Foi fraco, abaixo da média e com uns detalhes no roteiro que enfraqueceram a admiração por Limitless desta semana. Os motivos vou dizê-los abaixo.
Ok, demos continuidade ao entendimento da falha de comunicação, também chamada de “ruído”, entre o alto comando do FBI, uma de suas agentes especiais e a CIA. Se você viu o último episódio sabe que Brian foi sequestrado para cumprir uma missão com seus super-poderes. Na verdade, ele foi responsável que o grupo que lhe arrebatou fosse desfeito. Caça e caçadores foram dizimados um a um pela astúcia de Finch. Não vamos repetir o que já foi dito.
Louve-se que não tivemos um ‘casinho’ pra ser resolvido e que fica mais rica a história quando os personagens são mais explorados, seus universos ficam menos restritos e para aqueles que não curtem os procedurais, um alívio bacana. Só que o plot sobre quem permitiu que Finch fosse prestar serviços para CIA é tão desinteressante que não precisava se dar a devida atenção… Tipo, como assim Naz presa sobre possível uso do dinheiro para pagar terroristas (no caso um pirata)?
Uma fragilidade imensa. Uma premissa mal contada. Uma ideia bastante aleatória sobre como manter o carisma do Brian no ar e fazer a gente se divertir. Confesso, em alguns momentos tive uma vergonha alheia. Como assim: para que um influente asiático pudesse convencer um pirata que largasse uma das reféns ele (Brian) entregaria um jogo de Pinball?
Tudo bem: eu sempre digo (por vezes sou até repetitivo) que nós não temos que levar tudo a sério em um programa feito para entreter, mas beira ao ridículo algumas soluções neste episódio, como por exemplo, uma conversa que ninguém viu entre Boyle e Loretta e que resultou no documento que comprovou que quem entregou Finch à CIA foi Poulson. Nada convincente.
A gente não precisava de tanta pagação de mico…
Como assim ficar em Nova Iorque com uma placa esperando que um cara se aproximasse e se interessasse por aquela mensagem tão específica? Acho que passou um pouco do “limitless” (não resisti) com relação ao bom gosto e a meu ver algumas falhas aconteceram. Por exemplo:
– Quem entregou de volta o celular do substituto de Naz? Em nenhum momento isso ficou claro, uma vez que nem Finch e nem Rebecca retornaram à sede para mais investigações;
– Pede-se um favor ao Sands e o cara entra no episódio e sai como se nada tivesse acontecido. Ok, ele foi importante para que Poulson pudesse renunciar a seu cargo no FBI, mas a participação foi vazia;
– Finch arranja mais NZTs (nós já sabemos quem deu a ele) e lança uma desculpa esfarrapada para Rebecca. Ela aceita, “de boa”, sem muitos questionamentos, apenas dizendo que aquela conversa não terminou por ali. Será que em 43 minutos e uns quebradinhos não dá para construir argumentos mais factíveis até para ficção? Houve um relaxamento desfavorável à “When Pirates Pirate Pirates”.
– A diretora usa o dinheiro do FBI para fins particulares e depois nada se diz a respeito? Só a renúncia de Poulson foi suficiente? Não, não. Senta lá, “Cláudia”.
A gente já falou que quem segura a série é o Finch, mas precisamos de histórias e argumentos muito mais interessantes do que os apresentados até aqui. Talvez seja melhor admitir de vez, na nossa cabeça, que a série é apenas uma curtição e que não irá assumir o desafio de entregar um roteiro mais pesado se o alívio cômico está em todos os episódios desde então. O que eu sugiro – sem qualquer tipo de temor – é que continue sendo feito com dignidade, mas com um maior capricho, porque, tirando as cenas que envolvem Brian, dá vontade de levantar do sofá (ou de onde se esteja) e ir passando as cenas. Nem vou falar do desempenho de Jennifer Carpenter mais uma vez para não parecer que seja uma perseguição desmedida.
Torci para que nosso heroi se envolvesse com a filha de Naz. Sério, o cara anda sozinho pacas e parece que não há qualquer tipo de química entre ele e Rebecca. Repararam que o namorado da moça (Rebecca) simplesmente sumiu da série da mesma forma que apareceu, do nada? Ela é a certinha sem sal e ele (Brian) é o aventureiro audaz que mudou a rotina da agente federal, mas ela, mesmo dando umas incertas vez por outra, não consegue ser convincente.
Foi um episódio muito ruim e fraco de Limitless, que precisa nos dar expectativas, que a premissa principal tem fôlego não apenas para uma renovação, mas também para se sustentar com episódios mais interessantes e divertidos. Posso dizer, sem medo de ser assertivo, que foi o pior de todos os episódios desde sua excelente estreia.
Este é o risco que se corre quando uma série aceita os longuíssimos 22 episódios. E agora, temos história pra contar até o fim?















