Gibbs chutando traseiros

 Spoilers Abaixo:

Não é de hoje que falo que Men At Work é uma das melhores comédias da atualidade. Focada no simples, mas com muita inteligência e boas atuações, a série se tornou uma excelente surpresa para mim e agora me tornei um completo viciado por ela. E se as boas atuações são um dos trunfos da série, o que dizer do Gibbs? Para mim ele sempre foi e permanece sendo o melhor personagem dessa série. Não que os outros sejam ruins, acho por exemplo o Tyler fabuloso e muitas vezes ele e o Gibbs dividem as cenas, mas em alguns momentos nosso velho tio bota pra quebrar.

Nesses dois últimos episódios tivemos foco no Gibbs o que foi interessante para corroborar com meu texto. Se no “Uncle Gibbs” vimos um lado mais paternal do personagem, preocupado primeiro em ser o tio bacana, aquele que quer ser sempre venerado e lembrado, depois passa a se focar em levar o sobrinho ao caminho correto, nem que para isso tenha que fingir ser o próprio numa entrevista para a universidade Columbia. Essa cena, por sinal, foi a melhor do episódio, na minha opinião. A parte em que perguntam a ele quais os médicos que ele admirava e ele me responde Dr. Dre e Dr. Pepper eu tive que voltar a cena de novo. Para melhorar ele ainda olha com a maior cara de pau e diz: “Vocês sabem que não sou eu, certo?”. A cara de pau do personagem é de longe a sua maior qualidade, não vemos um momento em que ele tenha medo de fazer o que quer, exceto ficar muito tempo perto do Neal.

E se não bastasse o Gibbs como tio, ainda tivemos um prato cheio no episódio seguinte. O que foram aquelas cenas com a nova namorada do Tyler falando e o Gibbs de baby doll? Para mim entra no top 10 da série, em especial a última onde ele, o Milo e o Neal enganam o Tyler. Para completar mais uma característica que adoro no Gibbs e sempre temos um perfil parecido em séries de comédia é o cara que não sabe guardar segredos. Um estereótipo bem conhecido, mas que sempre funciona. Simples, direto e convincente.

Tyler também mandou muito bem não posso negar. A trama dele e o Milo no primeiro episódio com o colete da sorte foi muito bem bolada. Primeiro o Milo se gaba por ele ter sido usado pelo Jay-Z e depois de várias situações absurdas de sorte até o Neal tenta se utilizar dele, mas como sempre ele tem que estragar tudo e fazer uma besteira. Esse é o estereótipo do Neal e quando ele colocou o colete era óbvio que algo daria errado, por sinal foi ótimo ver o Gibbs tomando a injeção e ficando elétrico. O Milo no episódio seguinte ficou meio apagado assim como o Neal, cuja trama eu achei totalmente sem graça e desnecessária, era mais fácil ele ter ficado como apoio para as situações entre o Tyler e o Gibbs, porque a história do aniversário macabro não foi tão legal.

Men At Work começa a dar foco em seus personagens e a resgatar o que já criou de tramas anteriores. Adorei o retorno da Rachel e isso mostra um pouco da capacidade dos roteiristas em aproveitarem o que já foi criado. Também gosto da maneira como mostram caras pegadores, adultos, mas que agem como crianças principalmente nas situações adversas. O que dizer das cenas clássicas que eles conversam, entram num acordo, decide a agir como adulto e quando um pisca os dois estão fazendo a mesma idiotice. Esse é o charme e o diferencial da série, a imaturidade de homens num ambiente de trabalho onde eles teoricamente teriam de ser mais adultos. Não é preciso ser nerd para ser criança.

Observações:

Tyler – cinco letras: qual nome que é dado para um amigo que o traiu.

Gibss –  Gibbs!

Rachei de rir!

Neal – Isso me lembra do meu antigo vício de três maços por dia.

 Gibss – Você fumava?

 Neal – Não eram cartas de RPG.

Nerds Rules!

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