Orgulhoso! Muito orgulho! Sinto-me fidelizado!
Com apenas mais um episódio para que a primeira temporada de O Negócio termine, finalmente tivemos um boom de emoções. Tudo o que a série estava mantendo em certo marasmo nos episódios anteriores, foi apimentado nesse. Com quase toda a temporada praticamente concluída, posso dizer que estou orgulhoso do que a HBO fez. Criou uma série com uma temática interessante, inseriu um elenco afiado (com algumas exceções medianas), criou uma trama agradável e uma qualidade invejável. Desde a abertura, a fotografia, a direção, o roteiro… Tudo é muito bem planejado e executado, e espero que qualquer outra emissora que pense em fazer uma série futuramente se inspire na qualidade de O Negócio.
Uma coisa que eu estava sentindo falta era a evolução das ações de marketing. Tudo bem que tivemos a questão das abotoaduras, mas eu estava achando pouco, porém, nesse episódio tivemos uma bela alavancada. Fidelização é realmente a alma do sucesso de uma empresa. Sem um cliente fiel, que compre seu produto com regularidade, o defenda e principalmente, convença outros a comprarem também, nenhuma empresa dura. A própria Karin explica com maestria que uma empresa gasta muito mais para alcançar novos clientes do que para fidelizar os que ela tem e mais interessante ainda foi aplicar essa realidade ao mundo da prostituição.
Fiquei pensando no começo que não ia ter como ela conseguir isso e foi realmente o que aconteceu no início. Clientes que procuram garotas de programa querem justamente diversidade e não mais uma que tenha de ficar vendo com regularidade. Achei muito bem abordado e mais ainda a solução que a Karin encontrou para contornar o problema. A Oceano Azul agora não é apenas mais uma empresa de prostituição, mas sim uma espécie de “maçonaria” onde quem faz parte tem ajuda mútua em diversas áreas. Uma saída de mestre! Gostei demais! Nada de Augusto enchendo o saco e nem o professor de esgrima dando conselhos, apesar de imaginar que o Augusto reapareça no episódio final, até porque a trama dos dois ainda está em aberto.
Com a Luna, finalmente tivemos a demonstração daquilo que sempre queríamos: a descoberta da sua vida pela sua família. Bom, não foi exatamente o que aconteceu, mas foi legal ver que justamente o irmão dela foi quem chegou perto e tenho certeza que isso ascenderá o alarme dele nos próximos episódios, ainda mais que a Luna começou a se envolver com o acionista da Telefônica (O cara mora em Madrid!!) agora eu quero ver a continuidade disso. O Oscar simplesmente sumiu, foi expulso e não deu mais as caras e espero de verdade que não tenha acabado assim senão será no mínimo revoltante. Por enquanto levo apenas como uma saída estratégica e espero também revê-lo no season finale.
Já a Magali continua nos mostrando o dia a dia das garotas de programa. Acho legal colocarem casos assim, cada episódio uma situação diferente, parece o House da prostituição. Gostei da ideia do cara que teve de escolher entre o sexo ou a sua vida e gostei mais ainda da reação da Magali. Gostei de ver o lado humano dela e ver que ela não é apenas aquela garota que quer se dar bem e ganhar dinheiro, sem se importar com ninguém. No começo também achei que fosse tramoia do cara, mas quando vi a Luna e a Karin rindo soube que seria diferente. Vamos ver se a Magali terá uma trama envolvente ou será apenas a contadora de casos. Vamos ver…
E pra terminar até a Sônia ganhou destaque! Achei isso bárbaro, porque pra mim ela era apenas uma figurante sem importância, mas colocaram ela em destaque com o Ariel e isso trouxe uma importância bem interessante pra personagem. Tudo bem que só durou um episódio e vamos ver agora o que vai acontecer com ela, mas já foi bacana de ver que encontraram um uso maior pra secretária do que apenas pontas anunciando clientes que estão ao telefone. Eu nunca imaginei quando ela disse do namorado que ele seria o Ariel, essa foi uma excelente surpresa. Ariel tem sido um personagem muito bem elaborado e o final dele finalmente respeitando a Karin foi bárbaro. Como se fossem duas potências em guerra que declarassem uma trégua, porém sem largar as armas. Não acho que isso significa que os veremos amigos, mas abre uma série de possibilidades e quero ver o que teremos nessa Season Finale como clímax, porque com o Ariel e a mulher do Ministério Público fora da jogada não sei o que será abordado. Mas estou feliz!
Que orgulho de O Negócio! Feliz demais por tê-la assistido até o momento. Só rezo e muito pra que não estraguem o final.















