
Uma semana referências de Rizzoli & Isles.
Spoilers Abaixo:
Tenho certeza de que essa não foi à intenção dos roteiristas, mas outras séries me vieram à cabeça durante toda a exibição do episódio. Esse fenômeno começou já cena de assassinato pré-crédito: há um plano em que a câmera foca em uma casa de bonecas, enquanto uma mão segura um dos bonecos que está dentro e o tira. Quem viu Presença de Anita, na Globo, talvez lembrar-se que há um plano muito parecido na abertura da série. Tive que parar o episódio para rever a Anita no Youtube.
Ainda nos pré-creditos, uma motorista de ônibus encontra uma menina vestida de boneca com um ferimento estrondoso na cabeça. Bom trabalho da equipe de maquiagem em reunir toda a delicadeza da boneca com uma ferida que, apesar de brutal, conseguiu manter intacta a beleza da moça morta (é antiética essa frase?). A Rizzoli chega à cena do crime de luvas, mas com um copo de café na mão, logo chega o Frost com uma quentinha de panquecas. É permitido comer em uma cena de crime? E cadê o nojo do Frost? Lembrou-me uma cena de Life on Mars onde os detetives comem a vontade em cima de um corpo sem se preocupar.
O caso envolver bonecas lembrou-me um caso que também envolvia a transformação da vitima em bonecas em Criminal Minds. Por falar em Criminal Minds, há um ponto do episódio em que a Dr. Maura dá uma de Dr. Reid e traça o perfil psicológico do assassino baseado na sua compulsão em vestir as vitimas. O paralelo entre os dois personagens doutores é reiterado na piadinha de comparação com um robô, já comum em Criminal.
Mas as referencias não ficam por conta da minha memória super-ativa, em certo ponto a Rizzoli chama os companheiros de delegacia dos três patetas, rendendo uma boa piada e permitindo que o Frankie mostrasse todo o seu talento ao imitar o Curly. Outra, o Korsak encontra uma cachorra próxima a cena do crime e a batiza de Barney Miller, que é um antigo seriado cômico-policial da década de 70. Muito inspirado.
Por falar na cachorra, descobrem que ela pertence a um abrigo de veteranos do exercito. Adivinha que abrigo é esse? O do Casey! Olha só, o Kosak encontra uma cachorra perdida qualquer que tem um chip (muita tecnologia) que a mostra que ela pertence ao abrigo do exercito mostrado no ultimo episódio. Como se isso não fosse coincidência o suficiente, é a Maura quem vai ao abrigo (a única da série que poderia perceber o ferimento do Casey mesmo com ele sentado). É coincidência demais! O que é isso? É um filme do David Lynch?
Sério mesmo, achei que a série deixaria o plot do Casey cozinhando por um tempo, para aproveitar melhor o episódio com a jornada da Rizzoli, e só, deixando o inevitável encontro com ele mais para frente. Mas a cadeia de eventos é feita com um pequeno espaço de tempo, a verossimilhança de tantas coincidências fica prejudicada, o pior é que não era necessário resolver tudo em apenas um episódio, podendo dividir os acontecimentos entre este e o próximo. Isso é Rizzoli & Isles se prejudicando pelo péssimo habito de apressar suas tramas.
Pela primeira vez um alivio cômico da série realmente me incomodou. No fim do episódio, Casey pede que Rizzoli não o veja saindo de muletas do encontro, ela olha e chora. Esse era o momento perfeito para terminar o episódio, sendo dramático e bonito o suficiente pra justificar os créditos finais, mas os roteiristas optam por continuar e terminar com Maura e Jane fazendo piada. Não era necessário.
O resultado é episódio um ótimo caso da semana, que envolve um serial killer perturbado por um pai cruel de verdade (gosto mesmo quando a série mostra crimes menos premeditados e racionais), mas que peca no plot da personagem principal.
P.S: Houve faíscas entre a Mama Rizzoli e o chefe de policia. Espero que essa seja uma trama bem aproveitada futuramente.
P.S: Rondo é o cara!
P.S: Ângela Rizzoli usando as investigações como inspiração para escrever no blog! Richard Castle que se cuide! Ela teve 12.314 seguidores!





















