Já fiz tanto rejuvenescimento vaginal que eu acho que um bebê não conseguiria sair de mim

– Tynnyffer.

Semana passada vimos Parks and Recreation abrir a porta para novas possibilidades cômicas com a unificação de Eagleton e Pawnee. Somada às quatro tramas principais que nos foram apresentadas na premiere (a saída de Ann e Chris de Pawnee, a crise política de Leslie, a concorrência da loja de Rent-A-Swag e a gravidez de Ron, melhor, de Diane), a unificação criou um cenário mais do que propício para que a série alcançasse novamente os altos níveis de qualidade das 3ª e 4ª temporadas. Essa semana, novamente Parks colocou o freio em algumas tramas e seguiu em frente com outras e manteve o bom nível desse início de temporada.

Essa semana tivemos três plots: a unificação das cidades, como indicado pelo próprio título do episódio, Ann contando a Leslie sobre estar pensando em se mudar para outra cidade e Chris e Ben atuando novamente como B1 e B2 da contabilidade. Comecemos pelo plot que resgatou as lembranças da chegada de Ben e Chris a Pawnee lá nos idos da segunda temporada. Muito engraçado Chris repetindo suas palavras e caras felizes (incluindo chapeuzinhos de aniversário) e, em seguida, Ben esfregando desgraça na cara dos três carinhas da falecida Eagleton. E que bela, simples, curta e sincera a cena final, em que Ben expressa o sentimento agridoce quanto à mudança do amigo.

Também vimos Ann e Leslie juntas em um plot com saldo misto. Depois das hilárias tentativas da enfermeira de desviar a atenção de Leslie da notícia da mudança com waffles e a foto photoshopada de Joe Biden sem camisa cavalgando, os roteiristas investiram nas reações exageradas de Leslie (o que não é novidade), caíram na previsibilidade e, consequentemente, perderam o ritmo da trama.

E então chegamos à expectativa-mor dos fãs de Parks, que era o desenrolar da unificação das cidades e que banho de histeria porralouca foi esse, hein?! Com a desintegração de Eagleton, os profissionais de áreas correspondentes a de nossos queridos personagens foram trazidos para o escritório para que Leslie então decidisse quem permaneceria no trabalho e quem seria demitido. E que show de horrores foram esses personagens novos. Meu amor eterno por Tynnyffer e suas numerosas cirurgias de rejuvenescimento genital, por ERIC, o software que cumpre 90% das funções de Tom, e Ron, a versão idêntica, mas oposta de nosso Ron Swanson. O único ex-eagletoniano que não emplacou foi Craig e isso se deve à composição muito over do personagem. A dinâmica que eles estabeleceram com April, Tom, Ron e Donna foi muito boa e rendeu momentos inspirados, representando o ponto alto do episódio. Pena que vimos quase todos (menos Craig, que não foi descartado ainda por Leslie) serem demitidos e darem adeus à série #XATIADO.

Fico feliz em saber que os roteiristas perceberam a riqueza trazida pela unificação das cidades e começaram a explorá-la. É entendível o fato de os roteiristas estarem deixando certas tramas em stand by, afinal o afastamento de Chris Pratt continua e Andy é um personagem calculado como participante dos rumos a serem tomados ao longo da temporada. O sexto ano de Parks continua se desenvolvendo bem, mesmo que paulatinamente, mas começo a sentir a necessidade de um grande episódio, um daqueles de tirar fôlego, de causar burburinho nas redes sociais e na mesa de bar.

P.S.: Jerry, Larry, Gary sendo Jerry/Larry/Gary é sempre uma boa pedida.

P.S.: Gente, e esses exageros/desperdícios orçamentários da falecida Eagleton, hein?!

P.S.: Ainda não consegui superar o nome de TYNNYFFER!!

P.S.: April sobre Tynnyffer: “Ela é a pior pessoa que eu já conheci. Eu quero viajar o mundo com ela” <333

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