É, parece que conforme esperado, as coisas começam a sair do trilho de vez, em HeadHunter. Jay, Dom, Lisa, Keith, Ryan, todos começam a encontrar percalços pelo caminho nesse quarto episódio da terceira temporada. Curioso que Alvey seja talvez o único que, ainda longe de ter seus problemas solucionados, simplesmente começa a enxergar o seu problema real. A grande ruptura, contanto, foi de Jay.
Nós já vínhamos comentando sobre como Jay se sente oprimido nesse novo universo familiar que ele escolheu viver, mas estava claro que sua esposa e sua filha ainda eram o seu farol, que o guiavam para um caminho diferente. A sua desilusão no trabalho, contudo, foi forte demais para ele segurar. É curioso justamente, que o chefe de Jay diz para ele “parece que você não quer ser bem-sucedido”. TUDO o que Jay quer, em sua vida, é vencer, e acredito que isso foi meio que um tapa na cara para despertar o lutador que estava adormecido dentro dele. O problema é que quando esse animal acorda, amigo, alguém tem que segurar, porque ele volta com o pacote completo!
Não sei qual a posição final de Jay após todo o acontecido no jantar, qual caminho ele vai escolher seguir, mas é realmente estranho o fato de a família de Amy não ter estado no batismo de Maya. A verdade é que, assim como na maioria dos casos, o ideal é que eles cheguem a um consenso entre as partes. Nem o voto de pobreza que Amy parece ter feito ao se casar com Jay, nem a vida rodeada por dinheiro que sua família poderia providenciar. Se o lutador realmente abrir mão de sua mulher e sua filha dessa forma, será um destino melancólico, para ele, e inevitavelmente dramático.
É até curioso que Christina tenha, dessa vez, a missão de trazer Jay de volta para o mundo real, em uma inversão de papéis muito bem pensada. Aliás, o texto de HeadHunter é brilhante, e no momento em que Christina entra no banheiro e solta um “You’re blowing it” (que pode ser interpretado tanto como “você está cheirando”, como com um “você está estragando tudo”), é impossível não pensar na perspicácia de quem escreveu essa fala.

Christina, aliás, parece ser a pessoa mais sensata e centrada da família inteira, nesse momento. Ajudando Jay, conversando com Nate sobre sua sexualidade, e é bom ver ele se soltando um pouco com sua família, e sendo até mesmo um ponto de apoio para Alvey, que, entendendo finalmente que seu problema é justamente o fato de ter afastado as pessoas de si, recorre cada vez mais a sua antes odiada ex-esposa.
Alvey sente dores que sabe não serem físicas, mas precisa de um psiquiatra para pontuar o que já era óbvio: ele sente essas dores quando está sozinho. O problema real de Alvey não é a solidão por si só, mas o vazio que ele percebeu ter em sua vida. Sem filhos próximos, sem esposa, sem perspectiva, Alvey é o retrato vaidoso de alguém que não soube valorizar quem tinha ao redor, e se vê agora, mais velho, sem saber o que fazer.
A relação entre Lisa e Dom, por exemplo, é uma que só se desenvolveu, em HeadHunter, justamente pela capacidade do treinador de ocupar um espaço no vazio de Lisa. A forma como ela expulsa ele do carro, por exemplo, mostra o quanto ela despreza Dom, mas ele era o homem certo no lugar certo, e soube falar as palavras certas para deixá-la vulnerável. Dom, por sinal, está realmente movimentando a Navy St bem mais do que imaginei. A treta dele com Alvey e o whey que providenciou para Ryan mostram que ele está atacando em diversas frentes diferentes. Ainda estou muito curioso para ver onde isso vai dar.
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A história de Ryan e Keith, por sua vez, se torna muito mais dramática do que estava antes. Ryan consegue consolar o amigo com alguma dedicação – e é engraçado ver Ryan, tão acostumado a agarrar alguém para bater ou estrangular, abraçando o amigo de forma tão carinhosa e absolutamente sem jeito para aquilo – a dedicação do lutador foi mais importante do que a eficiência! A verdade, contudo, é que Keith realmente estragou tudo, e o pior, trouxe Ryan para dentro do problema, de alguma forma. A coisa ficou feia.















