Quem poderia imaginar o destino da filha de Sarah???
Reunion foi tão fluido e teve um roteiro tão bem arquitetado que deu a impressão que faltou um pedaço: como assim já se passaram 40 minutos? E no meio de tanta coisa boa, a melhor delas, sem dúvida nenhuma, foi a revelação do que havia acontecido com o filho de Sarah: NADA! A forma como esta frase foi colocada até parece ironia, porém, foi uma sacada de gênio transformar o feto em imortal e, como todo Silver Eyes não envelhece, nada mais lógico que o bebê siga a mesma regra, transformando sua mãe numa grávida eterna. Pior que isso: uma grávida de primeiro trimestre eterna! Haja enjôo…
Entretanto, enjoada é um adjetivo que não se aplica à Sarah neste começo de temporada. É inegável a melhora de qualidade tanto no comportamento e história da personagem, quanto na atuação de Jordan Hayes, que modificaram o status da menina de “a mais insignificante” para “a maior badass” da série. Independente de ter se tornado imortal ou de estar grávida, as ações do CDC na ilha são todas coordenadas por ela, deixando o Peter como primeiro reserva eterno na preferência dos fãs (ainda que ele seja a líder nomeado da equipe).

Por outro lado, Allan continua sendo o ponto fraco da trama. Todo o ar misterioso acerca da sua presença na ilha, deixando transparecer que ele poderia ser o mentor da presença dos seus ex-parceiro em St. Germain, foi esvanecido com a revelação que a chegada deles foi pura coincidência. Ainda que ele não quisesse estragar seu disfarce de Brother Jerome, haveria muitas formas dele ocultar sua presença de Sarah e Peter. Entretanto, se o objetivo fosse se revelar, por que não contar para a mãe de seu filho, que acabara de revelar segredos apavorantes, os motivos que o levaram até a ilha? Todo bom seriador entende que a manutenção deste mistério é um fator de retenção dos telespectadores, no entanto, quase que invariavelmente, as explicações finais sobre as razões para revelá-las tardiamente são insatisfatórias. É torcer para que realmente haja alguma justificativa boa para isso.
Outra grande decepção sobre o protagonista aconteceu 30 anos no futuro, com o descoberta que o seu suposto túmulo abrigava, na verdade, um esqueleto feminino, deixando uma grande possibilidade para a aparição de um Allan da terceira idade. Há de se elogiar, novamente, as fantásticas cenas de transição temporais, mostrando o envelhecimento de ratos e prédios. Simplesmente sensacional. Ainda que a história tenha caminhado muito pouco no cenário do futuro, a revelação que Julia realmente está infectada e que ainda existe algo assustador na ilha são animadoras. Não é nenhuma novidade uma floresta onde existem criaturas que levam as crianças de um acampamento com a conivência dos seus pseudo-protetores (sim, night walkers, eu estou falando de vocês), porém uma coisa é certa, quando se gosta de uma obra isso se chama “referência pop” e quando não se gosta, “plágio descarado”. Helix encontra-se na primeira opção e seria de se estranhar, se os “bixos”, fossem chamados de aqueles-de-quem-não-falamos.

Quanto à seita em si, é muito cedo para tentar entender o que de fato está acontecendo. Todos parecem culpados e inocentes ao mesmo tempo e as pistas são muito vagas sobre o real objetivo e motivação de sua existência. O que parece claro, pelo menos por hora, é que ela realmente não tem nada a ver com a criação de uma super bactéria para destruir os imortais, como deu a entender na premiere.
Agora é só esperar mais uma semana e torcer para o Allan seja “menos Allan” no próximo episódio e que o resto siga este mesmo fluxo, que está muito bom.












