O nome do episódio não deveria ser “O que a Karin faria”, mas sim “como a Karin não faz falta.”
A série está ruim. Mas como não adianta chutar cachorro morto, vamos tentar nos divertir com um episódio que foi menos pior. O nome desse episódio foi repetido tantas vezes, que deu uma vergonha alheia enquanto assistia. A trama da Karin se prova tão fraca e insuficiente, que quando é removida da história não faz diferença. Alguém sentiu falta do Augusto? Não sei aonde ele se meteu e nem que fim deu a história do processo, mas honestamente não me importo.
Confesso que algumas coisas me deixaram muito feliz. Que delícia ver uma brasileira achando que o nome do Doctor é Who – Um médico japonês! Eu gritei com a referência no meio do episódio e com a promessa do menino da vivo em mostrar todos os episódios, sem contar pra Lívia que são quase 700. Por falar nele, vejo um bom caminho pela frente ao olhar para a relação Ariel-Meninodavivo-Lívia. Sempre gostei da personagem dela e acho que ela pode ajudar a dar algum jeito nessa história tão sem carisma. Já shippo o casal Livivo.
Das histórias mais absurdas vemos Luna finalizando sua cota de mentiras loucas. Foi um final ruim e porco, mas não tinha como ser bom diante de um caminho tão tortuoso. Eu sabia que o namorado plantador orgânico não ficaria fixo e não substituiria o Oscar como par romântico da Luna, mas ele encerrou sua participação com dignidade. Nem se ela falasse a verdade antes dele descobrir, ele iria perdoar ela. Cheguei a pensar que ele poderia até ser violento, mas fez um sexo e chutou a Luna, fez bem.
Falando sobre dignidade, não consigo entender o que passa na cabeça machista desses roteiristas. É a segunda cena lésbica da série e a segunda vez que não tem contexto e chega de maneira ofensiva.
Uma cena dirigida com tom de pornografia, com cara de fantasia sexual machista e sem carregar nenhum discurso empoderador. Não existiu nenhum tipo de desenvolvimento. A Sabrina que odiava a prostituição até ontem, do nada, está pelada transando com a amiga. Foi gratuito e não vai desenvolver nenhum arco pra ninguém. Um desserviço pra imagem até da liberdade sexual. Triste.
Quem acha graça da psicopatia do Yuri? Quando a vitória pergunta se ele tem “merda na cabeça” ela tem razão. O que ele fez foi uma clara tentativa de homicídio culposo. Isso não é engraçado e gerou uma das sequências mais fracas da série.
Eu que elogiei a química e o desenvolvimento do Zanine com a Magali ao começo da temporada, não consigo acreditar que estou assistindo a lua de mel dele com uma menina aleatória. Honestamente, desejo o pior para ele e espero muito que a Magali supere e se ela ficar com a Sabrina, vai amenizar a cena fetiche que elas protagonizaram. Vai ser uma pena ver um personagem tão bom, sendo tirado de cena dessa maneira infeliz e depreciativa.
A cena de abertura, com o clube vazio foi delicada, mostrou que Joana faz falta no clube. E eu mesmo sinto falta da Joana que conhecemos nas primeiras temporadas, inteligente e marketeira. Sentimos falta do que acontecia, talvez por isso tenha sido tão bom assistir a apresentação do novo prédio.
Mia brilhou como deveria brilhar. Foi genial e mostrou um caminho novo para uma serie que se perdeu em suas próprias possibilidades. A Disneylandia do sexo pode ser um novo objetivo e um novo rumo para melhorar essa história que está tão meia boca. 225 milhões é um orçamento que a série não tem nem pra simular essa construção, mas espero que ela consiga ser bem feita a ponto de legitimar o tempo que investimos durante 4 anos assistindo a esse negócio.
Tivemos um final inesperado, não vou sentir falta do cineasta chato, mas espero em Cristo que Greta não tenha morrido nesse acidente. Faria uma falta que não tem preço. #salvemagorda






















