira-que-nunca-se-cala num mesmo bunker me encheu de alegria – a primeira merecia algum tipo de punição por sua chatice e ingenuidade, e a cara de choque da segunda ao se ver impotente pela primeira vez desde que apareceu foi impagável.

A discussão toda sobre quem iria assumir a vice-presidência de Mellie e como esse cargo se torna um terreno de disputa de poder foi uma estratégia inteligente e envolvente para levar o conflito adiante. A escolha de Luna Vargas me agradou mesmo com todos os “mas” que ela levanta – “nunca teve um cargo político”, “as pessoas a tratam como pura, mas será que ela é mesmo?”, “ela não representa a escolha de Vargas, já que o vice dele era Cyrus”… Mas ver Mellie e outra mulher (latina, vale lembrar) lá em cima daquele pódio foi quase um delírio pós-apocalíptico muito louco. Só pra lembrar como é legal que esse show ainda sabe que representatividade importa.

Já no episódio 13, vemos o contra-ataque de Peus contra Olivia – e ele a faz provar de seu próprio veneno: usa também drones munidos de bombas para fazer o país todo de refém do medo e conseguir sua presidência de volta. Um grande contraste que é sentido em como os dois times que campo jogam diferente é o número de mortos – dessa vez, vidas inocentes foram sacrificadas como arma de chantagem, que é para provar mesmo que Peus não brinca em serviço.

Eli, que já sabe disso, é a chave de conflito desse episódio. De um lado, ele realmente parece ser a peça que falta para destruir o novo poder paralelo, mas, ao mesmo tempo, a total e completa negação dele é suspeita – e um tanto quanto incoerente com seu histórico, como até  um dos personagens menos dotados de inteligência dessa série (leia-se Fitz) apontou. A história dos pacotes que Rowan recebia com o peso de uma cabeça humana, que supostamente seria de Olivia, foi um dos pontos fracos, mas a reviravolta foi boa. Não sejamos ingênuos a ponto de achar que a iniciativa por trás de Samantha e Peus desapareceu só porque eles não existem mais. Mas que foi catártico ver um pouco de vingança ser feita com esses dois, foi – ainda mais com aquela cena com o fóssil do dinossauro e Eli falando sobre sobreviver. Me pareceu um bom encaminhamento para o final desse ciclo.

A partir de agora retomamos a programação normal de reviews. Não espero muito de Olivia e nem do governo de Mellie (muito menos do final do governo de Fitz) para ser bem honesta, mas devo dizer que pelo menos curiosa eu estou para ver o que vem pela frente. E algo me diz que aí vem bomba.

REVISÃO GERAL
Nota:
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scandal-6x1213-mercythe-boxA história do drone falso e da quarentena são bem manjadas e me pareceram um plano mal pensado, já que ninguém sabia como resolver a situação uma vez que chegaram à lacuna de poder que tanto desejavam.