
Se a cada episódio Kings surpreende pela sua qualidade, nos bastidores as notícias não são animadoras.
Spoilers Abaixo:
Eu sempre tive esperança de que antes da NBC pensar em cancelar Kings pela baixa audiência, ela daria uma nova chance para a série mudando ela de horário. Felizmente isso aconteceu essa semana, mas infelizmente para um horário ainda pior que o domingo à noite. Kings é a nova atração nas noites de sábado. Isso é praticamente um cancelamento educado. Depois dessa manobra eu diria que as chances de renovação para uma nova temporada é praticamente inexistente. Ao todo existem 13 episódios e tudo indica que o 13º episódio será o series finale.
Esse foi um episódio muito movimentado, mas eu destaco duas coisas: o conflito de lealdade de David e as reviravoltas políticas.
Mais uma vez o rei Silas usou David como escudo. Dessa vez no conflito sobre as terras cedidas ao reino de Gath como prova de boa fé em troca da paz. No entanto os moradores das terras em questão não estavam dispostos a abandonar seus lares (incluindo a família de David) e isso acabou gerando uma mini-guerra civil.
Por mais que essa rebelião em Port Prosperity tenha sido um pouco exagerada, serviu mais como pano de fundo para colocar David novamente nos holofotes e ao mesmo tempo mostrar como ele tentou balancear sua lealdade ao rei Silas e sua própria família. Como um capitão da guarda real, obviamente que apoiar a decisão do rei era o dever de David, mas as coisas não foram tão obvias e assim, afinal, o irmão de David era um dos lideres da rebelião.
Paralelamente o golpe de estado liderado pelo próprio cunhado do rei vai tomando corpo. William aos poucos vai alimentando a luxúria do príncipe Jack dando a ele poder e controle sobre a maior rede de notícias de Gilboa. No entanto essa sede de poder de Jack é rapidamente esmagada por Silas. Entra em cena a milionária Katrina. Ela compra a emissora e tira o poder de Jack tão facilmente como seu tio William lhe deu. Isso foi o suficiente para Jack concordar com o plano de William para tomar a coroa de Silas.
Os motivos pela qual Katrina quer tanto um acento na mesa do rei ainda são desconhecidos, mas é outro personagem interessante que adentra a trama.
A rebelião em Port Prosperity chega ao fim depois que os “rebeldes” decidem manter refém a princesa Michelle. Silas que até então estava deixando as coisas rolarem, resolve literalmente dar um fim nos “rebeldes”. Gostei da cena da invasão e de como David estava disposto a dar sua vida por Michelle.
Outro evento importante que estava acontecendo era a reunião de cúpula dos principais envolvidos no golpe de estado contra o rei. Não entendi direito o que o reverendo Samuels viu na bandeira ou na fumaça no topo daquele prédio que o fez mudar de idéia, mas sem dúvida foi alguma ação divina, pois momentos depois os soldados do rei entraram e mataram todos aqueles que estavam ali. Já William foi salvo graças a Abner, um dos braços direito de Silas.
A queda de Silas é eminente. Isso ficou claro no piloto. David será o próximo rei de Gilboa e o desenrolar dessa história está cada vez mais envolvente. É uma pena que talvez nem tenhamos um final digno para essa saga.












