“Paixão antiga sempre mexe com a gente”.

Spoilers Abaixo:

Já dizia Tim Maia. “(…) É tão difícil esquecer. Basta um encontro por acaso e pronto, começa tudo outra vez”.

Acho que com este trecho, praticamente, já poderíamos encerrar esta review, não é? Afinal, certas poesias têm o poder de explicar todos os sentimentos em poucas palavras. Devo dizer que foi com muito gosto que assisti a cada minuto deste episódio. Apesar de acontecer coisas que já esperávamos, não é prazeroso acompanhar quando o momento finalmente chega?

São tantas coisas interessantes pra se falar que fica até difícil destacar o que foi mais importante. Escolhi como capa deste post essa imagem de Juliette, pois essa imagem com certeza diz muita coisa. Todo mundo quer ter alguém, mas esse alguém não deve ser qualquer um. Todo mundo quer ter um apoio, um companheiro. Alguém pra dividir, pra se importar realmente com você. Tem alguma coisa de errado até aí? Claro que não! O errado é você depositar a sua felicidade nas mãos desta outra pessoa, ou apostar tudo que tem nessa relação. Afinal, as pessoas são falhas. Ninguém tem o compromisso com a sua felicidade, além de você mesmo. Embora não reconheçam, ou pensem não transmitir, pessoas carentes dão mínimos sinais que sempre resultam em desgaste, afastamento ou fazem com que, em outros casos, torne a pessoa vulnerável. Como já falei algumas vezes, a carência afetiva de Juliette a faz buscar esta dependência em outra pessoa. Talvez esteja tentando suprir a falta de amor na infância. Motivos a parte, Juliette acabou sendo uma presa fácil para Dante. Este parece ser um verdadeiro charlatão com sua história de padrinho de pessoas quimicamente dependente. Não era tão difícil se aproveitar de duas pessoas tão sem estrutura como Juliette e sua mãe. Qual credibilidade Jolene poderia passar? Qual o outro destino poderia ter uma cabeça dura como Juliette?

Dizem que é necessário aprender com os próprios erros, mas a lição que Juliette tomou desta história foi totalmente o contrário. Imagina que você estuda bastante pra uma prova, chega na hora não consegue o resultado que esperava. O nome disso é decepção. O que você vai fazer então? Largar os estudos porque se decepcionou com algo que apostou? Essa deveria ser a lógica que todos deveriam usar também para relacionamentos. Por que deixar de acreditar nas pessoas apenas porque uma, ou alguma delas te desapontou? Esse sentimento adotado por Juliette, e muito comum no mundo que vivemos, só vem acompanhado de mais coisas ruins.

Enquanto sua rival aprendia da forma mais difícil, Rayna, finalmente, se deixou levar pelo sentimento mais profundo e assustador de todos. A princípio, achava que ela estava determinada a seguir em frente. Não procurou Deacon, não tentou desestruturar a sua vida e até se arriscou a conhecer uma pessoa nova. Não sabemos muito sobre a vida amorosa de Rayna sem incluir Deacon e Teddy, mas imaginamos que ela praticamente focou toda a vida nesses dois relacionamentos. Ao mesmo tempo em que a rainha não conseguia esquecer, Deacon também não, acho que ele não suportou ver o amor da sua vida nos braços de outra pessoa… de novo. Quem sobrou e vai sofrer mais ainda, e sem merecer, é Stacy. É muito complicado cair de paraquedas na vida de alguém que já está no meio do caminho. Deacon vai trocar um relacionamento saudável com uma pessoa legal e interessante para se arriscar em uma incerteza, assim como a maioria das pessoas que não conseguem esquecer alguém.

Continuando a falar de “paixão antiga sempre mexe com a gente”, não foi diferente para Scarlett. Alguém ainda duvida que existe alguma coisa em Avery que mexe com ela? Não foi falta de sentimento a razão do término, e sim falta de perspectiva. O que acontece quando aquele cara errado e que não vale nada reaparece na sua vida tentando ser aquele por quem você se apaixonou? Com certeza balançou o coraçãozinho dela. Podemos ver que da parte de Gunnar, as coisas também não estão bem no relacionamento. O que ia bem, justamente com seu novo amiguinho Will, de repente se transformou em um pesadelo. Já havia suspeitado das intenções de Will, mas será que Gunnar vai acabar gostando? Aposto que no mínimo ele vai ficar confuso.

 Por último e com certeza menos importante: ursinho Teddy. Ursinho sim, porque é de pelúcia, inofensivo, todo mundo brinca, mas ninguém leva a sério. Esse cara está destinado a sofrer, só pode. Desde o começo da série ele vem só comendo o pão que o diabo amassou. Nunca foi amado pela esposa, arrumou uma mulher que o usou, tinha um sogro mau caráter que só queria o ver pelas coisas e pra completar, agora tentam armar um complô pra tirar a única coisa boa que parece ter acontecido: o cargo da prefeitura. Quando que esse cara vai se dar bem na vida? Tá difícil para o lado dele.

O que posso dizer daqui para frente é que estou bem curiosa pra saber o que vai acontecer nos próximos capítulos. Nashville está em uma ascendência de qualidade espetacular de uns 5 episódios pra cá e essa expectativa é sempre muito interessante. Continuo dando menções honrosas a Hayden Pannettiere por um destaque de interpretação sensacional. A segunda menção é para a trilha sonora na cena romântica de Rayna e Deacon. Caiu como uma luva! Vamos lá, ABC. O que está esperando pra renovar Nashville?

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