O universo deve odiar os Gavin profundamente. Só dessa forma eu consigo aceitar o fato de que os finais de temporadas de Rescue Me terminam sempre da mesma forma: alguém se dando muito mal (leia-se: morrer ou pior).

Spoilers abaixo:

Existem coisas piores do que a morte. Para mim, terminar o resto da minha vida como o Damien, por exemplo, é pior do que morrer. Além do mais, passar o resto da vida preso a uma cadeira de rodas, sem poder se comunicar ou ter o simples controle sobre seu próprio corpo, é como ser condenado a uma prisão perpétua sem paredes e grades. Engraçado perceber que de todas as desgraças que se abateram sobre os personagens da série, essa é a primeira vez em que eu optaria pelo suicídio do que ter que encarar as conseqüências naturais da mesma.

Eu esperava que das duas, uma dessas situações ocorreria: ou Lou iria morrer ou Damien iria morrer. Lou está com sérios problemas de saúde, mesmo assim se recusa a aposentar-se dos bombeiros. Damien estava em dúvida entre continuar nos passos do falecido pai ou traçar seu próprio caminho. No fim, terminou pior do que eu e qualquer um poderíamos imaginar.

Quando Damien agarrou o braço de Tommy, no final do episódio da Season Finale, e disse: “Você fez isso comigo”, eu conclui que não passava de mais um delírio de Tommy. Eu esperava que algo acontecesse, além do mais o último episódio estava até muito morno para ser o episódio de despedida desta temporada. Mas realmente não sei qual o significado deste fim. Provavelmente, só mesmo no último ano da série teremos compreensão do que aguarda Tommy e companhia.

Como os dois episódios giraram em torno de Damien, de uma maneira ou de outra, nada mais normal do que tratar das conseqüências que esse infortúnio teve sobre os demais personagens.

Quanto a Tommy, sua vida agora está dividida entre suas duas famílias. Evidentemente isso não dará certo, como pudemos constatar. Ele simplesmente não pode carregar nas costas todos os problemas que aparecem na sua frente e, oh ironia!, tem que resolver seus próprios problemas primeiro.

Os rapazes da corporação me irritaram mesmo neste último episódio quando se aproveitaram da condição de Damien para conseguir pegar mulheres. Existe um limite ético para tudo, e dessa vez os bombeiros do batalhão 62 o ultrapassaram. O único que não fez nada foi o “Black Shaw”, mais porque está envolvido com Colleen do que por moralidade. Contudo, o que eles fizeram pelo bombeiro Mahone equilibrou um pouco a situação deles, além do mais ser lembrado como ele seria era o pior que poderia acontecer. Parabéns a eles, portanto, por isso.

Outro que agiu como um tremendo FDP foi o Mickey, que largou Sheila depois do acidente de Damien. A desculpa que ele deu, vá lá, até faz sentido, mas não o torna menos escroto. E se antes eu já não ia com a cara dele, agora espero que ele desapareça de uma vez.

Estranhamente dessa vez não sentirei tanta falta de Rescue Me. Achei que faltou aquele gancho ou aquele acontecimento surpreendente que nos deixa ansiosos pelo retorno da série. No momento, só vejo nuvens bastante negras em direção aos Gavin, e a tendência é piorar. Sempre.

Até a próxima temporada.

P.S.: Aproveitar em pleno fim de semana do 11 de setembro, justamente o acontecimento que serviu de inspiração para a série, para deixar aqui meus pêsames aos familiares das vítimas daquele atentado hediondo.

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